Grande Prêmio do Canadá de 1989

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Grande Prêmio do Canadá
de Fórmula 1 de 1989

11º GP do Canadá em Montreal
Detalhes da corrida
Categoria Fórmula 1
Data 18 de junho de 1989
Nome oficial XXVII Grand Prix Molson du Canada[1]
Local Circuito Gilles Villeneuve, Montreal, Quebec, Canadá
Percurso 4.390 km
Total 69 voltas / 302.910 km
Condições do tempo Chuvoso, ameno
Pole
Piloto
França Alain Prost McLaren-Honda
Tempo 1:20.973
Volta mais rápida
Piloto
Reino Unido Jonathan Palmer Tyrrell-Ford
Tempo 1:31.925 (na volta 11)
Pódio
Primeiro
Bélgica Thierry Boutsen Williams-Renault
Segundo
Itália Riccardo Patrese Williams-Renault
Terceiro
Itália Andrea de Cesaris Dallara-Ford

Resultados do Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 realizado em Montreal em 18 de junho de 1989.[2] Sexta etapa do campeonato, foi vencido pelo belga Thierry Boutsen, que subiu ao pódio junto a Riccardo Patrese numa dobradinha da Williams-Renault, com Andrea de Cesaris em terceiro pela Dallara-Ford.[3]

Resumo[editar | editar código-fonte]

Ferrari, a vergonha vermelha[editar | editar código-fonte]

Contratado pela Ferrari a fim de soerguê-la, John Barnard apostou no câmbio semiautomático para tornar o modelo F1 640 apto a encerrar a monótona rotina de vitórias que Ayrton Senna e Alain Prost têm imposto aos rivais graças ao aprumo do conjunto McLaren-Honda. Com um engate de marchas mais rápido e preciso, a rotação do motor motor V12 utilizada pela equipe italiana permaneceria alta no momento da largada. Esta vantagem, combinada com uma saída mais rápida da inércia por conta do novo câmbio, daria ao time de Maranello os segundos necessários para largar na frente e permanecer na liderança tempo o bastante a fim de estabelecer uma margem segura para a vitória. A vitória de Nigel Mansell no Grande Prêmio do Brasil, embora propiciada por outros fatores, deu credibilidade a essa teoria, mas a textual falta de resultados nas provas seguintes deixou o time carmesim em maus lençóis, ou melhor, num distante quarto lugar no mundial de construtores, um ponto à frente da Arrows.[4][5][6]

Acidentes à parte, como a pavorosa batida de Gerhard Berger no Grande Prêmio de San Marino,[7] as quebras sucessivas de câmbio deixaram a Ferrari sem pontuar desde o triunfo do "leão" em março, jejum que Cesare Fiorio, diretor esportivo da Ferrari, explica da seguinte maneiraː "A diferença fundamental é a falta de quilometragem. Nós nos atrasamos desenvolvendo o câmbio automático e só rodamos mil quilômetros. A McLaren rodou vinte mil. Enquanto ainda trabalhávamos durabilidade, eles desenvolviam performance",[8] disse ele em Phoenix, citando sua principal concorrente.

Rival à espreita na McLaren[editar | editar código-fonte]

Quando renovou seu contrato com a McLaren em julho de 1987, Alain Prost sacramentou sua presença na equipe por mais dois anos, vínculo a ser encerrado ao final do campeonato de 1989,[9] mas as especulações quanto ao futuro do bicampeão mundial ignoram os prazos contratuais, sobretudo por conta da animosidade notória entre ele e Ayrton Senna. Durante uma entrevista em Montreal, o todo-poderoso Ron Dennis tomava para si o microfone quando alguma pergunta de maior octanagem era destinada ao brasileiro, cujo rosto denotava enfado e aborrecimento. "O GP do Canadá é crucial para nós. O importante, primeiro, é vencer aqui. Eu e Prost já conversamos sobre isso, mas só falaremos depois da corrida",[10] exprimiu o dirigente britânico sem confirmar a permanência de Alain Prost em Woking em 1990, ano em que o contrato de Senna também chegará ao fim.[11] O líder do mundial de Fórmula 1, por sua vez, limitou-se a dizer que o seu futuro "está em aberto". Ato contínuo, "ele garantiu que suas relações com Senna, estremecidas, não seriam o fator principal na possível decisão de deixar a McLaren".[12]

Bastou vencer sua primeira corrida no ano para que a motivação ressurgisse em Alain Prost, mais rápido entre os pilotos que foram à pista na sexta-feira, embora sua vantagem sobre Ayrton Senna tenha sido de apenas setenta e seis milésimos de segundo[13] num dia onde a McLaren capturou a primeira fila. "Em três esses do circuito, a terceira marcha é fundamental, e fui obrigado a tomar essas curvas fixando o câmbio com uma das mãos",[14] afirmou Senna. Atrás do brasileiro estavam a Williams de Riccardo Patrese, os carros da Ferrari pilotadas por Gerhard Berger e Nigel Mansell, com Thierry Boutsen na sexta posição com a outra Williams. Decepcionada com a queda de Martin Brundle logo na pré-classificação, a Brabham comemorou o sétimo lugar de Stefano Modena, posicionado à frente de Alex Caffi e Andrea de Cesaris, pilotos da Scuderia Italia favorecidos pela boa adaptação do chassis Dallara ao circuito canadense.[15]

As chuvas que caíram em Montreal na madrugada de sábado e o vento soprando contra os carros deixaram a pista escorregadia, impedindo a melhora dos tempos colhidos na véspera, razão pela qual Alain Prost sairá em primeiro, interrompendo uma série de oito pole positions consecutivas de Ayrton Senna.[16][nota 1] Poucos melhoraram a marca de sexta-feira, dentre os quais Roberto Moreno, da Coloni, dono da vigésima sexta e última vaga disponível no grid, proeza que deixou a Lotus de Satoru Nakajima e a Benetton de Johnny Herbert fora da corrida.[15] Para desgosto de Ayrton Senna, ele perdeu a pole justamente quando os organizadores da prova mudaram da direita para a esquerda o lugar destinado ao melhor piloto nos treinos, uma reivindicação do brasileiro. Favorecido por sair no lado limpo da pista, Alain Prost manteve-se à espreita durante o fim de semana aguardando mais um infortúnio de seu inimigo mais íntimo a fim de derrotá-lo e assim foi nos treinos. Resta saber como será na corrida.[17]

Thierry Boutsen, o vitorioso[editar | editar código-fonte]

Momentos antes da largada, a Ferrari de Gerhard Berger apagou, obrigando a direção de prova a cancelar o procedimento. Nesse instante, o asfalto estava molhado, mas havia parado de chover. Antevendo que a pista secasse, Nigel Mansell, Alessandro Nanini e Luis Pérez-Sala foram aos boxes para trocar pneus após a volta de apresentação, algo bizarro em sua execução, afinal Nanini e Mansell foram desclassificados por retornarem ao grid em alta velocidade antes dos demais competidores largarem. Rigorosa quanto às regras da competição, a FISA enfatizou em comunicado a obrigação dos pilotos em conhecer e respeitar as mesmas. Mau para a Ferrari, obrigada a correr com apenas um carro, pior para a Benetton, a rigor, excluída da porfia, pois Johnny Herbert não se classificou no treino de sábado.[18]

Alain Prost resistiu ao arranque de Ayrton Senna e manteve a liderança enquanto Riccardo Patrese manteve Gerhard Berger atrás de si, com Thierry Boutsen e Andrea de Cesaris completavam o grupo dos seis primeiros.[15] Finda a volta inicial, o imponderável agiu com rapidezː Prost sentiu a pistar secar e foi aos boxes no giro seguinte, mas um defeito na suspensão o fez abandonar a corrida. Pouco depois, foi Senna quem trocou os pneus, retornando ao asfalto em quarto lugar com Riccardo Patrese na liderança mantendo os pneus biscoito, sendo favorecido com o regresso da chuva na volta seis.[19] Neste momento, Berger rodou e garantiu uma dobradinha entre Patrese e Boutsen, para a satisfação de Frank Williams. Na décima primeira passagem, Boutsen foi aos boxes e Senna chegou à vice-liderança, mesma volta onde Jonathan Palmer marcou a única volta mais rápida de sua carreira, sendo a vigésima e última assinalada pela Tyrrell.[20][nota 2] Algum tempo depois, a Onyx executou um pit stop desastroso no carro do sueco Stefan Johansson, resultando na desclassificação do mesmo por direção perigosa.[18][nota 3]

Na volta dezoito, Senna saiu da pista no Hairpin, mas retornou ao asfalto em seguida, mantendo o segundo lugar. Três giros mais tarde, o brasileiro colocou pneus de chuva, sendo que os demais competidores utilizavam tal composto desde a largada. Em sexto lugar, o piloto da McLaren viu Andrea de Cesaris e Alex Caffi rodarem e subiu para quarto, demorando até a volta 31 para ultrapassar a Osella de Nicola Larini e chegar ao terceiro posto.[3] Sob chuva torrencial, os pilotos redobravam a concentração e não mediam esforços para manterem-se na pistaː Thierry Boutsen, por exemplo, rodou ao não perceber uma poça d'água na entrada da reta dos boxes por conta da viseira suja. Como o seu bólido não perdeu velocidade e andava em marcha a ré na direção que deveria ir, o piloto da Williams foi ladinoː "Eu virei a direção e tirei o pé do freio, então o carro virou de novo para o lado certo".[21]

Riccardo Patrese foi para os boxes na volta 35, entregando a liderança Derek Warwick, posição mantida pelo centurião da Arrows até que Senna o ultrapassasse quatro giros depois. Os rigores da chuva, entretanto, fizeram o brasileiro deslizar no Hairpin após superar Warwick, que por sua vez abandonou por quebra do motor Ford na quadragésima volta. Neste momento, Patrese estava na vice-liderança a 26 segundos de Senna, vantagem que chegou a cair devido a uma queda de pressão do pneu traseiro direito da McLaren. Por outro lado, Boutsen reduziu um segundo por volta em relação a Patrese até superar o italiano na sexagésima terceira volta, tornando-se vice-líder da corrida. Quando o desfecho da porfia canadense parecia óbvio, eis que Ayrton Senna sofre a primeira quebra de motor desde a sua chegada à McLaren, entregando a liderança e a vitória a Boutsen na volta sessenta e seis a poucos minutos do fim, dado o limite de duas horas para o encerramento da corrida.[15]

Thierry Boutsen venceu a primeira corrida de sua carreira tendo Riccardo Patrese em segundo lugar, numa vitória inédita da Williams desde a dobradinha entre Nigel Mansell e Nelson Piquet no Grande Prêmio do México de 1987.[22] Em terceiro lugar chegou Andrea de Cesaris, no quinto e último pódio de sua carreira, curiosamente o primeiro da Scuderia Italia, time impulsionado pelo chassis Dallara.[19] Quarto colocado, Nelson Piquet enfim pontuou com a Lotus, com René Arnoux marcando os últimos pontos de sua longeva carreira e Alex Caffi fechando a zona de pontuação com a outra Dallara.[15] Em tempoː a Bélgica não vencia na Fórmula 1 desde Jacky Ickx com a Ferrari no Grande Prêmio da Alemanha de 1972.

Mesmo com a McLaren fora de combate, seus pilotos lideram o mundial de pilotos com Alain Prost somando 29 pontos contra 27 pontos de Ayrton Senna, números que dão à liderança no mundial de construtores à equipe de Woking, com 56 pontos.[1]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Pré-classificação[editar | editar código-fonte]

Pos. N.º Piloto Construtor Tempo Dif.
1 8 Itália Stefano Modena Brabham-Judd 1:23.398
2 17 Itália Nicola Larini Osella-Ford 1:24.550 + 1.152
3 36 Suécia Stefan Johansson Onyx-Ford 1:24.764 + 1.366
4 21 Itália Alex Caffi Dallara-Ford 1:24.778 + 1.380
5 7 Reino Unido Martin Brundle Brabham-Judd 1:25.275 + 1.877
6 37 Bélgica Bertrand Gachot Onyx-Ford 1.25.952 + 2.554
7 33 Suíça Gregor Foitek EuroBrun-Judd 1:26.365 + 2.967
8 18 Itália Piercarlo Ghinzani Osella-Ford 1:26.807 + 3.409
9 34 Alemanha Bernd Schneider Zakspeed-Yamaha 1:27.073 + 3.675
10 41 Alemanha Joachim Winkelhock AGS-Ford 1:28.545 + 5.147
11 39 Alemanha Volker Weidler Rial-Ford 1:31.455 + 8.057
12 35 Japão Aguri Suzuki Zakspeed-Yamaha 1:53.327 + 29.929
13 32 França Pierre-Henri Raphanel Coloni-Ford 1:59.693 + 36.295

Treinos classificatórios[editar | editar código-fonte]

Pos. N.º Piloto Construtor Q1 Q2 Grid
1 2 França Alain Prost McLaren-Honda 1:20.973 1:22.269
2 1 Brasil Ayrton Senna McLaren-Honda 1:21.049 1:21.269 + 0.076
3 6 Itália Riccardo Patrese Williams-Renault 1:21.783 1:23.738 + 0.810
4 28 Áustria Gerhard Berger Ferrari 1:21.946 1:22.305 + 0.973
5 27 Reino Unido Nigel Mansell Ferrari 1:22.165 1:22.751 + 1.192
6 5 Bélgica Thierry Boutsen Williams-Renault 1:22.311 1:24.004 + 1.338
7 8 Itália Stefano Modena Brabham-Judd 1:22.612 1:23.599 + 1.639
8 21 Itália Alex Caffi Dallara-Ford 1:22.901 1:24.957 + 1.928
9 22 Itália Andrea de Cesaris Dallara-Ford 1:23.050 1:24.444 + 2.077
10 30 França Philippe Alliot Lola-Lamborghini 1:23.059 + 2.086
11 23 Itália Pierluigi Martini Minardi-Ford 1:23.252 1:25.195 + 2.279
12 9 Reino Unido Derek Warwick Arrows-Ford 1:23.348 1:23.833 + 2.375
13 19 Itália Alessandro Nannini Benetton-Ford 1:23.542 1:24.279 + 2.569
14 3 Reino Unido Jonathan Palmer Tyrrell-Ford 1:23.665 1:23.876 + 2.692
15 17 Itália Nicola Larini Osella-Ford 1:23.799 1:25.289 + 2.826
16 10 Estados Unidos Eddie Cheever Arrows-Ford 1:23.828 1:24.693 + 2.855
17 15 Brasil Maurício Gugelmin March-Judd 1:23.863 1:24.734 + 2.890
18 36 Suécia Stefan Johansson Onyx-Ford 1:23.974 1:24.918 + 3.001
19 11 Brasil Nelson Piquet Lotus-Judd 1:24.029 1:25.825 + 3.056
20 4 Itália Michele Alboreto Tyrrell-Ford 1:24.296 1:25.412 + 3.323
21 16 Itália Ivan Capelli March-Judd 1:24.406 1:25.094 + 3.433
22 25 França René Arnoux Ligier-Ford 1:24.558 1:25.394 + 3.585
23 38 Alemanha Christian Danner Rial-Ford 1:25.298 1:24.727 + 3.754
24 24 Espanha Luis Pérez-Sala Minardi-Ford 1:24.786 1:25.570 + 3.813
25 40 Itália Gabriele Tarquini AGS-Ford 1:24.793 1:25.246 + 3.820
26 31 Brasil Roberto Moreno Coloni-Ford 47:24.470 1:25.037 + 4.064
27 12 Japão Satoru Nakajima Lotus-Judd 1:25.051 1:26.358 + 4.078
28 29 França Yannick Dalmas Lola-Lamborghini 1:25.317 1:25.161 + 4.188
29 20 Reino Unido Johnny Herbert Benetton-Ford 1:25.335 1:25.282 + 4.309
30 26 França Olivier Grouillard Ligier-Ford 1:25.382 1:25.289 + 4.316
Fontes:[2]

Corrida[editar | editar código-fonte]

Pos. N.º Piloto Construtor Voltas Tempo/Diferença Grid Pontos
1 5 Bélgica Thierry Boutsen Williams-Renault 69 2:01:24.073 6 9
2 6 Itália Riccardo Patrese Williams-Renault 69 + 30.007 3 6
3 22 ItáliaAndrea de Cesaris Dallara-Ford 69 + 1:36.649 9 4
4 11 Brasil Nelson Piquet Lotus-Judd 69 + 1:41.484 19 3
5 25 França René Arnoux Ligier-Ford 68 + 1 volta 22 2
6 21 Itália Alex Caffi Dallara-Ford 67 + 2 voltas 8 1
7 1 Brasil Ayrton Senna McLaren-Honda 66 Motor 2
8 38 Alemanha Ocidental Christian Danner Rial-Ford 66 + 3 voltas 23
Ret 31 Brasil Roberto Moreno Coloni-Ford 57 Diferencial 26
Ret 9 Reino Unido Derek Warwick Arrows-Ford 40 Motor 12
Ret 3 Reino Unido Jonathan Palmer Tyrrell-Ford 35 Spun Off 14
Ret 17 Itália Nicola Larini Osella-Ford 33 Pane elétrica 15
Ret 16 Itália Ivan Capelli March-Judd 28 Spun Off 21
Ret 30 França Philippe Alliot Lola-Lamborghini 26 Spun Off 10
DSQ 36 Suécia Stefan Johansson Onyx-Ford 13 Desclassificado 18 [nota 3]
Ret 24 Espanha Luis Pérez-Sala Minardi-Ford 11 Spun Off 24
Ret 15 Brasil Mauricio Gugelmin March-Judd 11 Pane elétrica 17
Ret 28 Áustria Gerhard Berger Ferrari 6 Câmbio 4
Ret 40 Itália Gabriele Tarquini AGS-Ford 6 Spun Off 25
Ret 10 Estados Unidos Eddie Cheever Arrows-Ford 3 Spun Off 16
Ret 2 França Alain Prost McLaren-Honda 2 Suspensão 1
DSQ 27 Reino Unido Nigel Mansell Ferrari 0 Desclassificado 5 [nota 4]
Ret 8 Itália Stefano Modena Brabham-Judd 0 Colisão 7
Ret 23 Itália Pierluigi Martini Minardi-Ford 0 Colisão 11
DSQ 19 Itália Alessandro Nannini Benetton-Ford 0 Desclassificado 13 [nota 4]
Ret 4 Itália Michele Alboreto Tyrrell-Ford 0 Pane elétrica 20
DNQ 12 Japão Satoru Nakajima Lotus-Judd
DNQ 29 França Yannick Dalmas Lola-Lamborghini
DNQ 20 Reino Unido Johnny Herbert Benetton-Ford
DNQ 26 França Olivier Grouillard Ligier-Ford
DNPQ 7 Reino Unido Martin Brundle Brabham-Judd
DNPQ 37 Bélgica Bertrand Gachot Onyx-Ford
DNPQ 33 Suíça Gregor Foitek EuroBrun-Judd
DNPQ 18 Itália Piercarlo Ghinzani Osella-Ford
DNPQ 34 Alemanha Ocidental Bernd Schneider Zakspeed-Yamaha
DNPQ 41 Alemanha Ocidental Joachim Winkelhock AGS-Ford
DNPQ 39 Alemanha Ocidental Volker Weidler Rial-Ford
DNPQ 35 Japão Aguri Suzuki Zakspeed-Yamaha
DNPQ 32 França Pierre-Henri Raphanel Coloni-Ford
Fontes:[2][nota 5]

Tabela do campeonato após a prova[editar | editar código-fonte]

  • Nota: Somente as primeiras cinco posições estão listadas. Entre 1981 e 1990 cada piloto podia computar onze resultados válidos por temporada não havendo descartes no mundial de construtores.

Notas

  1. O recorde de oito poles consecutivas firmado por Ayrton Senna entre o Grande Prêmio da Espanha de 1988 e o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1989 ainda vigora em 2022. O brasileiro é também vice-líder nesse quesito ao lado de Alain Prost, Michael Schumacher e Lewis Hamilton, com sete poles consecutivas cada.
  2. Anteriormente, o italiano Michele Alboreto fez a volta mais rápida pela Tyrrell no Grande Prêmio de Caesars Palace de 1982.
  3. a b Stefan Johansson foi desclassificado na décima terceira volta porque voltou à corrida sem perceber uma mangueira de ar comprimido presa numa das rodas de seu carro.
  4. a b Nigel Mansell e Alessandro Nannini foram aos boxes e trocaram seus pneus por compostos indicados para pista seca, pois mesmo com a pista molhada não estava chovendo àquele instante, porém foram desclassificados ao voltarem à pista antes do pelotão largar.
  5. Voltas na liderança: Alain Prost 1 volta (1), Ayrton Senna 30 voltas (2-3; 39-66), Riccardo Patrese 31 voltas (4-34), Derek Warwick 4 voltas (35-38), Thierry Boutsen 3 voltas (67-69).

Referências

  1. a b c d «1989 Canadian GP – championships (em inglês) no Chicane F1». Consultado em 3 de agosto de 2022 
  2. a b c «1989 Canadian Grand Prix - race result». Consultado em 20 de agosto de 2018 
  3. a b Fred Sabino (18 de junho de 2019). «Thierry Boutsen obteve primeira vitória após show e quebra de Ayrton Senna, há 30 anos». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 18 de junho de 2019 
  4. Fred Sabino (1 de fevereiro de 2019). «Há 30 anos, Ferrari apresentava primeiro carro com câmbio semiautomático na história da F1». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 9 de agosto de 2022 
  5. Fred Sabino (26 de março de 2019). «Maurício Gugelmin subiu pela única vez ao pódio na Fórmula 1 na última prova no Rio, há 30 anos». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 9 de agosto de 2022 
  6. «1989 United States GP – championships (em inglês) no Chicane F1». Consultado em 9 de agosto de 2022 
  7. Fred Sabino (23 de abril de 2019). «Gerhard Berger sobreviveu a assustador acidente com fogo na curva Tamburello, há 30 anos». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 9 de agosto de 2022 
  8. Mair Pena Neto (5 de junho de 1989). «Barnard terá de se enquadrar. Esportes – p. 03». bndigital.bn.gov.br. Jornal do Brasil. Consultado em 9 de agosto de 2022 
  9. Redação (21 de julho de 1987). «Prost renova com McLaren por mais duas temporadas. Primeiro Caderno, Esportes – p. 23». bndigital.bn.gov.br. Jornal do Brasil. Consultado em 10 de agosto de 2022 
  10. Milton Coelho da Graça (16 de junho de 1989). «Prost mantém guerra de nervos com Senna. Matutina – Esportes, p. 26». acervo.oglobo.globo.com. O Globo. Consultado em 10 de agosto de 2022 
  11. Redação (5 de setembro de 1987). «Senna anuncia ida para a McLaren. Esportes, p. A-16». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de agosto de 2022 
  12. Luis Antônio Guerrero (16 de junho de 1989). «Prost adia decisão sobre futuro. Esportes, p. 17». acervo.estadao.com.br. O Estado de S. Paulo. Consultado em 10 de agosto de 2022 
  13. Mário Andrada e Silva (17 de junho de 1989). «Prost anda mais que Senna no primeiro treino. Esportes, p. D-4». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de agosto de 2022 
  14. Luis Antônio Guerrero (17 de junho de 1989). «Alain Prost é o mais rápido. Esportes, p. 30». acervo.estadao.com.br. O Estado de S. Paulo. Consultado em 11 de agosto de 2022 
  15. a b c d e «Canadian GP, 1989 (em inglês) no grandprix.com». Consultado em 11 de agosto de 2022 
  16. «Pole positions – consecutively (em inglês) no Stats F1». Consultado em 11 de agosto de 2022 
  17. Milton Coelho da Graça (18 de junho de 1989). «Chuva prejudica Senna. Prost é "pole". Matutina – Esportes, p. 48». acervo.oglobo.globo.com. O Globo. Consultado em 11 de agosto de 2022 
  18. a b Mário Andrada e Silva (19 de junho de 1989). «Senna quebra perto do fim e dá vitória a Boutsen. Esportes, p. D-7». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  19. a b «Canada 1989 – lap by lap (em inglês) no Stats F1». Consultado em 4 de outubro de 2022 
  20. «Canada 1989 (em inglês) no Stats F1». Consultado em 5 de outubro de 2022 
  21. Mário Andrada e Silva (19 de junho de 1989). «Liderar pareceu miragem para o belga Boutsen. Esportes, p. D-8». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  22. Fred Sabino (18 de outubro de 2018). «Vitória de Mansell, show de Piquet, erro de Prost e explosão de Senna no México, em 1987». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 5 de outubro de 2022 

Precedido por
Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1989
Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA
Ano de 1989
Sucedido por
Grande Prêmio da França de 1989
Precedido por
Grande Prêmio do Canadá de 1988
Grande Prêmio do Canadá
27ª edição
Sucedido por
Grande Prêmio do Canadá de 1990