Guerra Boshin

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Mapa da campanha da Guerra Boshin (1868-1869). Os domínios ao sul como Satsuma, Choshu e Tosa (em vermelho) juntaram forças para derrotar as forças do Xogunato na Batalha de Toba-Fushimi, e então foram tomando controle progressivo na ilha Hokkaido ao norte.

A Guerra Boshin (戊辰戦争, Boshin Sensō?, "Guerra do Ano do Dragão")[1] foi uma guerra civil no Japão, travada de 1868 a 1869 entre forças do governo do Xogunato Tokugawa e aqueles que favoreciam a restauração do Imperador Meiji.

A guerra encontra suas origens na declaração do imperador da abolição do xogunato de mais de duzentos anos e a imposição do comando direto da corte imperial. Movimentos militares das forças imperiais e atos de violência partidários ao império em Edo, levaram Tokugawa Yoshinobu, o xogum, a lançar uma campanha militar para controlar a corte imperial em Quioto.

A maré militar rapidamente mudou em favor da facção imperial, que era pequena mas relativamente modernizada, e após uma série de batalhas culminando na rendição de Edo, Yoshinobu pessoalmente rendeu-se. O remanescente do governo Tokugawa recuou para o norte de Honshu e posteriormente para Hokkaido, onde declarou uma nova república. Derrotados na Batalha de Hakodate, o último resquício do xogunato foi destruído, dando controle supremo ao império por todo o Japão, completando a fase militar da Restauração Meiji.

Cerca de 120 mil homens foram mobilizados durante esse conflito, e desses aproximadamente 3,5 mil foram mortos.[2] No fim da guerra a vitoriosa facção imperial abandonou seus objetivos de expulsar estrangeiros do Japão e ao invés disso adotou uma política de contínua modernização com o objetivo de eventualmente renegociar os Tratados Desiguais com os poderes ocidentais. Os partidários dos Tokugawa foram poupados, devido à persistência de Saigo Takamori (um líder proeminente da facção imperial), e muitos dos antigos líderes xogunais foram presenteados com posições de grande responsabilidade no novo governo que se estabelecia.

A Guerra Boshin é testemunha do avançado estado de modernização que já havia sido alcançado pelo Japão nos catorze anos após sua abertura para o ocidente, o alto envolvimento de nações ocidentais (especialmente Grã-Bretanha e França) na política do país, e a instalação um tanto turbulenta do poder Imperial. Com o passar do tempo, a guerra foi romantizada pelos japoneses e outros que consideram a Restauração Meiji como uma “revolução pacífica”, apesar do número de baixas. Várias dramatizações da guerra foram feitas no Japão, e elementos do conflito foram incorporados no filme estadunidense de 2003, O Último Samurai.

Antecedentes políticos[editar | editar código-fonte]

Descontentamento contra o Xogunato[editar | editar código-fonte]

Kanrin Maru, navio de guerra a vapor. O Xogunato buscou ativamente a modernização, mas também foi enfrentado pelo crescente descontentamento interno contra o dano causado a soberania nacional que foi trazido pelo contacto com os ocidentais.

Nos dois séculos anteriores a 1854, o Japão havia limitado severamente o comércio com nações estrangeiras (principalmente com a europa), à exceção da Coreia (através de Tsushima), da China durante a Dinastia Qing (através de Riukyu, atual Okinawa), e com o Império Colonial Neerlandês (através dos portos de comercio em Dejima).[3] Em 1854, Comodoro Perry abriu o Japão ao comércio global sob a ameaça implícita do uso da força militar, iniciando assim um período de rápido desenvolvimento no comércio exterior e na ocidentalização do país. Em grande parte devido aos termos humilhantes dos Tratados Desiguais, impostos pelo Comodoro Perry, o Xogunato viu-se forçado a enfrentar o descontentamento interno que se materializou em um movimento xenofóbico e radical, o Sonnō jōi (尊王攘夷, lit. "Reverenciar o Imperador, expulsar os bárbaros"?).[4]

O Imperador Komei concordou com tais sentimentos, e — quebrando séculos de tradição imperial — começou a tomar um papel ativo em assuntos do estado: quando oportunidades surgiam, ele fulminava contra os tratados e tentava interferir na sucessão xogunal. Seus esforços culminaram em 1863, com sua “Ordem de expulsar os bárbaros.” Apesar do Xogunato não ter a mínima intenção de reforçar a ordem, ela ainda assim inspirou ataques contra o Xogunato e contra estrangeiros no Japão: o incidente mais famoso foi o assassinato do comerciante inglês Charles Lennox Richardson, em que o governo Tokugawa foi obrigado a pagar uma indenização de cem mil libras britânicas.[5] Outros ataques incluíram o bombardeio de navios estrangeiros em Shimonoseki.[6]

Tropas xogunais em 1864. Illustrated London News.

Durante 1864, essas ações xenofóbicas foram controladas com sucesso por retaliações armadas de poderes estrangeiros, como o Bombardeio Britânico de Kagoshima e o Bombardeio multinacional de Shimonoseki. Ao mesmo tempo, as forças de Choshu, juntamente com ronins xenofóbicos, realizaram a Rebelião de Hamaguri tentando tomar controle da cidade de Quioto, onde a corte Imperial se encontrava, mas o futuro xogun Tokugawa Yoshinobu comandou uma expedição punitiva e os derrotou. Nesse ponto a resistência inicial entre os líderes em Choshu e na corte Imperial diminuiu, mas durante o ano seguinte os Tokugawa se mostrariam incapazes de reafirmar seu controle total sobre o país, já que muitos daimios começaram a ignorar ordens e pedidos de Edo.[7]

Assistência militar estrangeira[editar | editar código-fonte]

Treinamento de tropas do Xogunato pela Missão Militar Francesa mandada ao Japão em 1867.

Apesar do bombardeio de Kagoshima, o domínio Satsuma havia se tornado próximo dos britânicos e buscava a modernização de suas tropas e marinha como o apoio deles.[8] O negociante escocês Thomas Blaker Glover vendeu navios de guerra e armas para as províncias sulistas.[9] Conselheiros militares anglo-americanos, normalmente ex-oficiais, podem ter tido envolvimento direto como esse esforço militar.[10] O embaixador britânico Harry Smith Parkes apoiou forças antixogunato em um esforço para estabelecer um governo imperial unificado e legítimo no Japão. Durante esse período, líderes japoneses do sul como Saigo Takamori de Satsuma, ou Ito Hirobumi e Inoue Kaoru de Choshu cultivaram conexões pessoais com diplomatas britânicos, notavelmente com Ernest Mason Satow.[11]

O Xogunato também estava se preparando para futuros conflitos, modernizando suas forças. Devido aos desígnios de Parkes, os britânicos, os principais parceiros do Xogunato, provaram-se relutantes em providenciar assistência.[12] Os Tokugawa então confiavam principalmente em conselheiros franceses, confortados pelo prestígio militar de Napoleão III naquele tempo, prestígio conquistado pelos seus sucessos na Guerra da Crimeia e na Guerra da Itália.[13] O Xogunato tomou grandes medidas para a construção de um exército moderno e poderoso: uma marinha com um núcleo de oito navios de guerra a vapor havia sido construída através de vários anos e já era a mais forte de toda Ásia.[14] Em 1865, o primeiro arsenal naval moderno do Japão foi construído em Yokosuka pelo engenheiro francês Léonce Verny. Em janeiro de 1867, uma missão militar francesa chegou para reorganizar os exércitos xogunais e criar uma força de elite, e um pedido foi feito aos EUA para comprar o navio de guerra couraçado CSS Stonewall, construído pelos franceses. Devido a declaração de neutralidade dos poderes ocidentais, os americanos recusaram-se a liberar o navio, mas uma vez que a declaração foi revogada, a fação imperial obteve o navio de guerra e usou em combates em Hakodate sobre o nome de Kotetsu (literalmente couraçado).[15]

Golpe de Estado[editar | editar código-fonte]

Destruição do palácio de Satsuma pelas forças do xogunato em Edo.

Seguindo um golpe interno e uma revolta renovada pelos Choshu, e a intenção anunciada do Xogunato de mandar uma expedição para acabar com a revolta, os Choshu formaram uma aliança secreta com Satsuma (Aliança Satchō). No final de 1866, entretanto, o Xogun Iemochi e o Imperador Komei morreram, respetivamente sucedidos por Yoshinobu e o Imperador Meiji. Esses eventos “criaram uma trégua inevitável”.[16] Em 9 de novembro de 1867, uma ordem secreta enviada a Satsuma e a Choshu pela autoridade do Imperador Meiji ordenava o “massacre dos traidores leais a Yoshinobu.”[17] Mas antes disso entretanto, seguindo a proposto do daimio de Tosa, Yoshinobu abdicou seu posto e suas autoridades ao Imperador, concordando em solicitar uma assembleia geral de daimios para criar um novo governo. O Xogunato Tokugawa havia terminado.[18]

Enquanto a rendição de Yoshinobu criara um vazio nominal no nível mais alto do governo, a máquina do estado continuava a existir. Além do mais, o governo do xogunato, particularmente a família Tokugawa, iria permanecer uma força proeminente na nova ordem política e iria permanecer com muitos poderes executivos,[19] uma perspetiva que os daimios de Satsuma e Choshu acharam intolerável. Os eventos culminaram em um desfecho crítico em 3 de janeiro de 1868, quando esses elementos tomaram controle do palácio Imperial em Quioto, e no dia seguinte fizeram o Imperador Meiji de apenas quinze anos declarar sua própria restauração com poder total sobre o governo. Embora a maior parte da assembleia consultiva imperial estivesse feliz com a declaração formal do controle imperial e favorecesse uma colaboração contínua com os Tokugawa (sobre o conceito do kohiseitaiha 公議政体派), Saigo Takamori ameaçou a assembleia para que ela proclamasse a abolição do título de “xogun” e que confiscasse as terras de Yoshinobu.[20]

Embora Yoshinobu tenha inicialmente concordado com as exigências, em 17 de janeiro de 1868 ele declarou “que não iria se curvar a proclamação da Restauração e chamou a corte para rescindi-la.”[21] Em 24 de janeiro, Yoshinobu decidiu se preparar para atacar Quioto, ocupada pelas forças de Satsuma e Choshu. Essa decisão foi motivada por uma série de incêndios criminosos em Edo, começando com o incêndio nos arredores do Castelo de Edo, a principal residência dos Tokugawa. Foram acusados pelo incidente ronins de Satsuma que haviam no mesmo dia atacado um oficial do governo. No dia seguinte, as forças do xogunato responderam atacando a residência do daimio de Satsuma em Edo, onde muitos oponentes do xogunato, sob liderança de Takamori, estavam se escondendo e criando problema pela cidade. O lugar foi queimado, e todos os oponentes foram mortos ou posteriormente executados.[22]

Conflitos abertos[editar | editar código-fonte]

Cena da batalha em Toba-Fushimi. Forças do Xogunato estão na esquerda, incluindo batalhões de Aizu. Na direita estão as forças de Choshu e Tosa. Estes são batalhões modernizados, mas alguns membros de ambas as forças também são samurais tradicionais (especialmente no lado do Xogunato).

Em 27 de janeiro de 1868, as forças do xogunato atacaram as forças de Choshu e Satsuma, enfrentando-se perto de Toba e Fushimi, na entrada de Quioto. Algumas partes do exército de quinze mil homens do xogunato haviam sido treinadas por conselheiros militares franceses, mas a maioria permanecia uma força samurai medieval. Enquanto isso, as forças de Choshu e de Satsuma tinham uma desvantagem numérica de três para um, mas eram totalmente modernizadas. Após um início inconclusivo,[23] no segundo dia, o imperador deu seu galhardete oficial para as tropas de defesa, e nomeou como general em comando um de seus parentes, Komatsu Akihito, fazendo das forças oficialmente um exército imperial (官軍, kangun)[24] . Entretanto, convencido por conselheiros da corte e vários daimios locais, o Príncipe Arisugawa Taruhito, fiel ao Xogun, começou a apoiar o lado da corte imperial. Outros debandaram para o lado imperial, incluindo o daimio de Yodo que trocou de lado em 5 de fevereiro, e o daimio de Tsu em 6 de fevereiro, mudando a balança militar a favor do lado imperial.[25]

Uma bateria Satsuma em ação em Toba-Fushimi.

Em 7 de fevereiro, Tokugawa Yoshinobu, aparentemente angustiado pela aprovação imperial dadas as ações de Satsuma e Choshu, fugiu de Osaka a bordo do Kanrin Maru, recuando de Edo. Desmoralizados por sua fuga e pela traição de Yodo e Tsu, as forças do Xogunato recuaram, fazendo do conflito de Toba-Fushimi uma vitória Imperial, embora seja frequentemente considerado que as forças do Xogunato teriam ganhado o conflito.[26] O castelo de Osaka logo foi atacado em 8 de fevereiro (em 1 de março, no calendário ocidental), dando um fim à batalha de Toba-Fushimi.[27]

Ao mesmo tempo, em 28 de janeiro de 1868, ocorreu a Batalha Naval de Awa entre o Xogunato e os elementos da marinha de Satsuma, que se tornou o primeiro conflito japonês entre duas marinhas modernas.[28] Embora a batalha tenha sido de pequenas proporções, acabou em favor das forças do Xogunato.

O assassinato de marinheiros franceses no Incidente Sakai. Le monde illustré.

No front diplomático, ministros de nações estrangeiras reuniram-se no porto aberto de Hyogo (Kobe) no início de fevereiro e emitiram uma declaração proclamando que o Xogunato ainda era considerado o único governo de direito do Japão, dando esperança a Tokugawa Yoshinobu de que nações estrangeiras (especialmente a França) poderiam considerar uma intervenção em seu favor. Alguns dias depois, entretanto, uma delegação Imperial visitou os ministros e declarou que o Xogunato havia sido abolido, que os portos seriam abertos de acordo com tratados internacionais e que estrangeiros seriam protegidos. Os ministros finalmente decidiram reconhecer o novo governo.[29]

A ascensão de sentimentos antiestrangeiros, todavia, levou a vários ataques a estrangeiros no meses seguintes. Onze marinheiros franceses do corvette Dupleix foram mortos por samurais do Tosa no incidente Sakai em 8 de março de 1868. Quinze dias depois, Sir Harry Parkes, o embaixador britânico, foi atacado por uma grupo de samurais nas ruas de Quioto.[30]

Rendição de Edo[editar | editar código-fonte]

Kondo Isami, líder do grupo pro-Xogunato Shinsengumi, lutando contra soldados de Tosa (com uma “Barba vermelha” distinta (赤熊 , Shaguma) e perucas dos oficiais) na Batalha de Koshu-Katsunuma.

Começando em fevereiro, com a ajuda do embaixador francês Léon Roches, um plano estava sendo formulado para parar o avanço da corte imperial em Odawara, o último ponto estratégico de entrada para Edo, mas Yoshinobu se opôs ao plano. Chocado, Léon abdicou de sua posição. No início de março, sobre a influência do ministro britânico Harry Parkes, nações estrangeiras assinaram um acordo de neutralidade estrito, de acordo com o qual eles não poderiam intervir ou prover suprimentos militares para nenhum dos lados até a resolução do conflito.[31]

Parte da frota de Enomoto Takeaki de Shinagawa . Da esquerda para a direita: Mikaho, Chōgei, Kanrin, Kaiyō, Kaiten. O Banryū e o Chiyodagata estão ausente. Fotografia de 1868.

Saigo Takamori comandou as forças imperiais vitoriosas ao norte e a leste pelo Japão, ganhando a Batalha de Koshu-Katsunuma. Ele finalmente cercou Edo em maio de 1868, levando à rendição incondicional de Katsu Kaishu, o ministro do exército do xogun.[32] Alguns grupos continuaram a resistir depois da rendição mas foram derrotados na Batalha de Ueno. Enquanto isso, o líder da marinha do xogun, Enomoto Takeaki, recusou-se a render seus navios e em 20 de agosto de 1868 escapou com os navios remanescentes da marinha (oito navios de guerra: Kaiten, Banryu, Chiyodagata, Chogei, Kaiyo Maru, Kanrin Maru, Mikaho e o Shinsoku), e dois mil membros da marinha, na esperança de iniciar um contra ataque junto com os daimios do norte. Ele foi acompanhado por um grupo de conselheiros militares franceses, notavelmente Jules Brunet, que havia formalmente abandonado a Marinha francesa para poder acompanhar os rebeldes.[33]

Resistência da Coalizão do Norte[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Coalizão do Norte.
Tropas de Sendai, seguindo sua mobilização em abril, juntas em uma aliança do norte contra as forças imperiais em maio de 1868.

Após a rendição de Yoshinobu,[34] a maior parte do Japão aceitou a autoridade imperial, mas um grupo leal ao xogunato no norte, comandado pelo clã Aizu, continuou a resistência. Em maio, vários daimios do norte formaram uma aliança para lutar contra as tropas imperiais, a Coalizão do Norte (奥羽越列藩同盟) compostas pelos domínios de Sendai, Yonezawa, Aizu, Shonai e Nagaoka, com um total de 50 mil homens.[35] Um Príncipe Imperial, Kitashirakawa Yoshihisa havia fugido para o norte com partidários do Xogunato Tokugawa e foi feito chefe nominal da Coalizão do Norte, com a intenção de nomeá-lo “Imperador Tobu”.

Canhões de madeira usados pelo feudo Sendai durante a Guerra Boshin. Museu da cidade de Sendai.

A frota de Enomoto juntou-se ao porto de Sendai em 26 de agosto. Apesar da Coalizão do Norte ser numerosa, era mal equipada, e dependia de métodos de luta tradicionais. Armamentos modernos eram escassos, e esforços de última hora foram feitos para construir canhões feitos de madeira e reforçados com cordas, que atiravam projéteis de pedra. Tais canhões, instalados em estruturas defensivas, podiam somente atirar quatro ou cinco projéteis antes de explodir.[36] Apesar disso, o daimio de Nagaoka conseguiu encontrar duas das três metralhadoras Gatling do Japão e dois mil rifles franceses modernos do negociador de armas alemão Henry Schnell.

Castelo destruido de Shirakawa-Komine, durante a Batalha de Aizu.

Em maio de 1868, o daimio de Nagaoka infligiu grandes perdas às tropas imperiais na Batalha de Hokuetsu, mas seu castelo no final caiu em 19 de maio. Tropas imperiais continuaram avançando ao norte, derrotando o Shinsengumi na Batalha da Passagem de Bonari, o que abriu caminho para o ataque no castelo de Aizuwakamatsu na Batalha de Aizu em outubro de 1868, fazendo com que a posição de Sendai ficasse indefensável.

A coalizão ruiu em 12 de outubro de 1868, a frota deixou Sendai rumando para Hokkaido, depois de ter conseguido mais dois navios (Oe e Hoo, anteriormente esmprestados por Sendai do Xogunato), e aproximadamente mil soldados adicionais: tropas xogunais remanescentes sob o comando de Otori Keisuke, tropas do Shinsengumi sob o comando de Hijikata Toshizo, Yugekitai sob o comando de Katsutaro Hitomi, também como muitos conselheiros franceses (Fortan, Garde, Marlin, Bouffier). [37]

Em 26 de outubro, Edo foi renomeado para Tokyo, e a Era Meiji foi oficialmente iniciada. Após uma prolongada batalha de um mês, Aizu finalmente admitiu derrota em 6 de Novembro, levando a um suicídio em massa dos guerreiros jovens do Byakkotai (Corporação do Tigre Branco).[38]

A campanha de Hokkaido[editar | editar código-fonte]

Criação da República de Ezo[editar | editar código-fonte]

Os conselheiros militares franceses e seus aliados japoneses em Hokkaido. Fileira de trás: Cazeneuve, Marlin, Fukushima, Tokinosuke, Fortant. Fileira da frente: Hosya Yasutaro, Jules Brunet, Matsudaira Taro (vice-presidente da República de Ezo), Takima Kintaro.

Seguindo a derrota em Honshu, Enomoto Takeaki recuou para Hokkaido com o remanescente da marinha e seu grupo de conselheiros franceses. Juntos eles organizaram um governo, com o objetivo de estabelecer uma nação ilhéu independente dedicada ao desenvolvimento de Hokkaido. Eles estabeleceram formalmente em 25 de dezembro a República de Ezo, imitando o modelo americano. A única república do Japão até hoje, e Enomoto havia sido eleito Presidente com uma grande maioria. A república tentou estabelecer relações com várias delegações estrangeiras presentes em Hakodate, como os americanos, os franceses, e os russos, mas não conseguiu ganhar muito reconhecimento nem apoio internacional. Enomoto ofereceu conferir o território ao Xogun Tokugawa sobre comando imperial, mas sua proposta foi recusada pelo Conselho de Governância Imperial.[39]

Durante o inverno, eles fortificaram suas defesas ao redor da península do Sul de Hakodate, com a nova fortaleza de Goryokaku no centro. As tropas foram organizadas sob um comando franco-japonês, o chefe em comando Otori Keisuke sendo segundo ao capitão francês Jules Brunet, e as tropas divididas em quatro brigadas. Cada uma dessas era comandada por um oficial francês não comissionado (Arthur Fortant, Jean Marlin, Cazeneuve, François Bouffier), e eram também divididas em oito meia-brigadas, cada uma sob o comando de um japonês.[40]

Perdas finais e rendição[editar | editar código-fonte]

O oficial da marinha francesa Eugène Collache. Ele participou na Batalha Naval de Miyako em vestimentas samurais.

A marinha imperial chegou a enseada de Miyako em 20 de março, mas antecipando a chegada dos navios imperiais, os rebeldes de Ezo organizaram um ousado plano para tomar controle do navio Kotetsu. Três navios de guerra foram mandados em um ataque surpresa, no que ficou conhecido como a Batalha Naval de Miyako. A batalha acabou como uma falha para o lado dos Tokugawa, devido ao mau clima, problemas nos motores dos navios e um uso decisivo de uma metralhadora Gatling pelas tropas imperiais nos grupos de samurais que invadiam.[41]

Kotetsu, o couraçado da Marinha Imperial.

Forças imperiais logo consolidaram seu comando no continente japonês, e em abril de 1869, mandaram uma frota e infantaria de sete mil homens para Ezo, dando continuação à Batalha de Hakodate. As forças imperiais prosseguiram em rapidamente ganhar a Batalha Naval da Baía de Hakodate, a primeira batalha em larga escala de duas marinhas modernas japonesas, enquanto as forças de Goryokaku fora cercadas só com um remanescente de 800 homens. Vendo que a situação tornara-se desesperadora, os conselheiros franceses fugiram para um navio francês atracado no porto de Hakodate, o Coetlogon, que estava sob o comando de Dupetit-Thouars, de onde eles foram mandados para Yokohoma e para França para serem julgados.

Enomoto havia resolvido lutar até o fim, e havia mandado seus pertences ao seu adversário para que ele os preservasse,[42] mas Otori o convenceu a se render, o dizendo que continuar vivendo depois da derrota é que seria o caminho corajoso: “Se é morrer que você quer pode fazê-lo a qualquer hora.”[43] Enomoto rendeu-se em 18 de maio de 1869, e aceitou o comando do Imperador Meiji. A República de Ezo deixou de existir em 27 de junho de 1869.

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Retrato fotográfico oficial do Imperador de 21 anos Meiji, em 1873.

Seguindo a vitória, o novo governo prosseguiu em unificar o país sobre um único, poderoso e legítimo governo Imperial. O poder político e militar dos vários feudos foi progressivamente eliminado, feudos transformaram-se em províncias, e muitos samurais viraram administradores. Os domínios do sul (Satsuma, Choshu e Tosa), que tiveram um papel decisivo na vitória, ocuparam a maior parte dos cargos-chave no governo por várias décadas após o conflito, uma situação algumas vezes chamada de “oligarquia Meiji” e formalizada com a instituição do Genro.[44]

Líderes partidários do antigo Xogun foram presos, e por pouco escaparam da execução. Essa clemência originou-se da insistência de Saigo Tokamori e Iwakura Tomomi em poupá-los, e da influência causada pelo conselho de Parks, o enviado britânico. Ele recomendou com ímpeto a Saigo, como foi registrado por Ernest Satow, “essa severidade em direção os partidários de Keiki [Yoshinobu], especialmente em relação a punições pessoais, iria prejudicar a reputação do novo governo na opinião dos poderes europeus.”[45] Depois de dois ou três anos de aprisionamento, a maioria deles foi chamada para servir ao novo governo, e vários deles perseguiram carreiras brilhantes. No caso de Enomoto Takeaki, ex-líder das forças pro-xogunato, que iria mais tarde servir como um enviado para a Rússia e a China como ministro da educação.[46]

O lado Imperial não perseguiu seu objetivo de expulsar interesses estrangeiros do Japão, mas ao invés disso mudou para uma política mais progressiva mirando em uma contínua modernização do país e a renegociação dos tratados desiguais com poderes estrangeiros, posteriormente usando o lema "País rico, exército forte" (富国強兵 Fukoku Kyōhei). A mudança de comportamento em relação aos estrangeiros veio durante os dias iniciais da guerra civil: em 8 de abril de 1868, novos cartazes foram erguidos em Quioto (e depois por todo o país) que especificamente repudiava a violência contra estrangeiros.[47] Durante o curso do conflito, Meiji pessoalmente recebeu enviados europeus, primeiro em Quioto, depois em Osaka e Tóquio.[48] Também sem precedentes foi a recepção de Meiji a Alfredo, Duque de Edimburgo em Tóquio, “como seu igual em ponto de sangue”[49] Embora o início da era Meiji tenha testemunhado uma aproximação entre a corte imperial e os poderes estrangeiros, as relações com a França sofreram um revés devido ao apoio inicial da França ao Xogun, embora uma segunda missão militar tenha sido convidada ao Japão em 1874, e uma terceira em 1884. Um alto nível de interação ocorreu em 1886 quando a França ajudou a construir a primeira frota moderna e de larga escala da Marinha Imperial Japonesa, sob a direção do engenheiro naval Louis-Émile Bertin.[50] A modernização do país já havia de fato sido extensivamente iniciada durante os últimos anos do Xogunato, e o governo Meiji adotou a mesma orientação, embora tivesse mais capacidade em mobilizar todo o país em direção a modernização de uma maneira mais eficiente que seu governo predecessor.

Saigo Takamori, em seu uniforme do Exército, com oficiais da Rebelião de Satsuma.

Após sua coroação, Meiji emitiu sua Carta de Juramento, chamando por assembleias deliberativas, prometendo aumentar as oportunidades para o cidadão comum, abolindo os “maus costumes do passado,” e buscando conhecimento através do mundo “para fortificar as fundações do governo imperial.”[51] Reformas proeminentes incluíram a abolição do sistema de domínios em 1871, pelo qual os domínios feudais e seus senhores hereditários foram substituídos por províncias com governadores apontados pelo imperador.[52] Outras reformas foram a introdução de instrução escolar compulsória e a abolição das distinções de classes confucianas. As reformas culminaram na emissão da Constituição Meiji em 1889. Entretanto, apesar do apoio dado à corte imperial pelos samurais, muitas das reformas iniciais de Meiji foram vistas como prejudiciais para os interesses dos samurais: a criação de um exército conscrito de cidadãos comuns, também como a perda do prestígio hereditário e estipêndios, antagonizou muitos dos ex-samurais.[53] As tensões aumentaram no sul, levando a Rebelião de Saga em 1874, e a rebelião em Choshu em 1876. Ex-samurais em Satsuma, comandados por Saigo Takamori, que havia deixado o governo devido a diferenças sobre a política estrangeira, iniciou a Rebelião de Satsuma em 1877. Lutando pela manutenção da classe samurai e um governo mais virtuoso; seu lema era “Novo governo, moralidade alta. (新政厚徳, Shinsei Kōtoku)” A rebelião acabou em total derrota na Batalha de Shiroyama.[54]

Visões modernas do conflito[editar | editar código-fonte]

Uma visão japonesa romantizada da Batalha de Hokodate (函館戦争の図), pintada aproximadamente em 1880. O ataque da cavalaria, com um barco no fundo afundando, é comandado pelos líderes da rebelião em armaduras samurais anacrônicas. Soldados franceses são mostrados atrás da cavalaria em calças brancas. Com um navio de guerra moderno visível no fundo, tropas imperiais com uniformes modernos estão à direita.

Em resumos modernos, a restauração Meiji é frequentemente descrita como uma “revolução pacífica” que levou à repentina modernização do Japão. Mas os fatos da Guerra Boshin claramente mostram que o conflito foi violento: aproximadamente 120 mil homens foram mobilizados e houve praticamente 3500 baixas.[55] Descrições posteriores da guerra tendem a ser altamente romantizadas, mostrando o lado do Xogunato lutando com métodos e armamentos tradicionais, contra um lado Imperial já totalmente modernizado. E embora as técnicas e armamentos tradicionais tenham sido usados, ambos os lados empregaram algumas das técnicas de luta e armamentos mais modernos da época, incluindo o couraçado, a metralhadora Gatling, e técnicas de luta aprendidas com conselheiros ocidentais.

Tais descrições incluem várias dramatizações, difundindo-se em vários gêneros. Jiro Asada escreveu uma novela de quatro volumes sobre o acontecimento, Minu Gishi-den. Uma adaptação em filme do trabalho de Asada, dirigido por Yojiro Takita, é conhecida como “Quando a Última Espada é Sacada”. Um jidaigeki[56] de dez horas feito para a televisão baseado na mesma novela e estrelando Ken Watanabe. O filme de 2001 Goryokaku é outro judaigeki destacando a resistência em Hokkaido. O famoso anime Rurouni Kenshin passa-se dez anos após a Guerra Boshin. O anime desenrola-se em torno dos efeitos da guerra, que terminou com o regime Tokugawa e iniciou a Era Meiji.

Em 2003, o filme O Último Samurai combina em um única narrativa situações históricas que pertenciam tanto à Guerra Boshin quanto à Rebelião de Satsuma de 1877. Os elementos do filme relacionados à recente modernização das forças militares japonesas e ao envolvimento de forças (majoritariamente a França) estrangeiras são relacionadas à Guerra Boshin e aos poucos anos levando a ela. Em constraste, a resistência suicida das forças samurais tradicionalistas comandadas por Saigo Takamori contra o exército Imperial modernizado se relaciona muito mais à Rebelião de Satsuma.

Referências

  1. Boshin (戊辰) é a designação do quinto ano do ciclo sexagenário em calendários orientais asiáticos. 戊辰 também pode ser lido como “tsuchinoe-tatsu” em japonês, literalmente “Irmão mais velho do Dragão da Terra”. Em terminologia chinesa, se traduz como “Dragão da Terra Yang”, que é associado com esse ano em particular no calendário sexagenário. 戊 e 辰 não tem nada a ver com “dragão” ou “irmão mais velho da terra” então a leitura “tsuchinoe-tatsu” deve ser considerada como um tipo de kun’yomi associativo. Em termos de eras, o conflito começou no quarto ano de Keio, que também se tornou o primeiro ano de Meiji em outubro daquele ano, e terminou no segundo ano de Meiji.
  2. Estimado em Hagiwara, pág.50.
  3. Graças à interação com os neerlandeses, o estudo das ciências ocidentais continuou durante esse período sobre o nome de Rangaku, permitindo ao Japão estudar e seguir a maior parte dos passos das revoluções científica e industrial. Discutido no “A tecnologia de Edo” (見て楽しむ江戸のテクノロジー), 2006, ISBN 4-410-13886-3 (Japonês) e “O mundo intelectual de Edo” 江戸の思想空間) Timon Screech, 1998, ISBN 4-7917-5690-8 (Japonês)
  4. Hagiwara, pág. 34.
  5. Jansen, pp.314-5.
  6. Hagiwara, pág. 35.
  7. Jansen, pp. 303-5
  8. Hagiwara, pág. 34-5.
  9. Desde o início de 1865, Thomas Blake Glover vendeu 7.500 rifles Minié para o clã Choshu, permitindo-lhe tornar-se totalmente modernizado. Nakaoka Shintaro, alguns meses depois, notou que "em todos os aspetos as forças do han foram renovadas; somente companhias de rifles (espingardas) e canhões existem, e os rifles são Minie, os canhões são de recarga de cápsulas pela retaguarda" (Brown)
  10. Essa é uma alegação feita por Jules Brunet em uma carta a Napoleão III: “Eu preciso avisar o Imperador da presença de numerosos oficiais americanos e britânicos, aposentados ou em licença, nesse grupo [os daimios do sul] que é hostil aos interesses franceses. A presença de líderes ocidentais entre nossos inimigos pode prejudicar meu sucesso de um ponto de vista político, mas ninguém pode me impedir de reportar essa informação de campanha que Vossa Majestade irá sem dúvida achar interessante”. Citação original (francês):”Je dois signaler à l'Empereur la présence de nombreux officers américains et anglais, hors cadre et en congé, dans ce parti hostile aux intérêts français. La présence de ces chefs occidentaux chez nos adversaires peut m'empêcher peut-être de réussir au point de vue politique, mais nul ne pourra m'empêcher de rapporter de cette campagne des renseignements que Votre Majesté trouvera sans doute intéressants.”Polak, pág.81.
  11. - Esses encontros são descritos no "Um diplomata no Japão" de 1869 (A diplomat in Japan) por Satow, onde ele famosamente descreve Saigo como um homem com “um olho que brilhava como um grande diamante negro.”
  12. Por exemplo, um pedido de 1864 para Sir Rutherford Alcock para fornecer conselheiros militares britânicos dos 1500 homens estacionados em Yokohama ficou sem resposta, e quando Takenaka Shibata visitou a Grã-Bretanha e a França, em setembro de 1865, pedindo assistência, somente os franceses mostraram-se disponíveis.
  13. Seguindo o acordo com a França, o embaixador francês no Japão Léon Roches, tentando não alienar a Grã-Bretanha, fez com que o Xogun pedisse por uma missão naval britânica que chegou algum tempo depois da missão militar francesa de 1867. Polak,pág.53-5.
  14. Uma apresentação detalhada da Marinha do Xogunato está disponível nesse site (japonês).
  15. Keene,pág.165-6.
  16. Jansen,p. 307.
  17. Existe um debate sobre a autenticidade daquela ordem, devido a sua linguagem violenta e o fato que, apesar de estar usando o pronome imperial chin, ela não possuía a assinatura de Meiji. Keene,pp.115-6.
  18. Keene,pág.116. Veja também Jansen,pp.310-1
  19. Keene,pp.120-1
  20. Enquanto a assembleia se declarava favorável à colaboração com o Xogunato, Saigo Takamori comunicou que, “Isso pode ser resolvido com uma adaga.” Citação original (japonês): "短刀一本あればかたづくことだ." Em Higiwara, p.42. A palavra específica usada para adaga foi "tanto".
  21. Keene,pág.124.
  22. Keene,pág.125
  23. Saigo, embora excitado com o início do combate, tinha planos de evacuar o imperador de Quioto se a situação o exigisse. Keene,pp. 125-6.
  24. O galhardete vermelho e branco havia sido concebido e desenhado por Okubo Toshimichi, Iwakura Tomomi, entre outros. O líder nominal do exército, Príncipe Ninnajinomiya Yoshiaki, também foi presenteado com uma espada especial e apontado com o título de “grande general, conquistador de leste”. Forças opositoras às da corte imperial foram designadas “inimigas da corte”. Keene,pp. 126-7. Outro parente imperial, Príncipe Arisugawa Taruhito, tornou-se Ministro Chefe.
  25. Uma descrição detalhada da batalha está disponível em Hagiwara, pág. 42.
  26. “Militarmente, os Tokugawa eram vastamente superiores. Eles tinham entre 3 a 5 vezes mais soldados e tinham controle do castelo de Osaka, que usavam como base; eles podiam contar com as forças modernizadas pelos franceses em Edo, e eles tinham a frota de navios mais poderosa do Leste da Ásia disponível no porto de Osaka. Em uma luta normal, o lado imperial provavelmente perderia. Saigo Takamori, antecipando a derrota, havia transferido o Imperador para as montanhas Chugoku e estava se preparando para uma guerrilha.”. Hagiwara, pág. 43. Tradução do original em japonês.
  27. Hagiwara, pág. 43-5.
  28. “Togo Heihachiro em imagens, Marinha Meiji Ilustrada”.
  29. Polak, pág. 75.
  30. Le Monde Illustré, Nº. 583, 13 de junho de 1868.
  31. Polak, pág. 77.
  32. Hagiwara, pág. 46
  33. Polak, pág. 81
  34. Tokugawa Yoshinobu foi colocado em prisão domiciliar e perdeu todos os seus títulos, terras e poder. Ele foi libertado posteriormente, quando demonstrou não ter mais interesse e ambições nos afazeres nacionais. Ele se aposentou e foi para Shizuoka, o lugar onde seus ancestral Tokugawa Ieyasu, também tinha ido.
  35. Polak, pp. 79-91.
  36. Uma apresentação detalhada dos artefatos daquela fase da guerra são visíveis no Museu da cidade de Sendai, Sendai ,Japão.
  37. Polak, p. 81.
  38. Um relato da resistência dos Byakkotai pode ser acessada aqui (inglês).
  39. Em uma carta de Enomoto para o Conselho de Governância Imperial: “Nós rezamos para que essa porção do Império possa ser conferida ao nosso último senhor, Tokugawa Kamenosuke; e nesse caso, nós iremos pagar por sua beneficência sendo os guardiães fiéis do portão do norte.” Black,pp. 240-241
  40. Polak, pp. 85-9.
  41. Collache estava a bordo de um dos navios que participaram do ataque. Ele teve que afundar seu navio e fugir por terra adentro, até que ele se rendeu junto com seus colegas e foi transferido para uma prisão em Tóquio. Ele no final das contas, retornou a França são e salvo para contar a história. O encontro é detalhado por Collache em “Une aventure au Japon”.
  42. Esses pertences incluíam os Códigos Navais que ele tinha trazido dos Países Baixos, os quais confiou ao general das tropas imperiais, Kuroda Kiyotaka,
  43. Polak et al.
  44. Por exemplo, Saigo Takamori, Okubo Toshimichi, e Togo Heihachiro todos vieram de Satsuma. Discutido em Heihachiro in images: Illustrated Meiji Navy
  45. Citação em Keene, 143.
  46. Discutido em Polak et al. Veja também, Keene.
  47. Keene, p. 142.
  48. Keene, pp. 143-4, 165.
  49. Parkes, citação em Keene, p. 183-7. Ênfase no original.
  50. Discutido em Evans e Peattie.
  51. Jansen.pág.338. Veja Jansen,pp.337-43 para desenvolvimentos políticos durante e relacionando o curso da guerra. Veja Keene,138-42, para discussões da Carta de Juramento e decretos de placas.
  52. Muitos daimios foram apontados como os primeiros governadores, e subsequentemente receberam grandes pensões e títulos de nobreza. Nos anos seguintes, os trezentos domínios foram reduzidos a 50 províncias. Jansen,pp.348-9.
  53. Jansen, 367-8.
  54. Hagiwara,pp.94-120. Saigo professou sua lealdade contínua a Meiji e usou seu uniforme do Exército Imperial através de todo o conflito. Ele cometeu suicídio antes do último ataque da rebelião, e foi postumamente perdoado pelo Imperador nos anos subseqüentes. Jansen.9p. 369-70.
  55. Hagiwara, pág.50.
  56. gênero japonês que retrata períodos de época. Normalmente a época é o período Edo, mas outros períodos também são retratados com menos freqüência.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Black, John R. (1881). Young Japan: Yokohama and Yedo, Vol. II. London: Trubner & Co..
  • Brown, Sidney DeVere (1994). Nagasaki in the Meiji Restoration: Choshu loyalists and British arms merchants. Retrieved on 2007-04-28.
  • Collache, Eugène. "Une aventure au Japon" Le Tour du Monde, No. 77, 1874
  • Evans, David; Mark Peattie (1997). Kaigun: Strategy, Tactics, and Technology in the Imperial Japanese Navy, 1887–1941. Annapolis, Maryland: Naval Institute Press. ISBN 0-87021-192-7.
  • Gordon, Andrew (2003). A Modern History of Japan. New York: Oxford. ISBN 0-19-511060-9.
  • Hagiwara, Kōichi (2004). 図説 西郷隆盛と大久保利通 (Illustrated life of Saigō Takamori and Okubo Toshimichi) ASIN 4309760414, 2004 (Japanese)
  • Jansen, Marius B. (2002). The Making of Modern Japan. Harvard. ISBN 0-674-00991-6.
  • Keene, Donald (2005). Emperor of Japan: Meiji and His World, 1852–1912. Columbia. ISBN 0-231-12340-X.
  • Le Monde Illustré, No. 583, June 13th, 1868
  • Polak, Christian (2002). 日仏交流の黄金期 Soie et Lumière, L'Âge d'or des échanges Franco-Japonais (in Japanese and French). Hachette Fujingaho.
  • Polak, Christian, et al. (1988). 函館の幕末・維新 "End of the Bakufu and Restoration in Hakodate." ISBN 4-12-001699-4 (in Japanese).
  • Satow, Ernest [1921] (1968). A Diplomat in Japan. Tokyo: Oxford.
  • Tōgō Shrine and Tōgō Association (東郷神社・東郷会), Togo Heihachiro in Images: Illustrated Meiji Navy (図説東郷平八郎、目で見る明治の海軍), (Japonês).

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Jansen, Marius B. (1999). The Cambridge History of Japan Volume 5: The Nineteenth Century, Chapter 5, "The Meiji Restoration". Camebridge. ISBN 0-521-65728-8.
  • Ravina, Mark (2005). The Last Samurai: The Life and Battles of Saigō Takamori. Wiley. ISBN 0-471-70537-3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]