Guerra Boxim

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Guerra Boxim
戊辰戦争
Boshin war-pt.svg
Mapa da campanha da Guerra Boxim (1868-1869). Os domínios ao sul como Satsuma, Choxu e Tosa (em vermelho) juntaram forças para derrotar as forças do Xogunato na Batalha de Toba-Fuximi, e então foram tomando controle progressivo na ilha Hocaido ao norte.
Data 27 de janeiro de 186827 de junho de 1869
Local Japão
Desfecho Vitória Imperial
Fim do Xogunato
Restauração Meiji
Beligerantes
1868

Flag of the Japanese Emperor.svg Corte Imperial

Daimiô Tozama

1869
Flag of Japan (1870–1999).svg Império do Japão


Apoio:

1868

Tokugawa family crest.svg Xogunato

Aizu
Domínio de Takamatsu
Ouetsu Reppan Domei
Domínio de Jōzai
Domínio de Tsuruoka
Domínio de Kuwana
Domínio de Iyo-Matsuyama










1869
Seal of Ezo.svg República de Ezo


Apoio:

Comandantes
1868–1869

Flag of the Japanese Emperor.svg Flag of Japan (1870–1999).svg Imperador Meiji
Japan Kouzoku Flag 16ben.svg Komatsu Akihito

Exército:

1868

Tokugawa family crest.svg Tokugawa Yoshinobu

Comandantes:
Tokugawa family crest.svg Katsu Kaishu
Tokugawa family crest.svg Enomoto Takeaki
Flag of Aizu domain.svg Matsudaira Katamori
Flag of Aizu domain.svg Shinoda Gisaburō
Matsudaira Sadaaki
Tanaka Tosa
Kondō Isami
Hijikata Toshizō


1869
Enomoto Takeaki (presidente)
Otori Keisuke
Arai Ikunosuke

Conselheiros:
Jules Brunet
Eugène Collache
   
8 200 combatentes mortos, + 5 000 feridos[1]

A Guerra Boxim (戊辰戦争, Boshin Sensō?, "Guerra do Ano do Dragão"),[2] também conhecida no plural como Guerras Boxim ou simplesmente Batalha de Boxim[nota 1] foi uma guerra civil no Japão, travada de 1868 a 1869 entre forças leais ao governo do Xogunato Tokugawa e aqueles que eram favoráveis à restauração do Imperador Meiji.

A guerra tem como uma de suas causas a declaração do imperador de que iria decretar a abolição do xogunato de mais de duzentos anos e a imposição do comando direto da corte imperial. Movimentos militares das forças imperiais e atos de violência feitos por partidários ao império em Edo, levaram Tokugawa Yoshinobu, o xogum, a lançar uma campanha militar para controlar a corte imperial em Quioto.

Em pouco tempo, o apoio da ala militar passou a ser em favor da facção imperial, que era pequena mas relativamente modernizada, e após uma série de batalhas culminando na rendição de Edo, Yoshinobu rendeu-se pessoalmente. O remanescente do governo Tokugawa recuou para o norte de Honxu e posteriormente para Hocaido, onde declarou uma nova república. Derrotados na Batalha de Hacodate, o último resquício do xogunato foi destruído, dando controle supremo por todo o Japão ao império, completando a fase militar da Restauração Meiji.

Cerca de 120 mil homens foram mobilizados durante esse conflito, e desses aproximadamente 3,5 mil foram mortos.[4] No fim da guerra a vitoriosa facção imperial abandonou seus objetivos de expulsar estrangeiros do Japão e, ao invés disso, adotou uma política de contínua modernização com o objetivo de eventualmente renegociar os Tratados Desiguais com os poderes ocidentais.[5] Os partidários dos Tokugawa foram poupados, devido à persistência de Saigo Takamori (um líder proeminente da facção imperial), e muitos dos antigos líderes xogunais foram presenteados com posições de grande responsabilidade no novo governo que se estabelecia.

A Guerra Boxim foi um acontecimento que colocou em evidência o avançado estado de modernização que já havia sido alcançado pelo Japão nos catorze anos após sua abertura para o ocidente, o alto envolvimento de nações ocidentais (especialmente Grã-Bretanha e França) na política do país, e a instalação um tanto turbulenta do poder Imperial. Com o passar do tempo, a guerra foi romantizada pelos japoneses e outros que consideram a Restauração Meiji como uma "revolução pacífica", apesar do número de baixas. Várias dramatizações da guerra foram feitas no Japão, e elementos do conflito foram incorporados no filme estadunidense de 2003, O Último Samurai.[6]

Antecedentes políticos[editar | editar código-fonte]

Descontentamento contra o Xogunato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bakumatsu
Kanrin Maru, navio de guerra a vapor. O Xogunato buscou ativamente a modernização, mas também foi enfrentado pelo crescente descontentamento interno contra a perda da soberania nacional que foi trazida pelo contacto com os ocidentais

Nos dois séculos anteriores a 1854, o Japão havia limitado severamente o comércio com nações estrangeiras (principalmente com as europeias), à exceção da Coreia (através de Tsuxima), da China durante a Dinastia Quingue (através das ilhas Léquias, atual Oquinaua), e do Império Colonial Neerlandês (através dos portos de comercio em Dejima).[nota 2][9][10] Em 1854, Comodoro Perry abriu o Japão ao comércio global sob a ameaça implícita do uso da força militar, iniciando assim um período de rápido desenvolvimento no comércio exterior e na ocidentalização do país.[11] Em grande parte devido aos termos humilhantes dos Tratados Desiguais, impostos pelo Comodoro Perry, o Xogunato viu-se forçado a enfrentar o descontentamento interno que se materializou em um movimento radical xenofóbico, o Sonnō jōi (尊王攘夷, lit. "Reverenciar o Imperador, expulsar os bárbaros"?).[12]

O imperador Komei era favorável a esse pensamento, e — quebrando séculos de tradição imperial — começou a tomar um papel ativo em assuntos do estado: quando oportunidades surgiam, ele fulminava contra os tratados e tentava interferir na sucessão xogunal. Seus esforços resultaram na sua "Ordem de expulsar os bárbaros" em 1863. O Xogunato não tinha a mínima intenção de reforçar a ordem, por isso ela inspirou ataques contra o próprio Xogunato e contra estrangeiros no Japão: o incidente mais famoso foi o assassinato do comerciante inglês Charles Lennox Richardson, em que o governo Tokugawa foi obrigado a pagar uma indenização de cem mil libras britânicas.[13] Outros ataques incluíram o bombardeio de navios estrangeiros em Shimonoseki.[14]

Em 1864, essas ações xenofóbicas foram controladas com sucesso por retaliações armadas de poderes estrangeiros, como o Bombardeio Britânico de Kagoshima e o Bombardeio de Shimonoseki. Ao mesmo tempo, as forças de Choxu, juntamente com ronins xenofóbicos, realizaram a Rebelião de Hamaguri tentando tomar controle da cidade de Quioto, onde a corte Imperial se encontrava, mas o futuro xogum Tokugawa Yoshinobu comandou uma expedição punitiva e os derrotou. Nesse ponto a resistência inicial entre os líderes em Choxu e na corte Imperial diminuiu, mas durante o ano seguinte os Tokugawa se mostrariam incapazes de reafirmar seu controle total sobre o país, já que muitos daimiôs começaram a ignorar ordens e pedidos de Edo.[15]

Assistência militar estrangeira[editar | editar código-fonte]

Treinamento de tropas do Xogunato pela Missão Militar Francesa mandada ao Japão em 1867

Apesar do bombardeio de Kagoshima, o domínio Satsuma havia se tornado próximo dos britânicos e buscava a modernização de suas tropas e marinha com o apoio deles.[16] O negociante escocês Thomas Blaker Glover vendeu navios de guerra e armas para as províncias sulistas.[nota 3][17] Conselheiros militares anglo-americanos, normalmente ex-oficiais, podem ter tido envolvimento direto como esse esforço militar.[nota 4][19] O embaixador britânico Harry Smith Parkes apoiou forças antixoguis em um esforço para estabelecer um governo imperial unificado e legítimo no Japão. Durante esse período, líderes japoneses do sul como Saigo Takamori de Satsuma, ou Ito Hirobumi e Inoue Kaoru de Choxu cultivaram conexões pessoais com diplomatas britânicos, notavelmente com Ernest Mason Satow.[nota 5][21]

O Xogunato também estava se preparando para futuros conflitos, modernizando suas forças. Devido aos desígnios de Parkes, os britânicos, os principais parceiros do Xogunato, provaram-se relutantes em providenciar assistência.[nota 6] Os Tokugawa então confiavam principalmente em conselheiros franceses, confortados pelo prestígio militar de Napoleão III naquele tempo, conquistado pelos seus sucessos na Guerra da Crimeia e na Guerra da Itália.[nota 7][26] O Xogunato tomou grandes medidas para a construção de um exército moderno e poderoso: uma marinha com um núcleo de oito navios de guerra a vapor havia sido construída no decorrer dos anos e já era a mais forte de toda Ásia.[27] Em 1865, o primeiro arsenal naval moderno do Japão foi construído em Yokosuka pelo engenheiro francês Léonce Verny. Em janeiro de 1867, uma missão militar francesa chegou para reorganizar os exércitos xogunais e criar uma força de elite, e um pedido foi feito aos EUA para comprar o navio de guerra couraçado CSS Stonewall, construído pelos franceses. Devido a declaração de neutralidade dos poderes ocidentais, os americanos recusaram-se a liberar o navio, mas uma vez que a declaração foi revogada, a fação imperial obteve o navio de guerra e usou em combates em Hacodate sobre o nome de Kotetsu (literalmente couraçado).[28]

Golpe de Estado[editar | editar código-fonte]

Destruição do palácio de Satsuma pelas forças do xogunato em Edo

Seguindo um golpe interno e uma revolta renovada pelos Choxu, e a intenção anunciada do Xogunato de mandar uma expedição para acabar com a revolta, os Choxu formaram uma aliança secreta com Satsuma (Aliança Satchō). No final de 1866, entretanto, o xogum Iemochi e o Imperador Komei morreram, respetivamente sucedidos por Yoshinobu e o Imperador Meiji. Esses eventos "criaram uma trégua inevitável".[29] Em 9 de novembro de 1867, uma ordem secreta enviada a Satsuma e a Choxu pela autoridade do Imperador Meiji ordenava o "massacre dos traidores leais a Yoshinobu."[nota 8][31] Mas antes disso, seguindo a proposta do daimiô de Tosa, Yoshinobu abdicou seu posto e suas autoridades ao Imperador, concordando em solicitar uma assembleia geral de daimiôs para criar um novo governo. O Xogunato Tokugawa havia terminado.[32][33]

Enquanto a rendição de Yoshinobu criara um vazio nominal no nível mais alto do governo, a máquina do estado continuava a existir. Além do mais, o governo do xogunato, particularmente a família Tokugawa, iria permanecer uma força proeminente na nova ordem política e iria permanecer com muitos poderes executivos,[34] uma perspetiva que os daimiôs de Satsuma e Choxu acharam intolerável. Os eventos culminaram em um desfecho crítico em 3 de janeiro de 1868, quando esses elementos tomaram controle do palácio Imperial em Quioto, e no dia seguinte fizeram o Imperador Meiji, com apenas quinze anos, declarar sua própria restauração do poder total sobre o governo. Embora a maior parte da assembleia consultiva imperial estivesse feliz com a declaração formal do controle imperial e favorecesse uma colaboração contínua com os Tokugawa[nota 9], Saigo Takamori ameaçou a assembleia para que ela proclamasse a abolição do título de "xogum" e que confiscasse as terras de Yoshinobu.[36][nota 10]

Embora Yoshinobu tenha inicialmente concordado com as exigências, em 17 de janeiro de 1868 ele declarou "que não iria se curvar a proclamação da Restauração e chamou a corte para rescindi-la."[37] Em 24 de janeiro, Yoshinobu decidiu se preparar para atacar Quioto, ocupada pelas forças de Satsuma e Choxu. Essa decisão foi motivada por uma série de incêndios criminosos em Edo, começando com o incêndio nos arredores do Castelo Edo, a principal residência dos Tokugawa. Ronins de Satsuma, que haviam atacado um oficial do governo naquele mesmo dia, foram acusados de ser os responsáveis pelo incidente. No dia seguinte, as forças do xogunato responderam atacando a residência do daimiô de Satsuma em Edo, onde muitos oponentes do xogunato, sob liderança de Takamori, estavam se escondendo e criando problema pela cidade. O lugar foi queimado, e todos os oponentes foram mortos ou posteriormente executados.[38]

Conflitos abertos[editar | editar código-fonte]

Cena da batalha em Toba-Fuximi. Forças do Xogunato estão na esquerda, incluindo batalhões de Aizu. Na direita estão as forças de Choxu e Tosa. Estes são batalhões modernizados, mas alguns membros de ambas as forças também são samurais tradicionais (especialmente no lado do Xogunato)

Em 27 de janeiro de 1868, as forças do xogunato atacaram as de Choxu e Satsuma, enfrentando-se perto de Toba e Fuximi, na entrada de Quioto. Alguns membros do exército de quinze mil homens do xogunato haviam sido treinados por conselheiros militares franceses, mas a maioria permanecia como uma força samurai medieval. Enquanto isso, as forças de Choxu e de Satsuma tinham uma desvantagem numérica de três para um, mas eram totalmente modernizadas. Após um início inconclusivo,[nota 11][39] no segundo dia, o imperador deu seu galhardete oficial para as tropas de defesa, e nomeou como comandante em chefe um de seus parentes, Komatsu Akihito, fazendo das forças um exército imperial (官軍, kangun) oficial.[nota 12][41] Entretanto, convencido por conselheiros da corte e vários daimiôs locais, o Príncipe Arisugawa Taruhito, fiel ao Xogum, começou a apoiar a corte imperial. Outros debandaram para o lado imperial, incluindo o daimiôs de Iodo e Tsu, que trocaram de lado em 5 e 6 de fevereiro respectivamente, mudando a situação militar a favor do lado imperial.[42]

Em 7 de fevereiro, Tokugawa Yoshinobu, aparentemente angustiado pela aprovação imperial dadas as ações de Satsuma e Choxu, fugiu de Osaca a bordo do Kanrin Maru, recuando de Edo. Desmoralizadas por sua fuga e pela traição de Iodo e Tsu, as forças do Xogunato recuaram, fazendo da Batalha de Toba-Fuximi uma vitória imperial, embora já tenha sido considerado que as forças do Xogunato teriam ganhado o conflito.[nota 13][43] O castelo de Osaca logo foi atacado em 8 de fevereiro (em 1 de março, no calendário ocidental), dando um fim à batalha de Toba-Fuximi.[44]

O assassinato de marinheiros franceses no Incidente Sacai. Le Monde ilustrado

No front diplomático, ministros de nações estrangeiras reuniram-se no porto aberto de Hiogo (Cobe) no início de fevereiro e emitiram uma declaração proclamando que o Xogunato ainda era considerado o único governo de direito do Japão, dando esperança a Tokugawa Yoshinobu de que nações estrangeiras (especialmente a França) poderiam considerar uma intervenção em seu favor. Alguns dias depois, entretanto, uma delegação Imperial visitou os ministros e declarou que o Xogunato havia sido abolido, que os portos seriam abertos de acordo com tratados internacionais e que estrangeiros seriam protegidos. Os ministros finalmente decidiram reconhecer o novo governo.[45]

A ascensão de sentimentos antiestrangeiros, todavia, levou a vários ataques a estes no meses seguintes. Onze marinheiros franceses da corveta Dupleix foram mortos por samurais do Tosa no incidente Sacai em 8 de março de 1868. Quinze dias depois, Sir Harry Parkes, o embaixador britânico, foi atacado por um grupo de samurais nas ruas de Quioto.[46]

Rendição de Edo[editar | editar código-fonte]

Kondo Isami, líder do grupo pro-Xogunato Shinsengumi, lutando contra soldados de Tosa (com uma "Barba vermelha" distinta (赤熊 , Shaguma) e perucas dos oficiais) na Batalha de Coxu-Catsunuma

Em fevereiro, com a ajuda do embaixador francês Léon Roches, um plano estava sendo elaborado para conter o avanço imperial em Odauara, o último ponto estratégico de entrada para Edo, mas Yoshinobu se opôs a esse plano. Chocado, Léon abdicou de sua posição. No início de março, sob a influência do ministro britânico Harry Parkes, nações estrangeiras assinaram um rigoroso acordo de neutralidade, em que elas não poderiam intervir nem fornecer suprimentos militares para nenhum dos dois lados até que o conflito terminasse.[47]

Saigo Takamori comandou as forças imperiais ao norte e a leste pelo Japão, ganhando a Batalha de Coxu-Catsunuma. Ele finalmente cercou Edo em maio de 1868, o que resultou na rendição incondicional da cidade após uma negociação de Katsu Kaishu, o ministro do exército do xogum.[48] Alguns grupos continuaram resistindo depois da rendição, mas foram derrotados na Batalha de Ueno. Enquanto isso, o líder da marinha do xogum, Enomoto Takeaki, recusou-se a render seus navios e, em 20 de agosto de 1868, escapou com os remanescentes (oito navios de guerra: Kaiten, Banryu, Chiyodagata, Chogei, Kaiyo Maru, Kanrin Maru, Mikaho e o Shinsoku), e com dois mil oficiais da marinha, na esperança de iniciar um contra ataque com a ajuda dos daimiôs do norte. Ele foi acompanhado por um grupo de conselheiros militares franceses, entre eles se destacou Jules Brunet, que havia formalmente abandonado a Marinha francesa para poder acompanhar os rebeldes.[18]

Resistência da Coalizão do Norte[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ouetsu Reppan Domei
Tropas de Sendai, seguindo sua mobilização em abril, juntas em uma aliança do norte contra as forças imperiais em maio de 1868

Após a rendição de Yoshinobu,[nota 14] a maior parte do Japão aceitou a autoridade imperial, mas um grupo leal ao xogunato no norte, apoiado pelo clã Aizu, continuou a resistência.[50] Em maio, vários daimiôs do norte formaram uma aliança para lutar contra as tropas imperiais, a Coalizão do Norte (奥羽越列藩同盟) era composta pelos domínios de Sendai, Yonezawa, Aizu, Xonai e Nagaoca, e tinha um total de 50 mil homens.[51] Um Príncipe Imperial, Kitashirakawa Yoshihisa havia fugido para o norte com partidários do Xogunato Tokugawa e foi feito chefe nominal da Coalizão do Norte, com o objetivo de posteriormente nomeá-lo "Imperador Tobu".[52]

A frota de Enomoto juntou-se ao porto de Sendai em 26 de agosto. Apesar da Coalizão do Norte ser numerosa, era mal equipada, e dependia de métodos de luta tradicionais. Armamentos modernos eram escassos, e esforços de última hora foram feitos para construir canhões feitos de madeira e reforçados com cordas, que atiravam projéteis de pedra. Tais canhões, instalados em estruturas defensivas, podiam somente atirar quatro ou cinco projéteis antes de explodir.[nota 15][2] Apesar disso, a Coalizão do Norte contava com a ajuda do negociador de armas alemão Henry Schnell, que possuía uma relação de proximidade com o clã Aizu e chegou a vender 780 rifles para Kajiwara Heima.[54]

Canhões de madeira usados pelo feudo Sendai durante a Guerra Boxim (à esquerda). Castelo destruído de Xiracaua-Comine, durante a Batalha de Aizu (à direita).

Em maio de 1868, o daimiô de Nagaoka infligiu grandes perdas às tropas imperiais na Batalha de Hokuetsu, mas o seu castelo finalmente caiu em 19 de maio. Tropas imperiais continuaram avançando ao norte, derrotando o Shinsengumi na Batalha da Passagem de Bonari, o que abriu caminho para o ataque no castelo de Aizuwakamatsu na Batalha de Aizu em outubro de 1868, fazendo com que a posição de Sendai ficasse indefensável.[55]

A coalizão ruiu em 12 de outubro de 1868, a frota deixou Sendai e foi para Hocaido, depois de ter conseguido mais dois navios (Oe e Hoo, anteriormente emprestados por Sendai no Xogunato), e aproximadamente mil soldados adicionais: tropas xogunais remanescentes sob o comando de Otori Keisuke, tropas do Shinsengumi sob o comando de Hijikata Toshizo, Yugekitai sob o comando de Katsutaro Hitomi, também como muitos conselheiros franceses (Fortan, Garde, Marlin, Bouffier).[18]

Em 26 de outubro, a cidade de Edo foi renomeada para Tóquio, e a Era Meiji foi oficialmente iniciada. Após uma prolongada batalha de um mês, Aizu finalmente admitiu derrota em 6 de Novembro, levando a um suicídio em massa dos guerreiros jovens do Byakkotai (Corporação do Tigre Branco).[56]

A campanha de Hokkaido[editar | editar código-fonte]

Criação da República de Ezo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: República de Ezo
Os conselheiros militares franceses e seus aliados japoneses em Hocaido

Após a derrota em Honxu, Enomoto Takeaki recuou para Hocaido com o remanescente da marinha e do grupo de conselheiros franceses. Juntos eles organizaram um governo, com o objetivo de estabelecer uma nação independente dedicada ao desenvolvimento de Hocaido.[57] Eles estabeleceram formalmente, em 25 de dezembro, a República de Ezo. A única república que já foi formada no Japão até hoje, Enomoto foi eleito Presidente com uma ampla maioria.[57] A república tentou estabelecer relações com várias delegações estrangeiras presentes em Hacodate (entre elas as de Estados Unidos, França e Rússia)[57], mas não conseguiu ganhar muito reconhecimento nem apoio internacional. Enomoto ofereceu ceder o território ao Xogum Tokugawa, sob o comando imperial, mas sua proposta foi recusada pelo Conselho de Governança Imperial.[nota 16][58]

Durante o inverno, eles fortificaram suas defesas ao redor da península no Sul de Hacodate, com a nova fortaleza de Goryokaku no centro. As tropas foram estruturadas sob um comando franco-japonês, o comandante em chefe Otori Keisuke foi auxiliado pelo capitão francês Jules Brunet, e as tropas divididas em quatro brigadas. Cada uma dessas era comandada por um oficial francês não comissionado (Arthur Fortant, Jean Marlin, Cazeneuve, François Bouffier), e eram também divididas em oito meia-brigadas, cada uma sob o comando de um japonês.[59]

Perdas finais e rendição[editar | editar código-fonte]

Kotetsu, o couraçado da Marinha Imperial

A marinha imperial chegou a enseada de Miaco em 20 de março. Porém, conseguindo antecipar a chegada dos navios imperiais, os rebeldes de Ezo organizaram um ousado plano para tomar controle do navio Kotetsu. Três navios de guerra foram mandados em um ataque surpresa, no que ficou conhecido como a Batalha Naval de Miaco. A batalha resultou em uma derrota para o lado dos Tokugawa, devido ao clima ruim, problemas nos motores dos navios e um uso decisivo da metralhadora Gatling pelas tropas imperiais nos grupos de samurais que invadiam.[nota 17][60]

Forças imperiais logo consolidaram seu comando no continente japonês, e em abril de 1869, mandaram uma frota e infantaria de sete mil homens para Ezo, dando continuidade à Batalha de Hacodate. As forças imperiais rapidamente prosseguiram e venceram a Batalha naval da Baía de Hacodate, a primeira batalha em larga escala de duas marinhas modernas japonesas, enquanto as forças de Goryokaku foram cercadas com um remanescente de 800 homens. Vendo que a situação tornara-se desesperadora, os conselheiros franceses fugiram para um navio francês atracado no porto de Hacodate, o Coetlogon, que estava sob o comando de Dupetit-Thouars, de onde eles foram mandados para Iocoama e para França. Os japoneses pediram que os conselheiros franceses tivessem um julgamento na França; entretanto, devido ao apoio popular francês as suas ações, eles não foram punidos.[60]

Enomoto havia resolvido lutar até o fim, e havia mandado seus pertences ao seu adversário para que ele os preservasse,[nota 18] mas Otori o convenceu a se render, dizendo a ele que continuar vivendo depois da derrota é que seria o caminho corajoso: "Se é morrer que você quer pode fazê-lo a qualquer hora".[61] Enomoto rendeu-se em 27 de junho de 1869, pondo um fim a República de Ezo e, consequentemente, aceitando o autoridade do Imperador Meiji.[62]

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Era Meiji
Retrato fotográfico oficial do Imperador de 21 anos Meiji, em 1873

Após a vitória, o novo governo prosseguiu em unificar o país sobre um único, poderoso e legítimo governo imperial. O poder político e militar dos vários feudos foi progressivamente eliminado, estes transformaram-se em províncias, cujos governadores foram nomeados pelo Imperador. Uma das principais reformas foi a abolição do título de samurai, o que permitiu a muitos deles assumir cargos administrativos, mas fez com que muitos outros ficassem pobres.[nota 19][63] Os domínios do sul (Satsuma, Choxu e Tosa), que tiveram um papel decisivo na vitória, ocuparam a maior parte dos cargos-chave no governo por várias décadas após o conflito, uma situação algumas vezes chamada de "oligarquia Meiji" e formalizada com a instituição do Genro.[nota 20][65] Em 1869, o Santuário Iassucuni foi construído em Tóquio foi construído em homenagem às vitimas da Guerra Boxim.[66]

Líderes partidários do antigo Xogum foram presos, e por pouco escaparam da execução. Essa clemência originou-se da insistência de Saigo Tokamori e Iwakura Tomomi em poupá-los, e da influência causada pelo conselho de Parks, o enviado britânico. Ele recomendou com ímpeto a Saigo, como foi registrado por Ernest Satow, "essa severidade em direção os partidários de Keiki [Yoshinobu], especialmente em relação a punições pessoais, iria prejudicar a reputação do novo governo na opinião dos poderes europeus".[67] Depois de dois ou três anos de aprisionamento, a maioria deles foi chamada para servir ao novo governo, e vários deles tiveram carreiras brilhantes. No caso de Enomoto Takeaki, ex-líder das forças pro-xogunato, chegou a servir o governo como um enviado para a Rússia e a China e, de 1889 a 1890, como ministro da educação.[61][68]

O lado Imperial não manteve o seu objetivo de expulsar interesses estrangeiros do Japão, mas ao invés disso mudou para uma política mais progressiva focando em uma contínua modernização do país e na renegociação dos tratados desiguais com poderes estrangeiros, posteriormente usando o lema "País rico, exército forte" (富国強兵 Fukoku Kyōhei).[5] A mudança de comportamento em relação aos estrangeiros veio durante os dias iniciais da guerra civil: em 8 de abril de 1868, novos cartazes que repudiavam, especificamente, a violência contra estrangeiros foram erguidos em Quioto (e depois por todo o país).[69] Durante o conflito, Meiji recebeu enviados europeus pessoalmente, primeiro em Quioto, depois em Osaca e Tóquio.[70] Também sem precedentes foi a recepção de Meiji a Alfredo, Duque de Edimburgo em Tóquio, "como seu igual em ponto de sangue".[71] Embora o início da era Meiji tenha sido marcado por uma aproximação entre a corte imperial e os poderes estrangeiros, as relações com a França sofreram um revés devido ao apoio inicial desta ao xogum, embora uma segunda missão militar tenha sido convidada ao Japão em 1874, e uma terceira em 1884. Um alto nível de interação ocorreu em 1886 quando a França ajudou a construir a primeira frota moderna e de larga escala da Marinha Imperial Japonesa, sob a direção do engenheiro naval Louis-Émile Bertin.[72] A modernização do país já havia de fato sido extensivamente iniciada durante os últimos anos do Xogunato, e o governo Meiji adotou a mesma orientação, embora tivesse mais capacidade em mobilizar todo o país em direção a modernização do que o governo predecessor.[11]

Saigo Takamori, em seu uniforme do Exército, com oficiais da Rebelião de Satsuma

Após sua coroação, Meiji emitiu sua Carta de Juramento, chamando por assembleias deliberativas, prometendo aumentar as oportunidades para o cidadão comum, abolindo os "maus costumes do passado", e buscando conhecimento através do mundo "para fortificar as fundações do governo imperial".[73][74] Reformas proeminentes incluíram a abolição do sistema de domínios em 1871, pelo qual os domínios feudais e seus senhores hereditários foram substituídos por províncias com governadores apontados pelo imperador.[nota 21][75] Outras reformas foram a introdução de instrução escolar compulsória e a abolição das distinções de classes confucianas. As reformas culminaram na emissão da Constituição Meiji em 1889. Entretanto, apesar do apoio dado à corte imperial pelos samurais, muitas das reformas iniciais de Meiji foram vistas como prejudiciais para os interesses destes: a criação de um exército conscrito de cidadãos comuns, também como a perda do prestígio hereditário e estipêndios, antagonizou muitos dos ex-samurais.[76] As tensões aumentaram no sul, levando a Rebelião de Saga em 1874, e a rebelião em Choxu em 1876. Ex-samurais em Satsuma, comandados por Saigo Takamori, que havia deixado o governo devido a divergências sobre a política estrangeira, iniciaram a Rebelião de Satsuma em 1877.[77] Lutando pela manutenção da classe samurai e por um governo mais virtuoso; seu lema era "Novo governo, moralidade alta. (新政厚徳, Shinsei Kōtoku)" A rebelião acabou em total derrota na Batalha de Xiroiama.[78][nota 22]

Visões modernas do conflito[editar | editar código-fonte]

Uma visão romantizada da Batalha de Hacodate (函館戦争の図), pintada possivelmente em 1880. O ataque da cavalaria, com um barco afundando no fundo, é comandado pelos líderes da rebelião em armaduras samurais anacrônicas. Soldados franceses são mostrados atrás da cavalaria em calças brancas. Com um navio de guerra moderno visível ao fundo, tropas imperiais com uniformes modernos estão à direita

Em publicações mais atuais, a restauração Meiji é frequentemente descrita como uma "revolução pacífica" que levou à repentina modernização do Japão. Mas os fatos da Guerra Boxim claramente mostram que o conflito foi violento: aproximadamente 120 mil homens foram mobilizados e houve 3500 baixas durante confrontos abertos, porém a maior parte ocorreu durante ataques terroristas.[4] Descrições posteriores da guerra tendem a ser altamente romantizadas, mostrando o lado do Xogunato lutando com métodos e armamentos tradicionais, contra um lado Imperial já totalmente modernizado. E embora as técnicas e armamentos tradicionais tenham sido usados, ambos os lados empregaram algumas das técnicas e armamentos mais modernos da época, incluindo o couraçado, a metralhadora Gatling, e técnicas de luta aprendidas com conselheiros ocidentais.[4]

Tais descrições incluem várias dramatizações, que se difundem em vários gêneros. Jiro Asada escreveu um romance de quatro volumes sobre o acontecimento, Mibu Gishi-den.[80] Uma adaptação cinematográfica do trabalho de Asada, dirigida por Yojiro Takita, é conhecida como "A Última Espada".[81] Um jidaigeki[nota 23] de dez horas feito para a televisão baseado no mesmo romance é estrelado por Ken Watanabe. Um filme de 2001, Goryokaku, é outro judaigeki destacando a resistência em Hocaido. O famoso animê Rurouni Kenshin passa-se dez anos após a Guerra Boxim. O animê desenrola-se em torno dos efeitos da guerra, que terminou com o regime Tokugawa e iniciou a Era Meiji.[83]

Em 2003, o filme O Último Samurai combina em uma única narrativa situações históricas que pertenciam tanto à Guerra Boxim quanto à Rebelião de Satsuma de 1877.[6] Os elementos do filme relacionados à modernização das forças militares japonesas e ao envolvimento de forças estrangeiras (majoritariamente da França) são relacionadas à Guerra Boxim e aos últimos anos anteriores a ela. Em contraste, a resistência suicida das forças samurais tradicionalistas, comandadas por Saigo Takamori, contra o exército Imperial modernizado se relaciona muito mais à Rebelião de Satsuma.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Boxim (戊辰) é a designação do quinto ano do ciclo sexagenário em calendários orientais asiáticos. 戊辰 também pode ser lido como "tsuchinoe-tatsu" em japonês, literalmente "Irmão mais velho do Dragão da Terra".[3]
  2. Graças à interação com os neerlandeses, o estudo das ciências ocidentais continuou durante esse período sobre o nome de Rangaku, permitindo ao Japão estudar e seguir a maior parte dos passos das revoluções científica e industrial.[7][8]
  3. Desde o início de 1865, Thomas Blake Glover vendeu 7.500 rifles Minié para o clã Choxu, permitindo-lhe tornar-se totalmente modernizado. Nakaoka Shintaro, alguns meses depois, notou que "em todos os aspetos as forças do han foram renovadas; existem apenas a companhia de rifles (espingardas) e canhões, e os rifles são Minie, os canhões são de recarga de cápsulas pela retaguarda"[17]
  4. Essa é uma alegação feita por Jules Brunet em uma carta a Napoleão III: "Eu preciso avisar o Imperador da presença de vários oficiais americanos e britânicos, aposentados ou em licença, nesse grupo [os daimiôs do sul] que é hostil aos interesses franceses. A presença de líderes ocidentais entre nossos inimigos pode prejudicar meu sucesso de um ponto de vista político, mas ninguém pode me impedir de reportar essa informação de campanha que Vossa Majestade irá sem dúvida achar interessante".[18]
  5. Esses encontros são descritos no "Um diplomata no Japão" de 1869 por Satow, onde ele famosamente descreve Saigo como um homem com "um olho que brilhava como um grande diamante negro".[20]
  6. Um pedido de 1864 para Sir Rutherford Alcock para fornecer conselheiros militares britânicos dos 1500 homens estacionados em Iocoama ficou sem resposta[22], e quando Takenaka Shibata visitou a Grã-Bretanha e a França, em setembro de 1865, pedindo assistência, somente os franceses mostraram-se disponíveis.[23][24]
  7. Seguindo o acordo com a França, o embaixador francês no Japão Léon Roches, tentando não alienar a Grã-Bretanha, fez com que o Xogum pedisse por uma missão naval britânica que chegou algum tempo depois da missão militar francesa de 1867.[25]
  8. Existe um debate sobre a autenticidade daquela ordem, devido a sua linguagem violenta e o fato de que, apesar de estar usando o pronome imperial chin, ela não possuía a assinatura de Meiji.[30]
  9. Uma colaboração que seria definida sob conceito do kōgiseitai (公議政体派), que significa "governo justo".[35]
  10. Enquanto a assembleia se declarava favorável à colaboração com o Xogunato, Saigo Takamori comunicou que, "Isso pode ser resolvido com uma adaga".[36] A palavra específica usada para adaga foi "tanto".
  11. Saigo, embora excitado com o início do combate, tinha planos de evacuar o imperador de Quioto se a situação o exigisse.[39]
  12. O galhardete vermelho e branco havia sido concebido e desenhado por Okubo Toshimichi, Iwakura Tomomi, entre outros. O líder nominal do exército, Príncipe Ninnajinomiya Yoshiaki, também foi presenteado com uma espada especial e apontado com o título de "grande general conquistador do leste". Forças opositoras às da corte imperial foram consideradas "inimigas da corte". Outro parente do imperador, príncipe Arisugawa Taruhito, tornou-se Ministro Chefe.[40]
  13. "Militarmente, os Tokugawa eram bastante superiores. Eles tinham de três a cinco vezes mais soldados, e tinham controle do castelo de Osaca, que usavam como base; podiam contar com as forças modernizadas pelos franceses em Edo, e tinham a frota de navios mais poderosa do Leste da Ásia disponível no porto de Osaca. Em uma luta normal, o lado imperial provavelmente perderia. Saigo Takamori, antecipando a derrota, havia transferido o Imperador para as montanhas Chugocu e estava se preparando com uma guerrilha."[43]
  14. Tokugawa Yoshinobu foi colocado em prisão domiciliar e perdeu todos os seus títulos, terras e poder. Ele foi libertado posteriormente, quando demonstrou não ter mais interesse e ambições nos afazeres nacionais. Ele se aposentou e foi para Shizuoka, o lugar onde seus ancestral Tokugawa Ieyasu, também tinha ido.[49]
  15. Uma apresentação detalhada dos artefatos daquela fase da guerra são visíveis no Museu da cidade de Sendai, Sendai, Japão.[53]
  16. Em uma carta de Enomoto para o Conselho de Governança Imperial: "Nós rezamos para que essa porção do Império possa ser conferida ao nosso último senhor, Tokugawa Kamenosuke; e nesse caso, nós iremos pagar por sua beneficência sendo os guardiães fiéis do portão do norte".[58]
  17. Collache estava a bordo de um dos navios que participaram do ataque. Ele teve que afundar seu navio e fugir por terra adentro, até que ele se rendeu junto com seus colegas e foi transferido para uma prisão em Tóquio. Ele no final das contas, retornou a França são e salvo para contar a história.[60]
  18. Esses pertences incluíam os Códigos Navais que ele tinha trazido dos Países Baixos, os quais confiou ao general das tropas imperiais, Kuroda Kiyotaka.[61]
  19. A maioria das distinções legais entre os samurais e as pessoas comuns foram rapidamente abolidas, e o estipêndio dos samurais, que era tradicionalmente pago em arroz, no início passou a ser pago em dinheiro, e este foi posteriormente convertido em um desconto para títulos do governo.[63]
  20. Por exemplo, Saigo Takamori, Okubo Toshimichi, e Togo Heihachiro todos vieram de Satsuma.[64]
  21. Muitos daimiôs foram nomeados como os primeiros governadores, e subsequentemente receberam grandes pensões e títulos de nobreza. Nos anos seguintes, os trezentos domínios foram reduzidos a 50 províncias.[75]
  22. Saigo professou sua lealdade contínua a Meiji e usou seu uniforme do Exército Imperial através de todo o conflito. Ele cometeu suicídio antes do último ataque da rebelião, e foi postumamente perdoado pelo Imperador nos anos subsequentes.[79]
  23. Gênero japonês que retrata períodos de época. Normalmente a época é o período Edo, mas outros períodos também são retratados com menos frequência.[82]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]