Grupo Ultra

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Grupo Ultra (Ultrapar)
Ultrapar.svg
Razão social Ultrapar Participações S/A
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: UGPA3
NYSE: UGP
Atividade Conglomerado
Gênero Sociedade anônima
Fundação 30 de agosto de 1937
Fundador(es) Ernesto Igel
Sede São Paulo,  São Paulo
Área(s) servida(s)  Brasil
Presidente Frederico Curado
Pessoas-chave André Pires de Oliveira Dias (CFO)
Empregados 17.034 (em 2018)[1]
Produtos Combustíveis
Gás LP
Química
Logística
Postos de abastecimento
Farmácias
Subsidiárias Ipiranga
Ultragaz
Oxiteno
Ultracargo
Extrafarma
Acionistas Grupo Monteiro Aranha
Valor de mercado Baixa R$ 28,0 bilhões (2018)[1]
Lucro Aumento R$ 1,1 bilhão (2018)[1]
Faturamento Aumento R$ 77,4 bilhões (2016)[1]
Website oficial www.ultra.com.br

Grupo Ultra ou Ultrapar é uma companhia brasileira que atua nos setores de distribuição de combustíveis, por meio da Ipiranga e da Ultragaz; produção de especialidades químicas, por meio da Oxiteno; serviços de armazenagem para granéis líquidos, por meio da Ultracargo; e drogarias, por meio da Extrafarma. Todas são subsidiárias integralmente controladas da holding Ultrapar.[2] A companhia tem suas ações negociadas sob o nome Ultrapar nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e de Nova York (NYSE).

O Ultra é a quinta maior empresa do Brasil[3], com receita líquida de R$ 90,7 bilhões em 2018, segundo o anuário Valor 1000, do jornal Valor Econômico. No mundo, a companhia está entre as 500 maiores, segundo ranking elaborado pela revista Fortune em 2019[4]. Em 2019, a receita líquida da Ultrapar foi de R$ 89,3 bilhões.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Ultra originou-se da Empresa Brasileira de Gás a Domicílio, primeira empresa brasileira a engarrafar e distribuir gás de cozinha, fundada por Ernesto Igel em 1937.[2][5] A empresa começou a operar com uma frota de três caminhões e 166 clientes, mas logo se expandiu e deu origem à Ultragaz.

A Ultrapar Participações S.A. (Ultra) foi constituída em dezembro de 1953 e estendeu suas operações por meio do crescimento da Ultragaz e da criação de novas empresas. Três negócios resultantes desse processo de expansão da área de atuação do Ultra fazem parte do que hoje é a companhia: a Oxiteno, empresa pioneira na produção de óxido de eteno e derivados no Brasil, criada em 1970; e a Ultracargo, nascida da união das atividades de duas empresas – a Transultra, de transporte rodoviário e armazenagem de produtos químicos e petroquímicos, criada em 1966, e o terminal químico Tequimar, no porto de Aratu (BA), que incorporou a área de armazenagem aos serviços de logística em 1978.

O Ultra atuou no passado também nos segmentos de produção de fertilizantes, por meio da Ultrafértil; varejo de eletrodomésticos, por meio da Ultralar[6]; na engenharia industrial, por meio da Ultratec; e na produção e distribuição de alimentos congelados, por meio da Ultragel. Contudo, deixou esses setores ainda na década de 1970 para se concentrar em atividades em que a companhia enxergava demanda crescente e oportunidade de liderança. As atividades de Ultralar e Ultragel foram encerradas; e Ultratec e Ultrafértil foram vendidas. As atividades de transporte rodoviário da Ultracargo também foram vendidas posteriormente, em 2010, permitindo a concentração de sua estratégia de crescimento no segmento de terminais de armazenamento.

1999 a 2010[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1999, o Ultra abriu seu capital e passou a ter suas ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo e Nova York.[7] Foi, na ocasião, a primeira empresa brasileira a abrir seu capital diretamente em Nova York. Essa iniciativa proporcionou uma maior capacidade de investimento para a companhia, que passou a dispor da alternativa de utilizar suas ações como moeda para aquisição de outras empresas. Capitalizado, o Ultra iniciou um processo de expansão de suas atividades na década seguinte.

Quatro anos depois, em agosto de 2003, adquiriu a Shell Gas, empresa de distribuição de GLP (gás de botijão) da Shell no Brasil, o que tornou a Ultragaz líder no mercado nacional de GLP.[8] Em dezembro do mesmo ano, a companhia iniciou suas operações no mercado internacional através da aquisição da Canamex, divisão química do grupo mexicano Berci, por meio da Oxiteno.[9]

Em 2005, iniciaram-se as operações da Ultracargo no terminal intermodal do Porto de Santos.[10]

Dois anos depois, em 2007, o Ultra adquiriu a rede de distribuição de combustíveis do Grupo Ipiranga nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, bem como a marca Ipiranga. Tornou-se então a segunda maior companhia de distribuição de combustíveis líquidos do Brasil, detendo participação de 15% do mercado.[11]

O Ultra adquiriu a União Terminais, até então pertencente a União das Indústrias Petroquímicas (Unipar), em 2007, e tornou a Ultracargo a maior operadora de armazenagem de granéis líquidos do Brasil, detentora de 30% da capacidade brasileira.[12]

No ano seguinte, concluiu a compra da operação de distribuição de combustíveis da Texaco Brasil, ampliando a participação de mercado da Ipiranga em seu setor para 23% do mercado nacional de combustíveis.

2010 a atual[editar | editar código-fonte]

Variação do logotipo da empresa.

O Ultra aderiu ao Novo Mercado da BM&FBovespa em agosto de 2010,[13][14][15] passando a ter suas ações listadas no segmento da bolsa dedicado às companhias com padrões de governança mais altos.

No ano seguinte, a Ipiranga, em parceria com a Odebrecht Transport, criou a ConectCar, empresa que atua no segmento de pagamento eletrônico de pedágios, estacionamentos e combustíveis.[16]

Em outubro de 2013, o Ultra se associou à Extrafarma, a época a oitava maior rede de farmácias do país, de origem paraense e com presença em outros estados do Norte e do Nordeste. Com a associação o Ultra incorporou 186 lojas no Pará, Amapá, Maranhão, Ceará e Piauí. O pagamento foi realizado em ações aos donos da Extrafarma, a família Lazera, que passou a deter 2,9% do Ultra.[11][17]

No mês de junho de 2016 o grupo Ultra fechou a compra da empresa distribuidora de combustíveis AleSat por 2,17 bilhões de reais.[18] Com a aquisição o Grupo Ultra se consolida como a segunda maior empresa de distribuição de combustíveis do Brasil com uma participação de 30% no mercado e perdendo apenas para a BR Distribuidora.[19] No entanto, a operação foi vetada pelo Cade em setembro de 2017.[20]

Em março de 2020, o Ultra lançou sua nova marca durante evento com acionistas, investidores e analistas financeiros. Segunda a empresa, o lançamento da nova marca, é reflexo do posicionamento de uma empresa que olha para o futuro, tendo como base um legado de 80 anos de história, presente no mercado brasileiro e em mais de oito países.[21]

Presença internacional[editar | editar código-fonte]

Por meio da Oxiteno, o Ultra possui unidades industriais nos Estados Unidos, México, Uruguai e Venezuela, e mantém escritórios comerciais na Argentina, Bélgica, China e Colômbia. Em 2019, a Oxiteno se desfez da sua planta na Venezuela.

Posição no mercado[editar | editar código-fonte]

Segundo o Sindigás, sindicato que reúne distribuidoras do produto, a Ultragaz é líder de mercado na distribuição de gás LP com 23,25% do mercado nacional em 2019.[22]

A Ipiranga é a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, com cerca de 7.090 postos (2019) em todo o território nacional, e é a maior distribuidora de capital privado.[23]

A Oxiteno é líder na produção de óxido de eteno e seus principais derivados na América Latina. A Ultracargo é a maior provedora de armazenagem para granéis líquidos do Brasil, com sete terminais e capacidade de armazenagem de aproximadamente 664 mil metros cúbicos. É a única em seu setor a ter presença em todos os principais portos brasileiros.

A Extrafarma é uma das 10 maiores redes de farmácias do Brasil, com cerca de 400 lojas distribuídas no Norte e no Nordeste do país.[24]

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

  • Grupo Ipiranga
  • Ultragaz
  • Oxiteno
  • Ultracargo
  • Extrafarma

Referências

  1. a b c d e «Ultra | Relações com Investidores». ri.ultra.com.br. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  2. a b «Ultra». www.ultra.com.br. Ultra. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  3. «As 1000 maiores | Valor Econômico». Valor. Valor Econômico. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  4. «Global 500». Fortune (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  5. «Ultra - História». www.ultra.com.br. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  6. Pedro Paulo Galindo Morales (1 de julho de 2012). «Ultra: Uma das pioneiras no setor de grandes magazines». História de Empresas. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  7. «Preço de largadas pode ser superestimado». UOL. 18 de outubro de 1999. Consultado em 1 de Junho de 2015 
  8. «Ultragaz compra Shell Gás por R$ 170 milhões». Estadão. 18 de janeiro de 2003. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  9. «Informações sobre empresas classificadas por ramo de atividade». EconoInfo. Consultado em 2 de Junho de 2015 [ligação inativa]
  10. «Ultracargo inaugura Terminal Intermodal de Santos». Newslog. 26 de julho de 2005. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  11. a b Juliana Rangel (19 de março de 2007). «Compra do grupo Ipiranga, de US$4 bilhões, é maior aquisição já realizada no país». O Globo. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  12. «Ultra compra União terminais». PortoGente. 8 de julho de 2008. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  13. «Grupo Ultra se ajustará ao Novo Mercado». Estadão. 6 de abril de 2011. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  14. «Ultrapar é pilar de estabilidade em tempos de incertezas, diz banco». Exame. 17 de agosto de 2011. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  15. «Conselho da Ultrapar aprova adesão ao novo mercado da BM&FBovespa». Estadão. 5 de abril de 2011. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  16. «Ultrapar atuará em pagamento eletrônico no setor de transportes». Reuters. 27 de novembro de 2012. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  17. «Ultra compra Extrafarma por R$ 1 bi». Valor Econômico. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  18. «Ultrapar anuncia compra da Alesat pela Ipiranga por de R$ 2,17 bilhões». Valor Econômico. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  19. «Ipiranga compra rede Ale por R$ 2,1 bilhões e se fortalece no Nordeste». O Globo. 12 de junho de 2016. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  20. Social, Assessoria de Comunicação. «Compra da Alesat pela Ipiranga é vetada pelo Cade — CADE». www.cade.gov.br. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  21. «Ultra - Somos o Grupo Ultra». www.ultra.com.br. Consultado em 24 de junho de 2020 
  22. «Sindigás » Market Share». Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  23. «Grupo Ultra quer ir além do negócio de combustível». Exame. 17 de fevereiro de 2014. Consultado em 2 de Junho de 2015 
  24. «Números Abrafarma». abrafarma. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]