Gravity Recovery and Climate Experiment

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Gnome globe current event.svg
Este artigo ou seção é sobre uma missão espacial atualmente em curso. A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis. (data da marcação: 15 de setembro de 2019; editado pela última vez em 19 de abril de 2019) CELstart-rocket.png
GRACE
Representação artística dos dois satélites gémeos do programa GRACE. A distância entre eles é diminuída apenas para fins representativos.

Operação Estados UnidosNASA / AlemanhaDLR
Tipo de missão Ciências da Terra
Contratante Space Systems Loral / Astrium
Satélite da Terra
Lançamento 17 de março de 2002
Local Rússia Cosmódromo de Plesetsk, Rússia às 09:21:00 UTC
Veículo de Lançamento Rokot
Duração da missão Tempo estimado em 5 anos
Massa 500.0 kg
NSSDC ID 2002-012A
Site oficial GRACE
Elementos orbitais
Semieixo maior
Excentricidade 0.002857
Inclinação 89,0º
Apoastro 508.0 km
Periastro 483.0 km
Período orbital 94.5 minutos

O Gravity Recovery and Climate Experiment - GRACE é um projeto conjunto entre a NASA dos Estados Unidos e o DLR da Alemanha. Tem como objetivos a obtenção de medidas precisas do campo gravítico e também da sua variabilidade. A partir dos dados do GRACE podem ser feitas pesquisas, por exemplo, sobre águas subterrâneas, derretimento de geleiras e nível dos mares.

O lançamento da primeira missão foi em 17 de março de 2002. Após 15 anos de funcionamento, a NASA e o DLR se preparam para lançar a segunda missão entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018. A missão "GRACE Follow-On" irá dar continuidade a primeira missão [1].

Características da órbita do GRACE[editar | editar código-fonte]

  • I = 89.016° (Inclinação da órbita relativamente ao plano equatorial)
  • h = 485 a 500 km (Altitude)
  • a = 6849.898 km (Semi-eixo maior da órbita)
  • e = 0.002857 (Excentricidade orbital)
  • Vida útil prevista de 5 anos

O GRACE consiste em dois satélites, na mesma órbita, um perseguindo o outro a uma distância de 220 km. A intercomunicação entre os dois satélites é efetuada através de uma ligação na banda K no espectro das micro-ondas, permitindo medir distâncias e variações de distâncias entre os dois satélites com uma precisão de aproximadamente 1 micrómetro por segundo.

Devido à força causada pela resistência das partículas das altas camadas da atmosféricas, a altitude dos satélites irá decair ao longo do tempo. Os satélites serão mantidos, através de manobras programadas, à altura adequada e a uma distância de separação de 220±50 km durante a maior parte do período de vida esperado de cinco anos.

Instrumentação de bordo[editar | editar código-fonte]

Observações[editar | editar código-fonte]

A partir das medidas do GRACE é possível determinar os comprimentos de onda do potencial gravitacional terrestre, com uma resolução de cerca de 170 km (nmáx~120). O correspondente valor do geoide para estes comprimentos de onda deverá ter uma precisão quase centimétrica. O GRACE permite também detetar variações temporais do campo gravítico. Para isso são geradas soluções mensais de modelos geopotenciais, a partir das quais pode ser estudada essa variação.

Modelos geopotenciais gerados a partir de medidas GRACE[editar | editar código-fonte]

Nome nmáx número de coeficientes
GGM01S 120 7378
GGM01C 200 20298
GGM02S 160 13038
GGM02C 200 20298
EIGEN_GL04C 360 65338(?)

Descobertas[editar | editar código-fonte]

Em 2006 uma equipa de investigadores liderada por Ralph von Frese e Laramie Potts usaram os dados do GRACE para descobrir a cratera Wilkes Land de 480 km diâmetro na Antártida, que foi provavelmente formada há aproximadamente 250 milhões de anos.[2]

Outras aplicações[editar | editar código-fonte]

Os dados do GRACE também têm sido usados para analisar as derivas da crusta terrestre causadas pelo terramoto causador do tsunami do Índico de 2004.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Home». GRACE-FO. Consultado em 18 de setembro de 2017 
  2. Gorder, Pam Frost (1 de junho de 2006). «Big Bang in Antarctica -- Killer Crater Found Under Ice». Research News. Consultado em 12 de outubro de 2007. Arquivado do original em 6 de março de 2016 
  3. Chang, Kenneth (8 de agosto de 2006). «Before the '04 Tsunami, an Earthquake So Violent It Even Shook Gravity». New York Times 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]