Grupo 63

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O Grupo 63 foi um movimento de neovanguarda que surgiu na Itália no ano de 1963, fundado depois de um evento dedicado ao festival de música contemporânea intitulado "Settimana Internazionale di Nuova Musica", organizado por Francesco Agnelo e sediado no Hotel Zagarella, na cidade de Palermo, nos dias 3 a 8 de outubro. Tomaram parte no grupo escritores, críticos e músicos, entre os quais Nanni Balestrini, Edoardo Sanguineti, Alberto Arbasino, Renato Barilli e Umberto Eco.

O grupo nasceu de um momento político e artístico controverso, em que a abertura cultural italiana, pretendida pelos artistas e intelectuais ligados ao Grupo, opôs-se ao conservadorismo perpetrado pela ditadura fascitsa. Nesse sentido, os seguidores do Grupo 63 tentaram romper com o paradigma artístico identificado com a arte do antigo regime, utilizando-se, para isso, de uma linguagem experimental tanto na música, quanto na poesia e nas artes plásticas. Opondo-se, portanto, ao establishment literário italiano - principalmente a uma forma de Realismo inspirada na literatura engajada do regime socialista russo -, o Grupo criticava o conservadorismo da arte italiana frente às novas tecnologias de comunicação, especialmente os mass media, que inauguraram formas alternativas de integração entre a arte e o público. Por se aproximar, em alguma medida, dos meios de comunicação de massa, sem entretanto fazer-lhes um declarado encômio, os artistas do Grupo 63 foram tachados de "neocapitalistas" pelas personalidades antagônicas.

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