Greve dos caminhoneiros no Brasil em 1999

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A Greve dos caminhoneiros no Brasil em 1999 foi uma reivindicação, ocorrida em julho de 1999, durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, por caminhoneiros que cruzaram os braços durante quatro dias, prejudicando o abastecimento de alimentos e combustíveis no país, paralisando, assim, a economia. Os motoristas pediam redução da tarifa de pedágios, isenção de impostos e regulamentação da aposentadoria. À época, foi considerado o movimento grevista mais grave já enfrentado pela União.[1][2]

A greve foi deflagrada após algumas reuniões entre o líder do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, e o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em menos de uma semana de greve, que mobilizou cerca de 700 mil caminhoneiros, a categoria teve atendida a maior parte das reivindicações postas na mesa para o governo federal: o preço do óleo diesel que subiu 37% de janeiro a junho daquele ano foi momentaneamente congelado. O governo também ordenou o congelamento das tarifas do pedágio, além de fixar o prazo máximo de 60 dias para a desativação das balanças que pesavam caminhões e multavam os que ultrapassassem o limite de carga.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. gauchazh.clicrbs.com.br/ Greves dos caminhoneiros: relembre as paralisações de 1999, 2000 e 2015 no Brasil
  2. ALMEIDA, Álvaro; MEIRELES, Andrei (4 de agosto de 1999). «Por que parou?». ISTOÉ Independente. Consultado em 17 de junho de 2019 
  3. jb.com.br/ Em 1999, greve de 700 mil caminhoneiros parou o Brasil