Grupo Caoa

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O Grupo Caoa é distribuidor da marca Ford no Brasil,[1][2] além de ser o distribuidor oficial das marcas Subaru e Hyundai no Brasil e possui uma fabrica própria em Anápolis onde são montados modelos da Marca Hyundai.[3][4]

História[editar | editar código-fonte]

A primeira concessionaria da Caoa foi adquirida em 1979 como resultado de uma compensação comercial.

Dr. Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador e presidente do Conselho do Grupo CAOA, médico com atuação no Norte e Nordeste do Brasil, comprou naquele ano um Ford Landau, mas a concessionária faliu antes mesmo de entregar o veículo. Como compensação pelo veículo não recebido, Dr. Carlos ficou com a concessionária.

Cerca de 6 anos após ter aberto sua primeira concessionária, a Vepel, a CAOA alcançou o patamar de maior revendedora Ford de toda a América Latina.

A expansão da empresa no setor automotivo aconteceu em 1992 quando o Brasil abriu as portas para a importação de veículos. Nos anos seguintes a CAOA tornou-se importador oficial de marcas relevantes no cenário mundial automotivo.

Em 1998 passou a representar a fabricante japonesa Subaru. [5]

Em 1999 a Hyundai também passou sua representação para a CAOA no Brasil, depois de passar pelas mãos de outros dois distribuidores. Em dois anos a CAOA transformou a Hyundai na marca líder do mercado de importados e o Tucson virou referência do segmento de utilitário esportivo. [6]

O empresário Grupo Caoa foi além da atuação comercial e em 2007 começou a produzir automóveis no Brasil com a inauguração da CAOA Montadora de Veículos [7], resultado do investimento inicial de R$ 1,2 bilhão.[8]

Construída com recursos próprios a fábrica está localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) [9], em Goiás, posição geográfica privilegiada e estratégica tanto para o escoamento da produção em território nacional quanto para o desenvolvimento de uma enorme e emergente cadeia produtiva.

A realização de erguer sua própria fábrica rendeu ao Dr. Carlos Alberto de Oliveira Andrade, naquele ano, o título de 'Empreendedor do Ano na Indústria', pela Revista IstoÉ Dinheiro. [10]

Em 2010, a fábrica de Anápolis foi reconhecida como a “Empresa do Bem”, pela revista Isto É Dinheiro pelo programa de reaproveitamento de resíduos da produção dos veículos e participação do reflorestamento da região Centro-Oeste. [11]

A marca Hyundai no Brasil também rendeu algumas vezes ao Grupo Caoa o título de 'Distribuidor do Ano', entre os 179 distribuidores Hyundai de todo o planeta. Foi a primeira vez que a Hyundai Motor Company. concedeu este prêmio a um distribuidor fora da Europa. Essa é a mais alta honraria que um distribuidor Hyundai pode alcançar no mundo, o que é motivo de orgulho para todos os brasileiros. [12]

No último trimestre de 2013 a fábrica de Anápolis, que já produzia o Tucson, HR e o HD78, passou por um novo ciclo de investimento para dar início à produção do ix35. [13] O aporte de R$ 600 milhões garantiu aperfeiçoamentos na linha de montagem com a inclusão de 10 robôs, responsáveis por cerca de 50% do trabalho de soldagem, o que assegura alto nível de qualidade na montagem da carroceria, além de ganho de produtividade e modernização.

Em maio de 2014 saiu da linha de montagem da CAOA o ix35 de número 10.000, e o Grupo completou 35 anos.

Propaganda enganosa[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o grupo foi denunciado ao Ministério Público de Minas Gerais por possivelmente praticar propagandas enganosas, como a declaração do ano de fabricação do Subaru Forester, segurança e motor do Hyundai ix35 e das potências do Hyundai Veloster e Hyundai Elantra e outros modelos.[14][15]

Em setembro de 2012, o grupo desistiu de instalar uma fábrica da Hyundai na Paraíba por causa de uma ação judicial naquele estado que os proíbe de vender automóveis na região.[16]

10 anos produzindo no Brasil[editar | editar código-fonte]

A Caoa, do empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade, é importadora exclusiva da Hyundai e comemorou neste ano uma década de produção de modelos sob licença em uma fábrica própria em Anápolis (GO). De lá saem o minicaminhão HR e os SUVs Tucson, ix35 e New Tucson. Esses modelos são fundamentais para o posicionamento da coreana no mercado local. Em 2016, a marca Hyundai teve um total de 197.860 veículos emplacados no Brasil, o que a colocou no grupo de quatro mais vendidas do mercado, desfazendo o big four que permanecia intocado há três décadas, com Volkswagen, GM, Fiat e Ford. O grupo Caoa foi responsável pela comercialização de 30.186 dessas unidades. Por sua vez, a Hyundai tem, desde 2012, uma fábrica própria em Piracicaba (SP), comercializando no ano passado 167.674 carros da família HB20, hatch e sedã, e o Creta.

Desde o início, foi feito um trabalho de grande impacto e visibilidade de construção da imagem de uma marca premium no Brasil. Ano a ano, o resultado se refletiu no crescimento gradual. Esses feitos estão se refletindo na percepção dos clientes em relação à empresa. Única montadora de controle 100% nacional, a Hyundai Caoa surpreendeu o mercado ao assumir a primeira posição do conceituado ranking anual da consultoria californiana J.D. Power, na categoria de satisfação dos compradores de carros novos. 

São considerados na pesquisa a entrega do veículo, a negociação, o test drive, as instalações da concessionária a Caoa possui 128 unidades – e o vendedor. Faz a diferença também ter um estoque bem abastecido, o que exige robustez financeira. isto é

O grupo Caoa foi acusado de pagamento de propina ao ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci, do PT, em troca de seu atuação para aprovar a medida provisória 512 de 2010[17] , e ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, em troca benefícios tribuitários[18]. Foi investigada também por corrupção envolvendo a medida provisória 471 de 2009 [19]

Pesquisa de Satisfação[editar | editar código-fonte]

Hyundai Caoa é a primeira colocada na edição 2017 da pesquisa de satisfação com pós-venda de veículos da consultoria J.D. Power no Brasil. A responsável pelos veículos importados da marca sul-coreana, e também fabricante dos modelos ix35 e Tucson no país, desbancou a Toyota, que liderou as edições anteriores, em 2015 e 2016. A montadora japonesa agora divide a segunda posição com a Mitsubishi, que esteve no 11º lugar no ano passado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Flávio Mobaroli e Marcos Vieira (11 de janeiro de 2007). «Entrevista com Carlos Alberto de Oliveira Andrade». Jornal Estado de Goiás. Consultado em 14 de junho de 2010 
  2. André Vieira e László Varga (13 de janeiro de 2009). «Ford pensa pequeno». IstoÉ. Consultado em 14 de junho de 2010 
  3. «Hyundai Genesis Coupé no Brasil: Grupo CAOA estuda lançar o esportivo por R$ 110 mil». 11 de abril de 2009. Consultado em 14 de junho de 2010 
  4. http://g1.globo.com/carros/noticia/2014/01/hyundai-prioriza-expansao-de-fabrica-antes-de-novos-produtos.html
  5. «Caoa completa 35 anos de atuação no mercado» 
  6. «Hyundai e grupo Caoa seguem firmes na parceria» 
  7. «Localização da montadora» 
  8. «Hyundai inaugura fábrica em Goiás em fevereiro» 
  9. «Distrito Agroindustrial de Anápolis» 
  10. «MÉDICO, ELE SE TORNOU EMPRESÁRIO POR ACASO, QUANDO A CONCESSIONÁRIA QUE LHE VENDEU UM LANDAU NOS ANOS 70 FALIU» 
  11. «50 empresas do bem» 
  12. «Caoa é o melhor distribuidor Hyundai do mundo» 
  13. «POLO INDUSTRIAL | CAOA é um sucesso de Anápolis» 
  14. «Ministério Público de Minas Gerais investiga Hyundai por possíveis propagandas enganosas». Notícias Automotivas. 31 de outubro de 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  15. «CAOA tenta enganar mais uma vez os consumidores». Notícias Automotivas. 20 de setembro de 2011. Consultado em 15 de novembro de 2011 
  16. «CAOA desiste de fábrica na Paraíba». Notícias Automotivas. 25 de setembro de 2012. Consultado em 3 de maio de 2013 
  17. «Palocci é alvo no DF de duas novas apurações por enriquecimento ilícito». Jornal G1. 27 de setembro de 2016 
  18. «Empresário diz que Pimentel recebeu R$ 10 milhões em propina». Jornal Nacional. 23 de maio de 2016 
  19. «medida provisória 471/2009» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]