Grindr

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Grindr é uma rede geossocial que pode ser usada no Android, iPhone, iPod touch, iPad, Blackberry OS. Disponível para download a partir da App Store e o Android Market/Play Store. O Grindr vem em duas versões livres e o baseado em assinatura (Grindr Xtra). O aplicativo faz uso do dispositivo geolocalização, que permite aos usuários acessar outros gays e homens bissexuais em estreita proximidade.

Isto é possível através de uma interface simples que exibe uma grade de imagens representativas dos homens, dispostos a partir de mais próximo ao mais distante. Tocar em uma imagem irá mostrar um breve perfil para esse usuário, bem como a opção de bate-papo, envio de fotos e do mapa que localiza onde o usuário se encontra atualmente, mostrando a distância entre os que estão se comunicando.

Em maio de 2011, o Brasil detinha 14.044 usuários do Grindr.[1] Em Portugal, o Grindr é a rede social mais utilizada para encontros entre homens homossexuais.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Criado pelo americano Joel Simkhal, de 33 anos.

O Grindr proíbe fotos de nudez ou obscenas, podendo bloquear o perfil dos usuários.

Simkhal contou, que teve a ideia depois de "ficar frustrado com os sites de namoro, que não levavam em conta a localização das pessoas." Ele lembra que, naquela época, era possível fazer buscas pelo CEP/código postal, o que acabava deixando de lado "o cara da minha sala, do edifício, do outro lado da rua." Quando a segunda geração do iPhone chegou ao mercado, em junho de 2008, tudo mudou.

A Apple anunciou três grandes mudanças: o GPS, a loja de aplicativos e o iPhone SDK (kit de desenvolvimento de aplicativos), que é a linguagem que permite criar programas para o smartphone de uma forma fácil. Essas três inovações permitiram criar o Grindr.

A versão básica é grátis e nem exige uma conta. Basta baixar/fazer o download do aplicativo, abri-lo, subir/carregar uma foto, preencher os detalhes do perfil e já sair procurando homens que estão na região que queiram bater papo/conversar e se encontrar.

Já a versão Premium, a Grindr X é paga.

A equipe do Grindr disse que está trabalhando em uma versão para lésbicas e para heterossexuais, mas ainda não tem previsão de lançamento.[3]

Grindr Xtra[editar | editar código-fonte]

Grindr Xtra é a versão livre de propaganda, que faz uso do serviço Apple Push Notification. Além disso, Grindr Xtra contém recursos tais como o carregamento de até 200 usuários de uma só vez e uma visualização rápida entre perfis. [4] Os usuários tem a opção de renovar a sua inscrição via iTunes e dividir em uma, três, seis e até doze meses as compras.

Dispositivos[editar | editar código-fonte]

O Grindr está disponível para Android, iPod touch e iPhone.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2021 o Grindr enfrentava uma multa de 9,6 milhões de euros na Noruega (equivalente a cerca de 10% da receita anual da empresa) depois das autoridades de proteção de dados da Noruega detetarem indícios de que a app estava a partilhar dados privados dos seus utilizadores sem consentimento. A informação — que estava a ser enviada a anunciantes — inclui detalhes sobre a localização, orientação sexual, e saúde mental dos utilizadores, bem como o facto de serem utilizadores do Grindr. Em declarações enviadas ao jornal português Público, a rede social diz que a investigação das autoridades norueguesas está desatualizada. A conclusão preliminar é que o Grindr precisa de consentimento para partilhar estes dados pessoais e que os consentimentos recolhidos não são válidos. Se a coima avançar será a maior penalização exigida pela Autoridade Norueguesa para a Protecção de Dados (DPA).[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências