Green Anarchist

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A revista Green Anarchist (Anarquista Verde) foi durante algum tempo a principal voz no Reino Unido a advogar uma fusão explicita do socialismo libertário com o pensamento ecológico (eco-anarquismo), apesar de tais ideias já serem coniventes há decadas ou mesmo há gerações.

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Fundada após os protestos 'Travem a Cidade' de 1984 a revista foi lançada no Verão desse mesmo ano por um colectivo editorial que consistia de Alan Albon, Richard Hunt e Marcus Christo. Albon tinha sido editor do jornal Freedom (Liberdade)e Hunt encontrava-se frustrado pelo rumo da mais conhecida e conformada revista Green Line (Linha Verde), da qual era contribuidor. O jovem Christo vinha de um ambiente anarco-punk e tinha sido também um membro da associação ecologista Campaign for Nuclear Disarmament e tinha participado no bloqueio à viatura de Ronald Reagan no encontro de Lancaster House em 1984.

Os primeiros números incluiam uma variedade de ideias anarquistas e ecologistas, unindo grupos e individuos de proveniências diversas, como a Class War, o escritor anarquista veterano Colin Ward, a banda anarco-punk Crass, os Peace Convoy, militantes anti-nuclear, activistas dos direitos dos animais, e por aí fora. Contudo a diversidade que muitos julgavam ser o principal interesse e força da publicação rapidamente deu lugar a discussões irreconciliaveis entre as posições essencialmente pacifistas de Albon e de Christo e a defesa do confronto violento para com o Estado favorecido por Hunt.

Albon e Christo abandonaram a Green Anarchist pouco depois e a revista testemunhou uma sucessão de colectivos editoriais, apesar de Richard Hunt ter permanecido no controlo. Durante este período publicou artigos que iam afastando cada vez mais muitos dos leitores habituais da revista. As coisas chegaram a tal ponto que após Hunt escrever um editorial no qual expressava apoio às tropas britânicas presentes na Guerra do Golfo e exaltava as virtudes do patriotismo. Pouco depois abandonou o colectivo para fundar uma nova revista, a Alternative Green (Alternativa Verde), na qual continuou a promover a sua visão muito peculiar de um anarquismo nacionalista.

Anos noventa[editar | editar código-fonte]

No decorrer dos anos 90 a Green Anarchist ficou a cargo de um colectivo editorial que incluia Paul Rodgers e Steve Booth, entre outros, durante esse periodo a publicação alinhou-se cada vez mais com o primitivismo, uma filosofia anti-tecnologia advogada por escritores tais como John Zerzan, Bob Black e Fredy Perlman.

Também neste periodo a revista expremiu ser simpatizante das acções de Ted Kaczynski, o Unabomber, e publicou um artigo notável intitulado "Os Irracionalistas" que aparentemente apoiava acções como a do bombardeamento na cidade de Oklahoma e os ataques com gás sarin levados a cabo pelo culto Aum em Tóquio. Tudo isto afastou, novamente, muito do movimento anarquista do Reino Unido, e originou um árduo criticismo para com a revista por parte de Stewart Home [1 ], Counter Information [2 ], a Federação de Comunistas Anarquistas [3 ] entre outros. Steven Booth, autor do artigo em questão, renunciou posteriormente às posições nele defendidas.

Consulte também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]