Gramática da língua portuguesa

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Gramática da língua portuguesa é o estudo objetivo e sistemático dos elementos (fonemas, morfemas, palavras, frases etc.) e dos processos (de formação, construção, flexão e expressão) que constituem e caracterizam o sistema do idioma português.

Índice

Dos Substantivos[editar | editar código-fonte]

Conceito[editar | editar código-fonte]

Substantivo é a palavra que nomeia os seres. O conceito de seres deve incluir os nomes, ou seja são palavras variáveis que designam as coisas, acção, qualidade, emoção, nomes etc etc etc. de pessoas, de lugares, de instituições, de grupos, de indivíduos e de entes de natureza espiritual ou mitológica:

Mulher, sociedade, vegetação, alma.

Maria, senado, paineira, anjo

Brasil, cidade, cavalo, sereia

Teresina, comunidade, cidadão, saci

Além disso devem incluir nomes de ações, estados, qualidades, sensações, sentimentos:

acontecimento, honestidade, amor, correria, miséria, liberdade, encontro, integridade, raiva, hipocrisia, corrupção, etc

É toda e qualquer palavra que permite a anteposição do artigo definido ou indefinido.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Quanto à sua formação, os substantivos são classificados em simples e compostos,

primitivos ou derivados. Quanto ao seu significado e abrangência, em concretos e

abstratos, comuns e próprios.

Substantivos Simples[editar | editar código-fonte]

Os substantivos simples apresentam um único radical em sua estrutura:

chuva, livro, livreiro, guarda, flor, desenvolvimento

Substantivos Compostos[editar | editar código-fonte]

Os substantivos compostos apresentam mais de um radical em sua estrutura:

Ex Luan e Lucas foram ao cinema

Substantivos primitivos[editar | editar código-fonte]

Os substantivos que não provêm de qualquer outra palavra da língua são chamados de

primitivos:

árvore, folha, flor, carta, dente, pedra.

Substantivos Derivados[editar | editar código-fonte]

Os substantivos formados a partir de outras palavras da língua pelo processo de

derivação são chamados de derivados:

arvoredo, folhagem, florista, florada, carteiro,

dentista, pedreiro,jardineiro"

Substantivos Concretos[editar | editar código-fonte]

Os substantivos que dão nome a seres de existência independente, reais ou

imaginários, são chamados concretos. São exemplos de substantivos concretos:

armário, cidade, formiga,

sereia, abacateiro, Deus

homem, vento, Brasil

São considerados concretos os substantivos que nomeiam divindades ou seres

fantásticos, pois, existentes ou não, são tomados sempre como seres dotados de vida

própria.

Substantivos Abstratos[editar | editar código-fonte]

Os substantivos que dão nome a estados, qualidades, sentimentos ou ações são

chamados abstratos. São exemplos de substantivos abstratos:

tristeza amor maturidade

atenção clareza brancura

beijo ética abraço

honestidade conquista paixão

Em todos esses casos, nomeiam-se conceitos cuja existência depende sempre de um ser

para manifestar-se: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se; é

necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço.

Substantivos Comuns[editar | editar código-fonte]

Os substantivos que designam todo e qualquer indivíduo de uma espécie de seres são

chamados comuns. E o caso de substantivos como:

homem, montanha, professor,

mulher, planeta ,país,

rio ,animal, estrela.

Substantivos Próprios[editar | editar código-fonte]

Aqueles que designam um indivíduo particular de uma determinada espécie são:

chamados próprios:

José Coimbra Angola

Ana Marte Gibraltar

Araguaia Simão Brasil

Substantivos Coletivos e adjetivos comuns[editar | editar código-fonte]

Há um tipo de substantivo e adjetivo comum que nomeia conjuntos de seres de uma mesma

espécie: é o chamado substantivo coletivo. A seguir há uma relação dos

principais coletivos da língua portuguesa; percebe-se que muitos deles são de uso bastante comum e facilitam a construção de frases mais concisas e precisas.

Coletivos de Grupos de Pessoas[editar | editar código-fonte]

assembléia - pessoas reunidas

banca - examinadores

banda - músicos

bando - desordeiros ou malfeitores

batalhão - soldados

camarilha - bajuladores

cambada - desordeiros ou malfeitores

caravana - viajantes ou peregrinos

caterva - desordeiros ou malfeitores

choldra - assassinos ou malfeitores

chusma - pessoas em geral

claque - pessoas pagas para aplaudir

clero - religiosos

colônia - imigrantes

comitiva - acompanhantes

corja - ladrões ou malfeitores

coro - cantores

corpo - eleitores, alunos, jurados

elenco - atores de uma peça ou filme

falange - tropas, anjos, heróis

horda - bandidos, invasores

junta - médicos, examinadores, credores

júri - jurados

legião - soldados, anjos, demônios

leva - presos, recrutas

malta - malfeitores ou desordeiros

multidão - pessoas em geral

orquestra - músicos

pelotão - soldados

platéia - espectadores

plêiade - poetas ou artistas

plantel - atletas, bovinos ou eqüinos selecionados

prole - filhos

quadrilha - ladrões ou malfeitores

roda - pessoas em geral

ronda - policiais em patrulha

súcia - desordeiros ou malfeitores

tertúlia - amigos, intelectuais

tripulação - aeroviários ou marinheiros

tropa - soldados, pessoas

turma - estudantes, trabalhadores, pessoas em geral

Coletivos de Conjuntos de Animais e Plantas[editar | editar código-fonte]

alcatéia - lobos

buquê - flores

cacho - frutas

cáfila - camelos

cardume - peixes

colmeia ou colmeia - abelhas

colônia - bactéria, formiga, cupins

enxame - abelhas, vespas, marimbondos

fato - cabras

fauna - animais de uma região

feixe - lenha, capim

flora - vegetais de uma região

junta - bois

manada - animais de grande porte

matilha - cães de caça

molho - verduras

ninhada - filhotes de aves

nuvem - insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)

panapaná - borboletas

plantel - animais de raça

ramalhete - flores

rebanho - gado em geral

récua - animais de carga

réstia - alhos ou cebolas

revoada - pássaros

tropa - animais de carga

vara - porcos

Coletivos de Outros Conjuntos[editar | editar código-fonte]

acervo - obras artísticas

antologia - trechos literários selecionados

armada - navios de guerra

arquipélago - ilhas

arsenal - armas e munições

atlas - mapas

baixela - objetos de mesa

bateria - peças de guerra ou de cozinha, instrumentos de percussão

biblioteca - livros catalogados

cancioneiro - poemas, canções

cinemateca - filmes

constelação - estrelas

enxoval - roupas

esquadra - navios de guerra

esquadrilha - aviões

frota - navios, aviões ou veículos em geral (ônibus, táxis, caminhões etc.)

girândola - fogos de artifício

hemeroteca - jornais e revistas arquivados

molho - chaves

pinacoteca - quadros

trouxa - roupas

vocabulário - palavras

Da Flexão dos Substantivos[editar | editar código-fonte]

Os substantivos são palavras flexíveis podendo mudar de gênero, número e grau com adição de desinências

Flexão de Gênero[editar | editar código-fonte]

O gênero gramatical é a indicação do sexo real ou suposto dos seres e por haver dois sexos, dois devem ser os gêneros gramaticais: o gênero masculino e o gênero feminino. E existem nomes de coisas concretas e abstratas que não designam sexo por não possuí-lo porque são neutros, porém, como não existe gênero neutro na língua portuguesa atribui-se-lhes um gênero fictício no masculino ou no plural.

Gênero Fictício[editar | editar código-fonte]
Masculinos[editar | editar código-fonte]
  • São os substantivos cuja flexão acarreta a mesma terminação do que substantivos que representam entidades reais (como animais) com género masculino. São normalmente terminados em o, i, u: litro, batismo, álibi, jaborandi, pó, nó, dó, caju, maracatu, báculo, binóculo, montículo. Apesar de não ser frequente, existem substantivos masculinos terminados em a e e: o problema, o ente.

Excetuam-se: tribo, avó, mó, juriti, lei, grei

  • São os substantivos terminados em é: café, rapé, pontapé, fé, guiné.
  • São os substantivos terminados em em, im, om, um: armazém, refém, vintém , brim, dom, homem, modem, bodum

Exceções: ordem, adem e todos os terminados em gem: garagem, embreagem, origem, fuligem, vertigem, ferrugem, viagem

  • en: âmem, líquen.
  • au, éu, eu, ói: cacau, chapéu, liceu, caubói.

Excetua-se: Nau.

  • l: graal, tonel, anil, anzol, paul.

Excetuam-se: cal, catedral, bacanal, moral e outros que, primitivamente adjetivos, passaram a ser substantivos, conservando o gênero do substantivo que costumavam acompanhar, como a vogal (a letra vogal), a diagonal (a diagonal) etc.

  • r: alamar, escaler, nadir, furor, calembur.

Excetuam-se: beira-mar, colher, cor, dor, flor.

  • s: caos, lápis, cais, áloes.

Observação: Os substantivos terminados em z distribuem-se pelos dois gêneros masculinos: albornoz, alcatraz; femininos: paz, foz, noz.

Femininos[editar | editar código-fonte]
  • a: cama, barca, orelha.
  • ã: avã, manhã.
  • ção: viração, rotação, afeição.
  • ão: gratidão, solidão, ilusão.
  • gem: linguagem, homenagem, aragem, passagem, paisagem, contagem, imagem, mensagem, massagem, viagem
  • dade e ice: cidade, verdade, tolice, velhice, idiotice.

Excetuam-se: dia e muitos outros de origem grega, como axioma, fonema, poema, sistema, sintoma, teorema, idioma, diploma, esquema, problema, cinema, dilema, morfema, lexema, grafema, ecossistema, telecinema etc.

Flexão do Gênero Masculino ao Feminino[editar | editar código-fonte]

Podemos distinguir, na indicação do sexo feminino, os seguintes processos:

a) com a mudança ou acréscimo na terminação:[editar | editar código-fonte]
Os nomes terminados em -o mudam o -o em -a:[editar | editar código-fonte]

filho - filha

aluno - aluna

menino - menina

gato - gata

Os em -ão mudam a terminação, uns em 4, outros em -oa e outros[editar | editar código-fonte]

em -ona (se denotam seres aumentados):

anão - anã

cidadão - cidadã

irmão - irmã

ermitio - ermitoa

hortelão - horteloa

leão - leoa

chorão - chorona

pedinchão - pedinchona

valentão - valentona

Os em -or formam geralmente o feminino com acréscimo de a[editar | editar código-fonte]

doutor - doutora

professor - professora

OBSERVAÇÃO: Outros terminados em -eira: arrumadeira, lavadeira,

faladeira.

Rejeita-se, sem razão, o plural guarda-marinhas.

Os em -e uns ficam invariáveis, outros mudam o -e em -a,[editar | editar código-fonte]

amante, cliente, constituinte, doente, habitante,

inocente, ouvinte, servente, etc.*

alfaiate - alfaiata

infante - infanta (também aparece invariável)

governante - governanta

presidente - presidente ou presidenta

parente - parenta

monge - monja

Os em -és e -z acrescentam a :[editar | editar código-fonte]

freguês - freguesa

português - portuguesa

juiz - juiza

Indicam o sexo feminino com o acréscimo de -essa, -isa :[editar | editar código-fonte]

abade - abadessa

alcaide - alcaidessa (ou alcaidina)

barão - baronesa

bispo - episcopisa

conde - condessa

cônego - canonisa (admite-se a forma regular cônega)

cônsul - consulesa

diácono - diaconisa

doge - dogesa, dogaresa, dogaressa

druida - druidesa, druidisa (em

Vocábulos derivados por meio de -esa,

duque - duquesa

etíope - etiopisa

jogral - jogralesa

papa papisa.

píton. pitonisa

poeta - poetisa

príncipe - princesa

prior - priora, prioresa

profeta - profetisa

sacerdote - sacerdotisa

visconde - viscondessa

Não se enquadram nos casos precedentes:[editar | editar código-fonte]

ateu - atéia

ator - atriz

avô - avó

capiau - capioa

condestável. - condestabeleza

confrade - confreira

czar /pron. tçar/ - czarina(l)

dom - dona

egeu - egéia

embaixador - embaixatriz

europeu - européia

felá - felaína

filisteu - filistéiafrade

frei- freira

galo - galinha

zagal - zagala

oficial - oficiala

giganteu - gigantéia

grou. - grua

guri - guria

ilhéu - ilhoa

imperador - imperatriz

judeu - judia

landgrave - landgravina

marajá - marani

mandarini - mandarina

maestro - maestrina

peru - perua

pigmeu - pigméia

raja ou rajá - râni ou rani

rapaz - rapariga

rei - rainha

réu - ré

sandeu - sandia

silfo - sílfide

sultão - sultana

tabaréu, - tabaroa,

herói - heroína

Com palavras diferentes para um e outro sexo (heterônimos):[editar | editar código-fonte]
Nomes de pessoas:[editar | editar código-fonte]

cavaleiro - amazona

cavalheiro - dama

compadre - comadre

frei - sóror, soror, sor

genro - nora

homem - mulher

marido - mulher

Nomes de animais:[editar | editar código-fonte]

bode -cabra

boi - vaca

burro - besta

cão - cadela

Feminino com auxílio de outra palavra (biformes)[editar | editar código-fonte]

padrasto - madrasta

padre - madre

padrinho - madrinha

pai - mãe

patriarca - matriarca

rico-homem - rica-dona

carneiro - ovelha

cavalo- égua

veado - cerva (admite-se também a forma veada)

zangão - abelha

Substantivos Comuns de Dois[editar | editar código-fonte]

Há substantivos que têm uma só forma para os dois sexos:

estudante, consorte, mártir

São por isso chamados comuns-de-dois. Tais substantivos

distinguem o sexo pela anteposição do artigo o (para o masculino) e do artigo a (para o

feminino):

estudante - a estudante

camarada - a camarada

mártir - a mártir

Os nomes terminados em -ista e muitos terminados em -e são comuns de dois:

o capitalista - a capitalista; o doente - a doente.

Substantivos Epicenos[editar | editar código-fonte]

Enquadram-se neste grupo os nomes de animais para cuja distinção de sexo empregamos as palavras macho e fêmea:

cobra macho; jacaré fêmea

Podemos ainda servir-nos de outro torneio:

o macho da cobra; a fêmea do jacaré.

Estes nomes de animais se chamam epicenos.

Sobrecomuns[editar | editar código-fonte]

São nomes de um só gênero gramatical que se aplicam, indistintamente,

a homens e mulheres:

o algoz, o carrasco, o cônjuge, a criatura, o ente, a pessoa,

o ser, a testemunha, o verdugo, a vítima.

Gênero estabelecido por palavra oculta. - São masculinos os nomes

de rios, mares, montes, ventos, lagos, pontos cardeais, meses, por subentendermos

estas denominações:

O (rio) Amazonas, o (oceano) Atidntico, o (vento) bóreas, o (lago) Lddoga,

Por isso são normalmente femininos os nomes de cidades, ilhas:

A bela (cidade) Petrópolis. A movimentada (ilha) Governador.

Nas denomina" de navios depende do termo subentendido: o

(transatlântico) Argentina, a (corveta) Belmonte, etc.

Notem-se os seguintes géneros:

o (vinho) champanha (e não a champanha!), o (vinho) madeira, o (charuto)

havana, o (café) moca, o (gato) angord, o (cão) terra-nova.

Mudança de sentido na mudança de gênero.

Há substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se achem empregados:

cabeça (parte do corpo) o cabeça (o chefe)

capital (cidade principal) o capital (dinheiro, bens)

língua (órgão muscular; idioma) - o língua

lotação (capacidade de um carro, navio, sala, etc.) - o lotação (forma abreviada de automóvel)

rádio (a estação) - o rádio (o aparelho)

voga (moda; popularidade) - o voga (o remador)

Gêneros que podem oferecer dúvida:[editar | editar código-fonte]

a) São masculinos:[editar | editar código-fonte]

Os nomes de letra de alfabeto, clã, champanha, dó, eclipse, formicida, grama (unidade de peso), jângal, jângala, lança-perfume, milhar, pijama, proclama, saca-rolhas, sanduíche, sósia, telefonema, soma (usado na linguagem técnica da psiquiatria).

b) São femininos:[editar | editar código-fonte]

Aguardente, análise, fama, cal, cataplasma, cólera, cólera-morbo, coma, dinamite, elipse, faringe, fruta-pão, gesta (= façanha), libido, polé, preá,

síndrome, tíbia.

c) São indiferentemente masculinos ou femininos:[editar | editar código-fonte]

Ágape, avestruz, caudal, crisma, diabete, gambá, hélice, íris, juriti, igarité, lama ou lhama, laringe, ordenança, personagem, renque, sabiá, sentinela, soprano, suástica, tapa,

Masculinos com mais de um feminino.[editar | editar código-fonte]

Além dos já apontados no decorrer da lição, lembraremos ainda os mais usuais:

aldeão - aldeã, aldeoa

deus - deusa, déia (poét.)

diabo - diaba, diabra, diáboa

elefante - elefanta, elefoa, aliá

javali - javalina, gíronda

ladrão - ladra, ladrona, ladroa

melro - méiroa, melra

motor - motora, motriz (adj.)

pardal - pardoca, pardaloca. pardaleja

parvo - párvoa, parva

polonês - polonesa, polaca

varão - varoa, virago, matrona

vilão - vilã, viloa

Formação do plural dos substantivos[editar | editar código-fonte]

Em português há dois números gramaticais: singular e plural. O singular

indica o objeto ou coleção em si; o plural denota-os indicando mais

de um.

a) Formação do plural com acréscimo de s.[editar | editar código-fonte]

Forma-se o plural acrescentando-se s aos nomes terminados por-

1 - vogal ou ditongo oral: livro, livros; lei, leis, cajá, cajás;

2 - ditongos nasais ãe e ão (átono): mãe, mães; bênção, bênçãos;

3 - vogal nasal: ímã, ímãs, irmã, irmãs;

4 - m (grafando-se ns): dom, dons.

OBSERVAÇÃO: Totem, também grafado tóteme, tem os plurais totens e tótemes

b) Formação do plural com acréscimo de es.[editar | editar código-fonte]

Acrescenta-se es para formar o plural dos nomes terminados por:

1 - s (em sílaba tônica): ás, ases; freguês, fregueses.

Cós serve para os dois números e ainda possui o plural coses.

2 - z (em sílaba tônica): luz, luzes; giz, gizes.

3 - r: cor, cores; elixir, elixires; revólver, revólveres.

c) Plural dos nomes terminados em n.[editar | editar código-fonte]

Acrescenta-se e ou es. Melhor fora dar-lhes uma feição mais de acordo

com a nossa língua. Damos uma pequena lista, pondo entre parênteses

a forma que deve substituir a irregular terminada em -n :

abdômen (abdome): abdomens ou abdômenes.

certâmen (certame): certamens ou certâmenes.

dólmen (dolmem): dolmens ou dólmenes.

espécimen (espécime): espécimens ou especímenes.

germen (germe): germens ou gérmenes.

hífen (hifem): hífens ou hífenes.

pólen (polem): polens ou pólenes.

d) Plural dos nomes terminados em ão.[editar | editar código-fonte]

Repartem-se estes nomes por três formas de plurais:

1) ões (a maioria deles):

coração, corações; questão, questões; melão, melões; razão, razões.

2) ães:

cio, cães; capelão, capelães; alemão, alemães; capitão, capitães;

escrivão, escrivães; tabelião,

tabeliães; pão, pães; maçapão, maçapães; mata-cão, mata-cães; catalão,

catalães.

3) ãos:

chão, chãos; cidadão, cidadãos; cristão, cristãos; desvão, desváos; grão,

grãos; irmão,

irmãos; mão, mãos; pagão, pagãos e os paroxítonos apontados em a)

Muitos nomes apresentam dois e até três plurais:

aldeão aldeãos aldeões aldeães

ancião anciãos anciões . anciães

charlatão charlatões charlatães

corrimão corrimãos corrimões

cortesão cortesãos cortesões

deão deãos deões deães

ermitão ermitãos ermitões ermitães

guardião guardiões guardiães

refrão refrãos refrães

sacristão sacristãos sacristães

vilão vilãos vilões vilães

vulcão vulcãos vulcões

e) Plural dos nomes terminados em ai, ol, ul.[editar | editar código-fonte]

Trocam o l por is :

carnaval, carnavais; lençol, lençóis; álcool, álcoois; paul, pauis.

Dos Adjetivos[editar | editar código-fonte]

Adjetivo é a expressão modificadora que denota qualidade, condição ou estado de um ser:

"Oceano terrível, mar imenso

De vagas procelosas que se enrolam

Floridas rebentando em branca espuma

Num pólo e noutro pólo" (G. DIAS).

Locução adjetiva - é a expressão formada de preposição + substantivo com valor de um adjetivo:

Homem de coragem = homem corajoso

Livro sem capa = livro desencapado

Note-se que nem sempre encontramos um adjetivo de sentido perfeitamente idêntico ao de locução adjetiva:

Colega de turma.

Adjetivo explicativo e restritivo.[editar | editar código-fonte]

O adjetivo pode ser explicativo ou restritivo.

EXPLICATIVO é o que designa uma qualidade, condição ou estado essencial ao ser:

Homem mortal - Água mole - Gelo frio

RESTRITIVO o que designa qualidade, condição ou estado acidental ao ser:

Homem bom - Água morna - Gelo pequeno

Substantivação do Adjetivo.[editar | editar código-fonte]

- Certos adjetivos são empregados sem qualquer referência a nomes expressos como verdadeiros adjetivos. A esta passagem de adjetivos a substantivos chama-se substantivação:

"A vida é combate

que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos,

Só pode exaltar" (G. DIAS).

Flexões do Adjetivo[editar | editar código-fonte]

Como o substantivo, o adjetivo pode variar em número, gênero e grau.

Número do adjetivo. - O adjetivo acompanha o número do substantivo a que se refere:

aluno estudioso, alunos estudiosos.

O adjetivo portanto, conhece os dois números que vimos no substantivo:

o singular e o plural.

Formação do plural dos adjetivos[editar | editar código-fonte]

Aos adjetivos se aplicam as mesmas regras de plural dos substantivos.

Quanto aos adjetivos compostos, lembraremos que normalmente só o último varia:

amizades luso- brasileiras, reuniões poético-musicais, anglo-normandos, médico-cirúrgicos

Variam ambos os elementos, entre outros exemplos, surdo-mudo,

verde-claro, verde-escuro, verde-gaio: surdos-mudos, verdes-claros, verdes-escuros, verdes-gaios.

Gênero do adjetivo.[editar | editar código-fonte]

O adjetivo concorda também em gênero com o substantivo a que se refere. Conhece, assim, os gêneros comuns, ao substantivo: masculino e feminino.

Formação do feminino dos adjetivos[editar | editar código-fonte]

Adjetivos uniformes[editar | editar código-fonte]

Os adjetivos uniformes são os que apresentam uma só forma para acompanhar substantivos masculinos e femininos. Geralmente são terminados em al, el, il, ul, ar, er, az, iz, oz, uz, e e.

-povo lusíada

-breve exame

-trabalho útil

-objeto ruim

-estabelecimento modelar

-homem audaz

-conto simples

estes uniformes terminam em -a, -e, -l, -m, -r,

- nação lusiada

- breve prova

- ação útil

- coisa ruim

- escola modelar

- mulher audaz

- história simples

Exceções principais: andaluz, andaluza ou andaluzia; bom, boa; chim, china; espanhol, espanhola.

Adjetivos Biformes[editar | editar código-fonte]

Quanto aos biformes, isto é, que têm uma forma para o masculino e outra para o feminino, os adjetivos seguem de perto as mesmas regras que se impõem aos substantivos.

a) Os terminados em -és -or, e -u acrescentam no feminino um a, na maioria das vezes.

chinês, chinesa; lutador, lutadora; cru, crua.

Exceções: 1) cortês, descortês, montés e pedrês são invariáveis;

2) incolor, multicor, sensabor, melhor, menor, pior e outros são invariáveis.

Outros em -dor ou -tor apresentam-se em -triz: motor, motriz (a par de motora, conforme vimos nos substantivos);

Outros terminam em -eira: trabalhador, trabalhadeira (a par de trabalhadora). Superiora (de convento) usa-se como substantivo.

3) hindu é invariável; mau

b) Os terminados em -eu passam, no feminino, a -éia:

europeu, européia; ateu, atéia.

Exceções: judeu, judia; sandeu, sandia; tabaréu faz tabaroa; réu faz ré.

c) Alguns adjetivos também, no feminino, mudam a vogal tônica fechada

o para aberta:

laborioso, laboriosa; disposto, disposta.

Grau dos Adjetivos[editar | editar código-fonte]

.Há três graus na qualidade expressa pelo adjetivo: positivo, comparativo e superlativo.

O positivo enuncia simplesmente a qualidade:

O rapaz é cuidadoso.

O comparativo compara qualidade entre dois ou mais seres estabelecendo:

a) uma igualdade:

b) uma superioridade:

c) uma inferioridade:

o rapaz é tão cuidadoso quanto (ou como) os outros.

o rapaz é mais cuidadoso que (ou do que) os outros.

o rapaz é menos cuidadoso que (ou do que) os outros.

O superlativo pode:

a) ressaltar, com vantagem ou desvantagem, a qualidade do ser em relação a outros seres:

O rapaz do mais cuidadoso dos (ou dentre os) pretendentes ao emprego.

O rapaz do menos cuidadoso dos pretendentes.

b) indicar que a qualidade do ser ultrapassa a noção comum que se tem dessa mesma qualidade:

O rapaz é muito cuidadoso.

O rapaz é cuidadosíssimo.

No primeiro caso, a qualidade é ressaltada em relação ou comparação com os outros pretendentes. Diz-se que o superlativo é relativo.

Forma-se o superlativo relativo com a intercalação do adjetivo nas fórmulas o mais ... de (ou dentre), o menos ... de (ou dentre).

No segundo caso, a superioridade é ressaltada sem nenhuma relação com outros seres. Diz-se que o superlativo é absoluto ou intensivo

O superlativo absoluto pode ser analítico ou sintético. Forma-se o analítico com a anteposição de palavra intensiva (muito, extremamente, extraordinariamente, etc.) ao adjetivo: muito cuidadoso.

O sintético é obtido por meio do sufixo -issimo (ou outro de valor intensivo) acrescido ao adjetivo no grau positivo: cuidadosíssimo.

Quanto ao sentido, cuidadosíssimo diz mais, é mais enfático do que muito cuidadoso. Na linguagem coloquial, se desejamos que o superlativo

absoluto analítico seja mais enfático, costumamos repetir a palavra.

Alterações gráficas no superlativo absoluto.

a) ao receber o sufixo intensivo, o adjetivo no grau positivo pode sofrer certas modificações

cuidadosa - cuidadosíssima

elegante - elegantíssimo

cuidadoso - cuidadosíssimo

b) os terminados em -vel átono adota-se o radical latino, terminado em -bil:

amável - amabilíssimo, móvel - mobilíssimo

c) Os adjetivos terminados em ro e re, áspero e livre, passam para o superlativo mediante acréscimo da terminação rimo ao nominativo latino dessas palavras.

acre - acérrimo

amargo - amaríssimo

amigo- amicíssimo

antigo - antiqüíssimo

áspero - aspérrimo

benéfico / beneficente - beneficentíssimo

benévolo - benevolentíssimo

célebre - celebérrimo

célere - celérrimo

cristão - cristianíssimo

cruel - crudelíssimo

difícil - dificílimo

doce - dulcíssimo

fiel - fidelíssimo

frio - frigidíssimo

geral - generalíssimo

honorífico - honorificentíssimo

humilde - humílimo

incrível - incredibilíssimo

inimigo - inimicíssimo

íntegro - integérrimo

livre - libérrimo

magnífico - magnificentíssimo,

magro - macérrimo

malédico - maledicentíssimo

maléfico - maleficentíssimo,

malévolo - malevolentíssimo

mísero - misérrimo

miúdo - minutíssimo

negro - nigérrimo

nobre - nobilíssimo

parco - parcíssimo,

pessoal - personalíssimo

pobre - paupérrimo

pródigo - prodigalíssimo

provável - probabilíssimo

público - publicíssimo

sábio - sapientíssimo

sagrado sacratíssimo

salubre salubérrimo

são - saníssimo

simples - simplicíssimo

soberbo - superbíssimo

tenaz - tenacíssimo

tétrico - tetérrimo

Ao lado do superlativo à base do termo latino, pode circular o que procede do adjetivo no grau positivo acrescido da terminação -íssimo:

agílimo - agilíssimo

antiqüíssimo - antiguíssimo

crudelíssimo - cruelíssimo

dulcissimo - docissimo

facílimo - facilíssimo

humílimo - humildíssimo

macérrimo - magríssimo

nigérrimo - negríssimo

paupérrimo - pobríssimo

OBs.: Chamamos a atenção para as palavras terminadas em -io, na sua forma sintética, apresentam dois is:

sério - seriíssimo

precário - precariíssimo

frio - friíssimo

necessário - necessariíssimo

Tendem a fixar-se as formas populares seríssimo (coisa seríssima), necessaríssimo e semelhantes, com um i apenas.

Dos Artigos Definidos e Indefinidos[editar | editar código-fonte]

Artigo é a palavra variável que se antepõe aos substantivos que designam seres determinados (o, a, os,, as) ou indeterminados (um, uma, uns, umas).

Daí a divisão dos artigos em definidos (que são o, a, os, as) e indefinidos

(um, uma, uns, umas):

Quero o livro.

Quero um livro.

No primeiro caso, o substantivo designa um livro determinado e conhecido, inconfundível para a pessoa que fala ou escreve.

No segundo, o substantivo designa um livro qualquer dentre outros.

Precedido, de artigo definido pode também o substantivo exprimir a

espécie inteira:

o homem é mortal.

Não se trata aqui de um homem determinado, mas, sim, uma referência

ao ser humano em geral.

Nem sempre se evidencia a oposição entre o, a, os, as e um, uma, uns,

umas, porque os artigos aparecem em construções dos mais variados valores.

Dos Pronomes[editar | editar código-fonte]

Pronome é a expressão que designa os seres sem dar-lhes nome nem qualidade, indicando-os apenas como pessoa do discurso.

Pessoas do discurso. - Três são as pessoas do discurso: a que fala (1.a pessoa), a que se fala (2.a pessoa) e a pessoa ou coisa de que

se fala (3.a pessoa).

Classificação dos pronomes.[editar | editar código-fonte]

Os pronomes podem ser: pessoais, possessivos, demonstrativos (abarcando o artigo definido), indefinidos (abarcando o artigo indefinido), interrogativos e relativos.

Pronomes pessoais.[editar | editar código-fonte]

Os pronomes pessoais designam as três pessoas do discurso:

1.a pessoa: eu (singular), nós (plural),

2.a pessoa: tu (singular), vós (plural) e

3.a pessoa: ele, ela (singular), eles, elas (plural).

O plural nós indica eu mais outra ou outras pessoas, e não eu + eu.

Os pronomes pessoais são subdivididos em: 

- do caso reto: função de sujeito na oração. Nós saímos do shopping. (nós = sujeito)

- do caso oblíquo: função de complemento na frase. Desculpem-me. (me = objeto)

Os pronomes oblíquos subdividem-se em:[editar | editar código-fonte]

- oblíquos átonos: nunca precedidos de preposição, são eles: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes. Basta-me o teu amor. -oblíquos tônicos: sempre precedidos de preposição:  Preposição: a, de, em, por etc. Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, elas.

Basta a mim o teu amor.

As formas eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas, que funcionam como sujeito, se dizem retas. A cada um destes pronomes pessoais retos,

corresponde um pronome pessoal oblíquo que funciona como complemento e pode apresentar-se em forma átona ou forma tônica. Ao contrário das formas átonas, as tônicas vêm sempre presas a preposição:

Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos
Singular primeira Eu Me, mim, comigo
  segunda Tu Te, ti, contigo
  terceira Ele/ela Se, si, consigo, o, a, lhe
Plural primeira Nós Nos, conosco
  segunda Vós Vos, convosco
  terceira Eles/elas Se, si, consigo, os, as, lhes

Pronome de Tratamento[editar | editar código-fonte]

Pronome de tratamento é aquele com que nos referimos às pessoas a quem se fala (de maneira cerimoniosa), portanto segunda pessoa, mas a concordância gramatical deve ser feita com a terceira pessoa.

Alguns pronomes de tratamento:

pronome de tratamento abreviatura referência
Vossa Alteza V.A. príncipes, duques
Vossa Eminência V.Emª. cardeais
Vossa Excelência V.Exª. altas autoridades em geral
Vossa Magnificência V.Magª. reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V.Revma sacerdotes em geral
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria V.Sª. funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores

Morfologia verbal[editar | editar código-fonte]

Gramática
Classificação
Comunicação
Fonética
Fonologia
Morfologia
Sintaxe
Semântica
Etimologia
Estilística
Literatura
Tipos
Descritiva
Gerativa
Formal
Funcional
Normativa
Transformacional
Universal
Implícita
Contrastiva
Reflexiva
Histórica
Artigos Relacionados
Gramática
Linguística
Lexicologia
Retórica
Língua

Os verbos são divididos em três conjugações, identificadas pela terminação dos infinitivos, -ar, -er, -ir (e -or, remanescente no único verbo, pôr, juntamente com seus compostos; este verbo pertence, todavia, à conjugação de infinitivos terminados em -er, pois tem origem no latim poner, evoluindo para poer e pôr). A maioria dos verbos terminam em ar, tais como cantar. De uma forma geral, os verbos com a mesma terminação seguem o mesmo padrão de conjugação. Porém, são abundantes os verbos irregulares e alguns chegam a ser até mesmo anômalos: ir, ser, saber, pôr e seus derivados apor, opor, compor, dispor, supor, propor, decompor, recompor, repor, sobrepor, transpor e antepor.

Tempos e aspectos[editar | editar código-fonte]

Há, no português, três tempos e diversos aspectos, a saber:

  • Presente, que exprime ações frequentes ou corriqueiras.
  • Pretérito, exprimindo ações terminadas no passado, sendo dividido em:
    • Pretérito imperfeito, ações inacabadas;
    • Pretérito perfeito, ações acabadas;
    • Préterito mais-que-perfeito, ação anterior a uma já acabada;
  • Futuro, que exprime ações pontuais que ocorrerão no futuro, sendo divididos em:
    • Futuro do presente, ações que serão executadas;
    • Futuro do pretérito, ações que poderiam ser executadas.

Na língua portuguesa, os verbos são divididos em seis modos, de acordo com o que exprimem:

  • Indicativo, para exprimir fatos tidos como certos (certeza);
  • Conjuntivo ou subjuntivo, para exprimir suposições (possibilidade);
  • Imperativo, para exprimir instruções (ordem, pedido, conselho);
  • Condicional, para exprimir condições (normalmente, tendo como base suposições);
  • Infinitivo, formas verbais que não exprimem nada autónomos, sendo dividido em:
    • Infinitivo pessoal, em que cada forma corresponde a uma pessoa;
    • Infinitivo impessoal, em que a forma dá nome ao seu verbo;
  • Formas nominais, sendo estas o gerúndio, muito utilizado na conjugação perifrástica. Participio passado ou Adjectivo verbal, utilizada para tempos compostos e para a voz passiva, e infinitivo impessoal.

Conjugação perifrástica[editar | editar código-fonte]

A conjugação perifrástica refere-se a não-tempos — chamemos-lhe assim porque, embora esteja gramaticalmente correcto utilizar qualquer uma das formas abaixo, estas não são tempos verbais na nossa gramática.

Podemos utilizar a conjugação perifrástica para exprimir os seguintes sentidos:[1]

  • Necessidade - ter de + infinitivo (ex.: Eu tenho de melhorar a Wikipédia.);
  • Certeza - haver de + infinitivo (ex.: Hei de[2] conseguir melhorar.);
  • Intenção - estar para + infinitivo (ex.: Estou para melhorar.) ou estar prestes a + infinitivo (ex.: Estou prestes a melhorar.);
  • Realização futura - verbo ir no presente do indicativo + infinitivo do verbo principal (ex.: Vou ler o artigo sobre a Língua Portuguesa na Wikipédia.)
  • Realização próxima - verbo estar no presente do indicativo + a + infinitivo (ex.: Estou a editar a Wikipédia.) ou verbo estar no presente do indicativo + gerúndio (ex.: Estou editando a Wikipédia.)
  • Realização gradual - verbo ir no presente do indicativo + gerúndio (ex.: Vou editando a Wikipédia.)
  • Acontecimento simultâneo(1) - verbo ir no pretérito imperfeito do indicativo + a + infinitivo (ex.: Ia a rever a Wikipédia quando recebi uma mensagem de correio eletrónico.)
  • Acontecimento simultâneo(2) - verbo estar no pretérito imperfeito do indicativo + a + infinitivo (ex.:"Estava a rever a Wikipédia quando recebi uma mensagem de correio eletrónico.")
  • Probabilidade ou dever - verbo dever no presente do indicativo + infinitivo (ex.: Devo propor aquele artigo para destaque.)
  • Aconselhamento ou reflexão - verbo dever no pretérito imperfeito do indicativo + infinitivo (ex.: Devias ter proposto aquele artigo para destaque.) ou verbo dever no futuro do pretérito do indicativo + infinitivo (ex.: Deverias ter proposto aquele artigo para destaque.)

Voz passiva[editar | editar código-fonte]

Comparem-se as frases:

  • 1) Camões escreveu Os Lusíadas.
  • 2) Os Lusíadas foram escritos por Camões.

As frases 1) e 2) descrevem a mesma situação mas apresentam uma diferença a nível sintáctico. De acordo com a tradição gramatical greco-latina, em 1) o verbo está na voz activa e em 2), na voz passiva. O objecto directo de 1), "Os Lusíadas", passa a sujeito em 2), enquanto o sujeito de 1), "Camões", passa a agente da passiva em 2): "por Camões".

Na voz passiva, o verbo principal está no particípio passado, concordando em género e número com o sujeito, e tem como auxiliar o verbo "ser". Ainda de acordo com a gramática tradicional, existe um segundo tipo de construção passiva, expressa pelo pronome apassivador "se" e com o verbo na voz activa na terceira pessoa, de que é exemplo 3), e a voz reflexiva, com o verbo na voz activa e os pronomes oblíquos "me", "te", "se", "nos", "vos", tal como em 4).

  • 3) Não se vê [= é vista] uma nuvem no céu.
  • 4) Feri-me ao cortar o pão.

Actualmente propõe-se uma nova terminologia para estas construções.

A construção passiva exemplificada em 2) é denominada passiva sintáctica ou perifrástica (Mateus et al., 03) ou passiva sintáctica (Peres et al., 95), enquanto 3) é denominada passiva de -se (Mateus et al., 03) ou passiva de clítico (Peres et al., 95).

A Gramática da Língua Portuguesa (Mateus et al., 03) faz a distinção entre passivas pessoais, onde o sujeito ocorre antes do verbo, e passivas impessoais, onde o verbo ocorre antes do sujeito:

  • 5) As praias foram destruídas pelo maremoto.
  • 6) Foram destruídas muitas praias pelo maremoto.

Nas passivas impessoais, o sujeito é geralmente uma expressão indefinida, sendo tal aqui expresso por “muitas”. Estes autores referem ainda as passivas adjectivais, construídas com auxiliares como estar, ficar, andar:

  • 7) As praias ficaram destruídas.
  • 8) As praias estão destruídas.

Tenha em conta que a voz passiva só pode ser feita com verbos transitivos (verbos que seleccionam complemento, como por exemplo comer, ler, amar, abrir) e não com verbos intransitivos (verbos que não seleccionam complemento, como por exemplo correr, rir, andar).[3]

Uso coloquial[editar | editar código-fonte]

Na forma coloquial da língua há particularidades na conjugação verbal que ocorrem na conversação, mesmo entre aqueles com mais estudo. Isso não se manifesta, porém, na forma um pouco mais erudita quando escrita.

  • O futuro simples é sempre substituído pela forma composta com o verbo auxiliar IR no presente do indicativo + o infinitivo do verbo: dificilmente alguém fala eu farei, diz-se sempre eu vou fazer;
  • O pretérito mais-que-perfeito simples é sempre substituído pela forma composta com o verbo auxiliar "ter" (não "haver") no pretérito imperfeito do indicativo + o particípio passado do verbo: Dificilmente alguém fala eu fizera, diz-se eu tinha feito. Quase não se fala também eu havia feito quando na conversação coloquial.como linguagem formal ou informal com girias e etc...

Numa forma mais coloquial, principalmente entre os menos letrados, usa-se muito o pretérito imperfeito como se fosse o futuro do pretérito (condicional): Em lugar de em seu lugar, eu agiria de outra forma, diz-se em seu lugar eu agia de outra forma[4];

Morfologia nominal[editar | editar código-fonte]

Todos os substantivos portugueses apresentam dois gêneros: masculino ou inclusivo e feminino ou exclusivo. Muitos adjetivos e pronomes, e todos os artigos, indicam o gênero dos substantivos a que eles se referem. O gênero feminino em adjetivos é formado de modo diferente dos substantivos. Muitos adjetivos terminados em consoante permanecem inalterados: "homem superior", "mulher superior", da mesma forma os adjetivos terminados em "e": "homem forte", "mulher forte". Fora isso, o substantivo e o adjetivo devem sempre estar em concordância: "homem alto", "mulher alta".

O grau dos substantivos é, de uma forma genérica, representado pelos sufixos "-ão, -ona" para o aumentativo e "-inho, -inha" para o diminutivo, ainda que haja numerosas variações para representar esses graus.

Os adjetivos podem ser empregados em forma comparativa ou superlativa. A forma comparativa é representada pelos advérbios "mais…que", "menos…que" e "tanto…quanto" (ou "como"), e a forma superlativa é representada pelas locuções "o mais" ou "o menos". Para representar o superlativo absoluto, pode-se ainda acrescentar os sufixos "-íssimo, -íssima" (alguns adjetivos, no entanto, fazem o superlativo absoluto com a terminação "-érrimo, -érrima", ou "-ílimo", "-ílima").

Os substantivos vêm geralmente acompanhados de um numeral, pronome ou artigo, assumindo variações de acordo com as funções sintáticas, a saber:

  • Nominativo (sujeito ou objeto direto): a, o, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo;
  • Genitivo (adjunto adnominal de posse): da, do, deste, desta, disto, desse, dessa, disso, daquele, daquela, daquilo;
  • Locativo (adjunto adverbial de lugar): na, no, neste, nesta, nisto, nesse, nessa, nisso, naquele, naquela, naquilo;
  • Dativo (objeto indireto): à, ao, àquele, àquela, àquilo (a preposição não se funde com os demais demonstrativos).

Os advérbios podem ser formados pelo feminino dos adjetivos, com o acréscimo do sufixo "-mente", por exemplo: certo = cert(a)mente.

Classes invariáveis[editar | editar código-fonte]

Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio, raramente modifica um substantivo. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.

Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau, a saber:

<Relativo;<
Superlativo Relativo de Superioridade
Aumenta a intensidade (ex.: longe → longíssimo, pouco → pouquíssimo, inconstitucionalmente → inconstitucionalissimamente, etc.).
Superlativo Relativo de Inferioridade
Diminui a intensidade (ex.: perto → pertinho, pouco → pouquinho, devagar → devagarinho, etc.).

Os advérbios bem e mal admitem ainda o grau comparativo, respectivamente, melhor e pior.

Existem também as formas analíticas de representar o grau, que não são flexionadas, mas sim, representadas por advérbios de intensidade como mais, muito, etc. Nesse caso, existe o grau comparativo (de igualdade, de superioridade, de inferioridade) e o grau superlativo (absoluto e relativo).

Índice[editar | editar código-fonte]

 [[null esconder]]

Classificação dos advérbios[editar | editar código-fonte]

Na foto, uma aranha caminha cuidadosamente na folha. A palavra cuidadosamente é um advérbio de modo.

Os advérbios da língua portuguesa são classificados conforme a circunstância que expressam.

A Norma Gramatical Portuguesa reconhece sete grupos de advérbios: de lugar, de tempo, de modo, de negação, de dúvida, de intensidade e de afirmação.

Advérbios de Modo[editar | editar código-fonte]

Assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), adrede (de caso pensado, de propósito, para esse fim), debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior, como, desapontadoramente, generosamente, cuidadosamente, calmamente e muitos outros terminados com o sufixo "mente".

Locuções Adverbiais de Modo

Às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão.

Advérbios de Lugar[editar | editar código-fonte]

Abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar), nenhures (em nenhum lugar), alhures (em outro lugar), ali, aqui, aquém, atrás, cá, acolá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe e perto.

Locuções Adverbiais de Lugar

A distância, à distância de, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta, ,por aqui, em baixo, ao meio, em algum lugar.

Advérbios de Tempo[editar | editar código-fonte]

Afinal, agora, amanhã, amiúde (da expressão a miúdo - repetidas vezes, frequentemente), antes, ontem, breve, cedo, constantemente, depois, enfim, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sucessivamente, já.

Locuções adverbiais de tempo

Às vezes, à(de) tarde, à(de) noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia.

Advérbios de Negação[editar | editar código-fonte]

Não, tampouco (também não), negativamente, jamais, nunca

Locuções adverbiais de negação

De modo algum, de jeito nenhum, de forma nenhuma

Advérbios de Afirmação[editar | editar código-fonte]

Sim, certamente, realmente, decerto, certo, efetivamente, incontestavelmente,"

Locuções adverbiais de afirmação

De certeza, com certeza,sem dúvida "

Advérbios de Dúvida[editar | editar código-fonte]

Acaso, casualmente, possivelmente, provavelmente, talvez, quiçá, será.

Locuções adverbiais de dúvida

Por certo, quem sabe, às vezes.

Advérbios de Grau (Intensidade) ou Quantidade[editar | editar código-fonte]

Assaz (bastante, suficientemente), bastante, demais, mais, menos, bem, muito, quanto, quão, quase, tanto, pouco, demasiado, imenso.

Locuções adverbiais de intensidade ou quantidade

Em excesso, de todo, de muito, por completo, por demais.

Flexão dos Advérbios[editar | editar código-fonte]

Os advérbios da língua portuguesa são invariáveis em gênero e número, porém flexionam-se em grau. Assim como os adjetivos, admitem dois graus: comparativo e superlativo.

Grau Comparativo[editar | editar código-fonte]

Comparativo de Igualdade[editar | editar código-fonte]

tão + advérbio + quanto (como)

Carlos fala tão alto quanto Marcos.

Comparativo de Inferioridade[editar | editar código-fonte]

menos + advérbio + que (do que)

Carlos fala menos alto do que Marcos.

Comparativo de Superioridade[editar | editar código-fonte]

Analítico: mais + advérbio + que (do que).

Carlos fala mais alto do que Marcos.

Sintético: melhor ou pior que (do que).

Carlos fala pior do que Marcos.

Grau Superlativo[editar | editar código-fonte]

Absoluto[editar | editar código-fonte]

Analítico: acompanhado de um outro advérbio.

Carlos fala muito alto.

(no exemplo anterior, muito é um advérbio de intensidade e alto é um advérbio de modo).

Sintético: formado com sufixos.

Carlos fala altíssimo.

Relativo:[editar | editar código-fonte]

de Inferioridade: Paulo é o menos esforçado da família.

de Superioridade: Rodrigo é o mais questionador de todos os alunos.

Locução Adverbial[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Locução adverbial

Locução adverbial é a reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.

Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Ele virá com certeza. (indicando afirmação)
Eu passei por aqui. (indicando lugar)
Ela bebeu em excesso. (indicando intensidade)
Não vou de jeito nenhum. (indicando negação)
Quem sabe eu ganhe... (indicando dúvida)
Há locuções adverbiais que possuem advérbios correspondentes.
Carlos saiu às pressas.
Carlos saiu apressadamente.
Ele virá com certeza.
Ele virá certamente.
As locuções adverbiais podem expressar ideia de: causa, assunto, companhia, instrumento
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo ao primeiro, ou seja, o regente e o regido. Isso significa que a preposição é o termo que relaciona substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Junto com as posposições e as raríssimas circumposições, as preposições formam o grupo das adposições. Exemplos:
Alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles. obs: Teremos como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme e o Walter Salles. O restante é preposição. Observe: "do" liga "alunos" a "colégio", "ao" liga "assistiram" a "filme", "de" liga "filme" a "Walter Salles". Portanto são preposições. O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede, regido. Exemplos:
Os alunos do colégio (...) Obs': os alunos, elemento regente; o colégio, elemento regido.

Índice[editar | editar código-fonte]

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Preposições simples[editar | editar código-fonte]

As preposições simples são as preposições propriamente ditas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, durante, em, entre, para, perante, por, salvo, segundo, sem, sob, sobre, trás.

Acidentais[editar | editar código-fonte]

Aquelas que passaram a ser preposições, mas são provenientes de outras classes gramaticais, como: afora (= exceto), como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante (= conforme), durante, exceto (= com exceção de), feito (= tal qual), fora (= exceto), mediante (= por meio de), menos (= exceto), salvo (= exceto), segundo (= conforme), tirante (= exceto), visto (= por).

Agimos conforme a atitude deles.
Conversamos muito durante a viagem.
Obtiveram como resposta um bilhete.
Ele terá que fazer o trabalho.
Conversamos pouco durante a viagem.

Contração de Preposição[editar | editar código-fonte]

Junção das preposições com determinantes.

  • do (de, preposição + o, determinante).
  • neste (em, preposição + este, determinante)
  • à (a, preposição + a, determinante)
  • duma (de, preposição + uma, determinante)
  • na (em preposição + a determinante)
  • àquela(a preposição + aquela determinante)

Obs:

Não se deve contrair a preposição "de" com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome "ele(s)", "ela(s)", quando estes funcionarem como sujeito de um verbo.

Isso não depende do professor querer.
Forma culta: Isso não depende de o professor querer.

Imperfeição[editar | editar código-fonte][editar | editar código-fonte]

É um verbo que liga a um substantivo liberal, como: se fosses; se fôssemos; se falharmos; e vários outros.

Se fôssemos ao banco, tiraríamos o cheque.
Se falharmos, não me perdoarei.
Se tu fosses ao show comigo; terias evitado esse transtorno.
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições
  • Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.
  • 'Lugar' - Estou em casa.
  • Tempo -Eu viajei durante as férias.
  • Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio.
  • Causa - Estou tremendo de frio
  • Assunto - Não gosto de falar sobre política.
  • 'Fim ou finalidade' - Eu vim para ficar
  • 'Instrumento' - Paulo feriu- se com a faca.
  • Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.
  • 'Meio' - Voltarei a andar a cavalo.
  • Matéria - Devolva-me meu anel de prata.
  • Posse - Este é o carro de João.
  • Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense.
  • Conteúdo - Tomei um copo de (com) .
  • 'Preço' - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,00.
  • Origem - Você descende de família humilde.
  • Especialidade - João formou-se em Medicina.
  • Destino ou direção - Olhe para frente!

Distinção entre Preposição, Pronome Pessoal Oblíquo, Pronome Demonstrativo e Artigo

'Preposição': ao ligar dois termos, estabelecendo entre eles relação de dependência, o "a" permanece invariável, exercendo função de preposição.

Pronome Pessoal Oblíquo: ao substituir um substantivo na frase.

Pronome Demonstrativo: pode ser substituído por aquela.

'Artigo': ao anteceder um substantivo, determinando-o.

As preposições podem introduzir:

a) Complementos Verbais

b) Complementos Nominais

c) Locuções Adjetivas

d) Locuções Adverbiais

e) Orações Reduzidas

Observações:

1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com a significação de atrás, depois.

2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com pouca frequência em autores modernos.

3) Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas: por trás, para trás, para trás de. Como preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado.

4) Para, na fala popular, apresenta a forma sincopada pra.

5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão.

Saiba que:

As preposições acidentais regem sempre a forma reta dos pronomes pessoais:

As preposições essenciais, por sua vez, regem a forma oblíqua tônica desses mesmos pronomes.

Conjunção (do termo latino conjunctione) é uma das classes de palavras definidas pela gramática geral. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo, entre eles, uma relação de dependência ou de simples coordenação.  Já as locuções conjuntivas são um conjunto de palavras que exercem a função de conjunção em um enunciado.

Classes gramaticais
Variáveis
Substantivo
Adjetivo (loc. adj.)
Numeral
Pronome (loc. pron.)
Artigo
Verbo (loc. verb.)
Invariáveis
Advérbio (loc. adv.)
[null Conjunção] (loc. conj.)
Interjeição (loc. int.)
Adposições:
· Preposição (loc. prep.)
· Posposição
· Circumposição
Fusões de classes
Combinação
Contração
Crase
v • e

Índice[editar | editar código-fonte]

 [[null esconder]]

Exemplos de conjunções[editar | editar código-fonte]

Portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, contudo, seja, conforme.

Classificação das conjunções[editar | editar código-fonte]

Conjunções essenciais[editar | editar código-fonte]

São chamados de "conjunções essenciais" aqueles elementos que atuam sempre como conjunção: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou, pois, porque, portanto, se, ora, apesar e como.

Coordenativas e subordinativas[editar | editar código-fonte]

As conjunções e as locuções conjuntivas podem ser classificadas em dois grandes grupos: coordenativas e subordinativas.

Coordenativas[editar | editar código-fonte]

As conjunções coordenadas ligam duas orações do mesmo nível sintático, ou dois elementos de mesma função dentro de um enunciado.

Copulativas ou Aditivas[editar | editar código-fonte]

As copulativas (português europeu) ou aditivas (português brasileiro) estabelecem uma relação de ligação entre duas orações expressando uma ideia de adição, soma ou acréscimo(ex.: e, nem, mas também, como também, além de (disso, disto, aquilo), tanto... quanto, bem como, ademais, outrossim).

Fabio jogou bola e descansou.
Agrediu a outro e foi agredido.
Adversativas[editar | editar código-fonte]

As adversativas ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de oposição, bem como de contraste ou compensação entre as unidades ligadas. Também pode gerar um sentido de consequência a algo dito anteriormente (exemplo: mas, apesar, porém, todavia, entretanto, mesmo assim, no entanto, senão, não obstante, contudo, etc).

Obs.: antes das conjunções adversativas a vírgula é obrigatória.

Eu corri muito, mas não alcancei o ônibus.
Ele era artilheiro do time, todavia não marcou nenhum gol no campeonato.
Disjuntivas[editar | editar código-fonte]

As disjuntivas (português europeu) ou alternativas (português brasileiro) ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente (exemplo: ou, ou...ou, ora, já...já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez, não... nem).

Ora a criança chora, ora a criança ri.
"Quer você queira ou não, eu vou trabalhar."
Conclusivas[editar | editar código-fonte]
As conclusivas ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. Servem para dar conclusões às orações (exemplo: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim, enfim, por fim, consequentemente, de modo que, por consequência, então, destarte, dessarte).
Não estudou, logo não passou na prova.
Explicativas[editar | editar código-fonte]

As explicativas ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. Expressam a relação de explicação, razão ou motivo (exemplo: que, porque, porquanto, pois, por isso (anteposta ao verbo), já que, visto que, como).

Feche a porta, que está chovendo.

Subordinativas[editar | editar código-fonte]

As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível sintático superior (oração principal). Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra, esta oração pode exercer funções diversas, correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. Um período formado por conjunções subordinadas que não contém as tais conjunções é chamado de: oração principal.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito, objeto direto, predicativo, aposto, agente da passiva, objeto indireto, complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta à conjunção) de outra oração. As conjunções subordinativas integrantes são que e se.

Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando não, usa-se "se".

Afirmo que estudei.
Não sei se fizeram ou se farão.
Espero que a ajuda não demore.

Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso", "isto" ou "aquilo".

Afirmo que estudei. (afirmo isto)
Não sei se fizeram ou se farão. (não sei isto)
Espero que a ajuda não demore. (espero isto)

As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem.

Causal[editar | editar código-fonte]

Estabelece, na frase, uma relação de causa e consequência entre dois ou mais fatos mencionados (exemplo: porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, na medida em que).

Foi para lá pois estava doente.
Não fomos à festa porque tínhamos de estudar.
Como o calor estava forte, pusemo-nos a andar pelo passeio público.
Como o frio era grande, aproximaram-se da lareira.
Comparativa[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação (exemplo: que, mais/menos (do) que, (tal) qual, (tão/tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem).

Indica comparação entre dois membros.

Era mais azul do que é agora.
Levantou-se como se estivesse indo à maratona.
Esse doce estava pior que o outro que acabou.
Concessiva[editar | editar código-fonte]

Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal, mas incapaz de impedi-la (exemplo: (muito) embora, ainda que, ainda quando. se bem que, mesmo que, mesmo quando, posto que, apesar de que, por mais que, nem que, conquanto, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese)

Apesar de não terem pegado ônibus, vi-os chegando ao destino.
Estava cansado, embora tenha chegado ao destino.
Condicional[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal (ex.: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, uma vez que).

Seria mais poeta, a menos que fosse político.
Caso estivesse por perto, nada disso teria acontecido.
Não sairia sem que dormisse antes.
Ele poderia sair, contanto que terminasse a tarefa.
Ficou decidido que seria ao ar livre exceto se chovesse.
Conformativa[editar | editar código-fonte]

Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal (exemplo: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com (todas elas com mesmo valor de conforme).

Deve-se seguir a instrução de montagem conforme o manual do aparelho.
Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial. (Machado de Assis)
Consecutiva[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração na qual se indica a consequência (exemplo: que (precedido de tal, tanto, tão, tamanho, de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, que = equivalendo a sem que).

Tamanho foi seu susto que quase infartou.
Falou tanto na reunião que ficou rouco.
Proporcional[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal (exemplo: à medida que, à proporção que, ao passo que, enquanto, quanto mais... mais, tanto mais... mais)

À proporção que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.
O preço do leite aumenta à medida que esse alimento falta no mercado.
Temporal[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo (exemplo: logo que, quando, enquanto, até que, antes que, depois que, assim que, sempre que, apenas, mal, cada vez que, desde quando, desde que, todas as vezes que, senão quando, ao tempo que, nem).

Custas a vir e, quando vens, não demora.
Ela sorriu, quando me viu.
Implicou comigo assim que me viu.
Final[editar | editar código-fonte]

Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal. (ex: a fim de que, para que, que, porque = para que).

Toque o sinal para que todos entrem no salão.

Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.

Observações gerais[editar | editar código-fonte]

Uma conjunção é, na maioria das vezes, precedida ou sucedida por uma vírgula (",") e muito raramente é sucedida por um ponto ("."). Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito:

Aquele é um bom aluno, portanto deverá ser aprovado.
Meu pai ora me trata bem, ora me trata mal.
Gosto de comer chocolate, mas sei que o excesso me faz mal.
Marcelo pediu que fôssemos alegres para a festa.
João subiu e desceu a escada.
Quando a banda deu seu acorde final, os organizadores deram início aos jogos.

Em geral, cada categoria tem uma conjunção típica. Assim é que, para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva, é preciso que ela seja substituível, sem mudar o sentido do período, pela conjunção típica. Por exemplo, o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva, se for substituível pela conjunção típica "e".

Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Dize-me com quem andas, e eu te direi quem és.

As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição, exceto "ou", cujo primeiro elemento pode ficar subentendido.

As adversativas, exceto "mas", podem aparecer deslocadas. Neste caso, a substituição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.

A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela, porque faz frio."

O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "O que...?", formulada com o verbo da oração anterior. Veja o exemplo:

Não sei se morre de amor (o que não sei? Se morre de amor.)

O uso da conjunção "pois" pode ser classificada em:

  • explicativa, quando a conjunção estiver antes do verbo;
  • conclusiva, quando a conjunção estiver depois do verbo;
  • causal, quando a conjunção puder ser substituída por "uma vez que".

O uso da conjunção "porque" pode ser classificada em:

  • explicativa, quando o verbo estiver no imperativo;
  • causal, quando indicar um fato;
  • final, quando a conjunção puder ser substituída por "para que".

Interjeição[editar | editar código-fonte]

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Classes gramaticais
Variáveis
Substantivo
Adjetivo (loc. adj.)
Numeral
Pronome (loc. pron.)
Artigo
Verbo (loc. verb.)
Invariáveis
Advérbio (loc. adv.)
Conjunção (loc. conj.)
[null Interjeição] (loc. int.)
Adposições:
· Preposição (loc. prep.)
· Posposição
· Circumposição
Fusões de classes
Combinação
Contração
Crase
v • e

As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais  , ou mais abrangente: sensações e estados de espírito; ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o interlocutor, já que, lhe permitem a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.

Ora! Oh! Socorro! Vish! E etc...

A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.

Note que toda interjeição deve vir acompanhada de um ponto de exclamação.

na escrita, as interjeições vêm quase sempre vem acompanhadas do ponto de exclamação [!]

Após o ponto de exclamação a primeira letra da próxima sentença deve estar em maiúsculo , veja porque na citação:

tem na essência o mesmo valor do ponto final, apenas com a particularidade de imprimir à frase a entoação específica da exclamação, da admiração, do espanto, da surpresa

As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:

Índice[editar | editar código-fonte]

 [[null esconder]]

Afugentamento[editar | editar código-fonte]

Arreda! Fora! Passa! Vai-te embora! Sai! Roda! Rua! Toca! Xô! Xô pra lá! Cai fora! Vaza!'

Alegria ou contentamento[editar | editar código-fonte]

Oh! Ah! Olá! Olé! Eta! Eita! Eia! Oba! Eba! Viva! Uhu! Eh! Gol! Que bom! Iupi!

Advertência[editar | editar código-fonte]

Alerta! Cuidado! Alto lá! Calma! Olha! Fogo! Volta aqui!

Admiração[editar | editar código-fonte]

Puxa! Que coisa! Ah! Chi! Ih! Oh! Uh!Uau! Caramba! Caraca! Puts! Gente! Céus! Uai! Ora! Ôrra! Que bom! Bravo!

Alívio[editar | editar código-fonte]

Ufa! Uf! Arre! Ah! Ainda bem! Nossa senhora!

Animação ou estímulo[editar | editar código-fonte]

Coragem! Eia! Avante! Upa! Vamos! Firme! Inteirinho! Bora!

Apelo[editar | editar código-fonte]

Alô! Olá! Oh! Socorro!

Aplauso[editar | editar código-fonte]

Bis! Bem! Bravo! Viva! Apoiado! Fiufiu! Hup! Hurra! Isso! Muito bem! Parabéns! Viva!

Agradecimento[editar | editar código-fonte]

Graças a Deus! Obrigado! Obrigada! Agradecido muito obrigada! Valeu a pena! Valeu!

Chamado[editar | editar código-fonte]

Alô! Hei! Olá! Psiu! Socorro!

Estímulo[editar | editar código-fonte]

Ânimo! Adiante! Avante! Eia! Coragem! Firme! Força! Toca! Upa! Vamos! Vai nessa!

Desculpa[editar | editar código-fonte]

Perdão! Desculpe! Desculpa!

Desejo[editar | editar código-fonte]

Oh! Oxalá! Tomara! Pudera! Queira Deus! Quem me dera!

Despedida[editar | editar código-fonte]

Adeus! Até logo! Bai-bai (pronúncia.)! Tchau! Até amanhã!

Dor[editar | editar código-fonte]

Ai! Ui! Ai de mim!

dúvida[editar | editar código-fonte]

Hum? hem? hã?

Cessação[editar | editar código-fonte]

Basta! Para! Chega! Stop! Não mais!

Invocação[editar | editar código-fonte]

Alô! Ô olá! Psiu! Socorro! Ei! Ó!

Espanto[editar | editar código-fonte]

Uai! Ali! Ué! Ih! Oh! Poxa! Quê! Caramba! Nossa! Aicarai! Opa! Xi! Meu Deus! Senhor Jesus! Ui! Crê em Deus pai!

Impaciência[editar | editar código-fonte]

Arre! Hum! Puxa! Raios! Hem! Diabo! Pô! Argh! Mundo vasto mundo!

Saudação[editar | editar código-fonte]

Ave! Oi! Olá! Ora viva! Salve! Viva! Adeus! Alô! E ai beleza!

Saudade[editar | editar código-fonte]

Ah! Oh! saudade!

Silêncio[editar | editar código-fonte]

Psiu! Silêncio! Calada! (bem demorado) psit! Alto! Basta! Chega! Quietos! Shh!

Suspensão[editar | editar código-fonte]

Alto! Alto lá! Pense bem!

Terror ou medo[editar | editar código-fonte]

Macacos me mordam! Pelas barbas do profeta! Credo! Cruzes! Jesus! Que medo! Jesus Maria e José! Uh! Ui! Barbaridade! Socorro! Francamente!

Surpresa[editar | editar código-fonte]

Ah, sério? Mesmo?

Interrogação[editar | editar código-fonte]

Hei! Hã! Como! Que! Com mil demônios! Quem! Onde! Por que! O que inferno! Oi!

Referências

  1. Plural 8, pág. 23 do Caderno do Aluno, ed. Lisboa Editora
  2. Acordo Ortográfico de 16/12/1990. Consultar no Diário da República Portuguesa nº 193/91, Série I-A, Pág. 4387, Ponto 6.4
  3. Gramática da Língua Portuguesa, Mateus et. al, 2ª edição, 1989, e 3ª edição, 2003; Áreas Críticas da Língua Portuguesa, Peres et al., 1995; Breve Gramática do Português Contemporâneo, Cunha et al., 1985
  4. [1] Filologia Brasil

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SQUARTINI, Mario (1998) Verbal Periphrases in Romance—Aspect, Actionality, and Grammaticalization ISBN 3-11-01
  • ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. 46.ed.São Paulo: Saraiva, 2009.
  • TERRA, Ernani e NICOLA, José de. Português de Olho no Mundo do Trabalho. 1.ed. São paulo; Scipione, 2004.
  • Luft, Celso Pedro. Novo Manual de Português. 17.ed. São Paulo; Globo, 1991.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
O Wikilivros tem um livro chamado Português