Grafite (futebolista)

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Grafite
Grafite
Grafite atuando pelo Santa Cruz, em 2015.
Informações pessoais
Nome completo Edinaldo Batista Libânio
Data de nasc. 2 de abril de 1979 (37 anos)
Local de nasc. Jundiaí, São Paulo (SP),  Brasil
Nacionalidade  brasileira
Altura 1, 89 m
Destro
Apelido Grafite,
G23,
Dina,
Graffa
Informações profissionais
Período em atividade 1999presente (17 anos)
Clube atual Flag of None.svg Sem clube
Número
Posição Atacante
Site oficial www.graffa23.com
Clubes de juventude
19981999[1] Brasil Matonense
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
19992001
2001
20012002
2002
2003
2003
20042006
20062007
20072011
20112014
2015
20152016
Brasil Matonense
Brasil Ferroviária
Brasil Santa Cruz
Brasil Grêmio (emp.)
Coreia do Sul Anyang Cheetahs
Brasil Goiás
Brasil São Paulo
França Le Mans
Alemanha Wolfsburg
=Emirados Árabes Unidos Al-Ahli
Catar Al-Sadd
Brasil Santa Cruz
000? 0000(?)
000? 0000(?)
0022 0000(5)
0009 0000(0)
000? 0000(?)
0020 000(12)
0073 000(27)
0051 000(16)
0131 000(76)
0085 000(66)
0009 0000(1)
0071 000(31)[2]
Seleção nacional
20052010 Brasil Brasil 0004 0000(1)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 27 de novembro de 2016.

Edinaldo Batista Libânio, mais conhecido como Grafite (Jundiaí, 2 de Abril de 1979), é um futebolista brasileiro que atua como atacante. Atualmente joga no Vasco da Gama.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira na Matonense em seguida foi para a Ferroviária, de Araraquara. Em 2001 jogou pelo Santa Cruz Futebol Clube, onde teve maior repercussão tanto por seus gols marcados quanto pelos gols perdidos.

Grêmio[editar | editar código-fonte]

Em 2002 foi parar no Grêmio, onde chegou a ser titular.

FC Seul[editar | editar código-fonte]

Em 2003, não continuou no Grêmio, foi contratado pelo Anyang Cheetahs, da Coreia do Sul

Goiás[editar | editar código-fonte]

Voltou para o Brasil no segundo semestre de 2003, para jogar no Goiás, onde se destacou marcando muitos gols pelo clube no Campeonato Brasileiro daquele ano.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Grafite foi contratado pelo São Paulo, onde logo foi titular, jogando no ataque ao lado de Luis Fabiano. Após a saída do mesmo para a Europa, Grafite se tornou o artilheiro do São Paulo na temporada, com vinte e seis gols.

Após as grandes partidas de Grafite pelo São Paulo, Carlos Alberto Parreira convocou o atacante para a Seleção Brasileira para um amistoso contra a Guatemala, que marcou a despedida de Romário da Seleção. Marcou ainda um gol nesse jogo.

Seu nome repercutiu na imprensa mundial no dia 13 de Abril de 2005. Durante um jogo da Copa Libertadores, contra o Quilmes, da Argentina, em uma dividida, Grafite discutiu com o zagueiro do time adversário, Leandro Desábato, que o teria ofendido com expressões de cunho racista. Grafite foi expulso no lance junto com outro argentino. Desábato acabaria preso ao fim da partida.

Em Junho do mesmo ano, quando Grafite estava próximo de ser convocado novamente para defender o Brasil, desta vez na Copa das Confederações, contundiu-se e, como conseqüência, foi operado. Voltou a jogar somente no final do ano, perdendo assim o restante da disputa da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2005, mas ainda em tempo de ajudar o São Paulo a se consagrar campeão do Mundial de Clubes da FIFA jogando o segundo tempo da semifinal e da final.

Le Mans[editar | editar código-fonte]

Em 2006, totalmente curado da lesão, Grafite fez ainda mais algumas partidas pelo São Paulo, mas acabou sendo contratado pelo Le Mans, da França.

Wolfsburg[editar | editar código-fonte]

Após uma temporada defendendo o Le Mans, Grafite foi contratado pelo Wolfsburg, da Alemanha. Logo em sua primeira temporada pelo clube alemão, Grafite foi um dos destaques, ajudando a equipe a conquistar uma inédita vaga na Copa da UEFA de 2009.

Em 2009, Grafite conquistou com o Wolfsburg, o inédito título do Campeonato Alemão, tendo ainda, terminado como artilheiro da competição com vinte e oito gols (igualando o recorde de Aílton, de estrangeiro com mais gols em uma única edição) e, juntamente com Džeko (vice-artilheiro do campeonato, com dois gols a menos), bateu o recorde de cinquenta e três gols marcados por Gerd Müller e Uli Hoeneß (atuando pelo Bayern München, na temporada 1972-73), marcando cinquenta e quatro.[3]

Na temporada seguinte, apesar do início apagado na Bundesliga, Grafite foi o responsável pela primeira vitória dos Wölfe na Liga dos Campeões da UEFA (é a primeira participação no clube no torneio). O triunfo aconteceu sobre o CSKA Moscou, da Rússia, tendo marcado um hat-trick na vitória por 3 a 1.[4]

Al-Sadd[editar | editar código-fonte]

Em 2015, acertou com o Al-Sadd por 6 meses e após o fim do contrato, outros clubes mostraram interesse em seu passe.

Volta ao Santa Cruz[editar | editar código-fonte]

No meio do ano de 2015 o Santa Cruz uma proposta ao atacante e depois de algumas negociações, ele assina com o clube em 30 de junho.[5]Ele pede para usar o número 23 o qual usa como marca própria.[6] Marca seu primeiro gol na reestreia com a camisa tricolor, com o Arruda lotado, na vitória por 1x0 do tricolor contra o Botafogo. Participou do elenco que levou o tricolor de volta a elite do futebol brasileiro, sendo um dos principais jogadores da equipe na competição. No dia 01 de maio de 2016 realiza seu sonho de conquistar um título pelo clube do coração e vence a Copa do Nordeste, sendo eleito também o melhor jogador da competição. Poucos dias depois, conquista o estadual pelo clube e também é eleito o craque da competição.

Em junho de 2016, Grafite renovaria seu vínculo com o Tricolor do Arruda, recebendo cerca de R$200 mil mensais, o que converte o atacante a ser o maior salário da História do clube pernambucano.[7]

No dia 9 de dezembro de 2016, Grafite rescindiu o contrato usando a cláusula que permite a liberação do atleta, alegado que tinha proposta de times brasileiros e to exterior.[8]

A polêmica racial com Desábato[editar | editar código-fonte]

Grafite ficou conhecido mundialmente neste incidente, embora não fosse essa a sua vontade, conforme já declarou:[9]

Cquote1.svg Vou ser sincero: se dependesse de mim, nada daquilo teria acontecido. Se eu saio do Morumbi 30 minutos antes, nada daquilo teria acontecido. No jogo de ida foi muito pior. Cara cuspia, xingava, metia dedo aqui e ali, torcedor dando tapa na cabeça... Xingaram de tudo quanto é nome lá. E o mais curioso é que no jogo na Argentina eu troquei de camisa com o próprio Desábato. Até hoje minha sogra tem a camisa dele. Na semana antes do jogo do Morumbi saíram muitas matérias dizendo que tinha que ser um jogo sem racismo, coisa e tal.[10] Cquote2.svg

Após dura jogada dividida com um jogador do Quilmes, a bola saiu de campo. Desábato, que não participava da jogada, chegou gritando, tachando Grafite de "seu negro de m**da!". O atacante são-paulino declararia que não deu, naquele momento, maior atenção ao ofensor, embora tivesse-o empurrado na cara. Por conta do empurrão, foi expulso. O caso teria ganhado grandes proporções de forma alheia à vontade do jogador. Nas palavras do próprio:

Cquote1.svg Quando eu cheguei no vestiário (após ser expulso), o Juvenal (Juvêncio) me ligou e perguntou o que tinha acontecido. Ele me perguntou o que o Desábato tinha me dito e eu contei. "Então toma seu banho e esfria a cabeça." Quando acabou o primeiro tempo, o pessoal desceu, o Leão me perguntou se estava tudo bem e eu disse que sim. O que eu não sabia era do "auê" que o Galvão Bueno estava fazendo. Eu estava indo embora e me disseram que tinha de esperar até os 30 minutos do segundo tempo pelo sorteio do antidoping. (...) Esperei até os 35 minutos para ver o que acontecia e quando estava saindo do vestiário veio o Nico (Oswaldo Gonçalves, delegado da Polícia Federal) com mais dois homens. Ele me disse que ia prender o argentino e eu não entendi nada. (...) Não tinha a menor ideia de que ele seria preso. Cquote2.svg

O atacante foi então transformado, ainda que involuntariamente, em símbolo da luta contra o racismo. Desábato ficou detido por dois dias antes de retornar à Argentina, sem antes assumir o compromisso de voltar ao Brasil para responder ao processo por injúria com agravante de racismo. Todavia, Grafite preferiu não prestar queixa-crime contra o argentino no prazo. Justificou-se, afirmando que, embora inicialmente sentisse apoio de todos, foi começando a sentir-se solitário depois de um tempo quanto à situação. "Era mais lembrado por esse caso que pelo meu futebol. (...) Foi um episódio negativo na minha carreira e que não foi nada bom para a minha vida pessoal".[10]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Brasil São Paulo
Alemanha Wolfsburg
Arábia Saudita Al Ahli
Brasil Santa Cruz

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]