Golpe de Estado na Bulgária em 1944

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O Golpe de Estado na Bulgária de 1944, também conhecido como o Golpe de 9 de Setembro (em búlgaro: Деветосептемврийски преврат, Devetoseptemvriyski prevrat) e chamado na Bulgária pré-1989 de Revolta Nacional de 9 de Setembro ou Revolução Socialista de 9 de Setembro foi uma mudança de administração e de governo no Reino da Bulgária realizada em 9 de setembro de 1944. O governo do primeiro-ministro Konstantin Muraviev foi derrubado e substituído por um governo da Frente Patriótica liderada por Kimon Georgiev. Enquanto a União Soviética apoiou o golpe de Estado, as suas forças (Terceira Frente da Ucrânia) não estavam diretamente envolvidas como haviam entrado no nordeste da Bulgária neste momento. Após essa data, grandes mudanças políticas, econômicas e sociais foram introduzidas no país, com a Bulgária abandonando as forças do Eixo e entrando na esfera de influência soviética.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Bulgária tinha um governo fascista e fazia parte das forças do Eixo. Um grupo de organizações anti-fascistas se uniram e formaram a Frente Patriótica para lutar.

Em 5 de setembro de 1944, o Exército Vermelho da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que encontrava-se na Romênia depois de ter libertado esse país declarou guerra à Bulgária e cruzou a fronteira, derrotando as linhas fascistas.

Revolução[editar | editar código-fonte]

Enquanto isso, aconteciam diversas ações dos trabalhadores para apoiar uma insurreição: greve geral dos mineiros em Pernik, a greve de bondes, as manifestações de trabalhadores em Sófia e a greve geral em Plovdiv e Gabrovo. Os soldados se recusaram a obedecer seus oficiais no Exército. [1] Em 8 de setembro, [2] o Exército Vermelho entrou na Bulgária sem oposição sob ordem do novo governo búlgaro.

Em 9 de setembro, depois de uma coordenação entre os grupos de combate e comitês da Frente Patriótica, uma revolta ocorreu nas grandes cidades, onde foram tomadas as prisões, libertados os presos políticos e destituída a administração colaboracionista.

A Frente Patriótica tornou-se o governo e declarou guerra ao Eixo, juntando-se aos Aliados. O novo governo aboliu as antigas instituições, limitando-se a expurgar os elementos colaboracionistas. Os guerrilheiros foram integrados no exército regular. Foi criado o Tribunal Popular para investigar e julgar os crimes do fascismo.

Acontecimentos posteriores[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1946, a esmagadora maioria dos cidadãos declararam-se contra a monarquia e foi proclamada a república. Em outubro do mesmo ano, foram realizadas eleições, em que a Frente Patriótica conquistou 71% dos votos. Ela fundou a nova República Popular da Bulgária.

Esta revolução foi chamada de Revolta Nacional de 9 de Setembro, durante o período socialista na Bulgária e atualmente autores críticos chamam de Golpe de Estado de 1944.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. PCE (r). "La Conferencia de Yalta". José Vissarionovich Dzhugashvili ‘Stalin’ (1879-1953) (HTML) (Madrid: Antorcha). Consultado em 6 de febrero de 2012. 
  2. History of Bulgaria, Petar Delev et. al., 2001, p.364
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  • Hermes, Luciano; Moreno, Tomás (1974). Bulgaria bajo la lente 1ª ed. (Buenos Aires: Editorial Cartago). pp. 17–18. 
  • Делев, Петър; et al. (2006). "51. България в годините на Втората световна война, 52. Преходният период на “народната демокрация” — 1944–1947 г.". История и цивилизация за 11. клас (em búlgaro). Труд, Сирма [S.l.] 
  • "Социализъм. Натрапените мечти за "идеален строй"". Българите и България (em búlgaro). Министерство на външните работи, Труд, Сирма [S.l.] 2005.