Guará

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Como ler uma caixa taxonómicaGuará
2016 Roter Ibis.JPG

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes[1]
Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae
Subfamília: Threskiornithinae
Género: Eudocimus
Espécie: E. ruber
Nome binomial
Eudocimus ruber
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Eudocimusrange.png

O guará (Eudocimus ruber) é uma ave pelecaniforme[2] da família Threskiornithidae. Também é conhecida como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro e guará-pitanga.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Guará" origina-se do termo tupi awa';rá, que significa "penas para enfeitar" [3].

Características[editar | editar código-fonte]

Espécime taxidermizado

O guará está presente em Trinidad e Tobago (onde é a ave nacional), na Colômbia, na Venezuela, nas Guianas e no litoral do Brasil, onde ocorre em abundância no litoral do Amapá, em São Paulo, nos municípios de Peruíbe, Cananeia, Iguape, Cubatão e Guaratuba (cidade do litoral do Paraná em que seu nome é uma referência desta ave)[4] e havendo grupos isolados, já relatados, em mangues do estado do Espírito Santo, mais especificamente em Guarapari, e no Delta do Parnaíba, na divisa do Piauí com o Maranhão.

Após vários anos de extinção, a espécie pode ser encontrada também no estado de Santa Catarina, mais especificamente no litoral norte. Porém sua população vem crescendo, o que pode favorecer o repovoamento de outros municípios do estado de Santa Catarina (Grose et al. 2013).

O guará mede cerca de cinquenta a sessenta centímetros. Possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. A plumagem é de um colorido vermelho muito forte, por causa de sua alimentação à base de um caranguejo que possui um pigmento que tinge as plumas. No cativeiro, com a mudança da alimentação, as plumas perdem a cor e ficam com um tom cor-de-rosa apagado.

A reprodução é feita em colônias. Os ninhos são feitos no alto das árvores de mangue. A fêmea põe dois ou três ovos de cor bege, com manchas marrons. Os filhotes nascem de cor escura, e peito branco, se tornando completamente vermelhos após 1 e 1 ano e meio de vida.


Guarás levantando voo
Um guará no Mangal das Garças, em Belém, no Brasil

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Storks, ibis & herons». IOC World Bird List v 6.4 (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2016 
  2. «Storks, ibis & herons». IOC World Bird List v 6.4 (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2016 
  3. Infopédia, Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora (acessado em 29/04/2010)
  4. Conheça dez dos animais mais famosos da fauna paranaense - guará Portal Gazeta do Povo - acessado em 6 de outubro de 2011
  • Cid Destefani (4 de julho de 2010). «Guará... tuba». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 4 de julho de 2010 
  • Assessoria de Imprensa. «Guará». Site da Prefeitura Municipal de Guaratuba. Consultado em 4 de julho de 2010 
  • GROSE, A. V. ; CREMER, M. J ; MOREIRA, N. 2013 Reprodução Do Guará Eudocimus Ruber No Estuário Da Baía Da Babitonga, Litoral Norte De Santa Catarina. 2013 (XX Congresso Brasileiro de Ornitologia).
  • (em inglês) BirdLife International (2004). Eudocimus ruber. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 28.10.2007.
Commons
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