Gordon Banks

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Gordon Banks
Gordon Banks
Informações pessoais
Data de nasc. 30 de dezembro de 1937 (79 anos)
Local de nasc. Sheffield, Reino Unido
Nacionalidade inglês
Altura 1,85 m
Destro
Informações profissionais
Posição Goleiro
Clubes de juventude
1953
1953
1953–1958
Inglaterra Millspaugh
Inglaterra Rawmarsh Welfare
Inglaterra Chesterfield
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1958–1959
1959–1967
1967–1972
1967
1971
1977–1978
1977
Inglaterra Chesterfield
Inglaterra Leicester City
Inglaterra Stoke City
Estados Unidos Cleveland Stokers (emp.)
África do Sul Hellenic (emp.)
Estados Unidos Fort Lauderdale Strikers
República da Irlanda St Patrick's Athletic (emp.)
0026 000(0)
0356 000(0)
0250 000(0)
0007 000(0)
0000 000(0)
0039 000(0)
0001 000(0)
Seleção nacional
1961
1963–1972
Flag of England.svg Inglaterra Sub-23
Flag of England.svg Inglaterra
0002 000(0)
0073 000(0)

Sir Gordon Banks OBE (Sheffield, 30 de dezembro de 1937)[1] é um ex-futebolísta inglês. É considerado um dos maiores goleiros do mundo em todos os tempos.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Banks nasceu em Sheffield, mas ainda na infância se mudou com a família para Catcliffe ainda na infância, local que marcaria uma tragédia para a sua família, pois seu pai abriu uma casa de apostas que custou a vida de seu irmão, morto após uma discussão no local. Revoltado, Banks deixou a escola em 1952 e passou a trabalhar em diversas atividades. Paralelo a isso Banks jogava peladas com os colegas na equipe amadora de Millspaugh. Tempo depois ele tentou a sorte no Rawmarsh Welfare, mas sem sucesso. Só em 1956, já com quase 19 anos, que Banks conseguiu a grande chance de sua carreira ao ganhar a confiança de Teddy Davison, que o levou ao pequenino Chesterfield, onde pouco jogou, mas despertou o interesse do técnico do Leicester City que o levou para East Midlands.[2] Em sua carreira em clubes ingleses passou por Chesterfield, Leicester e Stoke City, venceu por duas vezes a Copa da Inglaterra.

Defendeu o English Team por 73 vezes entre 1963 e 1972, sendo uma das peças fundamentais na conquista da Copa do Mundo de 1966 pelo English Team. O mais célebre momento de sua carreira foi na Copa de 1970, defendendo uma cabeçada de Pelé (o lance ficou eternizado como A Defesa do Século). Em 1963, depois que o então goleiro titular Springett tomar uma goleada de 5 a 2 da França, Alf Ramsey colocou Banks como titular. O goleiro estreou na derrota de 2 a 1 para a Escócia em abril de 1963. Em maio teve boa atuação contra o Brasil, no empate por 1 a 1 num amistoso, rendendo-lhe a efetivação na posição. Na Copa de 1966, Banks deu ainda mais segurança a uma defesa que já era sólida, sofrendo o primeiro gol apenas na semifinal, num pênalti cobrado por Eusébio, da seleção portuguesa, em partida terminada em 2 a 1.[3] Na final, não teve responsabilidade nos dois gols da Alemanha e sagrou-se campeão com a vitória por 4 a 2.[1] Na Copa de 1970 ele estava em melhor fase, mas na partida contra a Alemanha não pôde jogar, após sofrer um desarranjo intestinal ao beber uma cerveja mexicana que é apelidado de "vingança de Montezuma", no México.[1]

Em 1972, um acidente automobilístico o fez perder parte da visão de um olho, o que praticamente encerrou sua carreira, obrigando-o encerrar prematuramente sua participação na Three Lions.[4] Ainda assim jogou pelo Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos.

Em 2000, pouco antes do início da demolição do estádio de Wembley original, Banks e Pelé foram ao gramado para uma simbólica cobrança de pênalti (Pelé nunca havia marcado naquele estádio). Trajados formalmente, Pelé chutou, e elegantemente Banks deixou a bola passar.[1]

Em 2005 ele retirou um dos rins devido a um tumor, em 2015 anunciou que o outro rim foi diagnosticado com um novo tumor.

[5]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Foi eleito o Goleiro do Ano pela FIFA em 1966, 1967, 1968, 1969, 1970 e 1971; eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo FIFA de 1966; esportista do Ano pelo Daily Express em 1971 e 1972; eleito um dos 1000 Maiores Esportistas do Século XX pelo jornal The Sunday Times; eleito o 21º Maior Jogador do Século XX pela revista Placar em 1999; eleito o 2º Maior Goleiro do Século XX pela IFFHS; eleito o 14º Maior Jogador da História das Copas pela revista Placar em 2006[2] Em 2004 a FIFA divulgou uma lista elaborada com a supervisão de Pelé, onde figura os 125 maiores jogadores dos primeiros 100 anos da entidade, e Gordon Banks está presente na lista.[6]

Em maio de 2015 Banks recebeu como homenagem do Stoke City a inauguração uma estátua de bronze em frente ao Estádio Britannia.[4]

Defesa do Século[editar | editar código-fonte]

Em 7 de junho de 1970, Brasil e Inglaterra se enfrentaram pelo Grupo 3, na Copa do Mundo do México, em partida realizada no Estádio Jalisco, de Guadalajara. Na jogada mais importante da partida, Jairzinho entrou pela direita, driblou o zagueiro inglês e, na linha de fundo da grande área, cruzou a bola para Pelé, que saltou por trás do defensor, quase parando no ar por instantes, e cabeceou forte, no canto. Pelé chegou a levantar os braços para comemorar o gol, assim como Tostão, mas o mundo assistiu à espetacular defesa do goleiro Gordon Banks.[7][8] Apesar da plasticidade da defesa e seu reconhecimento mundial, Banks diz que não foi sua melhor defesa, lembrando de um pênalti de Geoff Hurst, do West Ham, contra seu clube, o Stoke City, em uma semifinal de Copa da Inglaterra de 1972, defendido por ele. A partida foi em 15 de dezembro de 1971, e terminou empatada em 1 a 1.[9]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Leicester City
Stoke City
Inglaterra

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Biografias». Uol. Consultado em 12 de março de 2016 
  2. a b c «Craque Imortal – Gordon Banks». Imortais do futebol. Consultado em 12 de março de 2016 
  3. RIBAS, Lycio Vellozo. O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial. São Paulo: Lua de Papel, 2010, pág. 152.
  4. a b «Já está na hora da Fifa criar o Prêmio Banks e exaltar também a lenda que luta contra câncer». Trivela. Consultado em 12 de março de 2016 
  5. «Campeão mundial em 1966, Gordon Banks revela novo câncer no rim». Terra. Consultado em 12 de março de 2016 
  6. «Lista de craques de Pelé para Fifa tem maioria brasileira». BBC. Consultado em 12 de março de 2016 
  7. «Gordon Banks, o cara que parou Pelé e imortalizou Brasil e Inglaterra em 70». O Globo. Consultado em 10 de março de 2016 
  8. RIBAS, pág. 170.
  9. «Já fiz defesa melhor, diz goleiro que defendeu cabeçada de Pelé em 1970». O Globo. Consultado em 12 de março de 2016