Guapimirim

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Município de Guapimirim
"Terra do Dedo de Deus"
Vista do Dedo de Deus

Vista do Dedo de Deus
Bandeira de Guapimirim
Brasão de Guapimirim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 25 de novembro
Fundação 21 de dezembro de 1990 (27 anos)
Gentílico guapimiriense[1]
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Ajuda
CEP 25940-000 até 25943-674
Prefeito(a) Zelito Tringuelê (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Guapimirim
Localização de Guapimirim no Rio de Janeiro
Guapimirim está localizado em: Brasil
Guapimirim
Localização de Guapimirim no Brasil
22° 32' 13" S 42° 58' 55" O22° 32' 13" S 42° 58' 55" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
Região
intermediária

Rio de Janeiro IBGE/2017[2]

Região
imediata

Rio de Janeiro IBGE/2017[2]

Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Magé, Petrópolis e Teresópolis
Distância até a capital 60 km
Características geográficas
Área 358,352 km² [1]
População 59 613 hab. estatísticas IBGE/2018[1]
Densidade 166,35 hab./km²
Altitude 48 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,698 (RJ: 59º) – médio PNUD/2010[3]
PIB R$ 826 191,02 mil IBGE/2015[4]
PIB per capita R$ 14 618,97 IBGE/2015[4]
Página oficial
Prefeitura www.guapimirim.rj.gov.br
Câmara www.camaradeguapimirim.rj.gov.br

Guapimirim é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Localiza-se na Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, estando situado a 60 km da capital estadual. Sua população estimada em 2018 era de 59 613 habitantes.[1]

Seu ponto turístico mais famoso é o Dedo de Deus. Localiza-se a 22º32'14" de latitude sul e 42º58'55" de longitude oeste, a uma altitude de 48 metros em sua sede, mas possui bairros localizados a mais de 700 metros acima do nível do mar.

O município encontra-se localizado num vale formado pela base do Pico Dedo de DeusSerra dos Órgãos, e faz limite com os municípios de: Petrópolis e Teresópolis (norte), Itaboraí (sul), Cachoeiras de Macacu (leste) e Magé e fundos da Baía de Guanabara (oeste). Setenta por cento do seu território está em área de proteção ambiental.

Juntamente com os municípios de Petrópolis, Nova Friburgo, Magé, São José do Vale do Rio Preto, Três Rios, Comendador Levy Gasparian, Areal, Teresópolis, e Cachoeiras de Macacu, Guapimirim compõe a região turística do Rio de Janeiro chamada Serra Verde Imperial.

O Pico Dedo de Deus, importante símbolo turístico do estado, localiza-se dentro da área territorial do município. Em Guapimirim também, ainda se encontram bastante áreas preservadas da antiga estrada de ferro que ligava o Porto da Piedade, em Magé, a Teresópolis, sendo uma área que esta começando a ser explorada por turistas recentemente.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome "Guapimirim" tem sua origem num acampamento de índios que viviam em torno de uma nascente na região do Vale das Pedrinhas. Quando foi oficialmente fundada, em 1674, a localidade ganhou o nome de "Nossa Senhora d'Ajuda de Aguapeí Mirim". Com o tempo, o topônimo foi abreviado para "Guapimirim". Portanto, o topônimo atual "Guapimirim" é originário do termo tupi agûapé'ymirim, que significa "rio pequeno dos aguapés" (agûapé, aguapé + 'y, rio + mirim, pequeno).[5] O rio que deu nome ao município era o local por onde as tropas passavam, levando mercadorias para o sertão das Minas Gerais, de onde traziam ouro e pedras preciosas.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros sobre a cidade datam de 1674 e citam um povoado às margens do Rio Guapimirim, abençoado pela Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda. No final do século XVIII, surgiu o povoado de Santana, que ficava no caminho das tropas que ultrapassavam a serra, levando-os pelas trilhas sertanejas para as Minas Gerais. Nessa época, eram comuns as pestes sucessivas. O cemitério de Santana foi construído nesse período e, até hoje, serve à cidade.

Uns dos primeiros registros da Estação Guapimirim.

Foi também nessa época que surgiu o povoado da Barreira – a origem desse nome deve-se ao fato de ali ter sido instituído o primeiro pedágio – onde está localizada a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (1713) e a antiga sede da Fazenda Barreira que, hoje, abriga o Museu Von Martius, em homenagem a Frederik Von Martius, naturalista alemão que estudou a flora e a fauna da região a convite de dom Pedro II. Na época da Guerra do Paraguai, o imperador hospedou-se no local, interessado em avaliar as plantações da quina calisaia de onde se extrai o quinino, medicamento que combate a malária e que seria utilizado pelo exército brasileiro.

No final da década de 1920, o engenheiro civil Dr. Paulino de Alencar Araripe, natural de Manaus e que havia vivido por muitos anos na Inglaterra, se estabeleceu na região como grande proprietário de terras, junto de seu sócio Vicente Falabella. O engenheiro conhecido na região por "Dr. Araripe", casou-se posteriormente com Deina Portella, natural de Magé e sobrinha neta do então médico e ex governador do Estado, Francisco Portela. Nos anos da década de 1930 (período do getulismo), o engenheiro levou infraestruturas para região, sendo uma delas a luz elétrica. A energia foi estabelecida através de um gerador italiano "Fiat" movido a óleo diesel, próximo de onde hoje situa-se a estação de trem. Contudo, e pelo fato do engenheiro ter passado a fazer parte da família dos opositores políticos do presidente da república, moradores hostis da região interromperam por dias o fornecimento de energia em parte do distrito, fazendo com que o Dr. Paulino Alencar Araripe desistisse de todo e qualquer feito que gerasse progresso em Guapimirim.

Em 1939, o então presidente brasileiro Getúlio Vargas criou o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e a fazenda Barreira foi incorporada ao patrimônio ambiental da União.

Portal de Guapimirim - BR-116

As últimas décadas do século XIX foram marcadas pela construção da estrada de ferro Teresópolis. Esta ferrovia marcou o momento de transformação do município para os tempos modernos. A população, em sua maioria, era formada de lavradores e ferroviários. Com a construção da rodovia BR-116 (1958), o transporte ferroviário entrou em decadência. O advento da rodovia facilitou o acesso à serra e foi fator preponderante na intensificação do processo de ocupação. A partir dessa década, surgiram os condomínios com suas luxuosas casas de veraneio.

Guapimirim se emancipou do município de Magé em plebiscito realizado no dia 25 de novembro de 1990, data festiva em que o município comemora sua emancipação política. Com a Lei estadual nº 1.772 de 21 de dezembro de 1990, concretiza a emancipação, elevando Guapimirim à categoria de município. O primeiro prefeito de Guapimirim foi Nelson Costa Melo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[6] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Rio de Janeiro.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião do Rio de Janeiro, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro.[7]

Localização:

  • Municípios limítrofes:
  • Distância da capital: 60 km (DER-2000)
  • DDD: 021
  • CEP: 25940-000
  • Altitude: média de sessenta metros (IBGE/2000)
  • Latitude sul :22º 32’ 14”
  • Longitude oeste : 42º 58’ 55”
  • Clima: tropical de altitude
  • Tensão elétrica: 110V/220v
  • Atividades econômicas: Comércio em Geral, Indústria, Agropecuária e Turismo

Clima[editar | editar código-fonte]

Cachoeira na região da Serra da Caneca Fria.
Vista da Pedra do Garrafão no bairro da Chácara Entrerios.

O Clima de Guapimirim é bem distinto conforme a região do município, na área de Vale das Pedrinhas, Várzea Alegre e Vila Olímpia o clima é predominantemente tropical com verões muito quentes e chuvosos e invernos amenos e secos, já na região central o clima é tropical de altitude caracterizado por verões quentes e chuvosos e invernos frios pros padrões cariocas e secos.

A cidade possui um dos climas mais agradáveis da Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro, pois no município não se formam ilhas de calor e as noites, mesmo no verão, são de temperaturas agradáveis.

O clima da cidade é ideal para banho de cachoeiras, rios e piscina, mesmo nas partes mais altas como na Sede Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Administração pública[editar | editar código-fonte]

Poder executivo

O atual prefeito de Guapimirim é Jocelito Pereira de Oliveira mais conhecido como "Zelito Tringuelê" (PDT), natural de Duque de Caxias, com Ensino Fundamental completo, eleito em 2016 pela primeira vez. Na eleição, teve o apoio dos partidos PRB / PP / PDT / PTB / PSB / PEN / PT do B que formaram a coligação AGORA É A VONTADE DO POVO".

O atual vice-prefeito é Ricardo de Oliveira Almeida, mais conhecido como "Pastor Ricardo".

Poder legislativo

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores com mandato de 4 anos. Cabe aos vereadores na Câmara Municipal de Guapimirim, especialmente fiscalizar o orçamento do município, além de elaborar projetos de lei fundamentais à administração, ao Executivo e principalmente para beneficiar a comunidade.

  • Presidentes da câmara: Argeu Paixão dos Santos (1993-1994); Sérgio Mauro Lima Fares (1995-1996); Antônio Cézar dos Santos - PPB (1997-1998); Oswaldo Luiz Carvalho Vivas - PPB (1999-2000); João Maurício Ferreira Gonçalves - PPB (2001-2002); Max Alexandre Felizardo Castro - PT do B (2003-2004) e PDT (2005-2006); Érico Schroll - PMDB (2007-2008); Marcelo Prado Emerick, Marcelo do Queijo - PR (2009-2010) e (2011-setembro de 2012); Paulo César da Rocha, Cesar do Modelo - PT do B (setembro de 2012-2012); Iram Moreno de Oliveira, Iram da Serrana PMDB (2013-agosto de 2013); André de Azeredo Dias - PPS (agosto de 2013-2014) e (2015-2016); Halter Pitter dos Santos da Silva, "Pitter da Civil" - PSB (2017-2018).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Vista da Pedra do Sino em Guapimirim na Serra dos Órgãos.

Sua abundância em atrativos naturais faz do município uma promissora área turística.

Guapimirim se encontra hoje inserida em uma das regiões turísticas do Estado do Rio de Janeiro, a região da Serra Verde Imperial, junto com os municípios de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Magé, São José do Vale do Rio Preto, Três Rios, Comendador Levy Gasparian, Areal e Cachoeiras de Macacu.

Guapimirim localiza-se num vale cercado pela Serra dos Órgãos, na base do pico Dedo de Deus, importante símbolo turístico do estado, que se localiza dentro da área territorial do município. Em Guapimirim também se encontra uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica do Estado. A cidade possui uma característica peculiar: setenta por cento do seu território encontra-se em área de proteção ambiental. São cinco áreas que compõem uma riqueza de biodiversidade em fauna e flora. A região de Guapimirim abrange a área de manguezal mais preservada do estado, conhecida como Pantanal Fluminense.

Estrada de Ferro[editar | editar código-fonte]

Locolotiva GE U12C partindo da Estação Guapimirim, operada pela SuperVia em 2011.

A Estrada de Ferro Therezópolis, que começou partia inicialmente do Porto da Piedade em Magé e terminava em Guapimirim ainda tem seu trecho parcialmente ativo. Em seu trecho original, a estrada de ferro começa na Estação Magé e termina na Estação Guapimirim.

Hoje os trens são operados urbanamente pela SuperVia e fazem parte do Ramal Guapimirim, que liga a cidade até o Centro do Rio de Janeiro. O restante do trecho entre Magé e Saracuruna fazem parte da Linha do Norte, construída pela Estrada de Ferro Leopoldina, e que ligava a Estação Rosário (Saracuruna) à Estação Visconde de Itaboraí na cidade de Itaboraí.

É possível viajar nos trens de graça nas estações "paradas" do ramal, a compra de passagens só é realizada nas estações Magé e Saracuruna. As viagens levam em média 1 hora e 30 minutos entre a estação inicial e a terminal durante a semana, mas aos sábados, domingos e feriados pode levar até 2 horas.

Grande parte do trecho desativado que ligava a cidade de Guapimirim até Teresópolis ainda pode ser encontrado em ótimo estado de conservação dentro do Parnaso e se tornou um atrativo para os turistas amantes da história do Brasil e de ferrovias e tem sido amplamente explorado.

APA - Área de Proteção Ambiental Guapimirim[editar | editar código-fonte]

Mangue no Rio Macacu na Área de Proteção Ambiental Guapimirim.

É uma extensa área de proteção ambiental que abrange duas cidades vizinhas a Guapimirim: Magé e Itaboraí. Guapimirim é a única cidade a possuir águas da Baía de Guanabara intocada pela poluição causa pelo homem.

Nos mares de Guapimirim, bem nessa área vivem os últimos 30 botos cinza, simbolo da cidade do Rio de Janeiro e mais de 1000 espécies marinha.

As visitas podem ser agendadas e o acesso ao local é facilitado pelos agentes do ICMBio.

A área é também conhecida como Pantanal Fluminense ou Pantanal Carioca, por sua semelhança com o Pantanal.

No cinema a área é usada como cenário pelos cineastas para representar a Amazônia, por ser localizado próximo a Capital do Rio de Janeiro e por ter um custo de locação baixo.

Parnaso - Parque Nacional da Serra dos Órgãos[editar | editar código-fonte]

Museu Von Martius na Sede Guapimirim do Parnaso.

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Sede Guapimirim (Parnaso), é a sede do reserva federal ideal para banhos de cacheira, trilhas e acampamentos, por ficar situada em uma região em que o clima é favorável aos banhos de cachoeira.

A sede também possui construções históricas da época do Brasil Império que são literalmente cenários de novelas.

Dentro da Sede é possível visitar também o Centro de Visitantes e Museu Von Martius, que está instalado em casarão do século XIX, que abrigou o Botânico Von Martius na Expedição de Botânica do Brasil a pedido do Imperador Dom Pedro no século XIX, que foi restaurado para a preservação de suas características,

A Capela de Nossa Senhora da Conceição também é outro monumento histórico construído em 1713, e que fica situada dentro da Sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Guapimirim.

Diversos batizados da época da realeza aconteceram na Capela, por ser ficar situada as margens do Rio Soberbo e pelo seu fácil acesso a Estrada de Ferro Therezópolis, que ligava o Porto da Piedade em Magé, à Teresópolis.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Guapimirim». Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 9 de dezembro de 2018 
  3. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2018 
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 562.
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2018 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 89–90. Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 9 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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