Guatós

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Em laranja, a área provável de utilização da língua guató na época dos primeiros contatos com os não índios

Os Guatós são um grupo indígena sul-americano do Alto Paraguai. Falam uma língua isolada[1] . Viviam praticamente em toda a região sudoeste do estado de Mato Grosso, no estado de Mato Grosso do Sul e na Bolívia. Se tornaram respeitados pelo manejo certeiro do arco. Eram grandes construtores de canoas de troncos de árvores e conseguiam sobreviver semanas sobre eles se fosse preciso. Os homens remavam e as mulheres governavam a canoa com uma pá. Uma curiosidade do grupo é que não se mantinham em grandes aldeias e sim em pequenos grupos familiares. Os homens andavam completamente nus e as mulheres cobriam sua parte íntima apenas com um rolo de cordas amarrado a uma linha presa à cintura. Os homens viviam com mais de uma mulher e possuíam grandes brincos feitos de penas coloridas.

A expulsão dos Guatós de seu território ocorreu de modo intenso nas décadas de 1940 e 1950. O gado dos fazendeiros da região invadia e destruía as roças dos índios e os comerciantes de peles expulsavam os guatós da região da Ilha Ínsua. Com isso, se mudaram para outros pontos do Pantanal ou se dirigiram para as periferias de cidades, como Corumbá, Ladário, Aquidauana, Poconé e Cáceres etc. Foram considerados extintos pela Fundação Nacional do Índio a partir de 1950 e, por isso, não receberam qualquer assistência do orgão até 1976, quando missionários encontraram uma aldeia do grupo próxima à periferia da cidade de Corumbá. Lentamente, passaram a lutar pelo seu reconhecimento étnico. São o último povo canoeiro das terras baixas do Pantanal.[2]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.875
  2. http://pib.socioambiental.org/pt/povo/guato/print

Grupo Escoteiro Guatos nro. 11 - Uniao dos Escoteiros do Brasil (UEB) - As atividades aconteciam nos fundos da igreja Sao Jose do Ipiranga - Sao Paulo - Capital - Brasil. O chefe fundador do grupo se chamava Caninana.

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