Grupamento Aeromóvel

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Grupamento Aeromóvel
Brasão
País  Brasil
Estado  Rio de Janeiro
Corporação Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Subordinação Comando de Operações Especiais (COE)
Denominação Capitão Cidimar Antunes de Almeida
Sigla GAM
Criação 21 de março de 2002 (15 anos)
Grito de Guerra Operações aéreas
Sede
Sede Niterói
Endereço Avenida Feliciano Sodré, 273

Grupamento Aeromóvel (GAM, antigo Grupamento Aéreo e Marítimo) é uma unidade da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), fundado em 21 de março de 2002, transformado pela resolução SeSeg Nº 544 de 29 de março de 2012, em uma unidade especializada exclusivamente aérea, tendo como missões: radiopatrulhamento aéreo, escoltas, transporte de tropa, apoio aéreo das tropas de outras unidades, salvamento e resgate aeromédico, apoio em calamidades públicas, salvamento em altura, na água, transporte de órgãos e coordenação aérea em calamidades, bem como o combate aos crimes ambientais.

É a única unidade especializada voltada para as operações policiais especiais aéreas helitransportadas na PMERJ, sendo subordinada administrativamente ao Comando de Operações Especiais (COE). Situa-se em Niterói, e tem como área de atuação todo o estado do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Criado conforme publicação em Boltim PM nº 053 de 20 de março de 2002 e ativado em 21 de março de 2002, por determinação do então comandante geral, coronel PM Wilton Soares Ribeiro, com o nome Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM), teve sua criação ratificada pelo decreto estadual nº 35.145 de 7 de abril de 2004 e seu primeiro comandante foi o coronel PM Claudecir Ribeiro da Silva.

O GAM possuía até 2009, oito embarcações, três esquilos AS350 e dois aviões, sendo um PA 31 NAVAJO e um B 58 BARON. Era composto operacionalmente por três núcleos: Núcleo de Policiamento Marítimo (NPM), o qual possuía a missão prioritária de intensificar cada vez mais o patrulhamento na Baía de Guanabara, objetivando impedir que as comunidades à beira mar fossem abastecidas com drogas e armamento de contrabandistas, bem como apoiando e proporcionando segurança às embarcações que nela trafegavam; Núcleo de Policiamento Aéreo (NPA), efetuava o radiopatrulhamento aéreo preventivo e de apoio e coordenação às unidades em terra, além de estar apto a realizar resgates e salvamentos no mar e em terra; Núcleo de Instrução Especializada (NIEsp), era encarregado de qualificar e manter o adestramento de seu efetivo, através de cursos de formação e aperfeiçoamento.

Em 2012, o GAM foi desmembrado pela resolução SeSeg Nº 544 e foram criadas duas unidades distintas: o Grupamento Aeromóvel (GAM) e o Grupamento Marítimo e Fluvial, cabendo ao GAM operar exclusivamente na atividade aérea, além de fazer parte do Comando de Operações Especiais (COE) atuando junto ao BPChq, BOPE e BAC.

Com o objetivo de especializar seu efetivo, ministra o "Curso de Tripulante Operacional", que tem a previsão de realização de uma turma por ano. É coordenado pelo NIEsp (Núcleo de Instrução Especializada) e tem duração de nove semanas. Podem se inscrever oficiais e praças da PMERJ, que passarem pelo processo seletivo, com exames psicotécnicos realizados pelo setor de psicologia de aviação do GAM, testes físicos e exames de saúde. São ministradas aulas teóricas e práticas, onde são abordadas matérias como: conhecimentos técnicos de aeronave, teoria de voo de helicóptero, navegação, meteorologia, orientação, primeiros socorros, natação utilitária, rapel, fast rope, helocasting, combate a incêndio, desembarque tático de aeronave Mc Guire, puçá, salvamento em altura, tiro embarcado, sobrevivência no mar e selva, técnicas da defesa pessoal, educação física entre outras.

Dentro da estrutura do GAM funciona a Escola de Aviação Civil da Polícia Militar (EsAv) criada em 2006, subordinada a DGEI, sob a direção do comandante do GAM, tendo como finalidade regular o ensino aeronáutico dentro da PMERJ, formando pilotos com a necessária capacitação técnico-profissional para execução das missões que envolvem as operações aéreas policiais.

São ministrados pela EsAv os cursos "Piloto Privado" (PPH), "Piloto Comercial" (PCH), "Instrutor de voo" (INVH), "Teórico de voo por instrumentos" (IFR), além dos cursos teóricos com foco na familiarização da aeronave (Ground School) das aeronaves operadas pelo GAM. 153 pilotos de todo Brasil já foram formados PPH, PPA, PCH, PCA.

Missão[editar | editar código-fonte]

Tem por missão a execução do radiopatrulhamento aéreo, das operações aéreas policiais especiais e de resgate, de acordo com as missões institucionais da Polícia Militar e do Comando de Operações Especiais da Corporação.

Podendo ainda coordenar e orientar as unidades em terra, além do apoio aos órgãos ambientais e atuar na Defesa Civil, em casos de calamidade pública quando determinado pelo Governador do Estado.

Frota atual[editar | editar código-fonte]

Aeronave Esquilo HB-350 (prefixo PP-EPN) durante a "Operação Rio de Janeiro" para ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Foto:Vladimir Platonov/ABr
  • 4 helicópteros do tipo AS 350 - Esquilo: aeronaves extremamente versáteis para cumprir as diversas missões do GAM
  • 1 UH-1H 2 - Bell Huey II: aeronave blindada para operações policiais em áreas conflagradas
  • 1 Schweizer CB 300: aeronave para a formação inicial dos pilotos e futuramente será utilizada para o treinamento IFR
  • 2 EC145: aeronave bimotora para missões de resgate aeromédico, transporte de tropa e instrução
  • Imageadores do tipo Star SAFIRE 380-HD da FLIR instalados nas aeronaves, permite ao GAM exercer um papel de vigilância, levantamento de áreas conflagradas, plataforma de observação e centro de comando e controle móvel, bem como realizar o mapeamento de áreas de preservação ambiental
  • 1 Plataforma de Observação Elevada (POE): veículo que recebe e retransmite as imagens geradas pelos imageadores aos Centros de Comando e Controle da Corporação, alem de servir como posto de comando remoto
  • 1 Unidade de Abastecimento Móvel (UAM): equipamento que amplia a autonomia e eficiência da unidade podendo abastecer as aeronaves diretamente no teatro de operações

Efetivo[editar | editar código-fonte]

Em 2015:

  • 32 pilotos
  • 61 tripulantes operacionais
  • 18 mecânicos

Em 13 anos de operação já são mais de 14 mil horas vodas nas diversas missões desempenhadas no Rio de Janeiro e eventualmente em outros estados do Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]