Gospel Power Festival

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O Gospel Power Festival foi um festival de Música Cristã produzido pela cantora gospel Marina de Oliveira, tendo apoio da gravadora MK Music.

Era ligado ao programa de rádio Conexão Gospel e ao programa de TV Conexão Gospel, já exibido pela CNT (em 1996), Rede Manchete e RedeTV!. Tem edições de 1993 a 1999, na cidade do Rio de Janeiro. Também tinha ligação com outro festival: Canta Rio, realizado pela mesma equipe.

A primeira edição foi em 1993 e sua importância para a música gospel nacional está no fato de ser o primeiro evento cristão realizado em grandes espaços, voltados para o entretenimento secular, como a Praça da Apoteose.

O Gospel Power Festival trouxe as apresentações de cantores e ministérios gospel em lugares públicos de grande aglomeração, na perspectiva Show e não mais Festivais de Música e Cruzadas Evangelísticas. Foi a transição na Música Religiosa e na Música Cristã do referencial de evento missionário/congregacional para o executivo/comercial.

A cantora Marina de Oliveira, produtora do festival, já era conhecida no meio Gospel e Secular por ter feito uma série de apresentações em Casas de Espetáculos badaladas do Rio de Janeiro, como: o Canecão, Imperator e Metropolitan (atualmente rebatizado de Claro Hall).

A relação de Marina de Oliveira com os megaeventos lhe rendeu o apelido pejorativo criado pela imprensa secular de "Madonna Gospel".[1] Tal comparação entre Marina de Oliveira e Madonna se deu pelo oportunismo na reportagem do Jornal do Brasil ao comparar a cantora Gospel e a Secular, pelo simples fato de serem loiras, e de estarem promovendo eventos musicais de grande porte que aconteceriam no Rio de Janeiro exatamente no mesmo dia (06 de novembro de 1993): Gospel Power Festival (na Praça da Apoteose) e o show de Madonna (no Maracanã),[2] da turnê que fazia a divulgação do disco Erótica. Ressalta-se que a cantora Marina de Oliveira repudia tal alcunha e este vocativo não é empregado no meio evangélico em relação a ela. Um semestre antes deste apelido de "Madonna Gospel", o Jornal do Brasil já tinha apelidado Marina de Oliveira de "Carly Simon evangélica".[3]

O pastor Marco Antônio Peixoto, da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul também estava envolvido com a produção desse festival, sendo noticiado até pelo Jornal O Globo: "a juventude (evangélica) não se limita aos bancos dos templos. O pop não poupa ninguém - como pregava um antigo sucesso dos Engenheiros do Hawaii -, e cria até a figura do pastor pop: Marco Antônio Rodrigues Peixoto, de 39 anos, da Comunidade da Zona Sul, no flamengo, trouxe ao Brasil a banda de rock Whitecross e virou ídolo entre a juventude evangélica".[4]

Artistas que ja passaram no Gospel Power Festival[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Além do destaque internacional (WhiteCross), o Gospel Power Festival vai colocar na dança a nata do gospel brasileiro na Praça da Apoteose. E já elegeu até sua Madonna: a loiríssima Marina de Oliveira", Fonte: Jornal do Brasil - 5 de novembro de 1993.
  2. "Assinado: entre a Riotur e o pastor Marco Antônio Ribeiro, o contrato para a realização do Gospel Power Festival, que pretende levar para a Praça da Apoteose, nos dias 5 e 6 de novembro, uma platéia de mais de 200 mil pessoas, quando o local não comporta nem 10% dessa lotação. Oferecendo o grupo de gospel White Cross como trunfo, a comunidade evangélica quer arrebanhar as ovelhas desgarradas do Maracanã, onde a loura mais erótica do planeta faz show no dia 6. Madonna que se cuide!", Fonte: Jornal do Brasil, página 12, 25/10/1993.
  3. "A cantora batista Marina Oliveira, de 31 anos, é uma espécie de Carly Simon evangélica, com seis discos no currículo e pós-graduação na Christian Broadcast Network, uma rede evangélica americana a cabo para 15 países. Ela coordena um pequeno império da mídia religiosa. É filha do deputado federal Arold de Oliveira (PFL), sócio da rádio FM El Shadai, do jornal mensal de mesmo nome e da MK produtora e gravadora, com 11 artistas e mão-de-obra predominantemente evangélicos. Marina professa uma fé inabalável na difusão dos negócios ligados à divulgação da palavra de Cristo. Sucesso: ´´É um mercado em franco desenvolvimento e a mídia só faz aumentar esse ritmo. Mas estamos pelo menos 20 anos atrasados em relação aos Estados Unidos onde os cantores evangélicos disputam o hit parade com clássicos da música``, conta Marina que já vendeu 100 mil cópias de seu LP Imenso amor. A rádio El Shadai prospera ao sabor dessa moda evangélica. ´´A nossa cobertura, segundo o Ibope, chega a 386 mil ouvintes por mês``, comemora. A tiragem do jornal, que era de cinco mil exemplares por mês passará para algo entre oito e dez mil. A versatilidade da fé pode se manifestar também em métodos como o Sheffield, curso de inglês através da Bíblia, que está nas ondas das rádios evangélicas. O crédito do lançamento é do professor Walmy Figueiredo, que o trouxe para o Brasil há um ano", Fonte: Jornal do Brasil, pág 27, 18/07/1993.
  4. Fonte: Jornal O Globo, pág 26, domingo, 14 de novembro de 1993.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Música Gospel
Música Cristã
Música Cristã Contemporânea (CCM)
Rock Cristão
Conexão Gospel
Canta Rio
Marcha para Jesus
SOS da Vida Gospel Festival
Jesus Vida Verão

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