Groaíras

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Groaíras
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Groaíras
Bandeira
Brasão de armas de Groaíras
Brasão de armas
Hino
Lema Mel que os pássaros gostam.
Gentílico groairense
Localização
Localização de Groaíras no Ceará
Localização de Groaíras no Ceará
Mapa de Groaíras
Coordenadas 3° 54' 46" S 40° 22' 58" O
País Brasil
Unidade federativa Ceará
Região metropolitana Sobral
Municípios limítrofes Norte: Cariré e Sobral); Sul: Santa Quitéria; Leste: Forquilha e Sobral; Oeste: Cariré.
Distância até a capital 220 km
História
Fundação 23 de maio de 1957
Aniversário 23 de maio
Administração
Prefeito(a) Francisco Ueliton Martins Vasconcelos (PDT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 155 963 km²
População total ([2]) 11,012 hab.
Densidade 65,59 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 70 metros m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 62190-000
Indicadores
IDH ([3]) 0,633 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 29 765,230 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 6,193 86 R$
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Rosário
Website http://www.groairas.ce.gov.br/ (Prefeitura)

Groaíras é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada em 2017 é de 11.012 habitantes.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 1929, Groaíras tornou-se distrito sobralense, ainda sob o antigo nome Riacho do Guimarães. Em 1938, Riacho do Guimarães reduziu o nome para Guimarães e, no mesmo ano, foi anexado pelo município de Cariré. Em 1950, Guimarães mudou o nome para Groaíras. Em 1957, Groaíras se emancipou de Cariré. Em 1991 foi criado o distrito de Itamaracá.[5]

Atualmente Groaíras possui seis distritos: o distrito-sede, Itamaracá, Boa Vista, Marrecas, Juá e Córrego dos Matos.

Evolução política[editar | editar código-fonte]

Os primeiros indícios de evolução política nascem da elevação do povoado à categoria de Distrito conforme Lei nº 2.704, de 16 de dezembro de 1929. Suprimido conforme Decreto nº 193, de 2 de março de 1931, e restaurado na forma do Decreto nº 169, de 31 de março de 1933. Com o advento da Lei nº 116, de 17 de novembro de 1935, que instituiu Distritos Especiais passa a integrar o porte dos que se alinham nessa categoria. Sua elevação à categoria de Município provém de Lei nº 3.603, de 23 de maio de 1957, tendo sido instalado a 6 de outubro do mesmo ano, trazendo como novidade a denominação atual.

O primeiro prefeito foi Eloi José de Vasconcelos, posteriormente ocuparam o cargo de Prefeito Municipal, os Srs. José Artur Ribeiro Guimarães, Cesário Melo Feijão, Raimundo Antônio Cassimiro, Joaquim Guimarães Neto, Manoel Teixeira Melo, Zoelia Maria Loiola Paiva, José Almir Matos Lopes, Adail Albuquerque Melo e atualmente Francisco Ueliton Martins Vasconcelos.

Atualmente, a Câmara Municipal tem a Seguinte composição: Benedito Everton Azevedo, Claúdio Juvenal Ximenes Aguiar, Francisca Cilene Ximenes Maciel, Francisco Clerton Alves Paiva, Gonçalo Ribeiro Paiva Filho, Jose Gildo Matos Lopes, Jose Maria Mesquita, Messias Cassimiro Albuquerque e Pedro Alves Neto.

Academia Groairiense de Letras[editar | editar código-fonte]

Fundada no dia 04 de outubro de 2019, surgiu de uma luminosa ideia trazida pelo groairense Domingos Pascoal, que mora em Sergipe, onde já fundou mais de 20 Arcádias literárias nos municipios daquele Estado, sendo muito bem acolhida pelos conterrâneos e conterrâneas. O Dr. Raimundo Nonato Ximenes, Gilberto Alves Feijão, Professora Edna Mendes e a Secretária de Educação Paula Matos acreditaram na ideia e se empenharam o máximo para que em 04 de outubro de 2017 nascesse a vigorosa AGL. Os fundadores foram Ana Célia de Oliveira, Antônia Célia Ximenes Melo, Antônio Orion Paiva, Augusto Martins Melo, Domingos Pascoal de Melo, Domingos Alves Melo, Domitila Melo Feijão, Edna Maria Mendes Rodrigues, Erivalda Ximenes Paiva, Francisca Cilene Ximenes Maciel, Francisco Anastácio Martins Rodrigues, Francisco Aristeu Melo Alves, Francisco Glen Adison Mendes Melo, Francisco Paulo Monteiro, Gilberto Alves Feijão, João Martins de Mesquita, José Alexandre Ximenes Aragão, José Jones Cruz Sousa, José Mauro Oliveira, José Vandick de Azevedo, Lúcia Paula Matos Ximenes, Maria Carmelita Melo Maciel, Maria da Conceição Ximenes Paiva, Maria das Graças Monteiro Melo, Maria do Rosário Carlos de Lima, Maria do Socorro Frota Prado Azevedo, Raimundo Lira Maciel, Raimundo Nonato Ximenes, Raul Hélio Feijão, Tarcísio Melo Júnior.

Religião[editar | editar código-fonte]

As primeiras manifestações de apoio eclesial datam do ano de 1712, quando por doação do respectivo patrimônio, Lourenço Guimarães de Azevedo destina cem braças de terras para construção da capela cujo orago tem como padroeira Nossa Senhora do Rosário.

Deve-se ressaltar que por ocasião do ato de transferência desse patrimônio, opuseram-se familiares do primitivo dono das terras, representados na pessoa do cego de nome Joaquim Torres de Araújo. Esse cego e oponente oficial, na ocasião cumpria pena em presídio no Recife, pretexto segundo o qual não teria assinado a respectiva escritura de compra e venda.

Não obstante essas querelas, tiveram andamento as obras de construção da capela, constando sua conclusão no ano de 1740, quando se festejaram os atos inaugurais, então presididos pelo Padre Visitador Félix Machado Freire. Consta como seu primeiro vigário o cura de nome Lourenço Gomes Lellou.

Em aditivo ao tópico relativo aos oponentes vendedores, sabe-se que essa questão se alongou até o ano de 1751, oportunidade em que não apenas se ratifica a posse das terras doadas como também do restante da gleba, mediante assinatura do cego e ex-presidiário Joaquim Torres.

A ampliação patrimonial da capela ocorre por doação de uma légua de terras em quadro, 60 vacas de cria e 7 éguas parideiras, tendo como ofertante Manuel Madeira de Matos, fato que se registra no ano de 1751.

Esse Manuel de Matos, encoberto em pseudônimo, outro não seria senão partidário de D. José I, Rei de Portugal. Perseguido pelo Marquês de Pombal, o nosso Policarpo, transformado em Madeira, emigrara inicialmente para as terras d'África, depois para o Brasil, onde se fixara no Piauí e finalmente no Riacho dos Guimarães.

Atualmente Groaíras tem como Pároco o Padre Antônio José Viana Monte, depois da passagem de outros como Padre Sancho, Padre Tarcísio, Monsenhor Cleano, Padre Tomé, Padre Cassiano, Padre Marcos Uchoa e o Padre João Batista de Oliveira.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. IBGE (01 mai. 2020). «Estimativa de população». Consultado em 1 de maio de 2020  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. IBGE (01 mai. 2020). «IDH». Consultado em 1 de maio de 2020  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "IBGE_PIB" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  5. http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230490&search=ceara%7Cgroairas%7Cinfograficos:-historico

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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