Guarapuava

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Guarapuava
  Município do Brasil  
Panorâmica de Guarapuava em 2005
Panorâmica de Guarapuava em 2005
Símbolos
Bandeira de Guarapuava
Bandeira
Brasão de armas de Guarapuava
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Pérola do Centro-Sul Paranaense"
Gentílico guarapuavano
Localização
Localização de Guarapuava no Paraná
Localização de Guarapuava no Paraná
Mapa de Guarapuava
Coordenadas 25° 23' 42" S 51° 27' 28" O
País Brasil
Unidade federativa Paraná
Municípios limítrofes Campina do Simão, Turvo, Pinhão, Prudentópolis, Inácio Martins, Candói, Cantagalo e Goioxim
Distância até a capital 252 km
História
Fundação 9 de dezembro de 1819 (201 anos)
Aniversário 9 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Celso Fernando Góes[1] (Cidadania, 2021 – 2024)
Vereadores 21
Características geográficas
Área total IBGE/2019[2] 3 168,087 km²
População total (estimativa IBGE/2020[3]) 182 644 hab.
 • Posição PR: 9°
Densidade 57,7 hab./km²
Clima subtropical (Cfb)
Altitude 1120 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2013[4]) 0,731 alto
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 6 115 803,89 mil
PIB per capita (IBGE/2018[5]) R$ 33 913,76
Sítio www.guarapuava.pr.gov.br (Prefeitura)
www.guarapuava.pr.leg.br (Câmara)

Guarapuava é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada era de 182 644 habitantes, segundo estimativas do IBGE de 2020.[3] Considerado um polo regional de desenvolvimento com forte influência sobre os municípios vizinhos, faz parte também de um entroncamento rodoferroviário de importância nacional denominado corredor do Mercosul, entre os municípios de Foz do Iguaçu e Curitiba.

Sua localização no alto do Terceiro Planalto Paranaense faz de Guarapuava um dos municípios mais frios do estado, com ocasionais registros de neve. O bioma predominante é a floresta subtropical, com vastas áreas de mata de araucárias. É ainda o maior produtor brasileiro de cevada e possui uma das maiores fábricas de malte do mundo, responsável por vinte por cento da produção nacional.[6]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Guarapuava" deriva do termo da língua geral paulista agûarápuaba, que significa "lugar do barulho dos lobos-guarás" (gûará, lobo-guará + pu, barulho + aba, lugar).[7]

"Pérola do Oeste", como é conhecida atualmente, e que não se confunde com o município de mesmo nome, é alcunha forjada pelo jornalista Luiz Daniel Cleve, quando, por meio do jornal O Guayra, mandava notícias da cidade para a Europa exaltando que "o pôr-do-sol de Guarapuava, a Pérola do Oeste, é o mais bonito do mundo".[8]

História[editar | editar código-fonte]

Já habitada por milhares de anos pelos índios caingangues, a ocupação europeia dos campos de Guarapuava remonta às grandes questões da expansão territorial ibérica na América no século XVI, pois, segundo o Tratado de Tordesilhas, toda a porção centro-oeste do atual estado do Paraná deveria ser de comando espanhol. Entretanto, durante a União Ibérica (1580-1640) (período em que a coroa espanhola dominou o território português), houve um grande número de incursões rumo ao interior do continente a partir da capitania de São Paulo, através de expedições denominadas "bandeiras".

Após a dissolução da União Ibérica, com o fim da Dinastia Filipina, a expansão portuguesa na América do Sul continuou até chegar às margens do rio da Prata, onde ocorreu a fundação da Colônia do Sacramento, no atual território do Uruguai. Sob efeito desta ameaça expansionista portuguesa é que houve a reformulação do acordo entre os dois países, através do Tratado de Madrid, redefinindo as fronteiras das colônias vinculadas às duas potências da época.

Contudo, a região de Guarapuava continuou sem a presença do domínio europeu até o início do século XIX. A fim de consolidar a posse estratégica deste território, que já havia recebido expedições de reconhecimento no século XVIII, a coroa portuguesa, então sediada no Rio de Janeiro, determinou a organização de uma expedição para ocupar a região através de seu povoamento e garantir a nova fronteira com a Espanha.

A Real Expedição de Conquista e Povoamento dos Campos de Guarapuava, comandada por Diogo Pinto de Azevedo Portugal, chegou à região em 1810[9] e fez construir o Fortim Atalaia, que abrigou as primeiras tropas, seus familiares e povoadores que dela fizeram parte: cerca de 300 famílias. O Fortim Atalaia, construído na região atualmente denominada Palmeirinha, protegeu os componentes da Expedição dos frequentes ataques dos índios, pertencentes às três tribos que habitavam a região (Camés, Votorões e Cayeres ou Dorins).

Ao contrário das expedições anteriores que se fizeram por monções, deslocando-se pelo rio Iguaçu, as de Diogo Pinto foram executadas de forma mais ampla, porque abriram estradas, derrubaram matas, construíram pontes, o que justificou, de maneira geral, a demora da marcha.[10]

Em 1810, os caingangues da região foram vencidos pelas tropas de Diogo Pinto de Azevedo. Assim, os "campos de Koran-bang-rê", termo pelo qual os caingangues designavam a região, se transformaram na atual cidade de Guarapuava.[11]

Entre 1812 e 1859, Guarapuava foi a primeira localidade brasileira a receber condenados ao degredo pela justiça como forma de ocupar a região com população branca, pois os índios dominavam as matas do interior paranaense.[12]

Oficialmente, a cidade surgiu com a assinatura do Formal de Instalação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém, em 9 de dezembro de 1819, momento em que o Padre Francisco das Chagas Lima em concordância com Antônio de Rocha Loures, tenente comandante interino da Real Expedição, determinaram a transferência da freguesia e da Igreja Nossa Senhora de Belém para o local, que, segundo o padre, era o mais adequado para a construção da igreja, a atual sede do município.

Padre Chagas foi uma personagem importante na fase inicial do povoamento, pois procurou iniciar a ocupação baseado em alguns critérios de estética, observando as prescrições contidas na carta régia de 1 de abril de 1809, do Conde Linhares, que já determinava os padrões a serem seguidos pelas edificações. Como ponto gerador do núcleo, cita-se a Catedral de Nossa Senhora de Belém, que era um ponto referencial importante para a sociedade da época. O primeiro prefeito de Guarapuava foi o coronel Pedro Lustosa de Siqueira.

No ano de 1852, no dia 17 de julho, o povoado Nossa Senhora de Belém foi elevado à categoria de vila, ainda pertencente à província de São Paulo. Em 2 de maio de 1859, foi criada a comarca de Guarapuava, sendo José Antônio Araújo de Vasconcelos o seu primeiro juiz de direito. A Vila Nossa Senhora de Belém recebeu foros de município no dia 12 de abril de 1871 pela Lei 271, sendo desmembrada do município de Castro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ano Área municipal
1810 175 000,00 km²
1960 11 796,23 km²
1970 10 825,92 km²
1980 9 825,92 km²
1990 8 874,02 km²
1992 5 575,25 km²
1997 4 125,85 km²
Atual 3 178,659 km²

Localização e área[editar | editar código-fonte]

O município está localizado a 25°23'36" latitude sul, e 51°27'19" longitude oeste, na região centro-sul do estado do Paraná e no terceiro planalto (também chamado de Planalto de Guarapuava). Limita-se ao norte com os municípios de Campina do Simão e Turvo, ao sul com o município de Pinhão, e a oeste com Candói, Cantagalo e Goioxim e a leste com Prudentópolis, Inácio Martins e Irati (esta última divisa, ignorada erroneamente por muitos livros)[13]

O município possui atualmente uma área de 3.168,087 km²[2]. Localiza-se a 252 km da capital Curitiba, 361 km do porto de Paranaguá e 389 km da tríplice fronteira em Foz do Iguaçu. O território de Guarapuava representa 19,34% de sua microrregião, 11,78% da região centro-sul do Paraná, 1,56% do Paraná e 0,037% do Brasil.

Guarapuava já foi um dos maiores municípios do Brasil em extensão territorial, ocupando mais da metade de todo o estado do Paraná, a partir da região central até o oeste, além de todo oeste de Santa Catarina. Fazia fronteira com o Paraguai, pelas barrancas do rio Paraná e com a Argentina, através do rio Iguaçu, além do Rio Grande do Sul. Apesar de Guarapuava ter perdido grande parte de seu território, ainda é o maior município por área no Paraná.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O principal rio que cruza o município é o Rio Jordão. Contudo, o município também é banhado por diversos outros rios, como o Rio Cascavelzinho, Girassol, Coutinho, Banana, Pinhão, Cavernoso, São Francisco e São João (nascente principal do Ivaí, junto com o Rio dos Patos).

A rede de drenagem compreende os rios que percorrem as terras do município que correm para oeste, sendo direta ou indiretamente tributários do rio Paraná através de três bacias hidrográficas: a do rio Piquiri, a do rio Iguaçu e a do rio Ivaí.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Guarapuava está localizada no Terceiro Planalto Paranaense, com a altitude variando entre 1 030 a 1 130 metros na sede do município. Em média, 850 metros, na divisa com Prudentópolis, e 1 300 metros, no alto do vale do Rio Pinhão, em Entre Rios.

O Terceiro Planalto Paranaense, ou Planalto Basáltico, ou ainda Planalto de Guarapuava, é a mais extensa das unidades de relevo do estado. É formado por rochas ígneas eruptivas, principalmente basaltos, cuja alteração formou a famosa terra vermelha, a partir da Era Mesozoica.

Já na transição do Terceiro para o Segundo Planalto, na divisa com o município de Prudentópolis, a variação brusca de altitude do relevo propícia a formação de várias quedas d'água, como o Salto São Francisco, com 196 metros, é a maior queda d'água da Região Sul do Brasil.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Guarapuava pode ser classificado como clima subtropical úmido mesotérmico (Cfb, na Classificação climática de Köppen-Geiger)[14] apresentando verões frescos (temperatura média inferior a 21 °C), invernos frios com ocorrências de geadas severas e frequentes. As chuvas bem distribuídas ao longo do ano, sem ocorrência de longas estações secas. Devido ao controle do relevo, a maior quantidade de precipitação se situa à nordeste do município, se tornando mais heterogêneo a distribuição espacial das chuvas através das convecções.[14]

A altitude, que varia entre 1 030 a 1 350 metros, combinada com a latitude de 25 graus garante um clima ameno para Guarapuava a maior parte do ano. Entretanto, no inverno, podem ocorrer dias muito frios, a temperatura pode cair abaixo do ponto de congelamento, muitas vezes com geada e até mesmo neve, o que garante à cidade a condição de uma das cidades mais frias do país. Registros de neve na cidade acontecem, em média, de sete em sete anos, com ocorrências de intensas precipitações em alguns anos. Desde 1950 nevou nas seguintes datas:

  • 4 de julho de 1953
  • 30 de julho de 1955
  • 20 de julho de 1957
  • 19, 20 e 21 de agosto de 1965
  • 8 de julho de 1972
  • 17 de julho de 1975
  • 25 de agosto de 1984
  • 9 de julho de 1994
  • 12 de julho de 2000
  • 22 e 23 de julho de 2013

Já os verões são amenos, sendo comum que as temperaturas mínimas fiquem abaixo dos 14 °C e as temperaturas máximas, em torno dos 28 °C. Nessa época as chuvas são formadas principalmente pelo frio associado à umidade, com temporais de fim de tarde, ou ainda, associada à chegada de frentes frias.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), entre 1925 e 1977 a menor temperatura registrada em Guarapuava foi de −10 °C em 18 de julho de 1975 e a maior atingiu 33,2 °C em 2 de novembro de 1968. Os maiores acumulados de precipitação em 24 horas foi de 147,2 milímetros (mm) em 3 de setembro de 1957.[15]

Dados climatológicos para Guarapuava
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 32,6 32 31,4 29,8 28,5 27,4 27 30,1 31,5 31,6 33,2 32,5 33,2
Temperatura máxima média (°C) 26,9 26,7 26 23,9 20,7 19,6 19,5 21,4 22 24 25,5 26,3 23,5
Temperatura média compensada (°C) 20,8 20,6 19,7 17,4 14,1 12,9 12,7 14,2 15,3 17,5 19 20,1 17
Temperatura mínima média (°C) 16,5 16,4 15,6 13,4 10 8,8 8,5 9,4 10,8 13 14,2 15,5 12,7
Temperatura mínima recorde (°C) 5,2 5,2 3,2 0 −3,6 −8 −10 −6,2 −2,2 0,6 3 6 −10
Precipitação (mm) 199,3 171,1 147,1 146,7 163,7 138,8 127 93 157 187,3 150,1 188,5 1 869,6
Umidade relativa compensada (%) 79 81 80 80 81 81 78 73 75 76 74 77 78
Horas de sol 155 151 156 153 143 139 153 163 141 150 163 156 1 823
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (recordes de temperatura de 1925 a 1977)[15]
Fonte 2: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (climatologia: 1976-2005)[16]
Estátua do Tenente Coronel Diogo Pinto de Azevedo Portugal, na Avenida Manoel Ribas, em Guarapuava
Praça da Fé, em Guarapuava
Colônia Samambaia, em Entre Rios, em Guarapuava
Colônia Cachoeira, em Entre Rios, em Guarapuava
Colônia Vitória, em Entre Rios, em Guarapuava
Sinalização em português e em alemão, em Entre Rios, em Guarapuava

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação nativa predominante no município de Guarapuava é a floresta subtropical que é uma floresta ombrófila mista, composta por formações de latifoliadas e de coníferas, estas últimas representadas pelo pinheiro-do-paraná ( Araucaria angustifolia). Na área do município, há, ainda, a incidência de uma pequena extensão de campo limpo.

População[editar | editar código-fonte]

Imigração e colonização[editar | editar código-fonte]

Guarapuava é conhecida pela diversidade étnica, possuindo quilombo e diversas reservas indígenas espalhadas pela região, além de imigrantes e descendentes de europeus ibéricos (portugueses e espanhóis), italianos, poloneses, alemães, sérvios, croatas, ucranianos.

Portugueses

Muitos nobres, fazendeiros e comerciantes de origem portuguesa vieram para Guarapuava no início de sua fundação, por Dom João VI, principalmente dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Guarapuava foi também colônia de degredo para muitos homens portugueses.

Tropeiros

As primeiras famílias de Guarapuava foram formadas e influenciadas, em grande parte, por tropeiros oriundos de Minas Gerais, São Paulo e principalmente Rio Grande do Sul que usavam a cidade como rota e chegaram na região já nos primórdios de sua colonização. Os tropeiros eram descendentes, em sua maioria, de portugueses e espanhóis. Até os dias de hoje, os descendentes dos tropeiros de origem gaúcha mantêm suas tradições num dos três Centro de Tradições Gaúchas da cidade.

Africanos

Alguns africanos foram trazidos para trabalhar nas fazendas da região. Embora o número de escravos no Paraná fosse inferior a 20 000, em Guarapuava a presença de africanos era mais intensa, assim como era em Castro e em Ponta Grossa. Em Guarapuava, foi fundado o único quilombo do Paraná. O Paiol das Telhas foi fundado por onze escravos libertos da fazendeira Balbina da Siqueira, em 1860, na atual cidade de Reserva do Iguaçu. Entretanto, eles foram deslocados por uma disputa judicial para o distrito de Entre Rios. [17]

Indígenas

A região de Guarapuava era o coração da tribo Guarani, que se estendia pelo Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Um grande líder guarani foi Guairacá, que intimidou o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca dizendo a famosa frase "esta terra tem dono" (co ivi oguereco iara). No entanto, estes indígenas foram praticamente exterminados no processo de colonização e restaram apenas alguns vestígios de sua cultura. Atualmente, há várias reservas na região de indígenas Kaingang e Guarani.

Imigração suábia

Em meados de 1950, o município se deparou com uma nova onda imigratória. Desta vez, de famílias que se denominavam suábios do Danúbio (Donauschwaben). Os suábios são um povo de etnia e cultura germânicas que, a partir de 1720, emigraram do sudoeste da atual Alemanha (hoje estado alemão de Baden-Württemberg) para o sudeste da Europa (ex-Iugoslávia, Romênia e Hungria, que, na época integravam o Império Austríaco, de cultura germânica). Mesmo em comunidades retiradas no Império Austríaco, os suábios sofreram influência das culturas e do idioma eslavo da região que habitavam[18]. Durante e no final da Segunda Guerra Mundial, os suábios do Danúbio fugiram para a Áustria (cujo império foi fragmentado na Primeira Guerra Mundial), onde passaram vários anos em abrigos para refugiados. Com intuito de recomeçar, foram auxiliados pela organização Ajuda Suíça para a Europa (Schweizer Europa-Hilfe). Os contatos entre suábios foram feitos pelo engenheiro suábio Michael Moor e pelo governador do Paraná Bento Munhoz da Rocha Neto. Foram, então, concedidas a eles áreas ao sul de Guarapuava, entre os rios Pinhão e Jordão, formando o distrito de Entre Rios. A população do distrito conserva, até hoje, a cultura e a tradição alemã, principalmente o idioma, sendo que o local, por sua aparência arquitetônica, se assemelha muito às regiões rurais da Alemanha e do norte dos Estados Unidos. As primeiras famílias foram, também, fundadoras da Cooperativa Agrária Agroindustrial considerada uma das maiores cooperativas agropecuárias do Paraná. O distrito de Entre Rios é considerado um dos maiores do Brasil, com aproximadamente 10 000 habitantes nas colônias Vitória, Socorro, Samambaia, Cachoeira e Jordãozinho.

Imigração polaca e ucraniana

Muitas famílias eslavas vieram diretamente da Europa para Guarapuava no início do século XX, mas a grande maioria veio da região dos municípios paranaenses de Irati, Prudentópolis e Virmond. Há uma comunidade de descendentes de poloneses na região do Rio das Mortes, mas a maior parte dos descendentes de eslavos moram na área urbana. Em Guarapuava, há um grupo de tradições polonesas e outro de tradições ucranianas. Na cidade, há também algumas igrejas greco-ucranianas de rito bizantino, na qual são realizadas cerimônias em ucraniano.

Imigração italiana e alemã

Da mesma forma que a polaca e ucraniana, os italianos, em sua maioria, chegaram para trabalhar em Guarapuava vindos de outros municípios paranaenses, inclusive de estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Eles formam uma das maiores massas migratórias do Paraná e suas culturas são muito presentes em Guarapuava. Na cidade, há um clube de tradições italianas.

A presença germânica em Guarapuava também é marcante. Além dos suábios do Danúbio, diversas outras famílias emigraram para cidade, muito embora, da mesma forma que os italianos, vindos de outras cidades. Para Guarapuava também vieras muitas famílias de nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo, que descendiam de famílias influentes do que hoje é a Alemanha. Dentre esses nobres, estão Frederico Guilherme Virmond (Frederick Wilhelm Virmond), prussiano de origem huguenote francesa e Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, neto do Barão de Pati do Alferes.

Imigração árabe

Muitos sírio-libaneses vieram na metade do século XX; em sua maioria católicos e também muçulmanos, que construíram a Mesquita de Guarapuava[19][20].

Outras imigrações

Guarapuava possui muitos povos e etnias. Entre elas, há etnias muito pequenas na cidade, como Argentinos, Estado-unidenses, Franceses, Africanos, entre outros, que vieram no final do século XX, como missionários religiosos, professores e estudantes.

Política[editar | editar código-fonte]

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

O município de Guarapuava é constituído pelo distrito sede e pelos distritos Entre Rios, Guairacá, Guará e Palmeirinha.

Administração[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia é variada, mas como outras cidades do mesmo porte no Paraná, ela é baseada na agroindústria. A agropecuária representa aproximadamente 18% do produto interno bruto do município. O município tem forte participação na produção agrícola do estado. O setor de serviços incorpora cerca de 47% do PIB de Guarapuava, figurando como o principal pilar da economia do município, e a atividade industrial, outro importante setor, com cerca de 35%.

Indústria[editar | editar código-fonte]

A indústrias madeireira e de celulose (incluindo derivados) são os principais ramos industriais do Guarapuava. As empresas químicas, dos ramos de bebidas, produtos alimentícios e a agroindústria também possuem forte participação. A cidade é conhecida junto com sua região pela produção de erva-mate, produto base do chimarrão. Entre as indústrias manufatureiras se destaca a Santa Maria, Iberkraft, Pinhopast, Prideli, Repinho, Polijuta, Chocalates Pietrobon, Refrigerantes Neon, Agrogen, Dalba, Erva Mate 81, e muitas outras. Embora haja indústrias de destaque em Guarapuava, as principais são a Santa Maria Papel e Celulose e a Cooperativa Agrária de Entre Rios; Em 2009, a Santa Maria e a Agrária foram classificadas entre as maiores empresas do Brasil, segundo o Anuário da Revista Exame, Maiores e Melhores[21].

Em 2008, a atividade industrial do município contribuiu com cerca de 1/3 de seu produto interno bruto, ou aproximadamente 800 milhões de reais.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Em 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Guarapuava registrou o 20º maior produto interno bruto agropecuário (excluindo as agroindústrias), o maior do sul do Brasil, dez posições na frente de Castro, segunda colocada no Sul. Naquele ano. a agricultura movimentou 235 435 000 reais.[22]

É uma das maiores produtoras de batata inglesa, milho e cevada do Brasil e também uma grande produtora de soja e trigo.

Agroindústria[editar | editar código-fonte]

A agroindústria é outro setor importante na economia municipal. A cidade conta com a maior maltaria da América Latina, que produz 20% do malte brasileiro, a Agromalte pertencente a Agrária, e também com a Brasil Foods, Agrícola Cantelli, Coamo, Codapar, Cooperativa Vale, é uma das maiores empresas no ramo de panificação do mundo, a Ireks tem sua sede do Brasil em Guarapuava, entre outras.

Cooperativa Agrária Agroindustrial

Fundada em 1951, por imigrantes suábios, no distrito de Entre Rios.

É uma das 5 maiores do ramo Agropecuário do Brasil, possui a Fábrica de Rações, Coopersul, o Moinho de Trigo e a Agromalte (maior maltaria da América Latina).[carece de fontes?]

Possui um faturamento de 1,5 bilhão de reais, uma estrutura de mais 100 silos, dois entrepostos, uma fundação de pesquisas, criação de suínos e uma escola.

Santa Maria Papel e Celulose

Fundada em 1962, como madeireira, pela família Podolan, na cidade de Santa Maria do Oeste. Mudou-se para Guarapuva, onde havia condições de desenvolver a fábrica de papel.

Possui um madeireira, fábrica de papel, silos de armazenamento de grãos, 2 usinas hidroelétricas e 1 termoelétrica.

É conhecida também pelo papel de alta qualidade, o qual é negociado com grandes empresas fabricantes de cadernos e com emissoras de televisão como Rede Globo e Rede Record. Já vendeu papel até para a Casa da Moeda do Brasil.[carece de fontes?]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Guarapuava se encontra no corredor do turismo, na rota para Foz do Iguaçu, o que possibilita saídas diárias de ônibus para grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

Rodovias pavimentadas[editar | editar código-fonte]

  • Norte:PR-466, Turvo
  • Sul:PR-170, Pinhão
  • Oeste:BR-277, Cascavel/Toledo/Foz do Iguaçu, BR-366, Pato Branco/Francisco Beltrão, PR-364, Goioxim
  • Leste:BR-277, Curitiba/Litoral, BR-373, Ponta Grossa/São Paulo, Estrada Municipal, Salto São Francisco/Guairacá

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Guarapuava possui duas linhas férreas. A primeira, operada pela América Latina Logística, foi construída na década de 1950 e estende-se até Ponta Grossa, passando por Irati. A segunda, construída na década de 1990, se estende até Cascavel e é operada pela Ferroeste.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Guarapuava é servida pelo Aeroporto Tancredo Thomas de Farias, pertencente à administração municipal. A cidade é servida pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras com voo para Campinas através de aeronaves ATR 72-600.[23][24]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Guarapuava conta com as seguintes organizações de segurança:

Penitenciária Industrial de Guarapuava[editar | editar código-fonte]

Foi a primeira penitenciária industrial do Brasil[carece de fontes?]. Construído em 1999, é modelo para o sistema prisional brasileiro, são 7 000 metros quadrados de área, 120 celas, e capacidade para 240 presos. Os presos trabalham na fábrica de calçados e ganham 75% do Salário Mínimo. O índice de reincidência é de 6%, enquanto a média brasileira é de 60%.

Educação[editar | editar código-fonte]

Atualmente funcionam em Guarapuava 45 escolas municipais de ensino fundamental e outras 26 escolas estaduais de ensino médio. Até o ano 2000 apenas uma instituição de ensino superior funcionava na cidade, sendo que, desde então, instituições privadas também foram inauguradas, totalizando 2 universidades pública e 3 faculdades particulares em 2016.

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Santuário de Schoenstatt de Guarapuava

Guarapuava tem, como principais pontos turísticos:

O município realizava um evento cultural chamado Cavalhadas de Guarapuava. O folclore das Cavalhadas manteve-se vivo em Guarapuava, e conta com a participação de mais de mil atores amadores, provenientes de todas as camadas sociais e faixas etárias do município. Várias dramatizações foram incorporando-se ao evento, que adquiriu porte de festa temática, envolvendo gastronomia, jogos, danças, circo medieval, com a interação de príncipes, sultões e cavaleiros medievais. Desde 2003 o evento deixou de ser realizado.

Lagoa das Lágrimas - Centro - Guarapuava
Parque do Lago - Guarapuava

Esporte[editar | editar código-fonte]

Guarapuava possui atletas de alto nível, inclusive com destaque nacional em modalidades como tiro desportivo, ciclismo e kickboxing. Também tem participações notáveis em campeonatos estaduais.

No ano de 2006, o Ginásio Joaquim Prestes foi totalmente reformado e adaptado aos padrões internacionais, tornando-se assim um exemplo para outras cidades do Paraná e do Brasil. Com esta reforma foi possível receber diversos eventos esportivos, que antes ficavam restritos a ginásios com menor capacidade de público e menor estrutura para os atletas.

Automodelismo[editar | editar código-fonte]

Guarapuava possui uma pista de automodelismo, esta localizada na praça em frente ao Paço Municipal. Nos últimos meses o número de adeptos ao esporte tem crescido exponencialmente, sendo realizadas competições.

Futsal[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um dos melhores ginásios do Paraná, Ginásio Joaquim Prestes, adaptado com os padrões internacionais, com capacidade para aproximadamente 3 000 pessoas. Nas partidas realizadas pelo Campeonato Paranaense de Futsal, e a casa do Clube Atlético Deportivo.

O episódio mais fatídico do futsal guarapuavano ocorreu em 7 de março de 2010 quando Robson Rocha Costa, jogador da equipe do Guarapuava, em uma partida válida pelo torneio Guarapuava 200 anos, foi tentar tomar a bola com um carrinho e um pedaço de madeira soltou-se da quadra e atingiu a barriga do jogador. Robson estava consciente em quadra mas faleceu de hemorragia interna no hospital. O ginásio Joaquim Prestes foi interditado e quadra de madeira retirada. O ginásio foi reaberto no segundo semestre de 2010. O inquérito policial está em andamento.[26] O torneio festivo foi cancelado.

Futebol[editar | editar código-fonte]

O Grêmio Esportivo Oeste participou dos Campeonato Paranaense de Futebol na década de 1960, sendo Campeão da Segunda Divisão de 1969 entro no Campeonato Paranaense em 1970 onde ficou terceiro colocado nessa edição um dos maiores feitos do futebol de Guarapuava.

O Guarapuava Esporte Clube foi campeão da Segunda Divisão de 1978 e jogou por duas ocasiões na primeira divisão. Participou da segunda divisão novamente, mas não conseguiu o acesso. No ano de 2001 a equipe disputou a quarta divisão do Campeonato Paranaense de Futebol, sua última competição profissional.

A Associação Atlética Batel foi por duas vezes vice-campeã da segunda divisão. Disputou por 11 vezes a elite do futebol paranaense, tendo suas melhores campanhas nos anos de 1994 e 1995, ficando na quinta posição e disputando a série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. Jogou na terceira divisão em 2009, mas não conseguiu o acesso. Depois de 5 anos afastada confirmou presença na terceira divisão do Campeonato Paranaense de Futebol de 2015.[27] O clube já disputou a Série C do Brasileiro.

Rugby[editar | editar código-fonte]

Dentre as várias modalidades esportivas praticadas na cidade, destaca-se o rugby, com os clubes Lobo Bravo Rugby, Minotauros Rugby e Guarapuava Rugby Clube (este dois últimos, já extintos).

Desde o ano de 2006, a cidade vem sediando diversos amistosos entre as equipes locais e times de Curitiba, Cascavel, Londrina, Ponta Grossa, Toledo e Ciudad del Este, tendo promovido, no ano de 2006, três competições de relevo:

  • 1ª. Etapa do 1º. Campeonato Paranaense de Rugby (rugby union);
  • Torneio da Independência (rugby sevens);
  • 1ª. Taça Guarapuava de rugby seven-a-side, os dois últimos contando com a participação de mais de cem atletas, não apenas de Guarapuava, como também de Cascavel e Ponta Grossa.

Kickboxing[editar | editar código-fonte]

Célio Rodrigues participou de vários eventos internacionais com êxito representando sua cidade. Em maio de 2008, ele conquistou um título internacional na Croácia, e, em 2009, conquistou o título mundial em Guarapuava[carece de fontes?].

Tiro desportivo[editar | editar código-fonte]

Guarapuava possui um moderno centro de treinamento de tiro desportivo. Reside na cidade o medalhista de prata do Jogos Pan-americanos na modalidade fossa olímpica, Rodrigo Bastos.

Xadrez[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1991[28], a cidade sediou o Campeonato Mundial sub-18 de Xadrez. As competições foram realizadas na sede urbana do Guaíra Country Club e o vencedor foi Vladimir Kramnik[29][28][30]. Em 1995 a cidade voltou a sediar um campeonato mundial de xadrez, agora na categoria sub-16, quando o brasileiro Rafael Leitão conquistou um vice-campeonato[31].

Rally aéreo[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2009, foi realizado em Guarapuava a primeira etapa do rally aéreo.[necessário esclarecer]

Festas[editar | editar código-fonte]

Expogua

Trata-se da maior feira da região que é realizada todo ano. Expondo gado, cavalos e outros animais para criação. Onde acontece leilões dos animais e alguns cursos ligados a área. Várias empresas expõem durante o evento como veículos leves, pesados e agrícolas, produtos agrícolas, entre outras empresas dos mais diversos setores. Comida típicas das festas juninas, entre outras, são vendidas, assim como um parque de diversões é organizado no local. Cantores sertanejos, como Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, e Daniel, se apresentam. Rodeios completam a festa.

Festa do Soquete de Carneiro e Paçoca de Pinhão

Realizada pelas Lojas Maçônicas de Guarapuava, a Festa do Soquete é um jantar beneficente anual, cuja renda é destinada a 4 entidades beneficentes da cidade.[32].

Festival da Melhor Idade

Realizada pela prefeitura municipal entre os meses de agosto e outubro, é uma festa com concurso de grupos de dança da melhor idade, geralmente oriundos de diversas cidades do sul. Este evento já teve a presença de grandes cantores, como Moacyr Franco, Sidney Magal, Guilherme Arantes entre outros. Este evento se encontra na sexta edição.

Festa da Peixada

Tradicional festa alemã, realizada no distrito de Entre Rios, a festa da peixada é celebrada em outubro. Traz, como principais atrações: bandas alemãs, danças tradicionalistas, peixe na brasa e muito chope. Pessoas de toda região comparecem. Bandas da Alemanha costumam tocar neste festival.

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Celso Góes (Cidadania) e vereadores de Guarapuava tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
  2. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2019). «Área da unidade territorial - 2019». Consultado em 22 de dezembro de 2020 
  3. a b «Estimativa populacional 2020 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2020. Consultado em 12 de dezembro de 2020 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 22 de dezembro de 2020 
  6. «Produção de malte em Guarapuava». agraria.com.br. Consultado em 16 de dezembro de 2010 
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Ática. 2013. p. 563.
  8. CLEVE, Jeorling J. Cordeiro (2004). Cel. Luiz Daniel Cleve: memória histórica. Curitiba: Juruá. pp. 45–46 
  9. Prefeitura Municipal (1 de fevereiro de 2015). «Guarapuava». IBGE/Cidades. Consultado em 17 de novembro de 2019 
  10. CLEVE, Jeroling J. Cordeiro (2015). Povoamento de Guarapuava: cronologia histórica. 4.ed. Curitiba: Juruá. p. 45 
  11. Kaingang Povos indígenas no Brasil. Acesso em 18 de março de 2014
  12. Interior do Paraná recebia condenados do Brasil Império Folha de 30 de dezembro de 2010
  13. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de julho de 2011. Arquivado do original em 17 de janeiro de 2012 
  14. a b Costa, Claudiane Da; Andrade, Aparecido Ribeiro (21 de setembro de 2017). «DINÂMICA DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMETRICA NA CIDADE DE GUARAPUAVA, PR: CONDICIONANTES LOCAIS E REGIONAIS». Revista Brasileira de Climatologia. 21 (0). ISSN 2237-8642. doi:10.5380/abclima.v21i0.51625 
  15. a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Banco de dados meteorológicos». Consultado em 28 de outubro de 2020 
  16. WREGE, M. S.; STEINMETZ, S.; REISSER JUNIOR, C.; ALMEIDA, I. R. de. ATLAS CLIMÁTICO DA REGIÃO SUL DO BRASIL: Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Brasília, DF: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 2012.
  17. «A-CERCA DO PERTENCIMENTO: percursos da comunidade Invernada Paiol de Telha em um contexto de reivindicação de terras» (PDF). 2009 
  18. Imigração suábia no Brasil faz 60 anos Portal de Notícias Gazeta dom Povo
  19. Anderson Muzzolon (2009). «A Territorialização da "Comunidade" Sírio-Libanesa em Guarapuava» (PDF). Universidade UNICENTRO. Consultado em 20 de janeiro de 2017 
  20. Anderson Muzzolon (12 de setembro de 2012). «THE TERRITORIALIZATION OF LEBANESE IN GUARAPUAVA PR». Revista UFPR. Consultado em 20 de janeiro de 2017 
  21. http://issuu.com/exame/docs/mm-2009
  22. http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2007/pib/index.jhtm
  23. Maycon Corazza (21 de outubro de 2019). «Azul começará a operar em Guarapuava em dezembro». CGN. Consultado em 22 de outubro de 2010 
  24. «Azul inicia a venda de passagens aéreas ligando Guarapuava e Campinas». Prefeitura Municipal de Guarapuava. 21 de outubro de 2019. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  25. «Local de fé e de paz: Santuário de Schoenstatt é uma opção de passeio tranquilo pela região de Guarapuava». Plug - GShow. 20 de maio de 2019. Consultado em 12 de junho de 2019 
  26. «Globoesporte.com >Mais Esportes - NOTÍCIAS - Jogador de futsal morre depois de se ferir em partida festiva no Paraná». globoesporte.globo.com. Consultado em 15 de Março de 2010 
  27. Futebol de Guarapuava[ligação inativa] mtdf.com em 25 de abril de 2014
  28. a b «Perseverança premiada» (PDF). Clube de Xadrez de Curitiba. Consultado em 27 de dezembro de 2018 
  29. «The Greatest Chess Kings». Livro de Sylvia Lovina Chidi, no Google Books. Consultado em 27 de dezembro de 2018 
  30. «Vladimir Kramnik». Chess Games. Consultado em 27 de dezembro de 2018 
  31. «Entrevista com Rafael Leitão realizada pelo site AJUX:». Site Tabuleiro Social / ISSUU. 3 de junho de 2012. Consultado em 27 de dezembro de 2018 
  32. Site oficial Festa do Soquete. «Festa do Soquete». Consultado em 1 de maio de 2015 
  33. «Lei nº 14/1988» (PDF). Consultado em 14 de dezembro de 2010 
  34. «Lei nº 1077/2001» (PDF). Consultado em 4 de outubro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografias[editar | editar código-fonte]

  • Lima, Francisco das Chagas. 1842. Memória sobre o descobrimento e colonia de Guarapuava. Revista Trimensal de Historia e Geographia ou Jornal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, tomo IV, n. 13, p. 43-64. Rio de Janeiro: Typographia de João Ignacio da Silva.
  • CLEVE, Jeorling J. Cordeiro. Cel. Luiz Daniel Cleve: memória histórica. Curitiba: Juruá, 2004. 155 p.
  • CLEVE, Jeorling J. Cordeiro. Povoamento de Guarapuava: cronologia histórica. 4.ed. Curitiba: Juruá, 2015. 253 p.