Grande evento de oxigenação

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O grande evento de oxigenação (GOE), também chamado como Catástrofe do oxigênio ou de Crise de oxigênio ou Grande oxidação, foi o aparecimento do oxigênio livre (O2) na atmosfera da Terra por fatores bióticos há 2,4 bilhões de anos atrás, no início do eón Proterozoico, durante o Pré-Cambriano. Os níveis crescentes de oxigênio na atmosfera podem ter dizimado uma parcela enorme da biodiversidade da Terra no momento, na época todos seres unicelulares e procariontes, tais como bactérias, extremófilas e algas-azuis, sendo a última a maior responsável pelo evento de oxigenação. De sua perspectiva, foi uma catástrofe. Estima-se que as cyanobacterias, ou algas azuis, tenham sido essencialmente responsáveis por, provavelmente, o maior evento de extinções em massa na história da Terra.

A fotossíntese estava produzindo oxigênio antes e após o GOE. A diferença foi que, antes do GOE, as rochas capturavam quimicamente o oxigênio livre, até então dissolvido no oceano. O GOE foi o momento em que estes minerais tornaram-se saturados e não podiam capturar mais oxigênio. Logo, devido ao conceito de pressão de vapor, o excesso de oxigênio livre foi passando para a atmosfera, que ao longo de milhões de anos trouxe alterações significativas na composição da mesma.

Ao mesmo tempo, o oxigénio livre reagiu com o metano existente na atmosfera terrestre, que funcionava como gás de efeito de estufa, reduzindo a sua concentração (em lugar de dióxido de carbono e água) e provocou uma das mais longas e severas eras glaciares da história da Terra, que durou 300 milhões de anos[carece de fontes?].

A quantidade de oxigênio na atmosfera tem oscilado desde então, atingindo um pico de 32,5% no Carbonífero, estando a 21% atualmente.


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