Go (linguagem de programação)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja GO.
Go
Paradigma compilada, concorrente, imperativa, estruturada
Surgido em 2009[1]
Última versão 1.12 (25 de fevereiro de 2019)
Criado por Robert Griesemer, Rob Pike, and Ken Thompson[1]
Estilo de tipagem: Estática[2]
Compiladores gc, gccgo[3]
Influenciada por C, Pascal, Modula, Oberon, Newsqueak, Limbo[4]
Licença: BSD[3]
Extensão do arquivo: .go
Página oficial golang.org

Go é uma linguagem de programação criada pela Google e lançada em código livre em novembro de 2009. É uma linguagem compilada e focada em produtividade e programação concorrente,[4] baseada em trabalhos feitos no sistema operacional chamado Inferno.[5] O projeto inicial da linguagem foi feito em setembro de 2007 por Robert Griesemer, Rob Pike e Ken Thompson.[4] Atualmente, há implementações para Windows, Linux, Mac OS X e FreeBSD.[3]

Descrição[editar | editar código-fonte]

A sintaxe de Go é semelhante a C e suas declarações são feitas com base em Pascal limpo; uma variação é a declaração de tipos, a ausência de parênteses em volta das estruturas for e if. Possui coletor de lixo. Seu modelo de concorrência é baseado no CSP de Tony Hoare,[4] além de possuir características do cálculo pi, como passagem por canal.

Algumas funcionalidades ausentes são tratamento de exceção, Herança, programação genérica, assert e sobrecarga de métodos.[4] Os autores expressam abertura para discutir programação genérica, mas argumentam abertamente contra asserções e defendem a omissão de herança de tipos em favor da eficiência.[4] Ao contrário de Java, vetores associativos são parte intrínseca da linguagem, assim como strings.

Implementações[editar | editar código-fonte]

Atualmente, há dois compiladores para Go. 6g e ferramentas complementares - conhecidos em conjunto como gc - são escritos em C, usando yacc e bison para análise sintática. Além do gc, há o gccgo, um compilador de Go com front-end C++ (utilizando um analisador sintático descendente recursivo) associado ao back-end padrão do GCC.[2]

Hello World[editar | editar código-fonte]

Abaixo, segue-se o Programa Olá Mundo em Go:

package main

import "fmt"

func main() {
    fmt.Printf("Olá, Mundo!\n")
}

Orientado a Objeto?[editar | editar código-fonte]

É possível programar orientado a objetos, mas não da forma mais comum, pois Go não utiliza classes e sim estruturas. Na orientação a objetos, são criados métodos sem classes, interface sem hierarquia, e reutilização de código sem herança.

type Pessoa struct {
 
  Nome string
 
  idade int
 
}
package main

import "fmt"

type Animal struct{
    
}

func (a Animal) Comer() {
    fmt.Println("Comendo")
}

type MembroFamilia struct{
    
}
func (fm MembroFamilia) Nome() {
    fmt.Println("Meu nome não é Johnny")
}
type Cachorro struct {
    Animal // Struct incorporada/embedada
    MembroFamilia // Struct incorporada/embedada
}
func main() {
    d := Cachorro{}
    d.Comer() // Printa "Comendo"
    d.Nome() // Printa "Meu nome não é Johnny"
}

Funções[editar | editar código-fonte]

Go também possui funções como outras linguagem, as funções podem retornar valores únicos, múltiplos e até mesmo retornar outra função.

package main

import "fmt"

func somar (a int ,b int) int{
    return a + b
}

func main(){
    res := somar(1, 2)
    fmt.println("1 + 2 = ", res)
}

Exemplo de múltiplos retornos:

package main

import "fmt"

func atribuiValor (int, int){
    return 15,22
}

func main(){
    //Aqui queremos atribuir dois valores nas
    //variaveis a e b
    a, b:= atribuiValor()
    fmt.println("A = ", a)
    fmt.println("B = ", b)
    
    //Podemos também apenas escolher um valor
    //a ser retornado
    _, c := atribuiValor()
    fmt.println("C = ", c)
}

Em Go uma função pode receber um numero variável de parâmetros, ou seja, não se sabe ao certo quantos parâmetros serão recebidos.

package main

import "fmt"

func variaveis(nums ...int)soma{
    //Imprimindo os valores recebidos
    fmt.Print(nums," ")
    total := 0
    
    for _, num := range nums{
        //Fazendo a soma dos valores recebidos
        total += num
    }
    fmt.println("Total = ", num)
}

func main(){
    variaveis(1,4,7)// Resultado impresso "12"
    variaveis(4,2)// Resultado impresso "6"
    
    //Pode se enviar um vetor como parametro
    v := []int{0,1,2,3,4,5,6}// Resultado impresso "21"
    variaveis(v...)
}

Funções também podem receber outras funções como parâmetros.

package main

import "fmt" 

func intSeq() func() int {
    i := 0
    return func() int {
        i += 1
        return i 
    }
}

func main() {
    nextInt := intSeq() // Aqui "nextInt" recebe como valor a função intSeq
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 1
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 2
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 3
    newInts := intSeq()
    fmt.Println(newInts()) // Printa 1 
}

Exceções[editar | editar código-fonte]

O Go (ao contrário do Java) não possui exceções como try / catch / finally blocks. Ele possui tratamento estrito de erros com funções chamadas de panic e recover e uma instrução chamada defer.

PANIC[editar | editar código-fonte]

Um uso comum de pânico é abortar se uma função retornar um valor de erro que não sabemos como (ou queremos) manipular. Executar este programa fará com que ele entre em pânico, imprima uma mensagem de erro e rastreie goroutine e saia com um status diferente de zero.

package main
import "os"
func main() {
    panic("a problem")

    _, err := os.Create("/tmp/file")
    if err != nil {
        panic(err)
    }
}

RECOVER[editar | editar código-fonte]

É uma função embutida que recupera o controle de uma gorout em pânico. Recuperar só é útil dentro de funções diferidas. Durante a execução normal, uma chamada para recuperar retornará nula e não terá outro efeito. Se a gorout atual estiver em pânico, uma chamada para recuperar capturará o valor dado ao pânico e retomará a execução normal.

DEFER[editar | editar código-fonte]

Um defer empurra uma chamada de função para uma lista. A lista de chamadas salvas é executada após a função circundante retornar. Adiar é comumente usado para simplificar funções que executam várias ações de limpeza.

package main
import "fmt"
import "os"

func main() {
    f := createFile("/tmp/defer.txt")
    defer closeFile(f)
    writeFile(f)
}
func createFile(p string) *os.File {
    fmt.Println("creating")
    f, err := os.Create(p)
    if err != nil {
        panic(err)
    }
    return f
}
func writeFile(f *os.File) {
    fmt.Println("writing")
    fmt.Fprintln(f, "data")
}
func closeFile(f *os.File) {
    fmt.Println("closing")
    f.Close()
}

Métodos[editar | editar código-fonte]

Go suporta métodos definidos em tipos struct. Métodos podem ser definidos para qualquer tipo de receptor ponteiro ou valor. Go trata automaticamente conversões entre valores e ponteiros para métodos de chamada. Você pode querer usar um ponteiro do tipo receptor para evitar a cópia de um método de chamada ou para permitir que o método faça mutação da estrutura recebida.

package main
import "fmt"
type rect struct {
    width, height int
}

func (r *rect) area() int {
    return r.width * r.height
}

func (r rect) perim() int {
    return 2*r.width + 2*r.height
}
func main() {
    r := rect{width: 10, height: 5}
    fmt.Println("area: ", r.area()) // Printa area: 50
    fmt.Println("perim:", r.perim()) // Printa perim: 30
    rp := &r
    fmt.Println("area: ", rp.area()) // Printa area: 50
    fmt.Println("perim:", rp.perim()) // Printa perim: 30
}

Interface[editar | editar código-fonte]

Interface nada mais é que um conjunto de métodos.

package main
import "fmt"
import "math"

type geometria interface {
    area() float64
    perim() float64
}

type quadrado struct {
    largura, altura float64
}

type círculo struct {
    raio float64
}

func (q quadrado) area() float64 {
    return q.largura * q.altura
}

func (q quadrado) perim() float64 {
    return 2*q.largura + 2*q.altura
}

func (c círculo) area() float64 {
    return math.Pi * c.raio * c.raio
}

func (c círculo) perim() float64 {
    return 2 * math.Pi * c.raio
}

func medir(g geometria) {
    fmt.Println(g) // Printa os valores da forma geometrica recebida ex: quadrado = altura e largura
    fmt.Println(g.area()) // Printa a area da forma recebida
    fmt.Println(g.perim()) // Printa o perimetro da forma recebida
}
func main() {
    q := quadrado{largura: 3, altura: 4}
    c := círculo{raio: 5}
    medir(q)
    medir(c)
}

Goroutines[editar | editar código-fonte]

Goroutine é uma forma de implementação paralela, o comando usado é go, ele passa como parâmetro uma função para que ela seja executada em paralelo.

package main

import "fmt"
func f(from string) { 
	for i := 0; i <3; i++{ 
		fmt.Println(from,":",i)
	}
}
func main() { 
	f("direct") 
	go f("goroutine") // Será executado por uma thread
	go func(msg string) { // Será executado por outra thread 
		fmt.Println(msg) 
	}("going")
	var input string 
	fmt.Scanln(&input) 
	fmt.Println("done")
}

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Exemplo de uma implementação do echo do Unix:[6]

package main

import (
    "os"
    "flag" // analisador sintático da linha de comando
)

var omitNewline = flag.Bool("n", false, "don't print final newline")

const (
    Space   = " "
    Newline = "\n"
)

func main() {
    flag.Parse() // escaneia a lista de argumentos e configura as bandeiras
    var s string = ""

    for i := 0; i < flag.NArg(); i++ {
        if i > 0 {
            s += Space
        }

        s += flag.Arg(i)
    }

    if !*omitNewline {
        s += Newline
    }

    os.Stdout.WriteString(s)
}

Disputa sobre o nome[editar | editar código-fonte]

Poucos dias após o lançamento da linguagem, Fancis McCabe, desenvolvedor da linguagem chamada Go!, solicitou uma mudança de nome da linguagem do Google, para evitar confusões. McCabe criou Go! em 2003, mas não registrou o nome.[7]

Histórico de versões[editar | editar código-fonte]

Go foi criado em 2009 e desde então vem recebendo muitas atualizações, sendo sua ultima em 25 de Fevereiro de 2019, a versão Go 1.12, veja mais informaçoes sobre suas versoes anteriores em TimeLineGo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Della Valle, James (12 de novembro de 2009). «Google apresenta linguagem GO». INFO Online. Editora Abril. Consultado em 12 de novembro de 2009 
  2. a b «FAQ» (em inglês). Consultado em 12 de novembro de 2009 
  3. a b c «Installing Go» (em inglês). Consultado em 14 de setembro de 2012 
  4. a b c d e f «Language Design FAQ» (em inglês). Consultado em 9 de julho de 2016 
  5. «5.c - go - Project Hosting on Google Code». Consultado em 12 de novembro de 2009 
  6. «A Tutorial for the Go Programming Language» (em inglês). Consultado em 12 de novembro de 2009 
  7. Claburn, Thomas (11 de novembro de 2009). «Google 'Go' Name Brings Accusations Of 'Evil'». InformationWeek (em inglês). United Business Media. Consultado em 12 de novembro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]