Grupo de Exércitos Yıldırım

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Grupo de Exércitos Yıldırım
Yıldırım Ordular Grubu
Heeresgruppe Yıldırım
AtaturkYildirim.jpg
Mustafa Kemal e os seus adjuntos como comandante em 1918
País  Império Otomano

 Império Alemão

Corporação Exército Otomano
Unidade grupo de exércitos
Criação julho de 1917[1]
Extinção 7 de novembro de 1918[2][3]
História
Guerras/batalhas Primeira Guerra Mundial

   Campanha do Sinai e Palestina

Logística
Efetivo 150 000 homens
Comando
Comandantes
notáveis
Erich von Falkenhayn (julho de 1917[1] — 6 de fevereiro de 1918)[4]

Otto Liman von Sanders (24 de fevereiro[5] — 30 de outubro de 1918)

Mustafa Kemal (31 de outubro — 7 de novembro de 1918)[3]

O Grupo de Exércitos Yıldırım (em turco: Yıldırım Ordular Grubu ["Grupo de Exércitos Relâmpago"]; em alemão: Heeresgruppe F ["Grupo de Exércitos F"]) foi um dos grupos de exércitos do Exército Otomano formado durante a Primeira Guerra Mundial, a que esteve ligado o destacamento alemão Asien-Korps.

Foi criado em junho de 1917[1] e o seu primeiro comandante-em-chefe foi o antigo ministro da guerra prussiano e chefe do estado-maior alemão Erich von Falkenhayn. Von Falkenhayn foi substituído pelo general alemão de cavalaria Otto Liman von Sanders em 24 de fevereiro de 1918.[5] Após o Armistício de Mudros, que terminou as hostilidades no teatro de operações do Médio Oriente, o comando foi entregue a Mustafa Kemal até à dissolução da unidade, alguns dias depois, em 7 de novembro de 1918.[3]

O grupo incluía tropas que usaram as últimas táticas de infiltração usadas na Frente Ocidental, que estavam equipadas com equipamento de combate a curta distância, como stahlhelme (capacetes de aço alemães) e granadas de bastão. Eram apoiadas por artilharia e metralhadoras.[6][7]

Ordem de batalha em agosto de 1917[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1917, o grupo era comandado por von Falkenhayn e estava estruturado da seguinte forma:[8]

  • Corpo XX, em Huj
    • 16.ª Divisão
    • 54.ª Divisão
    • 178.ª Divisão
 
  • Corpo XXII, em Gaza
    • 3.ª Divisão
    • 7.ª Divisão
    • 53.ª Divisão[9]
 
  • 42.ª Divisão
  • 48.ª Divisão
  • 59.ª Divisão

Ordem de batalha em janeiro de 1918[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1918, o grupo era comandado por von Falkenhayn e estava estruturado da seguinte forma:[10]
  • Sétimo Exército (comandante: mirliva Fevzi Çakmak)
    • Corpo III
      • 1.ª Divisão
      • 19.ª Divisão
      • 24.ª Divisão
    • Corpo XV
      • 26.ª Divisão
      • 53.ª Divisão
    • 3.ª Divisão de Cavalaria
    • Asien-Korps
 
  • Oitavo Exército (comandante: mirliva Cevat Çobanlı)
    • Corpo XXII
      • 3.ª Divisão
      • 7.ª Divisão
      • 20.ª Divisão
  • Outras unidades
    • 16.ª Divisão
    • 54.ª Divisão
    • 2.ª Divisão de Cavalaria Caucasiana

Ordem de batalha em junho de 1918[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1918, o grupo era comandado por von Sanders e estava estruturado da seguinte forma:[11]
  • Sétimo Exército (comandante: mirliva Fevzi Çakmak)
    • Corpo III
      • 1.ª Divisão
      • 24.ª Divisão
      • 3.ª Divisão de Cavalaria
    • Corpo XV
      • 26.ª Divisão
      • 19.ª Divisão
      • 53.ª Divisão
    • Asien-Korps
 
  • Oitavo Exército (comandante: mirliva Cevat Çobanlı)
    • Corpo XXII
      • 3.ª Divisão
      • 7.ª Divisão
      • 20.ª Divisão
  • Outras unidades
    • 16.ª Divisão
    • 54.ª Divisão
    • 2.ª Divisão de Cavalaria Caucasiana

Ordem de batalha em setembro de 1918[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1918, o grupo era comandado por von Sanders e estava estruturado da seguinte forma:[12]
 
  • Oitavo Exército (Cevat Çobanlı)
    • Corpo XXII (Refet Bele)
      • 7.ª Divisão
      • 20.ª Divisão
    • Corpo da Ala Esquerda (oberst Gustav von Oppen)
      • 16.ª Divisão
      • 19.ª Divisão
      • Asien-Korps
    • 2.ª Divisão de Cavalaria Caucasiana

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Erickson 2001, p. 169.
  2. Türkmen 2001, p. 48.
  3. a b c 1972, p. 9
  4. Erickson 2001, p. 193.
  5. a b Erickson 2001, p. 194.
  6. Hadaway 2015, p. 63.
  7. Faulkner 2016, p. 482.
  8. Erickson 2001, p. 170.
  9. Erickson 2001, p. 163.
  10. Erickson 2001, p. 181.
  11. Erickson 2001, p. 188.
  12. Erickson 2001, p. 197.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]