Grande Prêmio da Itália de 1970

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Grande Prêmio da Itália
de Fórmula 1 de 1970
Monza 1957.jpg
Trigésimo sexto GP da Itália em Monza
Detalhes da corrida
Data 6 de setembro de 1970
Nome oficial XLI Gran Premio d'Italia[nota 1]
Local Autódromo Nacional de Monza, Monza, Monza e Brianza, Lombardia, Itália
Percurso 5.750 km
Total 68 voltas / 391.000 km
Condições do tempo Ensolarado, seco
Pole
Piloto
Bélgica Jacky Ickx Ferrari
Tempo 1:24.14
Volta mais rápida
Piloto
Suíça Clay Regazzoni Ferrari
Tempo 1:25.2 (na volta ?)
Pódio
Primeiro
Suíça Clay Regazzoni Ferrari
Segundo
Reino Unido Jackie Stewart March-Ford
Terceiro
França Jean-Pierre Beltoise Matra

Resultados do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 realizado em Monza à 6 de setembro de 1970. Décima etapa da temporada, foi palco da primeira vitória do suíço Clay Regazzoni. No dia anterior, um acidente ceifou a vida do austríaco Jochen Rindt, que seria o único campeão mundial póstumo na história da categoria.[1][2][3][4][nota 2]

Resumo[editar | editar código-fonte]

O GP da Itália de 1970 foi uma corrida de tragédias. Tudo começou com Emerson Fittipaldi, ainda no seu 3o GP, testando o carro destinado à Jochen Rindt, que podia se sagrar campeão em Monza. A ideia era permitir que o brasileiro avaliasse o comportamento das novas peças da versão atualizada do Lotus 72. O problema é que Fittipaldi estava acostumado com o Lotus 49, que era cerca de 15km/h mais lento. Além disso, Emmo vinha sem a asa traseira, desnecessária para fazer a análise prevista. Com isso, o carro ficava ainda mais rápido e instável.

Quando se aproximava da Parabólica, famosa curva de Monza, Fittipaldi queria abrir caminho para Jack Brabham, que vinha em volta rápida. Emerson ficou olhando os espelhos retrovisores e não percebeu o carro de Ignazio Giunti, piloto da Ferrari, que já freava para contornar a curva, coisa que Emmo não fez, pois não percebera a aproximação. A Lotus do brasileiro acertou a traseira do italiano e levantou voo, atravessando a área de escape e batendo em árvores, já fora do autódromo. Por um milagre, o Rato não estava ferido. Porém, o bólido, preparado para vencer o campeonato com Rindt, estava destruído. Colin Chapman decidiu que o carro destinado à Emerson seria pilotado pelo líder do campeonato.

Na qualificação, Rindt perdeu o controle do carro na mesma Parabólica. A batida em si não seria forte para matar o piloto, mas o austríaco tinha o hábito de não afivelar completamente o cinto de segurança, para ficar mais confortável. Na hora do impacto, a posição do cinto decapitou Jochen. A Lotus se retirou da corrida, abrindo caminho para vitória fácil de Clay Regazzoni. Ao time inglês, restava a tarefa de garantir um título póstumo para o piloto falecido.

Classificação da prova[editar | editar código-fonte]

Pos. Piloto Construtor Voltas Tempo/Diferença Grid Pontos
1 4 Suíça Clay Regazzoni Ferrari 68 1:39:07.1 3 9
2 18 Reino Unido Jackie Stewart March-Ford 68 5.73 4 6
3 40 França Jean-Pierre Beltoise Matra 68 5.8 14 4
4 30 Nova Zelândia Denny Hulme McLaren-Ford 68 6.15 9 3
5 46 Alemanha Rolf Stommelen Brabham-Ford 68 6.41 17 2
6 20 França François Cevert March-Ford 68 + 1:03.46 11 1
7 48 Nova Zelândia Chris Amon March-Ford 67 + 1 volta 18
8 34 Itália Andrea de Adamich McLaren-Alfa Romeo 61 + 7 voltas 12
NC 32 Reino Unido Peter Gethin McLaren-Ford 60 Não classificado 16
Ret 8 Reino Unido Jackie Oliver BRM 36 Motor 6
Ret 52 Suécia Ronnie Peterson March-Ford 35 Motor 13
Ret 44 Austrália Jack Brabham Brabham-Ford 31 Acidente 8
Ret 2 Bélgica Jacky Ickx Ferrari 25 Transmissão 1
Ret 12 Canadá George Eaton BRM 21 Superaquecimento 20
Ret 54 Austrália Tim Schenken De Tomaso-Ford 17 Motor 19
Ret 6 Itália Ignazio Giunti Ferrari 14 Injeção de combustível 15
Ret 42 França Henri Pescarolo Matra 14 Motor 5
Ret 10 México Pedro Rodríguez BRM 12 Motor 2
Ret 50 Suíça Jo Siffert March-Ford 3 Motor 7
Ret 14 Reino Unido John Surtees Surtees-Ford 0 Pane elétrica 10
WD 28 Reino Unido Graham Hill Lotus-Ford Retirou-se[5]
WD 24 Reino Unido John Miles Lotus-Ford Retirou-se[5]
FAT 22 Áustria Jochen Rindt Lotus-Ford Acidente fatal
DNQ 38 Suécia Jo Bonnier McLaren-Ford Não qualificado
WD 26 Brasil Emerson Fittipaldi Lotus-Ford Retirou-se[5]
DNQ 36 Itália Nanni Galli McLaren-Alfa Romeo Não qualificado
DNQ 56 Suíça Silvio Moser Bellasi-Ford Não qualificado

Tabela do campeonato após a corrida[editar | editar código-fonte]

  • Nota: Somente as primeiras cinco posições estão listadas. Em 1970 os pilotos computariam seis resultados nas sete primeiras corridas do ano e cinco nas últimas seis. Neste ponto esclarecemos: na tabela dos construtores figurava somente o melhor colocado dentre os carros de um time.

Notas

  1. A denominação oficial de uma corrida não reflete, necessariamente, o número real de provas realizadas sob um mesmo nome, informação esta inserida abaixo na caixa de sucessão.
  2. As estatísticas quanto aos pilotos que lideraram a prova não estão disponíveis neste momento.

Referências

  1. «1970 Italian Grand Prix - race result». Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  2. «Italian GP, 1970 (em inglês) no grandprix.com». Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  3. «SABINO, Fred. Jochen Rindt é até hoje o único campeão póstumo na história da Fórmula 1 (globoesporte.com)». Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  4. Suíço vence GP de Monza (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 07/09/1970. Página visitada em 30 de dezembro de 2018.
  5. a b c A Lotus retirou-se no dia anterior em consequência do acidente fatal sofrido por Jochen Rindt.
Precedido por
Grande Prêmio da Áustria de 1970
Campeonato mundial de Fórmula 1 da FIA
Ano de 1970
Sucedido por
Grande Prêmio do Canadá de 1970
Precedido por
Grande Prêmio da Itália de 1969
Grande Prêmio da Itália
40ª edição
Sucedido por
Grande Prêmio da Itália de 1971