Gotlândia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Gotland)
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde fevereiro de 2017). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Ilha da Gotlândia
Sweden Gotland location map modified.svg
57° 30' N 18° 33' E
Geografia física
País  Suécia
Localização Mar Báltico
Ponto culminante Lojsta hed - 82 m
Área 2994  km²
Geografia humana
População 57 317 (2006)
Densidade 18 hab./km²
Raukar.jpg
Falésias calcárias na praia de Langhammar

Gotlândia (em sueco: Gotland; pronúncia aproximada /gót-land/) é a maior ilha da Suécia e do mar Báltico.[1][2] Está situada a 90 quilômetros a leste da Suécia, 130 a oeste da Letónia, e 600 a norte da Polônia.[3][4] A ilha constitui simultaneamente a comuna da Comuna da Gotlândia (em sueco: Gotlands kommun), o condado da Gotlândia (em sueco: Gotlands län) e a província histórica da Gotlândia.[5]

Pertencem à Gotlândia as pequenas ilhas de Fårö e Gotska Sandön ao norte, e as ilhas Karlsö a oeste.[6][7] A antiga cidade de Visby é simultaneamente a sede da comuna, a capital do condado e a capital da província histórica.[8] É uma uma antiga urbe hanseática fundada no século X, rodeada de muros medievais praticamente intactos, e dispondo de vários edifícios históricos [9][10][11]

História[editar | editar código-fonte]

O nome antigo da ilha é Gutland, e o nome dos seus habitantes Gutar (lit. Gutas). Os Alemães alteraram todavia o nome para Gotland, e os Suecos preferiram designar os habitantes de Gotlänningar (lit. Gotlandeses).[12][13] Segundo uma lenda contida na Saga dos Gutas, do século XIII, de impossível verificação histórica, haveria um vínculo entre este povo e os godos da Europa continental.[14][15]

Segundo a Saga dos Gutas a Gotlândia era, durante a Idade Média, uma nação independente, até à altura em que aceitou livremente a soberania do rei dos Suíones. Embora não se saiba exatamente quando isto aconteceu, parece ter sido antes do século IX.[16] Depois desta união com os Suíones, a Gotlândia continuou gozando de uma significativa autonomia.[17] Em 1361, a Dinamarca conquistou a ilha, que só foi recuperada pela Suécia em 1645, pela Paz de Brömsebro.

Em 1678, Johan Cedercrantz foi nomeado governador (em sueco: landshövding) do Condado da Gotlândia.[18] Hoje em dia, a Princesa Leonor da Suécia é a duquesa de Gotlândia, título que lhe foi oferecido pelo avô, o Carlos XVI Gustavo, em honra do seu nascimento.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Gotlândia é um grande rochedo planáltico de calcário em pleno Mar Báltico, com um comprimento de 170 km e uma largura de 50 km, a cerca de 90 km da Suécia.[19] Através dos tempos, as vagas e os ventos modelaram falésias (raukar) e grutas ao longo das costas da ilha.[20] Seu ponto mais alto é Lojsta Hed a apenas 83 metros acima do nível do mar.[21] Possui um cabo rochoso de nome Hoburgen[22] e um lago chamado Tingstäde. Ela está localizada numa das áreas com maior número de horas de sol da Suécia.[23][24][25]

Maiores centros urbanos[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia distingue-se da economia do restante da Suécia por ter um elevado número de pessoas no setor agrícola — cerca de 8% — e um baixo número na indústria — uns 15%. Cerca de metade da força de trabalho está concentrada na área de Visby. A agricultura é um setor importante, com produção de leite, carne de vaca e de porco, assim como de cereais, batata e Beterraba-sacarina. A indústria conta com 10 empresas com mais de 50 empregados, com relevo para a produção metalo-mecânica e alimentar.[carece de fontes?] A Gotlândia é uma grande atração turística, especialmente no verão.[26] O turismo ocupa umas 2 000 pessoas, recebendo a ilha anualmente mais de 600 000 turistas. [27]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A Gotlândia não tem vias férreas desde os anos 60. Os transportes internos são assegurados por uma rede de linhas de autocarros/ônibus.[carece de fontes?] Visby está ligada diariamente por barco a Nynäshamn e Oskarshamn, e por avião a Norrköping e Estocolmo na Suécia continental. [28]

Património cultural[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Geografi - Gotland Fakta» (em sueco). Guteninfo. Consultado em 14 de abril de 2016 
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  3. «Hansestaden Visby» (em sueco). Region Gotland. Consultado em 12 de março de 2014 
  4. «Distans Polen-Gotland» (em sueco). se.avstand.org. Consultado em 14 de março de 2014 
  5. «Gotland» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca 
  6. «Gotland» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  7. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Gotland». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 331. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  8. «Visby» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  9. http://www.algonet.se/~hogman/swe_counties_info_eng.htm#I
  10. «Visby» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  11. «Hansestaden Visby» (em sueco). Region Gotland. Consultado em 12 de março de 2014 
  12. Bernt Enderborg. «Varför gute i stället för gotlänning» (em sueco). Guteinfo.com. Consultado em 12 de março de 2014 
  13. Elias Wessén. «Nordiska folkstammar och folknamn» (PDF) (em sueco). Fornvännen – Journal of Swedish Antiquarian Research. Consultado em 8 de maio de 2014 
  14. «Gutasagan» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 8 de março de 2014 
  15. Dick Harrison (2002). Sveriges historia Medeltiden (em sueco). Estocolmo: Liber AB. 25 páginas. ISBN 91-47-05115-9 
  16. http://www.tacitus.nu/svenskhistoria/land/gotland.htm
  17. http://www.tacitus.nu/svenskhistoria/land/gotland.htm
  18. «Gotland: Landshövdingar» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 14 de março de 2014 
  19. «Hansestaden Visby» (em sueco). Region Gotland. Consultado em 12 de março de 2014 
  20. «Rauk» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  21. «Lojsta Hed» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  22. «Gotland». Sveriges landskap. Estocolmo: Almqvist & Wiksell. 1995. pp. 14–15. ISBN 91-21-14445-1 
  23. «Gotlands klimat» (em sueco). SMHI - Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia. Consultado em 12 de março de 2014 
  24. «Gotland: Klimat och historiskt väder» (em sueco). MittResVader. Consultado em 12 de março de 2014 
  25. Hans Bengtson. «Flest soltimmar» (em sueco). SMHI - Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia. Consultado em 14 de março de 2014 
  26. «Hansestaden Visby» (em sueco). Region Gotland. Consultado em 12 de março de 2014 
  27. «Gotland: Näringsliv» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 14 de março de 2014 
  28. «Gotland: Transporter» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 14 de março de 2014 
  29. «Lummelundagrottorna» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 12 de março de 2014 
  30. Enciclopédia Nacional Sueca – Gotland
  31. «Fornlämningar och kulturlandskap» (em sueco). Besöksplatser på Gotland. Consultado em 12 de março de 2014 
  32. http://www.bikersstop.se/bikersstops/location/405
  33. http://www.svenskakyrkan.se/default.aspx?id=652472
  34. http://apachepersonal.miun.se/~akejohan/gotland.htm
  35. Enciclopédia Nacional Sueca – Gotlandsruss

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Gotlândia
Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia da Suécia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.