Gregor Strasser

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde Setembro de 2008). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Gregor Strasser
Flag of Germany.svg
Nascimento 31 de maio de 1892
Geisenfeld
Morte 30 de junho de 1934
Nacionalidade alemão
Cargo Representante Político (ex-militar)

Gregor Strasser foi um membro do Partido Nazista e rival de Adolf Hitler até que, em 1934, foi assassinado pela facção do Führer durante um episódio que ficou conhecido como a "Noite das facas longas".

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gregor Strasser nasceu em 31 de maio de 1892 na família de um oficial de justiça católico que viveu na cidade mercante de Geisenfeld na Alta Baviera. Ele cresceu ao lado de seu irmão mais novo Otto Strasser, considerado o mais intelectualizado do dois. Strasser freqüentou escolas locais e, depois de prestar exames finais, encontrou um emprego como aprendiz junto a um farmacêutico na aldeia de Frontenhausen entre 1910 e 1914.[1] [2]

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Quando a guerra mundial irrompeu na Europa em 1914, Strasser suspendeu seus estudos na Universidade Ludwig Maximilians de Munique, para alistar-se como voluntário no exército imperial alemão. Ele serviu no 1º Regimento de Artilharia Bávaro, chegando ao posto de primeiro-tenente e conquistando a a medalha da Cruz de Ferro em ambas as classes por bravura. Em 1918, ele retomou seus estudos na Universidade de Erlangen-Nuremberga e, logo após 1919, após a aprovação no exame de proficiência federal, passou a trabalhar como farmacêutico na cidade de Landshut.[3]

Carreira paramilitar[editar | editar código-fonte]

Em 1919, Strasser e seu irmão se juntaram ao grupo de direita política conhecido como "Freikorps", liderados por Franz von Epp. O objetivo do grupo era suprimir o comunismo na Baviera. Gregor estabeleceu e comandou o "Sturmbataillon Niederbayern" (Batalhão de Assalto da Baixa Baviera), tendo como ajudante um jovem Heinrich Himmler. Em março de 1920, os Freikorps de Strasser estavam prontos para participar do fracassado Kapp-Putsch, enquanto seu irmão Otto virou-se para a esquerda política e ajudou a suprimir aquele golpe de Estado.[2]

Participou ativamente no Hitlerputsch, sendo detido na prisão de Landsberg.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em meados dos anos 1920, o apoio ao Partido Nazista estava caindo conforme a hiperinflação acabava e a economia dava sinais de melhora. Strasser acreditava que o partido poderia recuperar a sua popularidade se o movimento fosse liderado de forma menos ditatorial. Ele apresentou suas idéias para Adolf Hitler durante a Conferência de Bamberg em 1926. Não houve, no entanto, um debate entre os dois; Hitler meramente fez um monólogo de uma hora repudiando as propostas de Strasser apenas para, em seguida, ser saudado efusivamente por seus partidários.[4]

No final de abril de 1930, Hitler foi firme ao publicar sua oposição à Gregor Strasser, e logo nomeou Joseph Goebbels para substituí-lo como líder da máquina de propaganda do Reich. Um dos primeiros atos de Goebbels foi proibir a edição da noite do Nationaler Sozialist (um jornal publicado pelos irmãos Strasser).[5] [6] Ocorre que Gregor exigia uma "segunda revolução" dentro do Partido Nazista com a intenção de distribuir renda, pois influenciado por seu irmão Otto acreditava em uma espécie de anti-capitalismo socialista, mesmo que de caráter nacionalista.

A rivalidade ideológica e pessoal com Hitler piorou dramaticamente, quando o chanceler Kurt von Schleicher ofereceu a Strasser os cargos de Vice-Chanceler da Alemanha e Primeiro-Ministro da Prússia em 1932. Schleicher esperava criar discórdia no Partido Nazista com a ajuda de Strasser e puxar a ala esquerda (menos extremista) daquele partido para o seu lado "nacional conservador", evitando uma completa tomada de poder da parte de Adolf Hitler - que ficou furioso com este episódio e exigiu que Strasser recusasse a oferta de Schleicher.[7]

As diferenças entre estes políticos nazistas tornaram-se insustentáveis, e Strasser finalmente abandonou o partido em dezembro de 1932. Hitler, por sua vez, aproveitou-se deste fato para afastar todos os oficiais nazistas fiéis à Strasser.[8] Quando Hitler alcançou o poder em janeiro de 1933, seu partido começou a eliminar todas as formas de oposição aos nazistas na Alemanha. A "lista de alvos" incluía qualquer pessoa considerada perigosa para a sobrevivência do novo regime. Gregor Strasser foi assassinado por tropas das SS de Himmler durante o massacre que viria a ser conhecido como a "noite das facas longas".

Trivia[editar | editar código-fonte]

John Toland associou erroneamente à Adolf Hitler uma citação que na verdade foi de autoria de Gregor Strasser, em seu ensaio de 1926 chamado "Pensamentos acerca das tarefas futuras" (Thoughts about the Tasks of the Future). A citação em questão é a seguinte:

"Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições." -Gregor Strasser, 15 de Junho de 1926.[9] [10]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Gregor Strasser

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Evans 2004, p. 202.
  2. a b Wistrich 2013, pp. 246–247.
  3. Hamilton 1984, p. 347.
  4. Stachura 2014, pp. 64–65.
  5. Longerich 2015, pp. 100–101.
  6. Fulbrook 2014, p. 45.
  7. Nicholls 2000, p. 253.
  8. British Broadcasting Corporation 2015.
  9. Vincent, Andrew. Modern Political Ideologies [S.l.: s.n.] p. 161. 
  10. Orlow, Dietrich. The Nazi Party 1919-1945: A Complete History Enigma Books [S.l.] p. 29.