Grupo de Ações Táticas Especiais (PMESP)

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Grupo de Ações Táticas Especiais
Gate-pmesp.jpg
País  Brasil
Estado  São Paulo
Corporação Polícia Militar do Estado de São Paulo
Subordinação 4° Batalhão de Polícia de Choque
Sigla GATE
Criação 1988 (28 anos)
Sede
Sede São Paulo
Bairro Vila Maria
Endereço Rua Amambaí, 09
Internet Página oficial

O Grupo de Ações Táticas Especiais, GATE, é um grupamento policial de operações táticas especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Brasil.

Criado em 1988, o GATE é a 2ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque, que por sua vez está subordinado ao Comando de Policiamento de Choque. O seu surgimento deu-se através de ex-integrantes do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e da ROTA, com o propósito de, a partir da somatória dos expertises de cada Corporação, criar um novo e estratégico conceito de policiamento voltado ao atendimento de ocorrências diferenciadas e não corriqueiras. Em nível de companhia é comandado por um capitão e operacionalmente está dividido em equipes táticas além de um esquadrão de bombas.

O GATE é um dos mais modernos grupos de táticas especiais do país, focando a sua atuação em situações de alto risco, como resgate de reféns, incursões em locais de alto risco e desarmamento de bombas. Sua doutrina operacional prevê atuação em regiões urbanas, ficando a atuação em regiões de matas a cargo da 1ª Companhia de Comandos e Operações Especiais que também pertence ao 4º Batalhão de Polícia de Choque.

Atualmente possui cerca de 6 equipes táticas, um esquadrão de bombas, além dos quadros de apoio.

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Com a eleição de Orestes Quércia para governador de São Paulo, em 1987, a polícia trabalhou a todo vapor para cumprir as metas do plano de renovação da polícia e o Comandante Geral da PM convocou um oficial para iniciar a criação do Grupo de Ações Táticas Especiais. O Capitão Clóvis José Mentone foi escolhido para realizar a transição e colocar no papel os detalhes para a execução do plano de criação da nova tropa de elite.

O Comandante Geral, que acreditava no projeto do GATE, determinou que Mentone se inspirasse no que havia de melhor em outras partes do mundo. O capitão escolheu outros quatro oficiais, como Diógenes Lucca, para formar o seu time de pioneiros na formação do grupo. Após as primeiras reuniões, foi decidido que a SWAT americana formava o modelo que mais se aproximava do que consideravam adequado para sua polícia.

Em meados de 1988, a implantação da Rádio Patrulhamento Padrão (RPP) nos batalhões já dava sinais de fadiga e, ao mesmo tempo, as pesquisas e consultas para a formalização do GATE ganhavam força.

Mesmo com a saída de Mentone, o Curso de Armas e Táticas da SWAT de Miami teve início no Brasil após Maurício José Lemos Freire, ex-Delegado Geral da Polícia Civil de São Paulo, o frequentou e se formou na própria SWAT norte-americana.

A estrutura da Segurança Pública do Estado de São Paulo ampliava o número de Distritos Policiais e se esforçava pela implantação dos Grupos Especializados. Na Polícia Civil, foi criado o Grupo Especial de Resgate, o GER, e na Polícia Militar, o GATE.[1]

Ingresso[editar | editar código-fonte]

Combatentes do GATE em simulação de enfrentamento ao terrorismo.

Atualmente o ingresso no GATE se dá mediante a conclusão do Curso de Ações Táticas Especiais, com duração de 30 dias. Considerado um dos mais exigentes curso da polícia paulista o curso apesar de não ser extenso exige grande dedicação e excelente preparo físico para o teste de ingresso. Outro aspecto importante é o voluntariado, uma vez que a doutrina internacional estabelece que o voluntariado é condição primordial para qualquer integrante de forças especiais.

  • Praças

O ingresso deve ser feito mediante o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Posteriormente presta-se o concurso interno para o Curso de Ações Táticas Especiais. Para os Sargentos, Curso Superior de Sargentos e posteriormente o Curso de Ações Táticas Especiais.

  • Oficiais

O ingresso se dá mediante o Curso de Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Posteriormente os oficiais devem concluir o Curso de Ações Táticas Especiais.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

Estão equipados com armamento dedicado - submetralhadoras HK MP5A3 e HKMP5SD6; fuzis Colt M16, M4A1, variante do FAL com luneta telescópica para tiro de precisão; espingardas 12.CAL como SPAS-12, Remington 870, Benelli M90; e equipamentos de emprego não letal. Dispõe ainda de robôs para desarme de artefatos explosivos.

Contam ainda com o apoio do Grupamento de Radiopatrulha Aérea em diversas ocasiões.

O GATE na mídia[editar | editar código-fonte]

O grupo constantemente aparece na mídia, seja por suas atuações meritórias ou por ocorrências mal sucedidas que geraram polêmica, como o caso da jovem Eloá. Atualmente o GATE vem aparecendo muito na mídia em face dos constantes desarmes de explosivos colocados por criminosos em caixas eletrônicos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Lucca, Diógenes (2016). Diário de um Policial: O submundo do crime narrado por um comandante do GATE (São Paulo: Planeta). pp. 51–55. 
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