Grégoire Kayibanda

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Grégoire Kayibanda
Foto mostrando Presidente Gregoire Kayibanda (segundo da esquerda), Gaspard Cyimana, Soapy Williams e o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy
2º Presidente de Ruanda
Período 26 de outubro de 1962 a 5 de julho de 1973
Antecessor(a) Dominique Mbonyumutwa
Sucessor(a) Juvénal Habyarimana
Primeiro-ministro de Ruanda
Dados pessoais
Nome completo Grégoire Kayibanda
Nascimento 1 de maio de 1924
Tare, Ruanda-Urundi
Morte 15 de dezembro de 1976 (52 anos)
Kabgayi, Ruanda
Nacionalidade ruandês
Cônjuge Vérédiana Mukagatare
Partido Parmehutu

Grégoire Kayibanda (Tare, 1 de maio de 1924 - Kabgayi, 15 de dezembro de 1976) foi um político ruandês e principal figura da Revolução Ruandesa, tendo uma participação chave na remoção da monarquia Tutsi e da instauração do regime Republicano em Ruanda.

Foi o segundo presidente da República de Ruanda e o primeiro eleito democraticamente no país. Durante o seu mandato, que durou 11 anos, fez diversas reformas politicas, economicas e sociais, aproximando Ruanda a União Sovietica, porem ainda assegurando sua neutralidade, mesmo tendo aproximado com os Sovieticos, Kayibanda ainda manteve relações com os Estados Unidos e mesmo tendo proibido qualquer tipo de atividade comunista na Ruanda, suas relaões Sovieticas continuaram, tendo banido a ideologia comunista na constituição Ruandesa[1], caçando a elite nobre Tutsi que antes fazia parte do governo Monarquista, aboliu todos os privilegios e leis raciais que afirmavam a supremacia dos Tutsis contra a maioria Hutu, e depois no fim do seu governo se viu forçado a afirmar o poder da etnia hutu, a qual pertencia, principalmente por pressão da crescente onda de nacionalismo e sentimento anti-Tutsi que acontecia em Ruanda, principalmente por conta do governo monarquista passado.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antes da independência de Ruanda, em setembro de 1960, Kayibanda fundou o Partido do Movimento de Emancipação Hutu (Parmehutu) em 1957, quando também escreveu o "Manifesto Hutu".

Durante um ano e 6 meses (janeiro de 1961 a julho de 1962), foi o primeiro-ministro de Ruanda, sendo o primeiro a ocupar o cargo. Com a dissolução da monarquia, foi eleito presidente em outubro de 1962[2], e seu poder foi aumentando. Em 1965, o Parmehutu era o único partido legalizado em Ruanda, e nas eleições deste ano e em 1969, Kayibanda foi reeleito sem adversários. Em seu governo, a Constituição de 1962 proibiu atividades comunistas, e Kayibanda manteve relações cordiais com a China, embora criticasse as ações do país asiático em território africano[3]. Ele ainda manteve uma postura neutra sobre o conflito árabe-israelense e a Guerra do Vietnã.

Em 5 de julho de 1973, o major-general Juvénal Habyarimana, que era Ministro da Defesa e também era primo de Kayibanda, depôs o presidente num golpe militar. Embora descrita como "sem derramamento de sangue", a ação teve como resultado a morte de 55 pessoas - maioria de oficiais, empresários e advogados próximos a Kayibanda, que foi mandado para um local desconhecido (provavelmente uma casa próxima a Kabgayi), juntamente com sua esposa e filhos. Kayibanda faleceu na madrugada de 15 de dezembro de 1976, a provavel causa da morte de acordo com as autoridades da Ruanda foi "Inanição" [4].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Cargos políticos
Precedido por
Cargo criado
Primeiro-ministro de Ruanda
28 de janeiro de 1961 – 1 de julho de 1962
Sucedido por
Sylvestre Nsanzimana (1991)
Precedido por
Dominique Mbonyumutwa
Presidente de Ruanda
26 de outubro de 1962 – 5 de julho de 1973
Sucedido por
Juvénal Habyarimana

Referências

  1. Constitution of Rwanda. November 24, 1962. Art. 39: “All communist activity and propaganda are forbidden.”
  2. Emmanuel Kwaku Akyeampong; Henry Louis Gates; Mr. Steven J. Niven (2 de fevereiro de 2012). Dictionary of African Biography. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 2–. ISBN 978-0-19-538207-5 
  3. Nyrop, 1969, p. 91
  4. «Mission d'information sur le Rwanda» (em French). Celui-ci s’était construit sur la destruction de la Première République. Entre 1974 et 1977, 56 personnes, pour la plupart d’anciens dirigeants de la Première République, avaient été assassinés par les services de la sécurité. Le premier Président rwandais, Grégoire Kayibanda, était mort en détention en 1976, probablement de faim.