Governo Emílio Médici

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Garrastazu médici.jpg

O Governo Emílio Médici (1969-1974), equivale ao período da história política brasileira em que o Brasil foi governado pelo General de Exército Emílio Garrastazu Médici, e vai desde a sua posse em 30 de outubro de 1969 até 15 de março de 1974, quando termina seu mandato presidencial.[1]

No seu governo conclui-se também projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, entre outras, além de grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura, o acordo com o Paraguai para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a hidrelétrica de maior potência do mundo na época.

Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno auge, com controle das poucas atividades políticas toleradas, a repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas e qualquer manifestação de opinião contrário ao sistema, foram proibidas. Foi um período marcado pelo uso sistemático e de meios violentos como a tortura e o assassinato.[2] Seu período na presidência ficou conhecido historicamente como Anos de Chumbo.[3] Por causa disso, em 2015 a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revogou o título de Doutor Honoris Causa que havia sido concedido a ele em 1972.[4]

Durante o seu governo, o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro", caracterizado pelo crescimento de 55,84% do PIB (média de 11,16%) e 42,15% da renda per capita (média de 8,43%)[5] , mas com aumento de concentração de renda.[6] Médici assumiu com a inflação em 19,31% e entregou a 15,54%.[7]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Araújo, Marta Maria de (31 de janeiro de 2019). «Decreto nº 20.529, de 16 de outubro de 1931». Revista Educação em Questão. 57 (51). ISSN 1981-1802. doi:10.21680/1981-1802.2019v57n51id16752 
  2. Da Ros, Luciano da Ros (18 de setembro de 2014). «Tribunais como árbitros ou como instrumentos de oposição: uma tipologia a partir dos estudos recentes sobre judicialização da política com aplicação ao caso brasileiro contemporâneo». Revista Direito, Estado e Sociedade (31). ISSN 1516-6104. doi:10.17808/des.v0i31.262 
  3. Da Ros, Luciano da Ros (18 de setembro de 2014). «Tribunais como árbitros ou como instrumentos de oposição: uma tipologia a partir dos estudos recentes sobre judicialização da política com aplicação ao caso brasileiro contemporâneo». Revista Direito, Estado e Sociedade (31). ISSN 1516-6104. doi:10.17808/des.v0i31.262 
  4. DA GLORIA BAKER BOTELHO, MARIA. «RETRATO EM BRANCO E PRETO DE HIBRIDISMO MIDIÁTICO: PRÁTICAS CULTURAIS DOS ESTUDANTES DE LICENCIATURA DA UFRJ, FUTUROS PROFESSORES» 
  5. PAULA VIANA, VANDER. «VERBOS MODAIS EM CONTRASTE: ANÁLISE DE CORPUS DA ESCRITA DE UNIVERSITÁRIOS EM INGLÊS» 
  6. Barboza, Luciene de Assis (9 de setembro de 2009). «Ditadura militar no Paraguai: oposição armada durante o segundo periodo do Stronismo». Programa de Pós-Graduação em História e Departamento de História - Universidade Estadual de Maringá - UEM. IV Congresso Internacional de História. doi:10.4025/4cih.pphuem.352 
  7. DA GLORIA BAKER BOTELHO, MARIA. «RETRATO EM BRANCO E PRETO DE HIBRIDISMO MIDIÁTICO: PRÁTICAS CULTURAIS DOS ESTUDANTES DE LICENCIATURA DA UFRJ, FUTUROS PROFESSORES»