Gotlândia (província)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre província histórica da Gotlândia. Para outros significados, veja Gotlândia (desambiguação).
Suécia Gotlândia

Gotland

 
  Província  
Sverigekarta-Landskap Gotland.svg
Símbolos
Brasão de armas de Gotlândia
Brasão de armas
Localização
Região Gotalândia
Condado Gotlândia
Características geográficas
Área total 3 184 km²
População total (2018) 54 249 [1] hab.
Altitude máxima Lojsta hed 82 m
Outras informações
Maior cidade Visby
Maior lago Bästeträsk 6,3 km²
Flor Hera
Animal Ouriço-terrestre
Peixe Pregado

A Gotlândia[2] (EM SUECO Gotland; Nuvola apps arts.svg OUÇA A PRONÚNCIA!; EM GÚTNICO ANTIGO Gutland) é uma província histórica (landskap) da Suécia localizada na região histórica (landsdel) de Gotalândia (em sueco Götaland; PRONÚNCIA APROXIMADA iêta-land). Compreende a própria ilha da Gotlândia e as ilhas menores de Fårö, Lilla Karlsö, Stora Karlsö e Gotska Sandön. [3] [4]

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Como província histórica, a Gotlândia não possui funções administrativas, nem significado político, mas está diariamente presente nos mais variados contextos, como por exemplo em Gotlands Bowlingförbund (Associação de Bowling da Gotlândia) e Gotlands Folkhögskola (Escola Superior Popular da Gotlândia).[5]

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

O nome geográfico sueco Gotland deriva possivelmente das palavras nórdica "gutar" (o nome do povo habitando a ilha; literalmente, "os homens") e de ”land” (terra ou ilha), significando ”terra dos gutas”. A forma ”Gotland” - com ”o” - parece ser uma influência do baixo-alemão medieval, talvez em combinação erudita posterior com ”goter” (godos). A província está mencionada como "Gutlandi", em escrita rúnica em sueco antigo no século XI, como ”Gutland” na Saga dos Gutas, em gútnico antigo no século XIII, e como ”Gutland” no século XIV. [6] [7]

A forma Gotlândia é um aportuguesamento consagrado em textos em português, embora a forma original Gotland pareça ter igualmente uso considerável na língua portuguesa.

Condados atuais[editar | editar código-fonte]

A província histórica da Gotlândia corresponde inteiramente ao atual Condado da Gotlândia. [3]

Heráldica[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas provém do sinete da ilha no século XIII. O carneiro representa Jesus, em alusão ao ”cordeiro de Deus”. [8] [3]

História[editar | editar código-fonte]

Desde longa data, a ilha báltica da Gotlândia foi um importante centro de comércio. Durante a Idade Média, a Gotlândia gozou de uma significativa autonomia em relação à Suécia. Uma forte rivalidade entre os comerciantes alemães da ilha e os camponeses locais levou a uma guerra civil, que acabou finalmente em 1288 pela intervenção conciliatória do rei sueco Magno, o Tesoureiro. Em 1361 a Dinamarca conquistou a ilha, que só foi recuperada pela Suécia em 1645, pela paz de Brömsebro. [3] [9] [10]

Sua Ilha compreende a existência de pedras rúnicas (runestones), que consistem em lápides de pedras esculpidas, contando histórias com cenas mitológicas, em homenagem a honra dos antepassados da região. [11]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Gotlândia é um grande rochedo de calcário - predominantemente plano - em pleno Mar Báltico, a 90 km da Suécia continental. Através dos tempos, as vagas e os ventos modelaram falésias (raukar) e grutas ao longo das costas da ilha. [12] [13] [3]

Maiores centros urbanos[editar | editar código-fonte]

Municípios[editar | editar código-fonte]

A ilha da Gotlândia coincide com a província, o condado e a comuna da Gotlândia. [3]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A província da Gotlândia está ligada ao continente pelas linhas marítimas de Nynäshamn-Visby e Oskarshamn-Visby. O aeroporto de Visby conecta a ilha com o Estocolmo, Gotemburgo e Malmö, no continente, e ainda com Helsínquia, na Finlândia, e Oslo, na Noruega. Não existe nenhuma linha férrea desde 1960. [14]

Património histórico, cultural e turístico[editar | editar código-fonte]

A Gotlândia é uma grande atração turística, especialmente no verão. A ilha orgulha-se de ter o maior número anual de horas de sol da Suécia – cerca de 2000. [15] [16]

Referências

  1. {{citar web |url=https://www.scb.se/hitta-statistik/statistik-efter-amne/befolkning/befolkningens-sammansattning/befolkningsstatistik/pong/tabell-och-diagram/helarsstatistik--forsamling-landskap-och-stad/folkmangd-i-landskapen-den-31-december-2018/ |título=Folkmängd i landskapen den 31 december 2018 |publicado=Instituto Nacional de Estatística da Suécia |língua=sueco |acessodata=13 de fevereiro de 2020
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  3. a b c d e f Harlén, Hans; Eivy Harlén (2003). «Gotland». Sverige från A till Ö [A Suécia de A a Ö]. Geografisk-historisk uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Kommentus. p. 116. 583 páginas. ISBN 91-7345-139-8 
  4. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Gotland». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 331. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  5. Ulf Sporrong. «Landskap» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 11 de junho de 2015 
  6. Wahlberg, Mats (2003). «Gotland». Svenskt ortnamnslexikon (Dicionário dos nomes das localidades suecas) (em sueco). Uppsala: Språk- och folkminnesinstitutet e Institutionen för nordiska språk vid Uppsala universitet. p. 39. 100 páginas. ISBN 91-7229-020-X 
  7. Pamp, Bengt (1988). «Namn på länder och landskap – Gotland». Ortnamnen i Sverige (Nomes de localidades da Suécia) (em sueco). Lund: Studentlitteratur. p. 82, 85, 104. 199 páginas. ISBN 91-44-01535-6 
  8. Magnus Bolle et al. (2004). «Gotland». Sveriges landskapssymboler (em sueco). Tollered: Pedagogisk information. p. 80. 108 páginas. ISBN 9186404296 
  9. Svensson, Lars (2001). «Gotland». Värt att se i Sverige [Para ver na Suécia]. En reseguide (em sueco). Estocolmo: Bonnier. p. 56-58. 383 páginas. ISBN 9100571903 
  10. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Gotland». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 331. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  11. James Graham Campbell (1997). Os Viquingues. Origens da Cultura Escandinava - Volume 1 (em sueco). Madri: Del Prado. p. 46-47. 120 páginas 
  12. {{Citar livro |sobrenome=Rydstedt |nome=Bjarne |coautor=Georg Andersson, Torsten Bladh, Per Olof Köhler, Karl-Gustaf Thorén, Mona Larsson |título=Land och liv 1 |idioma=sueco |local=Estocolmo |editora=Natur och kultur |ano=1987 |páginas=216 |página=91|capítulo=Gotland |isbn=91-27-62563-X
  13. «Gotland» (em sueco acessodata=26 de janeiro de 2020). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca) 
  14. «Kommunikationer» (em sueco). Region Gotland. Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  15. Ottosson, Mats; Åsa Ottosson (2008). «Gotland». Upplev Sverige (Conheça a Suécia). En guide till upplevelser i hela landet (em sueco). Estocolmo: Wahlström Widstrand. p. 102. 527 páginas. ISBN 9789146215998 
  16. «Gotlands klimat - Soligast i Sverige?» (em sueco). Instituto Sueco de Meteorologia e Hidrologia. Consultado em 26 de janeiro de 2020 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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