Grupo Atakarejo

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Grupo Atakarejo
Razão social Atakarejo Distribuidor de Alimentos e Bebidas Ltda.
Atakarejo Distribuidor de Alimentos e Bebidas Eireli
privada
Slogan Orgulho de ser 100% baiano
Fundação 1994
Fundador(es) Teobaldo Costa
Sede Salvador, Brasil
Locais Salvador e Lauro de Freitas
Proprietário(s) Teobaldo Costa
Empregados 4 294[1]
Produtos atacado e varejo
Faturamento R$ 2,079 bilhões (2019)[2]
Website oficial www.atakarejo.com.br

O Grupo Atakarejo é uma empresa brasileira do ramo de supermercados com sede em Salvador, Bahia. Atualmente é uma das duas únicas redes soteropolitanas do setor varejista de supermercados, ao lado da Rede Mixideal.[3] A rede conta com vinte e quatro unidades na Bahia, em Salvador nos bairros: Paralela, São Caetano, San Martin, Via Regional, Periperi, Via Expressa, Amaralina, Boca do Rio, São Cristovão, Castelo Branco, Lobato, Paripe, Pernambués, Piatã, Iguatemi, Cabula, Calçada, Caminho de Areia, Baixa do Fiscal (única exclusivamente para vendas ao atacado) e nas cidades: Lauro de Freitas, Feira de Santana, Camaçari, Alagoinhas e Itacimirim.[4][5]

Está associada, junto a outros supermercados do país, à Rede Brasil de Supermercados, na qual são desenvolvidas marcas próprias e a integração entre as empresas sócias.[6][7]

A rede possui cartão para compras em suas unidades em parceria com o Banco Itaú, o Cartão Atakadão Atakarejo Itaucard, sob a bandeira Mastercard.[8]

História[editar | editar código-fonte]

A empresa começou como uma barraca, depois foi transformada em padaria e finalmente em supermercado. Suas unidades começaram sob a bandeira Atakarejo, em 1994, até quando em 2009, a unidade do Iguatemi foi a última a adotar a nova bandeira, Atakadão Atakarejo. A rede baiana abriu 3 lojas em 2008, já sob a bandeira Atakadão Atakarejo. Em 2010, foi inaugurada a Mega Loja do Caminho de Areia. A sexta loja foi inaugurada em 2014 no bairro de Piatã.[1][9]

De 2010 para 2011, a receita do Atakadão Atakarejo cresceu 30%, de 306 milhões de reais para 440 milhões de reais, na onda do atendimento à demanda de consumo das classes C e D.[10] Em comparação, num intervalo de tempo maior, cinco anos antes, o faturamento foi de 92 milhões de reais, o que significa 243% de alta real.[2] Com base no faturamento bruto de 2011, o grupo posicionou-se como o 93.º maior varejista do Brasil.[11]

A loja Iguatemi, localizada no bairro do Parque Bela Vista de Brotas, chegou a ser interditada em março de 2014 pelo Procon-BA, durante "Operação Supermercados", após encontrar produtos mal acondicionados e vencidos à venda, falta de higiene e informações ao consumidor ausentes.[12][13]

No início de 2015, a empresa assinou um termo de reserva do terreno no CIA/Sul, porção do Centro Industrial de Aratu (CIA), localizado em Simões Filho, com a Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic) para a construção do Centro de Distribuição do Grupo Atakarejo, a fim de expandir-se pela Região Metropolitana de Salvador e melhorar a logística e o abastecimento das lojas.[14]

Controvérsias envolvendo funcionários e seguranças[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2021, três seguranças do Grupo Atakarejo na Bahia foram acusados de torturar e entregar dois homens para serem assassinados por traficantes após eles roubarem carnes do supermercado.[15] [16] Segundo a delegada do inquérito, a ação violenta era um padrão dentro do estabelecimento e não apenas um caso isolado que resultou em duplo homicídio[17]. Um gerente do mercado, os três seguranças e quatro suspeitos de tráfico de drogas foram presos por envolvimento no homicídio. A empresa nega sua responsabilidade.[18] [19] Ainda em maio, as ONG's Educafro, Centro Santo Dias de Direitos Humanos e o Odara Mulheres Negras protocolaram uma ação civil pública contra a empresa na 35ª Vara do Trabalho cobrando uma indenização de R$ 207 milhões.[20] Em uma das notas públicas o Atakarejo declarou que "mais do que uma nota de repúdio, queremos que toda a verdade seja esclarecida. Para a rede Atakadão Atakarejo, os fatos ocorridos na loja do Nordeste de Amaralina são inaceitáveis. A rede, mais uma vez, reforça que jamais tolerou atos violentos, de qualquer natureza."[21]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

No Prêmio Lojistas do Ano em 2018, promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Salvador, o supermercado Atacadão Atakarejo venceu na categoria "Atacadista". A premiação elegeu seis empresas de Salvador que se destacaram nas seis categorias em votação aberta ao público.[22]

O Atakarejo também recebeu nota 100 de eficiência no ranking de maiores redes de varejo do país de acordo com o IBEVAR FIA.[23]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b atakarejo.com.br. «Sobre o Atakarejo». Consultado em 14 de Setembro de 2014. Arquivado do original em 15 de setembro de 2014 
  2. a b Redação SM. «Minha empresa é assediada, mas não vendo». Supermercado Moderno. Consultado em 14 de setembro de 2014. Arquivado do original em 15 de setembro de 2014 
  3. Marcos Vinicius Bonfim Garcia Matos e Augusto de Oliveira Monteiro. «As Condições de Competitividade e as Estratégias Empresariais do Setor Varejista de Supermercados de Salvador-bahia» (PDF). VIII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia. UNIFACS. Consultado em 14 de Setembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 15 de setembro de 2014 
  4. atakarejo.com.br. «Nossas Lojas». Consultado em 14 de Setembro de 2014. Arquivado do original em 15 de setembro de 2014 
  5. atakarejo.com.br. «Divisão Atakado». Consultado em 14 de Setembro de 2014. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  6. Rede Brasil (2013). «Apresentação Rede Brasil 2013 rev05» (PDF). Consultado em 16 de abril de 2015 
  7. Rede Brasil. «Links». Consultado em 16 de Abril de 2015 
  8. atakarejo.com.br. «Nosso Cartão». Consultado em 14 de Setembro de 2014. Arquivado do original em 15 de setembro de 2014 
  9. «Estrutura do Atakarejo Piatã é concluída em cinco meses». 16 de junho de 2014. Consultado em 2 de março de 2015 
  10. Lílian Cunha (26 de março de 2012). «O poder de atração do atacarejo». O Estado de S. Paulo. Consultado em 14 de Setembro de 2014 
  11. «As 100 varejistas brasileiras que mais faturaram». economia.uol.com.br. InfoMoney. 5 de dezembro de 2012. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  12. «Atakadão Atakarejo é interditado por vender produtos com validade vencida». Varela Notícias. 26 de março de 2014. Consultado em 2 de Março de 2015 
  13. Cadidé, Luiza (26 de março de 2014). «Atakadão Atakarejo do Parque Bela Vista de Brotas é interditado pelo Procon-BA». Metro1. Consultado em 2 de março de 2015. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  14. Ascom/Sudic (14 de abril de 2015). «Atakarejo vai construir centro de distribuição em Simões Filho». Consultado em 16 de abril de 2015 
  15. «'Meu filho morreu com fome porque não teve coragem de me pedir comida', diz mãe de homem morto após furtar carne em mercado na BA». G1 BA e TV Bahia. Consultado em 2 de maio de 2021 
  16. Luiz, Bruno (1 de maio de 2021). «Execução sádica de tio e sobrinho em Salvador atrela, outra vez, um hipermercado a racismo que mata». EL PAÍS. Consultado em 10 de maio de 2021 
  17. «Vídeo mostra homem agredido dentro de Atakadão Atakarejo, em Salvador». www.band.uol.com.br. Consultado em 11 de maio de 2021 
  18. «Seguranças pediram R$ 700 para liberar tio e sobrinho que furtaram carne na BA; polícia revela mentira em depoimento». G1. Consultado em 10 de maio de 2021 
  19. «Polícia prende três seguranças e gerente do Atakarejo e faz busca no mercado após morte de homens que furtaram carne na BA». G1. Consultado em 10 de maio de 2021 
  20. «Após caso do Atakarejo, ONG's protocolam primeira ação no Brasil contra o racismo estrutural no trabalho». A Tarde. Consultado em 15 de maio de 2021 
  21. «Informe Publicitário Atakadão Atakarejo». A Tarde. Consultado em 16 de maio de 2021 
  22. Muniz, Tailane (9 de novembro de 2018). «Prêmio Lojistas do Ano elege seis redes de destaque; Hiperideal é eleito melhor do ano». Correio. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  23. Julio, Rennan A (2019). «Conheça as maiores redes de varejo do país e quanto elas faturam». Época. Consultado em 2020  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]