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Guapiaçu

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Guapiaçu
Município de Guapiaçu
Praça das Bandeiras, localizada na cidade Guapiaçu
Praça das Bandeiras, localizada na cidade Guapiaçu
Praça das Bandeiras, localizada na cidade Guapiaçu
Hino
Gentílicoguapiaçuense
Localização De Guapiaçu em São Paulo
Localização De Guapiaçu em São Paulo
Localização De Guapiaçu em São Paulo
Guapiaçu está localizado em: Brasil
Guapiaçu
Localização De Guapiaçu no Brasil
Mapa
Mapa De Guapiaçu
Coordenadas: 20° 47′ 42″ S, 49° 13′ 12″ O
PaísBrasil
Unidade federativaSão Paulo
Região metropolitanaSão José do Rio Preto
Municípios limítrofesOnda Verde, Altair, Olímpia, Uchoa, Cedral e São José do Rio Preto
Distância até a capital450 km
Fundação1 de dezembro de 1953 (72 anos)
Emancipação30 de novembro de 1953
Governo
  Prefeito(a)Carlos César Zaitune (PSDB [1], 2025–2028)
Área
  Total [2]325,126 km²
Altitude505 m
População
  Total (IBGE/2022[3])21 711 hab.
  Posição263° no estado
Densidade66,8 hab./km²
ClimaTropical (Cfa)Climatempo
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP15110-000
IDH (PNUD/2010[4]) IBGE/20100,725 alto
  Posição437° no estado
Gini (2010) IBGE/20100,4238
PIB (IBGE/2023[5])R$ 1 134 076 mil
  Per capita (IBGE/2023[5])R$ 52 235,12
Sítiohttp://www.guapiacu.sp.gov.br/ (Prefeitura)
http://www.camaraguapiacu.sp.gov.br/ (Câmara)

Guapiaçu é um município brasileiro do estado de São Paulo. Conta com 21.711 habitantes (IBGE/2022)[6] e uma área de 326 quilômetros quadrados.[2] Localiza-se no norte do estado, a 15 quilômetros de São José do Rio Preto. Tem bons índices de qualidade de vida e a economia é baseada principalmente na produção industrial. A cidade faz parte da região metropolitana de São José do Rio Preto.[7]

Topônimo

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Guapiaçu é decorre do tupi "guape-açú", que significa cabeceira ou nascente grande.[8] Antigamente se acreditava que a palavra Guapiaçu possuía o significado de Águas Claras, o que veio a ser desmentido em anos posteriores.

História

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Consta que o povoamento iniciou-se no fim do século XIX, nas proximidades do Ribeirão Claro, motivo pelo qual ao erguerem as primeiras casas feitas em pau a pique em um pequeno descampado mais tarde denominado "largo da Igreja", um cruzeiro de madeira e mais tarde uma pequena capela, os moradores deram o nome à localidade de São Sebastião do Rio Claro, nome do rio que passava 500 metros abaixo do largo. Consta também na tradição local, que seu fundador foi o Cel. José Batista de Lima, proprietário das terras da região. Mas foi o agrimensor, residente na vizinha São José do Rio Preto, Álvaro Pereira Guedes, quem conseguiu carta de adjudicação de uma gleba encravada na Fazenda Ribeirão Claro, de propriedade de Venturosa Maria de Jesus, para fazer um loteamento, doando uma área correspondente ao largo da igreja para constituir o patrimônio de São Sebastião do Rio Claro. O título de doação constou de registro em 10 de outubro de 1919.

O antigo largo da igreja é a atual Praça São Sebastião, onde está localizada a Igreja Matriz da cidade e também o Marco Zero da cidade. O povoado teve várias denominações desde então: Vila São Sebastião, Nova Petrópolis, São Sebastião do Ribeiro Claro, Ribeirão Claro e Guapiaçu. As denominações oficiais foram somente Ribeirão Claro e Guapiaçu. No começo do século XX, Guapiaçu era uma vila com o nome de Ribeirão Claro. Em 28 de novembro de 1927 a vila é elevada à distrito. A Igreja Matriz foi inaugurada no final de 1938. O nome passa a ser Guapiaçu a partir de 1945. Guapiaçu se torna oficialmente município em 30 de novembro de 1953, com a emancipação de São José do Rio Preto. A câmara municipal foi instalada em 1 de janeiro de 1955.

Vale ressaltar que nenhum historiador ou estudioso conseguiu, até hoje, precisar quem foi o fundador do povoado. Se aceita a versão, não comprovada, de que o fundador teria sido o coronel José Batista de Lima, grande proprietário de terras na época. Em sua homenagem, moradores antigos ergueram uma estátua de seu busto, na atual Praça de São Sebastião. Antes de sua emancipação, Guapiaçu foi administrada por subprefeitos. O primeiro prefeito eleito em 1954 foi João Segura Lopes, que ficou no cargo até 1958.

“Guapiaçu é um município privilegiado. Tem o ar e a simpatia de cidade pequena do interior e possui equipamentos e patrimônios que pouco ficam a dever aos grandes centros. Se precisar, sua população de menos de 15 mil habitantes está próxima de São José do Rio Preto, o principal centro urbano da região. Faz divisa ainda com Onda Verde, Altair, Olímpia, Uchoa e Cedral. O município fica distante da capital 456 km. Seus 323 km² abrigam indústrias de grande porte, extensa rede de comércio e prestadores de serviços e rica atividade agropecuária. Na área de lazer, realiza uma das mais tradicionais festas do peão do interior paulista. Para coroar, até o clima tropical ajuda. A temperatura média é de 22 a 23 graus. Conheça Gupiaçu. Vale a pena.”[9]

Geografia

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Vista de Guapiaçu.

Localização

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Localiza-se a uma latitude 20º47'42" sul e a uma longitude 49º13'13" oeste, estando a uma altitude de 505 metros.

Território e ambiente

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  • Área da unidade territorial: 325,126 km² [2017]
  • Esgotamento sanitário adequado: 89,2% [2010]
  • Arborização de vias públicas: 92%  [2010]
  • Urbanização de vias públicas: 18,5% [2010]
  • SP-425 - Rodovia Assis Chateaubriand (Trecho da BR-265)
  • Estrada Vicinal Cedral-Guapiaçu
  • Estrada Vicinal Uchoa-Guapiaçu

Demografia

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População

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Crescimento populacional
AnoPopulação
19585 378
19606 60122,7%
19705 193−21,3%
19806 75830,1%
199110 66057,7%
200014 08632,1%
201017 86926,9%
202221 71121,5%
Est. 202522 445[10]3,4%
Fontes: [11][12][13][14]
Censos IBGE e Estimativas Fundação SEADE

Composição étnica

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Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 12.742 brancos (58,69%), 7.608 pardos (35,04%), 1.282 pretos (5,9%), 55 amarelos (0,25%) e 24 indígenas (0,11%).[15]

Dados demográficos

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Dados do Censo - 2010

População total: 17.869

  • Urbana: 15.805
  • Rural: 2.064
  • Homens: 9.029
  • Mulheres: 8.840

Densidade demográfica (hab./km²): 55,00

Taxa de alfabetização: 93,0%[16]

  • Alfabetizados: 15.573
  • Analfabetos: 2.296

PIB per capita: 52.235,12 reais[5]

Política e administração

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Gestão 2025-2028

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Símbolos municipais

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Guapiaçu é uma cidade com renda per capita elevada e baixos níveis de pobreza. A indústria é o setor mais relevante da economia, com 53,1 por cento do produto interno bruto. O setor terciário corresponde a 39,4 por cento do produto interno bruto, e a agropecuária, a 7,3%.[17]

Empresas

  • Número de empresas atuantes: 833 unidades [2016]
  • Unidades locais: 5 unidades [2016]

Pecuária

  • Bovinos: 17. 810 cabeças [2017]
  • Bubalinos: 83 cabeças [2017]
  • Caprinos: 60 cabeças [2017]
  • Codornas: 3. 000 cabeças [2017]
  • Equinos: 546 cabeças [2017]
  • Galináceos: 97. 000 [2017]
  • Ovinos: 690 cabeças [2017]
  • Suínos: 1. 520 cabeças [2017]
  • Mel de abelha: 3. 500 kg [2017]

Agricultura

  • Açaí: 675 toneladas [2017]
  • Banana: 912 toneladas [2017]
  • Borracha: 3. 200 toneladas [2017]
  • Goiaba: 35 toneladas [2017]
  • Laranja: 35 toneladas [2017]

Receitas

  • Percentual das receitas oriundas de fontes externas: 73,1% [2015]
  • Total de receitas realizadas: 77.411,00 R$ (×1000) [2017]
  • Total de despesas empenhadas: 61.873,00 R$ (×1000) [2017]

Trabalho e rendimento

  • Salário médio mensal dos trabalhadores formais: 2,6 salários mínimos [2016]
  • População ocupada: 24,0% [2016]
  • Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: 30,5% [2010]
  • PIB per capita: 24.986,51 R$ [2016]

Infraestrutura

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Educação

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  • Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: 98% [2010]
  • IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: 5,8 [2015]
  • IDEB – Anos finais do ensino fundamental: 5,7 [2015]
  • Matrículas no ensino fundamental: 2. 360 matrículas [2017]
  • Matrículas no ensino médio: 533 matrículas [2017]
  • Docentes no ensino fundamental: 123 docentes [2015]
  • Docentes no ensino médio: 31 docentes [2017]
  • Número de estabelecimentos de ensino fundamental: 5 escolas [2017]

Comunicações

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O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1979 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1982 com o código de área (0172).[18] Anteriormente a cidade era atendida pela Cia. Telefônica Rio Preto,[19][20] empresa administrada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).[21]

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (017), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[22]

Ainda na área de comunicações, a cidade conta com uma emissora de Radio Comunitária desde 2001 denominada "Radio Cidade", da Associação Cultural e Educadora de Comunicação Comunitária. A mesma continua no ar, e o único locutor que permanece desde a sua fundação, é Francisco de Almeida, profissional que atuou em varias outras emissoras, como Radios Independência, Metrópole, Centro America e se destacou como ancora do Jornal da Record Regional e programa cultural Rural em São José do Rio Preto.

Pessoas ilustres

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Religião

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De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 88,98% da população do município é cristã, sendo 59,88% católicos e 29,1% evangélicos. Outras religiões representam 6,12% da população total.[23]

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[24]

Igreja Católica

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Igrejas Evangélicas

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Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[26]

Ver também

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Referências

  1. «Representantes». União Brasil. Consultado em 29 de setembro de 2022
  2. 1 2 IBGE (9 de novembro de 2020). «Guapiaçu»
  3. «Guapiaçu». IBGE. 28 de junho de 2023. Consultado em 29 de junho de 2023
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 2 de julho de 2019
  5. 1 2 3 «Produto Interno Bruto dos Municípios 2023: Guapiaçu». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 3 de janeiro de 2026
  6. 2022, IBGE (28 de junho de 2023). «Portal Cidades, IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de junho de 2023
  7. «Governador de São Paulo sanciona criação da Região Metropolitana de Rio Preto». G1. Consultado em 29 de agosto de 2021
  8. SAMPAIO, Theodoro. Ö Tupi - Geografia Nacional. [S.l.: s.n.]
  9. «Guapiaçu». Consultado em 6 de março de 2019
  10. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2025) | IBGE». www.ibge.gov.br
  11. «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br
  12. «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br
  13. «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br
  14. «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br
  15. «Tabela 9605: População residente, por cor ou raça, nos Censos Demográficos». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 27 de março de 2026
  16. «Taxa de Alfabetização 2010» (zip). Censo 2010 IBGE: Indicadores Sociais Municipais. IBGE.gov.br. Consultado em 23 de janeiro de 2012
  17. «Perfil Municipal da SEADE». SEADE.gov.br. Consultado em 16 de julho de 2011. Arquivado do original em 23 de agosto de 2011
  18. «Área de operação da Telesp em São Paulo». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 22 de fevereiro de 2025
  19. «Telesp assume controle da Cia. Telefônica Rio Preto e da Empresa Telefônica Paulista». Acervo O Estado de São Paulo
  20. «Relação do patrimônio da Cia. Telefônica Rio Preto incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo
  21. «Mapa da área de concessão da CTB em São Paulo». O Estado de S. Paulo. 7 de janeiro de 1973. Consultado em 1 de abril de 2025
  22. «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 22 de fevereiro de 2025
  23. «Tabela 6417: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo o sexo e a religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 20 de março de 2026
  24. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  25. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 14 de março de 2025
  26. Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 19 de março de 2026
  27. «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 14 de março de 2025
  28. «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 14 de março de 2025
  29. «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 14 de março de 2025
  30. «Missões • CBESP - Convenção Batista do Estado de São Paulo». CBESP - Convenção Batista do Estado de São Paulo. Consultado em 19 de março de 2026
  31. «Kairós - Igrejas associadas à Convenção Batista do Estado de São Paulo». kairos.cbesp.org.br. Consultado em 19 de março de 2026

Ligações externas

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