Goianinha

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Município de Goianinha
Bandeira de Goianinha
Brasão de Goianinha
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 7 de agosto de 1832
Gentílico goianinhense
Lema Progresso e liberdade
Prefeito(a) Rudemberg Honório Lisbôa (Berg) (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Goianinha
Localização de Goianinha no Rio Grande do Norte
Goianinha está localizado em: Brasil
Goianinha
Localização de Goianinha no Brasil
06° 16' 01" S 35° 12' 36" O06° 16' 01" S 35° 12' 36" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Litoral Sul IBGE/2008[1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Arês, Canguaretama, Espírito Santo e Tibau do Sul (Rio Grande do Norte)
Distância até a capital 54 km[2]
Características geográficas
Área 192,277 km² [3]
População 23 209 hab. (RN: 23º) –  IBGE/2012[4]
Densidade 120,71 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,638 (RN: 50°) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 158,026 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 7,033 68 IBGE/2010</>

Goianinha é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte localizado na microrregião do Litoral Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 26.068 habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2017. Área territorial de 192 km². É limitado ao norte, pelos municípios de São José de Mipibu e Arez; ao sul pelos municípios de Canguaretama e Vila Flor; a leste, com Tibau do Sul; e a oeste, pelo município de Espírito Santo.

Aspectos socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

As principais atividades econômicas são agropecuária e comércio e conta com o pólo industrial. Em relação à infra-estrutura, o município possui 01 pousadas, 01 Hotel, 04 agências bancárias e 01 agência dos Correios, além de várias empresas com CNPJ atuantes no comércio varejista. (Fonte: IDEMA – 2001).

História[editar | editar código-fonte]

No ano de 1635, a aldeia da área chamada Goacana ou Viajana, figurava entre as seis maiores da capitania do Rio Grande do Norte, e era habitada pelos índios janduís. Nos idos de 1687, segundo alguns historiadores, a região foi habitada por moradores brancos, provavelmente portugueses, depois da expulsão dos índios.

O início da exploração da região aconteceu de fato a partir das datas de sesmarias, concedidas a vendedores ambulantes vindos de Goiana Grande, na Capitania de Pernambuco, movimentado centro comercial da época. Os ambulantes chegaram à aldeia no século XVII e a chamaram de Goianinha, ou seja, uma pequena Goiana.

Goianinha fazia parte do seu vizinho território, constituído pela Aldeia de São João Batista das Guaraíras, depois, Arês, sob a direção dos jesuítas. Arês foi elevada ao predicativo de Vila Nova de Arês, em 15 de junho de 1760.

O crescimento do povoado desenvolveu-se dentro de uma produtividade econômica voltada para a agricultura, a pesca e a pecuária.

No dia 7 de agosto de 1832, era criado o município de Goianinha, recebendo a denominação de Vila de Goianinha, que só foi elevado à categoria de cidade 96 anos depois, através do Decreto Estadual n° 712, de 9 de novembro de 1928.elevada á cidade por lei estadual, de iniciativa na Assembleia Estadual do seu filho, Dr. Antonio Bento de Araújo Lima, que apresentou e defendeu o respectivo projeto. O município perdeu parte do seu território, pelo desmembramento dos municípios de Várzea(1959) e Tibau do Sul(1963).

Retrato de Mario de Andrade em 1928, grande nome da Semana de Arte Moderna.

 Em 1928, Mário de Andrade passou 10 dias no Engenho Bom Jardim, em uma visita que fazia ao Nordeste brasileiro. No encontro, Mário conheceu um funcionário do Engenho de nome Chico Antônio, natural de Pedro Velho-RN, conhecido por ser embolador, coqueiro e cantador. Mário ficou encantado com a obra de Chico Antônio. E o encontro rendeu bons frutos, o livro “Turista Aprendiz".

Atualidade[editar | editar código-fonte]

A cidade de Goianinha é um ponto de referência para numerosas cidades do litoral sul e agreste potiguar. Nos últimos anos, o comércio da cidade vem crescendo rapidamente, atraindo grandes empresas oriundas dos grandes centros. Os estabelecimentos comerciais locais tiveram que se adaptar a esta nova realidade. Muitas lojas foram recentemente ampliadas e impressionam pela quantidade de itens disponibilizados ao público consumidor. Outro setor comercial que experimentou significativo crescimento foi indiscutivelmente o da construção civil. A cidade conta com uma boa infraestrutura de Educação, tanto na rede pública, como na privada. A saúde é bem desenvolvida, a cidade conta com um Hospital Municipal que funciona 24 horas, UBS e outras unidades da rede de saúde. O Saneamento básico deixa a desejar, uma vez que menos de 20% dos domicílios tem saneamento básico.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 16 de julho de 2011. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1 DE JULHO DE 2012» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2011. Consultado em 31 de agosto de 2012. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  6. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
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