Graça Pires

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Graça pires)
Graça Pires
Nascimento 22 de novembro de 1946 (74 anos)
Figueira da Foz, Portugal Portugal
Prémios Prémio Revelação de Poesia APE/IPLB (1988)

Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho (2003)

Género literário Poesia

Graça Pires (Figueira da Foz, 22 de Novembro de 1946) é uma poetisa portuguesa.

É licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Editou o seu primeiro livro em 1990, depois de ter recebido o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com o livro Poemas.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • Poemas. Lisboa: Vega, 1990
  • Outono: lugar frágil. Fânzeres: Junta de Freguesia da Vila de Fânzeres, 1993
  • Ortografia do olhar. Lisboa: Éter, 1996
  • Conjugar afectos. Lisboa: Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, 1997
  • Labirintos. Murça: Câmara Municipal de Murça, 1997
  • Reino da Lua. Lisboa: Escritor, 2002
  • Uma certa forma de errância. Vila Nova de Gaia: Ausência, 2003. Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho (2003)
  • Quando as estevas entraram no poema. Sintra: Câmara Municipal, 2005
  • Não sabia que a noite podia incendiar-se nos meus olhos. Ed. autor, 2007
  • Uma extensa mancha de sonhos. Fafe: Labirinto, 2008
  • O silêncio: lugar habitado. Fafe: Labirinto, 2009
  • A incidência da luz. Fafe: Labirinto, 2011
  • Uma vara de medir o sol. São Paulo: Intermeios, 2012
  • Poemas escolhidos: 1990-2011. Ed. Autor, 2012
  • Caderno de significados. Póvoa de Santa Iria: Lua de Marfim, 2013
  • Espaço livre com barcos. Macedo de Cavaleiros: Poética, 2014
  • Uma claridade que cega. Macedo de Cavaleiros: Poética, 2015
  • Uma claridade que cega. São Paulo: Intermeios, 2015
  • Fui quase todas as mulheres de Modigliani. Braga: Poética, 2017
  • Uma vara de medir o sol. Lisboa: Coisas de Ler, 2018
  • A solidão é como o vento. Braga: Poética, 2020
  • Jogo sensual no chão do peito. Fafe: Labirinto, 2020

Participações em antologias[editar | editar código-fonte]

  • O Tejo e a margem sul na poesia portuguesa. Seixal: Câmara Municipal, 1993
  • Cem poemas portugueses no feminino. Lisboa, Terramar, 2005
  • Um poema para Ramos Rosa. Fafe: Labirinto, 2008
  • Saudade: revista de poesia. Amarante: Associação Amarante Cultural, 2010
  • Abril: 40 anos. Lisboa: APE, 2014
  • Clepsydra: antologia poética. Lisboa: Coisas de Ler, 2014
  • Por la carretera de Sintra: antologia de poesia portuguesa contemporânea. Edição bilingue com tradução de Marta López Vilar. La Lucerna, 2015.
  • A CNB e os poetas. Lisboa: CNB, 2014-2016
  • As vozes de Isaque: derivações poéticas a partir da obra “O último poeta”, de Paulo M. Morais. Braga: Poética, 2016
  • Solstícios e Equinócios. Lisboa: Edições Vieira da Silva, 2016
  • Apulée: revue de Littérature et de Réflexion. Paris: Éditions Zulma, 2016 (com cinco poemas traduzidos por François-Michel Durazzo)
  • CONTINUUM: antologia poética. Braga: Poética, 2018
  • José Correia Tavares: tributo. Lisboa: APE, 2018
  • A minha palavra: antologia de escritos avulsos. Edição comemorativa do 5.º aniversário da Poética Edições. Braga: Poética, 2018
  • A norte do futuro: homenagem poética a Paul Celan no centenário do seu nascimento. Organização e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado. Braga: Poética, 2020

Trabalhos académicos sobre a poesia de Graça Pires[editar | editar código-fonte]

  • Dissertação da Tese de Mestrado em Língua, Literatura e Interculturalidade da Universidade de Goiás: "A metáfora da água na Poesia de Graça Pires: memória, infância e solidão”, elaborada por Lourdes Divina Ortiz de Camargo, Agosto 2020.

Prémios recebidos[editar | editar código-fonte]

  • Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Poemas (1988)
  • Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, com Labirintos (1993)
  • Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, com Outono: lugar frágil (1993)
  • Prémio Nacional de Poesia 25 de Abril, com Ortografia do olhar (1995)
  • Grande Prémio Literário do I Ciclo Cultural Bancário do SBSI, com Conjugar afectos (1996)
  • Concurso Nacional de Poesia Fernão Magalhães Gonçalves, com Labirintos (1997).
  • Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com Uma certa forma de errância (2003)
  • Prémio Literário de Sintra Oliva Guerra, com Quando as estevas entraram no poema (2004)
  • Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, da Câmara Municipal de Rio Maior, com o livro O silêncio: lugar habitado (2008)

Um poema[editar | editar código-fonte]

Perfil
De passagem,
como a véspera imprecisa
do poema,
principia em mim
a planície agreste
da solidão dos outros.
E a não ser
o silêncio poente
dos meus olhos,
tudo o resto me diz
que sou um pássaro
a voar, inconsequentemente,
no sentido das palavras.
in Poemas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]