Guarani Futebol Clube

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados e agremiações esportivas, veja Guarani.
Guarani
Guarani Futebol Clube
Nome Guarani Futebol Clube
Alcunhas Bugre
Bugrão
Família Bugrina
Índio Guerreiro
Maior do interior
Torcedor/Adepto Bugrino
Mascote Índio
Principal rival Ponte Preta
Fundação 2 de abril de 1911 (107 anos)
Estádio Brinco de Ouro
Capacidade 29.130 pessoas
Localização Campinas, São Paulo, Brasil
Presidente Palmeron Mendes Filho
Treinador Umberto Louzer
Patrocinador IESCAMP
Material (d)esportivo Topper
Competição Campeonato Paulista de Futebol
Campeonato Brasileiro de Futebol
Ranking nacional Aumento (3) 48º lugar, 2.617 pontos
Website Guarani Futebol Clube
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Uniforme
titular
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Temporada atual
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Guarani Futebol Clube (nascido como Guarany Foot-Ball Club) é uma agremiação esportiva brasileira, com sede na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo. Tem, como modalidade principal, o futebol. Foi fundado em 2 de abril de 1911 por alguns jovens de ascendência italiana e um jovem de ascendência alemã. O nome do clube é uma homenagem à obra-prima do compositor Carlos Gomes, Il Guarany.

É conhecido popularmente como "Bugre" devido ao seu mascote. Manda suas partidas de futebol em seu estádio, o Brinco de Ouro, cuja capacidade é para 29 130 espectadores. Seu maior rival é a Ponte Preta, a partida entre as duas equipes é conhecida como Dérbi Campineiro. Esta rivalidade é tida como a maior, entre clubes do interior do Brasil.[1]

Uma das mais tradicionais equipes do interior de São Paulo, o Guarani conquistou, ao todo, 12 títulos campineiros entre as décadas de 1910 e 1950. No entanto, o clube viveria seus maiores momentos de glória entre a segunda metade da década de 1970 e ao longo da década de 1980. Sua maior conquista no futebol é o Campeonato Brasileiro de 1978, a primeira conquista nacional de primeira divisão de um clube de futebol do interior do Brasil, exceto a cidade de Santos, litorânea. O Bugre também conquistou o Campeonato Brasileiro Série B de 1981, foi por duas vezes finalista do Campeonato Brasileiro (em 1986 e 1987) e por outras duas do Campeonato Paulista (em 1988 e 2012). No plano internacional, a equipe campineira já participou por três vezes da Copa Libertadores da América, tendo feito sua melhor campanha na edição de 1979, quando alcançou a fase semifinal.

Quando na edição da Série C de 2016, alcançou as semifinais, conseguiu o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro de 2017, chegando depois disso às finais contra o Boa Esporte, terminando como vice campeão. Teve uma das maiores viradas da história do futebol brasileiro nas semifinais contra o ABC de Natal, pois tendo perdido a primeira partida por 4 a 0, no segundo jogo precisando vencer por cinco gols de diferença para se classificar, fez mais, venceu por 6 a 0 em Campinas, chegando com isso à final.

O Guarani retornou a divisão de elite do Campeonato Paulista em 2019, chegando a final do Campeonato Paulista da Série A2, contra o Oeste Futebol Clube. No Estádio Brinco de Ouro, venceu por 4 a 0 e sagrou-se campeão paulista da Série A2 em 2018. Com o título, o Guarani também retorna à Copa do Brasil em 2019.

História

Notabilizado por ser o primeiro e único campeão brasileiro do interior do País, o Guarani revelou jogadores de projeção mundial, como Careca, Amaral, Júlio César, Deco, Evair, Amoroso, Luisão, Mauro Silva, Neto, Edu Dracena, Elano, João Paulo e Jonas, além de ter tido em seu elenco jogadores nacionalmente destacados, como Zenon, Renato, Edilson, Ricardo Rocha, Jorge Mendonça, Djalminha e Neneca.

Carlos Gomes

Os 12 jovens, Vicente Matallo (18 anos, primeiro presidente) e Antonio de Lucca (16), os italianos Pompeo de Vito (15 anos), seu irmão Romeo Antonio de Vito (16), Angelo Panattoni (16), José Trani (16), Luiz Bertoni (19), José Giardini (18), Miguel Grecco (17), Julio Palmieri (16) e Hernani Felippo Matallo (16), além de Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18), que era o único de família oriunda da Alemanha, se encontraram no dia 1 de abril de 1911, na Praça Carlos Gomes, quando escolheram o nome em homenagem à ópera Il Guarany (título original em língua italiana. A tradução para a língua portuguesa é "O Guarani"), obra mais conhecida do maestro e compositor clássico Carlos Gomes (baseada no romance homônimo de José de Alencar), um dos mais ilustres cidadãos nascidos na cidade de Campinas.

A data de fundação oficial, no entanto, foi transferida para o dia seguinte, para evitar piadas em relação ao Dia da Mentira.

O Guarani disputou a 1ª Divisão do Campeonato Paulista da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) de 1927 a 1931, com ótimas participações, passando depois a disputar os Campeonatos Amadores do Interior.

Depois da conquista de um vice-campeonato em 1943, o Guarani sagrou-se campeão do interior em 1944, sendo, em seguida, o primeiro clube do interior a ser campeão estadual amador, após superar os amadores da Sociedade Esportiva Palmeiras, campeões da capital.

Em 1946, foi, novamente, vice campeão do interior. Somente em 1947 tornou-se profissional, juntamente com outros clubes do interior que passaram a ter esse direito.

Em 1948, o XV de Piracicaba foi o primeiro campeão da divisão de acesso (2ª Divisão de Profissionais). O Guarani foi o segundo clube interiorano a chegar ao campeonato principal, ao vencer o campeonato da segunda divisão de 1949.

Em 1954, cedeu o primeiro jogador para uma Seleção Brasileira de Futebol, Fifi, que participou do Campeonato Sul Americano Juvenil na Venezuela. Em 1956, o goleiro Paulo Martorano foi o primeiro jogador do clube a ser convocado para a Seleção Brasileira Principal, sendo reserva de Gilmar nos 5 jogos do Campeonato Sul Americano (atual Copa América), disputado em Montevidéu, no Uruguai.

Em 1963, o Guarani teve novamente atletas convocados para a Seleção Brasileira principal: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri Silva e Hilton Vaccari, que jogaram o Campeonato Sul Americano daquele ano, na Bolívia.

Os primeiros troféus da era profissional foram os do Torneio Início dos campeonatos paulistas de 1953, 1954 e 1956, a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva em 1970, o II Troféu Folha de S.Paulo, pelo tricampeonato do interior em 72-73-74, e a Taça Almirante Heleno Nunes (referente à conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista) em 1976.

O auge dessa evolução seria marcado pelo inédito Campeonato Brasileiro, conquistado em 1978 com uma equipe na qual destacavam-se Careca, Zenon, Renato e o treinador Carlos Alberto Silva.

Até hoje, o Guarani é o único clube do interior do Brasil a ter conquistado o título da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, tendo sido ainda vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, quando perdeu a final deste torneio nacional patrocinado e organizado pela C.B.F. para o America no Maracanã por 2 a 1.

O time chegaria ainda a dois vice-campeonatos brasileiros, em 1986 (em uma final inesquecível contra o São Paulo, decidida após uma prorrogação e disputa de pênaltis) e em 1987 (contra o Sport). No ano seguinte (1988) foi vice campeão Paulista, sendo batido pelo Corinthians na prorrogação da 2ª partida.

O Bugre foi um dos 20 membros do Clube dos 13, que congregou até 2011 os principais clubes de futebol do Brasil.

O Guarani, depois de ter passado por uma crise financeira seríssima, em 2011 chegou a estar entre os últimos colocados na Série B e ficou sem pagar salários aos jogadores durante 5 meses. Mesmo assim, superou a crise, não caindo para a Série C. Recuperado da turbulência, montou um time forte e sagrou-se vice-campeão do Campeonato Paulista de 2012.

Porém, em 2013, amargou o nono rebaixamento em 12 anos, sendo a quarta o rebaixamento para o Campeonato Paulista - Série A2 de 2014. Desde 2001, o Bugre caiu quatro vezes na Série A1 do Paulista (2001, 2006, 2009 e 2013[2]), uma vez no Torneio Rio-São Paulo (2002), duas vezes na Série A (2004 e 2010) e duas vezes na Série B do Brasileiro (2006 e 2012).

O Guarani disputou a Série C do Brasileiro de 2013 a 2016. Sem fazer grandes campanhas na terceira divisão nacional (sequer avançava à segunda fase) e brigar contra o descenso à Série D, o time montou um forte elenco em 2016 e contratou o técnico Marcelo Chamusca, com isso, o time liderou seu grupo (Grupo B), fazendo a melhor campanha da primeira fase e avançando às quartas de final, onde superou o ASA de Arapiraca e avançou às semifinais, garantindo o acesso á Série B. Nas semifinais da Série C 2016, o Guarani fez história contra o ABC de Natal. No jogo de ida no Frasqueirão (casa do adversário), o Guarani foi goleado por 4 a 0 e parecia que o sonho de chegar à final tinha ido em vão, mas, no jogo de volta, em casa, o Bugre reverteu o que parecia impossível e goleou o ABC por 6 a 0, classificando-se para a final, quando ficou com o vice campeonato.

Em 2018, o Guarani sagrou-se campeão paulista da Série A2, retornando a elite do futebol estadual em 2019 e também à Copa do Brasil.

Presidentes do clube


Símbolos

Escudos

O primeiro escudo em camisas do Guarani foi utilizado em 1916. Em 1923, na inauguração do primeiro estádio do Guarani, foi apresentado um novo escudo. Entre 1927 e 1928, aparece o primeiro escudo circular. Entre 1929 e 1938, o Guarani usou um escudo bem próximo do atual. Entre 1938 e 1942, o Guarani utiliza o escudo que era combinação do escudo de 1916 com o de 1927, alterando seu uso com o escudo anterior.

Entre 1942 e 1948, o escudo foi simplificado para um "G" ovalado, inserido em um círculo. Entre 1949 e 1981, o "G" foi arredondado dentro do círculo, sendo que de 1975 à 1981, havia um "GUARANI", abaixo do escudo, e de 1979 à 1981, uma estrela dourada sobre o escudo.

Entre 1981 e 2000, o Guarani volta adotar o escudo completo, sendo que de 1982 à 1996, haviam duas estrelas sobre o escudo: Uma dourada e outra prateada. De 1996 a 2000, apenas a estrela dourada foi adotada.

Evolução do Escudo do Guarani Futebol Clube - De 1916 a 1999
Escudo Guarani 1916.png Escudo Guarani 1923.png Escudo Guarani 1927 - 1928.png Escudo Guarani 1929 - 1938.png Escudo Guarani 1938 - 1942.png Escudo Guarani 1942 - 1948.png Escudo Guarani 1949 - 1981.png Escudo Guarani 1981 - 2000.png
1916 1923 1927 - 1928 1929 - 1938 1938 - 1942 1942 - 1948 1949 - 1981 1981 - 1999

A partir de 2011, o Guarani passou a atuar com camisas alusivas ao seu centenário, com o escudo feito especialmente para a esse marco histórico. O "GFC" do escudo recebe um tom dourado, o círculo menor recebe um filete dourado, e, o círculo maior, muda de branco para dourado. Abaixo do escudo, recebe uma faixa dourada, onde aparece a inscrição "100 anos", em branco com filete verde.

Após o Campeonato Paulista de Futebol de 2012 - Série A1, o Guarani volta a utilizar o escudo de 2007, anterior ao do Centenário.


Escudo Especial do Centenário
2011
Guarani centenario.png


Entre 2001 e 2007, o escudo ganha mais uma borda, fica com o fundo verde e com a escrita branca, tanto na camisa verde, quanto na camisa branca.

Em 2007, a estrela dourada volta e em vez da letra "F." abreviada, passa a ser escrita a palavra "FUTEBOL". [3]


Evolução do escudo do Guarani Futebol Clube - Anos 2000
Escudo Guarani 2001 - 2007.png Guarani logo 2007 - 2013.png Guarani FC (E) - SP.svg
2000 - 2007 2007 - 2013 2014 - Presente


A partir de 2014, buscando seguir o manual de identidade do clube e padronizar a marca, o Guarani passa a atuar com o modelo de escudo aplicado nos anos 80, havendo maior proporcionalidade entre as letras "GFC", e fidelidade à sua cor de fundação.[4]

Hino

O hino oficial do Guarani Futebol Clube é de autoria do compositor campineiro Oswaldo Guilherme, que compôs a letra e a música. Há gravadas versões equivocadas do hino, que dizem "em todo o campo que eu vou" e "construímos com devoção". O correto:




Uniformes

Jogadores

  • 1º - Camisa verde, calção branco e meias verdes.
  • 2º - Camisa branca, calção verde e meias brancas, ou, Camisa branca, calção branco e meias verdes.
  • 3º - Camisa com listras verticais em duas tonalidades de verde, e, branca, calções e meias brancas.;
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1º Uniforme
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Goleiros

  • Azul com detalhes brancos;
  • Grená com detalhes brancos.
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Temporadas anteriores

2017

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2º Uniforme

2016

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3º Uniforme

2015

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1º Uniforme
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2º Uniforme

2014

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2013

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2012

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2011

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3º uniforme

2010

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2009

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2008

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3º uniforme

Estrutura

Estádio Brinco de Ouro


Vista aérea do Brinco de Ouro.

Seu estádio é o Brinco de Ouro da Princesa, inaugurado em 31 de maio de 1953, com capacidade atual para 32 453 pessoas.

O Guarani utilizou por cerca de dois anos o Ground da Villa Industrial, um campo de terra cedido pelo poder público. No ano de 1913, começou a alugar junto ao S.C. Commercial um campo de futebol situado no bairro Guanabara, popularmente conhecido como "Ground do Guanabara".

Pouco tempo depois, o Commercial encerrou suas atividades e o Guarani obteve uma permissão de uso gratuito com a família proprietária do terreno. Lá, treinou até o ano de 1920, quando após infrutíferas negociações do presidente Carmine Alberti com a prefeitura na tentativa de receber em doação um espaço de terra onde pudesse construir um estádio, decidiu reunir esforços para a compra daquela área do bairro Guanabara.

O associado Egídio de Sousa Aranha teve papel importantíssimo na história do Guarani, pois conseguiu convencer a proprietária, sua tia Isolethe Augusta de Souza Aranha, a vender o terreno, de cerca de 20 000 metros quadrados, a um preço irrisório de 900 réis o metro.

Logo foi nomeada uma "Comissão Pró Estádio", presidida por João Pereira Ribeiro, e que desenvolveu todos os tipos de promoções para a arrecadação de fundos. Finalmente, em 15 de julho de 1923, foi inaugurado o primeiro estádio de futebol de Campinas, chamado de: "Estádio do Guarany".

Para a inauguração, o Bugre convidou o principal clube do futebol paulista na fase amadora , o Club Athletico Paulistano, com Friedenreich e muito mais. O Guarani venceu a partida inaugural por 1 a 0, gol de Zequinha. A escalação do Guarani na histórica partida: Pacheco, Joca e Tavares; Deputado, Juca e Joaquim; Miguel, Zéquinha, Barbanera, Nerino e Pilla.

O Estádio da Rua Barão Geraldo de Resende passou por várias reformas e ampliações, servindo ao clube até 1953. Nele, o Guarani recepcionou alguns dos maiores times do país, tendo, ali, mandado seus jogos pelos Campeonatos Paulistas de 1927; 1928; 1929; 1930; 1931; 1950; 1951 e 1952.

Com a chegada do profissionalismo ao interior, em 1947, o Guarani passou a ter um sério problema. O Estádio da Rua Barão Geraldo de Resende, no Guanabara, já não comportava o Clube, e a Federação Paulista de Futebol prometia criar a "Divisão de Acesso", dando chances aos principais clubes do interior a ingressar em seu Campeonato Paulista, sendo que todos tinham certeza de que o Bugre logo aproveitaria essa oportunidade. Neste caso, criaram uma Comissão liderada por Antônio Carlos Bastos para estudar as alternativas possíveis. Depois de polêmica, foram descartadas as possibilidades de nova reforma ou ampliação do antigo estádio. O Guarani precisava partir para uma área maior, ainda que não tão próxima ao Centro da cidade.

Surgiu, então, a Sociedade de Imóveis e de Administração Ltda., que propôs a troca do terreno do bairro Guanabara por uma área de 50 400 metros quadrados na chamada Baixada do Proença, pagando, ainda, ao Clube, em parcelas, dois milhões de cruzeiros. Faria também a sondagem e a terraplenagem do novo terreno. O negócio foi, então, concretizado.

Enquanto a equipe de futebol disputava a Divisão de Acesso de 1948, a Comissão Pró Estádio e os arquitetos Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves desenvolviam seus estudos. O clube conseguiu junto à Imobiliária Paraíso a doação de uma área de 19 405 metros quadrados, anexa à negociada, e Arlindo de Sousa Lemos doou mais 2 920 metros quadrados. Definiu-se no projeto original que o estádio teria capacidade para 29 000 pessoas e seria construído em etapas.

Após uma ampla campanha de arrecadação de fundos feita entre seus torcedores, o Guarani construiu o estádio Brinco de Ouro da Princesa, inaugurado em 31 de maio de 1953 com uma partida com o Palmeiras, que acabou sendo derrotado pelo time de Campinas pelo placar de 3 a 1. Alguns anos depois passou a ser construído em torno do estádio um vasto clube social. Graças à estrutura criada, a equipe passou a se destacar nos campeonatos profissionais.

Mesmo antes da construção do "tobogã", em 1979/80, o Brinco de Ouro chegou a receber 34 513 torcedores presentes no jogo contra o Fluminense, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1975, no dia 26 de novembro.

O recorde, com o "tobogã", foi de 52 002 pagantes, na semifinal do Brasileiro de 1982, contra o Flamengo, em 15 de fevereiro de 1982.

Em 5 de maio de 1990, jogaram, no Brinco de Ouro, as seleções de Brasil e Bulgária, com público de 51 720 torcedores.

Hoje, o estádio tem capacidade para 29 130 espectadores, de acordo com as novas regras de acomodação, baseadas no Estatuto do Torcedor e nas normas da FIFA.

Títulos

NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Cbf brazilian championship trophy.svg Campeonato Brasileiro 1 1978
Troféu Campeonato Brasileiro - Serie B.png Campeonato Brasileiro - Série B 1 1981
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista do Interior 5 1944, 1972, 1973, 1974 e 1975
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista - Série A2 2 1949 e 2018
Paulista Championship Trophy.png Taça dos Invictos 1 1970
Paulista Championship Trophy.png Torneio Início Paulista 3 1953, 1954 e 1956
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista Amador 1 1944
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasão da Cidade de Campinas.png Campeonato Campineiro 12 1916, 1919, 1920, 1938, 1939, 1941, 1942, 1943, 1945, 1946, 1953 e 1957

O Guarani de 1978

O time base do Guarani de 78.
Em pé: Miranda, Zé Carlos, Mauro Cabeção, Neneca, Édson e Gomes.
Agachados: Capitão, Renato, Careca, Zenon e Bozó.


O Campeonato Brasileiro de 1978IV Copa Brasil, contou com 74 clubes, que na primeira fase foram divididos em 6 grupos, sendo 4 grupos com 12 times e 2 grupos com 13 times, classificando-se para a segunda fase os 6 primeiros de cada grupo. Formando 36 times, divididos em 4 grupos de 9, classificando-se para o primeiro turno da fase final, os 6 primeiros de cada grupo, mais o 1º colocado de cada grupo da fase preliminar, classificados numa repescagem, juntamente com o melhor 2º colocado, mais o São Paulo, campeão do ano anterior, que caso ficasse entre os 6 primeiros colocados do seu grupo na fase preliminar, abriria uma vaga para o melhor 7º colocado entre os 4 grupos com 12 times. As vitórias por 3 gols ou mais de diferença valiam 3 pontos.

O Campeonato se arrastou por quatro meses durante a primeira, a segunda fase e o 1º turno da fase final, no 1º turno da fase final os 32 times foram divididos em 4 grupos de 8 times. Classificando para o 2º turno da fase final os dois primeiros de cada grupo.

Com tantos times participando, o nível técnico foi muito fraco, com um público mais interessado na Copa do Mundo da Argentina, que foi disputada paralelamente a segunda fase, durante o mês de junho, terminando no dia 25, com a final Argentina 3 a 1 Holanda.

Até que o Campeonato chegou no segundo turno da fase final, onde em apenas três semanas, seis rodadas emocionantes com os times jogando completos com a volta dos jogadores convocados definiriam o Campeão Brasileiro.

O critério do 2.o turno da fase final foi de partidas de ida-e-volta, com partidas nos dois campos, no caso de empate por pontos ganhos, após dois jogos vale o saldo de gols referente às duas partidas. Persistindo a igualdade, considerava-se:


1) Maior número de pontos no Campeonato
2) Maior número de vitórias no Campeonato
3) Maior saldo de gols no Campeonato
4) Maior número de gols no Campeonato
5) Sorteio


Um time técnico, que foi melhorando de produção durante o transcorrer do Campeonato, que começou a disputa sendo derrotado na estréia em casa para o Vasco da Gama por 3 a 1 e depois só perdeu mais uma vez na 1ª fase, para o Volta Redonda, fora de casa, por 2 a 0. Aplicou duas goleadas em casa, contra o Confiança por 5 a 0 e para o Itabuna da Bahia por 7 a 0 e entre esses dois jogos, venceu a Ponte Preta também em casa por 2 a 1. Encerrando a fase em 5º colocado no grupo, com 16 pontos, cinco vitórias (nenhuma fora de casa), quatro empates (todos fora) e apenas duas derrotas.

Na 2ª fase o time teve mais dificuldades, após a primeira vitória fora de casa para o Brasília por 3 a 0, sofreu uma incrível goleada, logo no terceiro jogo, para o Remo por 5 a 1, fora de casa, em uma tarde inspirada de Bira, mas superou um início de crise vencendo bem o Caxias por 3 a 0 no Brinco de Ouro, e só perdendo mais um jogo nessa fase para a Portuguesa por 2 a 0 fora de casa, fechando sua pior fase com três vitórias, três empates e duas derrotas, ficando em 4º colocado no seu grupo.

No primeiro turno da fase final o time embalou, vencendo logo de cara o Sport Club Internacional, em Porto Alegre, por 3 a 0 e faturando 3 pontos, no segundo jogo um empate com o Goiás em 1 a 1, fora de casa, e depois quatro jogos sucessivos no Brinco de Ouro e quatro vitórias, viajando depois para o Paraná, já classificado, para mais uma vitória contra o Londrina por 1 a 0, terminando o primeiro turno da fase final como 1º colocado do seu grupo, com 15 pontos.


Começa o segundo turno da fase final contra o Sport, que acabou o primeiro turno da fase final em 2º lugar no seu grupo, com o mesmo número de pontos que a Ponte Preta, mas se classificou por ter quatro vitórias, duas a mais que a AAPP.

No primeiro jogo em Recife, Zenon abre o placar cobrando pênalti aos 19 min. do 1º tempo, aos 30 minutos do 2º tempo, Neneca despacha para a frente a bola cruza o meio campo, a bola pinga pela primeira vez no campo de ataque e pela segunda vez já no interior da área do Sport, antes de pingar pela terceira vez, Capitão alcança e com um toque da um chapéu no zagueiro do Sport, com mais um toque, tira do mesmo zagueiro e ajeita para chutar na saída do goleiro Gilberto do Sport, fazendo 2 a 0 para o Guarani. No segundo jogo, em Campinas, o Bugre não toma conhecimento do adversário, logo aos 10 minutos do 1º tempo, Zenon toca para Zé Carlos, que toca para Miranda, que estava penetrando pelo meio da zaga do Sport, e com apenas um toque, fica na cara do goleiro do Sport, só tocando na saída do goleiro para marcar 1 a 0.

No início do 2º tempo, Mauro pela direita, faz a volta no lateral esquerdo do Sport, vai para a linha de fundo e perto do pau de escanteio cruza para a área, Careca divide com o goleiro e mais dois zagueiros do Sport, a bola sobra na direita para Capitão chutar cruzado e marcar o segundo gol.

Dez minutos depois, Renato sai jogando e lança Capitão, que entrando pelo meio, da um toque, e encobre o goleiro do Sport marcando o terceiro gol. Já quase no final, Renato vêm conduzindo pelo meio de campo, e mesmo levando falta, toca para Careca na direita que penetrando devolve no meio da pequena área para Renato tocar e fazer o quarto gol do Bugre.

O jogo termina com o Guarani goleando por 4 a 0, com direito a invasão de campo pela torcida, para a comemoração, era o Bugre classificado, tendo que enfrentar o Vasco da Gama, do almirante Heleno Nunes, presidente da CBD e que tinha a vantagem, com 50 pontos contra os 46, do Guarani.

Em Campinas, o Vasco da Gama bastante desfalcado, sem quatro titulares, se planta na defesa. Aos 48 minutos do primeiro tempo, Bozó cruza, Orlando tenta cortar e acaba marcando contra. No início do segundo tempo, Zenon lança Capitão que penetra e cruza para Renato, que entra pelo meio, tocar no canto de Mazarópi, com calma o Guarani vence por 2 a 0.

No Maracanã, cerca de 3 mil torcedores do Guarani estão presentes, para um público de 101 mil pagantes, o Guarani faz um gol logo no começo, Neneca despacha, a bola cruza o meio campo, Marco Antônio cabeceia, a bola bate nas costas de Careca e sobra para Renato, que avança e toca entre Guina e Marco Antônio, para Bozó, que deixa de calcanhar para Careca, que com um toque sai do marcador e o deixa no chão, com outro toque, sai de Orlando, Careca vai chutar, mas no último instante, troca de pé e ajeita para Zenon, que vem de traz acertar um tirombaço de fora da área no ângulo de Mazarópi. Terminando o primeiro tempo em vantagem.

No segundo tempo, aos 20 minutos, Zenon de novo, cobrando falta, no ângulo, sem defesa, fazia o segundo gol; aos 37 minutos, Dirceu diminui para o Vasco. Terminado o jogo, o Guarani está na final.

O primeiro jogo da final contra o Palmeiras acontece no Morumbi, com um público de 104.526 torcedores (99.829 pagantes),[5] segundo os jornais de Campinas, saíram 343 ônibus da cidade, mais um grande número de carros particulares, rumo ao Morumbi, juntando-se a um grande número de torcedores na Capital. Foi um jogo nervoso com seis cartões amarelos, entre eles, Zenon que tomou o 3º da série, e ficava de fora da decisão.

A expulsão de Emerson Leão aos 25 minutos do segundo tempo, após uma agressão em Careca, que resultou em pênalti. Como o Palmeiras já tinha feito as duas substituições permitidas na época, Escurinho, que tinha entrado no lugar de Sílvio, vai para o gol.

Zenon cobra o pênalti rasteiro no canto direito, convertendo aos 31 minutos do segundo tempo, terminando o jogo com o Placar de 1 a 0 para o Bugre.

Final de Campeonato no Brinco de Ouro em Campinas, dia 13 de agosto de 1978, no final do primeiro tempo, depois que Gomes atrasa uma bola para Neneca, o goleiro bate a bola no interior da área e despacha para a frente, a bola resvala na cabeça de Capitão e vai para o interior da área do Palmeiras seguida por Beto Fuscão e Careca, o centroavante do Guarani consegue com um toque roubar a bola que vai na esquerda para Bozó, que fecha e chuta, Gilmar rebate com o pé esquerdo, Careca entra certeiro, chuta rasteiro no canto direito de Gilmar, marcando 1 a 0 para o Guarani aos 37 minutos do 1º tempo.

Terminando o jogo o Guarani Futebol Clube, do técnico Carlos Alberto Silva, é Campeão Brasileiro de 1978, uma façanha inédita no nosso futebol. Pela primeira vez, um time do interior conquista este título.

Zenon e Careca foram os artilheiros do time com 13 gols, num time onde só Neneca, Edson e Zé Carlos não marcaram gol.

Os artilheiros do Campeonato foram Paulinho do Vasco da Gama com 19 gols, Toninho do Palmeiras com 18 e Dé do Botafogo-RJ com 16 gols.

O Guarani de 1978 foi um time essencialmente competitivo, solidário em campo, sem se descaracterizar tecnicamente, sem que seus jogadores perdessem a liberdade de criação e de movimentação em campo, conseguindo sucesso pela livre ação dos seus jogadores em campo, mostrando um grande futebol.

Teoricamente, o time jogava num 4-3-3, mas era difícil perceber essa esquematização, com um entendimento muito bom no meio campo, com Zé Carlos e Zenon sempre se revezando em suas funções, sendo as vezes difícil dizer quem era o volante e quem era o armador, mudando de posição de acordo com a marcação e o esquema do adversário, as vezes o time jogava num 4-2-4, diferente do esquema clássico, pela mobilidade do time, com uma linha de quatro zagueiros, Zé Carlos e Zenon no meio campo, e quatro atacantes, com Renato voltando para buscar jogo, os pontas Capitão e Bozó também se empregavam no combate. [6]


Formação do Guarani de 1978
Técnico: Carlos Alberto Silva
POSIÇÃO JOGADOR
Goleiro Neneca
Lateral-direito Mauro
Zagueiro Gomes
Zagueiro Édson
Lateral-esquerdo Miranda
Volante Zé Carlos
Meia Renato
Meia Zenon
Ponta-direita Capitão
Atacante Careca
Ponta-esquerda Bozó

Campanhas de destaque



Guarani Futebol Clube
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1979)
Brasil Campeonato Brasileiro - Série A 1 (1978) 2 (1986, 1987) 2 (1982, 1994) 0 (não possui)
Brasil Torneio dos Campeões 0 (não possui) 1 (1982) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 1 (1981) 2 (1991, 2009) 1 (1990) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série C 0 (não possui) 2 (2008, 2016) 0 (não possui) 0 (não possui)
São Paulo Campeonato Paulista 0 (não possui) 2 (1988, 2012) 4 (1976, 1978, 1981, 1985) 4 (1927, 1928, 1973, 1979)
São Paulo Campeonato Paulista – Série A2 2 (1949 e 2018) 1 (2011) 0 (não possui) 1 (2007)

Cronologia

Estatísticas

Ver artigo principal: Estatísticas do Guarani
Ver artigo principal: Recordes do Guarani Futebol Clube
Ver artigo principal: Temporadas do Guarani

Participações

Participações em 2018
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última A Aumento R Baixa
São Paulo Campeonato Paulista 66 Vice-campeão (1988 e 2012) 1927 2019 3
Série A2 11 Campeão (1949 e 2018) 1947 2018 3
São PauloRio de Janeiro Torneio Rio-São Paulo 1 12º colocado (2002) 2002 2002
Brasil Campeonato Brasileiro 29 Campeão (1978) 1973 2010 3
Série B 12 Campeão (1981) 1981 2018 4 2
Série C 6 Vice-campeão (2008 e 2016) 2007 2016 2
Copa do Brasil 18 Oitavas de final (5 vezes) 1989 2019
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 3 Semifinal (1979) 1979 1988

Artilheiros

Maiores artilheiros da história do Guarani Futebol Clube[7] [8]

Zuza é o maior artilheiro da história do Bugre, com 221 gols marcados. É também, o maior artilheiro do Derby Campineiro com 18 gols.


ARTILHEIROS DO GUARANI
Jogador Gols
Brasil Zuza 221
Brasil Nenê 137
Brasil Careca 118
Brasil Augusto 104
Brasil Zequinha 95
Brasil Roberto Caco 93
Brasil Fumagalli 90
Brasil Jorge Mendonça 88
Peru Villalobos 87
10º Brasil Fifi 84

Outros atacantes de destaque

  • Jogadores revelados nas categorias de base do Guarani.
Amoroso
Luizão
Evair
João Paulo
Jonas

Elenco atual


Legenda
  • Capitão: Atual capitão
  • Prata da casa: Prata da casa
  • Vindo de Empréstimo: Jogador que chegou ao Guarani por empréstimo
  • Lesionado: Lesionado


Goleiros
Brasil Agenor
Brasil Oliveira Vindo de Empréstimo
Brasil Georgemy
Brasil Passarelli Prata da casa
Brasil Carlão Prata da casa
Laterais
Direitos
Brasil Felipe Rodrigues Vindo de Empréstimo
Brasil Kevin Vindo de Empréstimo
Brasil Bruno Souza Prata da casa Lesionado
Esquerdos
Brasil Marcílio
Brasil Pará Vindo de Empréstimo
Zagueiros
Brasil Ferreira
Brasil Fabrício Dornellas
Brasil Édson Silva
Brasil Philipe Maia
Brasil Anderson Vindo de Empréstimo
Brasil Éverton Alemão
Brasil Alef Lesionado
Brasil Heitor Prata da casa
Volantes
Brasil Fabrício Vindo de Empréstimo
Brasil Willian Oliveira Vindo de Empréstimo
Brasil Ricardinho
Brasil Romisson
Brasil Denner
Brasil João Paulo Prata da casa
Meio-campistas
Brasil Guilherme Vindo de Empréstimo
Brasil Rafael Longuine Vindo de Empréstimo
Brasil Matheus Oliveira Vindo de Empréstimo
Brasil Jefferson Nem
Brasil Rondinelly
Brasil Juninho Prata da casa
Atacantes
Brasil Anselmo Ramon Lesionado
Brasil Marcão
Brasil Bruno Mendes Vindo de Empréstimo
Brasil Bruno Xavier Vindo de Empréstimo
Brasil Douglas
Brasil Kauê Vindo de Empréstimo
Brasil Erik
Brasil Caíque
Brasil Serafin Prata da casa
Brasil Gabriel Poveda Prata da casa



Comissão Técnica

Torcida

A torcida bugrina é considerada, em muitas pesquisas oficiais (Correio Popular, EPTV, RMC, entre outros meios de comunicação), a maior torcida do interior do Brasil, ou seja, retirando-se, dos dados, os clubes de capitais estaduais e o Santos Futebol Clube.[35][36] Apresenta a melhor média de público do interior do Brasil, mesmo estando em divisões de acesso, desde 2012.

O Guarani possui, hoje, três torcidas organizadas em atividade: a Fúria Independente (desde 1995), considerada a maior torcida organizada do interior do Brasil, a Torcida Jovem do Guarani (desde 1984) e também a torcida Guerreiros da Tribo (desde 1976), a torcida organizada mais antiga do clube ainda em atividade.

Rivalidade

Derby Campineiro

Ver artigo principal: Derby Campineiro

O Derby Campineiro é o nome dado para o clássico centenário entre Guarani e A.A.P.P., considerado a maior rivalidade entre clubes do interior do Brasil.

O primeiro dérbi foi realizado no dia 24 de março de 1912 e não há registro do resultado, que permanece desconhecido, sendo este o clássico de futebol mais antigo do Estado de São Paulo.[37]

Curiosamente, o maior público registrado do dérbi ocorreu fora de Campinas. Em 3 de junho de 1979, o Bugre derrotou o rival por 2 a 0 no Estádio do Pacaembu com a presença de 38.948 torcedores.


Última atualização: Guarani 2-3 A.A.P.P. - 5 de maio de 2018.

Jogos Vitórias do Guarani Empates Derrotas do Guarani Gols Marcados Gols Sofridos
191
66
62
63
261
256

Fatos históricos

  • O Bugre possui o recorde de público de Campinas, com 52 002 pessoas, no jogo Guarani versus Flamengo, em 1982 (a capacidade divulgada naquela época era de 53 mil, diminuída para proporcionar maior conforto e segurança).


  • O Guarani também possui vantagem no chamado Derby Campineiro. São 191 partidas disputadas com 66 vitórias, 62 empates e 63 derrotas, além de um resultado desconhecido.







  • Também pertence, ao Guarani, o recorde de vitórias consecutivas em campeonatos brasileiros: doze, estabelecido em 1978.



  • O Guarani mantém equipes de modalidades como taekwondo, ginástica olímpica, natação, tênis, basquete, vôlei e futebol feminino, que freqüentemente representam a cidade de Campinas nos Jogos Abertos do Interior.


  • Embora na prática o clube tenha sido criado em 1 de abril, os fundadores do Guarani resolveram que a agremiação só passaria a existir no dia seguinte, a fim de evitar gozações com o Dia da Mentira. Por esse motivo, ficou-se estabelecido que a data oficial de fundação do Bugre seria o dia 2 de abril de 1911 .


  • O Estádio Brinco de Ouro da Princesa ganhou esse nome graças a uma matéria feita por João Caetano Monteiro Filho para o jornal Correio Popular, quando seu projeto ainda estava na maquete. Ao visualizar as feições circulares do então futuro estádio, o jornalista achou que ele tinha o formato de um brinco. Como a cidade de Campinas é conhecida pelo apelido de "Princesa D'Oeste", João Caetano escreveu uma matéria com a manchete Brinco de Ouro para a Princesa. A alcunha se popularizou e acabaria por se tornar o nome oficial do estádio do Guarani.


  • O Guarani e o Botafogo (SP) foram os únicos clubes do interior que cederam os seus estádios para jogos da Seleção Brasileira. Em 1990, no jogo Brasil versus Bulgária, ocorreu o segundo maior público do Brinco (51 720 pagantes).


  • O Guarani é o único clube do interior que já foi campeão brasileiro: em 1978, ao vencer o Palmeiras nos 2 jogos finais.


  • O Bugre possui, hoje, a maior bandeira (bandeirão) dos times do interior e a 6ª maior do Brasil, com 140 x 40 metros. Ela estreou no último jogo do time na série B do Campeonato Brasileiro, em 2009, quando retornou a elite do futebol brasileiro em 2010.


  • No dia 23 de outubro de 2016, o Guarani obteve uma vitória histórica de 6 a 0 contra o ABC de Natal no jogo de volta da semifinal do Série C após perder na casa do adversário por 4 a 0, conseguindo uma improvável reversão de resultado.



Ranking da CBF

Ranking atualizado em 04 de dezembro 2017

  • Posição: 48º.
  • Pontuação: 2 617 pontos.[38]

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol para pontuar todos os clubes do Brasil.[39]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Guarani Futebol Clube


Referências

  1. Novos dias de glória do 'Dérbi Campineiro' - FIFA, 27 de abril de 2012
  2. Sem jogar, Guarani cai no Paulistão e amarga 9º rebaixamento em 12 anos
  3. Guarani F. C.: breve história: de 1911 a 2011 - Por Moisés Cunha
  4. Manual de Identidade Guarani
  5. RSSSF Brasil - Maiores públicos da Sociedade Esportiva Palmeiras, página editada em 21 de junho de 2012 e disponível em 2 de maio de 2018.
  6. Guarani campeão brasileiro de 1978
  7. Os Dez Maiores Artilheiros da História do Bugre
  8. Histórico! Novo Levantamento Traz Os 10 Maiores Artilheiros do Bugre
  9. Guarani anuncia contratação do zagueiro Fernando Lombardi para a Série A2
  10. William Rocha se despede do Guarani antes de ir ara o Japão
  11. Alef e Poveda são inscritos e reforçam elenco do Guarani para a Série A2
  12. Guarani anuncia zagueiro Anderson ex-Grêmio como último reforço da Série A2.
  13. Com Anselmo Ramon, Guarani anuncia pacote de três reforços para a Série B.
  14. Edson Silva aparece no Brinco para finalizar contrato e reforçar Guarani na Série B.
  15. Foco na zaga: Guarani libera Kal, renova com Maia e prepara anúncio de reforço.
  16. Após Lombardi e Kal, Guarani anuncia saídas de Pablo, Hélder e Gabriel Leite
  17. Willian chega para ser o sexto reforço na Série B
  18. Novos reforços: Guarani confirma volante do Fluminense e atacante do Palmeiras
  19. Guarani contrata Rafael Longuine e Matheus Oliveira
  20. Prestes a anunciar Pará, Guarani libera Salomão por empréstimo ao Atlético-PR
  21. Guarani oficializa chegada do lateral-esquerdo Pará, cedido pelo Cruzeiro
  22. Ex-Cruzeiro, goleiro com passagens por seleção de base chega ao Guarani
  23. Guarani anuncia goleiro Oliveira e aguarda atacante Marcão para repor baixas
  24. Guarani define retorno do zagueiro Ferreira
  25. Marcão e Ferreira chegam ao Guarani e encorpam pacotão de reforços para Série B
  26. Sport oficializa empréstimo do volante Fabrício
  27. Depois de Fabrício, Guarani se acerta com outro jogador do Sport
  28. Guarani encaminha acerto com Jefferson Nem e prepara anúncio de mais reforços
  29. Copa Paulista: Mirassol anuncia trio que estava disputando a Série B pelo Guarani
  30. Ex-volante do Londrina se apresenta no Brinco e vai reforçar Guarani na Série B
  31. Guarani entra em acordo com Agenor e aguarda chegada de goleiro ao Brinco
  32. Guarani inicia semana com três reforços apalavrados e tenta acelerar regularização
  33. Guarani incorpora filho de Autuori a comissão técnica para a Série A2.
  34. Guarani volta aos treinos sob novo Preparador Físico
  35. RSSSF Brasil - As maiores torcidas do Brasil, por Marcelo Leme de Arruda, editada em 12 de janeiro de 2014 e disponível em 7 de fevereiro de 2014
  36. - As maiores torcidas de São Paulo, por Marcelo Leme de Arruda, editada em 12 de outubro de 2012 e disponível em 15 de março de 2014
  37. RSSSF Brasil Grandes clássicos de futebol mais antigos do Brasil e do continente americano
  38. RNC - RANKING NACIONAL DOS CLUBES 2018 Confederação Brasileira de Futebol - acessado em 4 de dezembro de 2017
  39. Ranking da CBF confirma quarta ausência consecutiva do Guarani na Copa do Brasil CBF

Ligações externas


Precedido por
São Paulo São Paulo
Brasil
Campeão Brasileiro

1978
Sucedido por
Rio Grande do Sul Internacional
Precedido por
Paraná Londrina
Brasil
Campeão da Série B

1981
Sucedido por
Rio de Janeiro Campo Grande