Grupo de Ações Táticas Especiais (PMESP)

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Grupo de Ações Táticas Especiais
Gate-pmesp.jpg
País  Brasil
Estado  São Paulo
Corporação Polícia Militar do Estado de São Paulo
Subordinação BOPE PMESP
Missão Operações Especiais

Resgate de Reféns

Contra terrorismo

Esquadrão de bombas

DQBRN

Sigla GATE
Criação 1988 (35 anos)
Lema “Esse non videtur”
Sede
Sede São Paulo
Página oficial Página oficial

O Grupo de Ações Táticas Especiais, GATE, é um grupamento policial de operações táticas especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Brasil.

Criado em 1988, o GATE é atualmente representado pela 4ª, 5ª e 6ª companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque (BOPE-PMESP), que por sua vez está subordinado ao Comando de Policiamento de Choque. Em nível de sub-unidade é comandado por um Major e operacionalmente está dividido em Unidade de intervenções Táticas, equipe de Snipers, equipe de negociação além de um esquadrão Anti-bombas.

O GATE é um dos mais modernos grupos de táticas especiais do país, focando a sua atuação em situações de alto risco, como resgate de reféns, incursões em locais de alto risco, Contra terrorismo e desarmamento de bombas.

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Com a eleição de Orestes Quércia para governador de São Paulo, em 1987, a polícia trabalhou a todo vapor para cumprir as metas do plano de renovação da polícia e o Comandante Geral da PM convocou um oficial para iniciar a criação do Grupo de Ações Táticas Especiais. O Capitão Clóvis José Mentone foi escolhido para realizar a transição e colocar no papel os detalhes para a execução do plano de criação da nova tropa de elite.

O Comandante Geral, Cel PM Wilson Corrêa Leite, que acreditava no projeto do GATE, determinou que Mentone se inspirasse no que havia de melhor em outras partes do mundo. O capitão escolheu outros quatro oficiais, os Tenentes Adilson, Antão, Telhada e Morelli, para formar o seu time de pioneiros na formação do grupo. Após as primeiras reuniões, foi decidido que a SWAT americana formava o modelo que mais se aproximava do que consideravam adequado para sua polícia.

Em meados de 1988, a implantação da Rádio Patrulhamento Padrão (RPP) nos batalhões já dava sinais de fadiga e, ao mesmo tempo, as pesquisas e consultas para a formalização do GATE ganhavam força.

Com a saída de Mentone, e a chegada do Capitão Mascarenhas e Tenentes Mendonça, Daniel, Lucca e Saviolli, o GATE ganhou novo fôlego, mais apoio do Comando, especialmente do Cel Ubiratan, Comandante da Tropa de Choque, e delineou os atuais contornos, firmando-se como uma das mais respeitadas tropas de resgate de refens e Anti-bombas da América Latina.

Ingresso[editar | editar código-fonte]

Combatentes do GATE em simulação de enfrentamento ao terrorismo.

Atualmente o ingresso no GATE se dá mediante a conclusão do Curso de Ações Táticas Especiais, com duração de 6 semanas. Considerado um dos mais exigentes cursos do Brasil . Outro aspecto importante é o voluntariado, uma vez que a doutrina internacional estabelece que o voluntariado é condição primordial para qualquer integrante de forças especiais.

Os voluntários para cursar o ATESP devem passar pelo Teste de Aptidão Física mais difícil da PM, por uma prova escrita, uma prova de tiro, uma adaptação à altura, além de uma avaliação psicológica durante 3 dias.

Equipamento e Cursos[editar | editar código-fonte]

Estão equipados com armamento dedicado - submetralhadoras HK MP5A3 e HKMP5SD6; fuzis Colt M16, Imbel Ia2, M4A1, variante do FAL com luneta telescópica para tiro de precisão; espingardas 12.CAL como SPAS-12, Remington 870, Benelli M90; e equipamentos de emprego não letal. Dispõe ainda de robôs para desarme de artefatos explosivos.

Contam ainda com o apoio do Grupamento de Radiopatrulha Aérea em diversas ocasiões.

O Gate possui diversos cursos, dentre eles: Curso de Ações Táticas Especiais, Resposta Tática, Gerenciamento de Crises, Negociação, Arrombamento Tático, Atirador de Precisão (Sniper), além de Cursos para Esquadrão de Bombas.

O GATE na mídia[editar | editar código-fonte]

O GATE é atualmente o Grupo de Resgate De Reféns que mais atua no mundo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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