Gnosiologia

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A gnosiologia (também grafado gnoseologia; do grego gnosis, 'conhecimento', e logos, 'discurso'),[1] também chamada teoria do conhecimento,[2] é o ramo da filosofia que se ocupa do estudo do conhecimento. É a reflexão em torno da origem, natureza e limites do ato cognitivo. Ocupa-se da validade do conhecimento em função do sujeito cognoscente, ou seja, daquele que conhece o objeto.

A gnoseologia não se confunde com a epistemologia, que se refere apenas ao conhecimento científico. A metafísica também não pode ser confundida com ontologia: ambas se preocupam com o ser; porém a metafísica põe em questão a própria essência e existência do ser. Em outras palavras, grosso modo, a ontologia insere-se na teoria geral do conhecimento, que se preocupa com a validade do pensamento, das condições do objeto e sua relação com o sujeito cognoscente, enquanto que a metafísica procura a verdadeira essência e condições de existência do ser.

Teoria do conhecimento[editar | editar código-fonte]

A Teoria do conhecimento tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de conhecer. Os principais problemas da teoria do conhecimento são:[3]

  • A possibilidade do conhecimento
  • A origem do conhecimento
  • O limite do conhecimento
  • A essência do conhecimento
  • As formas do conhecimento
  • O valor do conhecimento (o problema da verdade)

Se há conhecimento humano, existe a verdade, porque esta nada mais é do que a adequação da inteligência com a coisa (segundo a concepção aristotélico-tomista). Com o conhecimento da verdade, há consequentemente a certeza, que surge mediante a passagem da inteligência à verdade conhecida. A inteligência humana tende a fixar-se na verdade conhecida. Metodologicamente, há primeiramente o conhecimento, depois a verdade, e finalmente a certeza. Tal tomada de posição perante o primeiro problema da crítica, é chamado de dogmatismo, sendo defendida por filósofos realistas, como por exemplo, Aristóteles e Tomás de Aquino.

Se, ao contrário, se sustentar que a inteligência permanece, em tudo e sempre, sem nada afirmar e sem nada negar, i.é, sem admitir nenhuma verdade e nenhuma certeza, sendo a dúvida universal e permanente o resultado normal da inteligência humana, está se defendendo o ceticismo.

O problema crítico representa um passo além do dogmatismo e do ceticismo. Uma vez que admite-se a existência da verdade (valor do conhecimento), e da certeza, pergunta-se então onde estão as coisas: só na inteligência, como querem Platão, Hegel (idealismo), só na matéria, como ensina Marx (materialismo), no intelecto humano e na matéria, como dizem Aristóteles, Tomás de Aquino (realismo), ou só na razão, como diz Descartes .[3]

Conceito[editar | editar código-fonte]

Para o idealismo, o ente, i.é, o ente transcendente, compõe-se somente de idéias. Para o materialismo, somente matéria. Para o realismo, idéias e matéria. Para o racionalismo.

Investigando os fundamentos de todo o conhecimento, pois critica o conhecimento do ente transcendente, a Crítica é a base necessária de todo o saber científico e filosófico, inclusive da própria Ontologia. Então não se pode substituir gnosiologia por epistemologia, uma vez que a epistemologia está contida na gnosiologia.

Na gnosiologia existe o apriorismo kantiano, que se utiliza do racionalismo e do empirismo: primeiro, o sujeito conhece a partir dos sentidos; depois, a razão organiza o conhecimento empírico.

Referências

  1. A origem do termo se deve a Alexander Gottlieb Baumgarten, seguidor de Leibniz, que assim designava a "teoria do conhecimento', dividindo a gnosiologia em "lógica" e "estética". Ver Apel, Karl-Otto; Sini, Carlo; Filosofia; Milão: Jaca Book, 1992, p. 189.
  2. Enciclopedia Treccani: gnoseologia.
  3. a b «gnosiologia». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 12 de maio de 2013 


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