Golpe de Estado de 17 de Maio

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O Golpe de 17 de Maio foi um golpe militar ocorrido na Coreia do Sul pelo general Chun Doo-hwan e o grupo de oficiais Hanahoe, que lideraram o Golpe de Estado de 12 de Dezembro.

Em 17 de maio de 1980, o general Chun Doo-hwan forçou o Conselho de Ministros para que estendesse a lei marcial para toda a nação, já que anteriormente não havia sido aplicada a Jeju. A lei marcial ampliada fechou universidades, proibiu atividades políticas e reduziu ainda mais a imprensa. Para fazer valer a lei marcial, tropas foram enviadas para várias partes do país. No mesmo dia, a KCIA invadiu uma conferência nacional de dirigentes estudantis de 55 universidades. [1] Cerca de 2.700 pessoas, incluindo vinte e seis políticos também foram presos. [2] Em 18 de maio de 1980, os cidadãos de Gwangju se rebelaram contra a ditadura militar de Chun Doo-hwan e assumiram o controle da cidade. No decorrer do levante, os cidadãos pegaram em armas para se defender, mas acabaram sendo esmagados pelo exército sul-coreano. (Massacre de Gwangju)

Em 20 de maio de 1980, Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo ordenaram que a Assembleia Nacional fosse dissolvida pelo envio de tropas ao edifício. Chun posteriormente criou a Comissão de Defesa Nacional de Emergência Política e nomeou-se como membro da mesma. Em 17 de julho, ele renunciou ao seu posto de Diretor da KCIA, e manteve apenas o cargo de membro da comissão. Em setembro de 1980, o presidente Choi Kyu-ha foi forçado a renunciar a presidência para dar lugar ao novo líder militar, Chun Doo-hwan. [3]

Referências

  1. May, The Triumph of Democracy. Ed. Shin Bok-jin, Hwang Chong-gun, Kim Jun-tae, Na Kyung-taek, Kim Nyung-man, Ko Myung-jin. Gwangju: May 18 Memorial Foundation, 2004.
  2. «12.12, 5.18및 비자금사건 논고문». Consultado em 19 de outubro de 2014. Arquivado do original em 12 de julho de 2012 
  3. 5·18 내란 사건 대법원 판결문 요지