Guerra Civil Sul-Sudanesa

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Guerra Civil Sul-Sudanesa
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Situação militar no Sudão do Sul:
  Sob o controle do Governo do Sudão do Sul
  Sob o controle do Governo do Sudão
Data 15 de dezembro de 2013 - presente
Local Sudão do Sul
Desfecho
Combatentes
Sudão do Sul Governo do Sudão do Sul

Flag of the South Sudan Liberation Movement.svg MLSS

 Uganda
Nações Unidas UNMISS

Sudão do Sul MPLS-O[3]

Nuer White Army Flag.svg Exército Branco Nuer [4]

Principais líderes
Sudão do Sul Salva Kiir Mayardit
Sudão do Sul James Hoth Mai(2013-2014)[5]
Sudão do Sul Paul Malong Awan
Sudão do Sul Kuol Manyang Juuk
Uganda Yoweri Museveni
Uganda Katumba Wamala
Sudão do Sul Riek Machar[6]
Sudão do Sul Pagan Amum
Sudão do Sul Peter Adwok
Sudão do Sul Mabior Garang
Sudão do Sul Rebecca Garang
Sudão do Sul Peter Gadet
Forças
Rebeldes: 4,000–7,000[7] em Bor
Exército Branco Nuer: 25,000[4][8][9]
No mínimo 10,700 SPLA desertores[10]

A Guerra Civil Sul-Sudanesa é um conflito militar atualmente em curso no Sudão do Sul, entre as forças do governo e as da oposição.[11][12][13][14] Estimativas apontam que pelo menos 10000 pessoas morreram no conflito até o momento.[15] Diversas tentativas de cessar-fogo fogo já ocorreram, mas todas acabaram falhando. A primeira delas em 23 de janeiro[16] seguida por mais uma em 9 de junho.[17] O conflito tem um caráter fortemente étnico, sendo o governo representado pelos dinka e a oposição pelos nuer.[18] Mais de 1 milhão de pessoas foram desalojadas no conflito de acordo com a ONU.[19]

Desenvolvimento do conflito[editar | editar código-fonte]

O conflito teve início em 15 de dezembro de 2013, no encontro do Conselho da Libertação Nacional em Nyakuron, quando os líderes de oposição Riek Machar, Pagan Amum e Rebecca Garang votaram por boicotar o encontro a ocorrer em 15 de dezembro.[20] O presidente Salva Kiir ordenou então o desarmamento de todas as tropas. Depois de desarmadas foi ordenado o re-armamento dos Dinka,[20] em resposta os membros da etnia Nuer se re-armaram. Os combates irromperam entre esses grupos e se espalharam para as ruas da capital Juba quando membros dinka do SPLM começaram a atacar civis da etnia Nuer [20]

O presidente acusou seus opositores de tentarem um golpe de Estado, mas que a situação estava controlada.[21] Em 18 de dezembro, Machar negou qualquer tentativa de golpe e acusou o presidente de fabricar tal alegação para atacar adversários políticos, afirmando que a violência havia sido iniciada pela guarda de Kiir.[22]

A violência se espalhou de Juba para as cidades vizinhas.[23] Em 19 de dezembro a cidade de Bor foi atacada e tomada por milícias Nuer. Sendo retomada por forças do governo no fim de dezembro.[24] Os combates se intensificaram entre dezembro e janeiro, e no dia 23 de janeiro ocorreu a primeira tentativa de cessar-fogo.[16] Esse acordo foi rompido em 26 de dezembro quando forças leais ao governo atacaram posições rebeldes, acusação que o governo nega, culpando os rebeldes pela ofensiva.[25]

Em 20 de abril de 2014 mais de 200 civis foram massacrados por tropas Nuer em Bentiu. Suspeitas de que todas as vítimas fossem da etnia Dinka.[26] Em 9 de maio um segundo cessar-fogo foi assinado, mas colapsou em questão de horas.[27] Em 11 de Junho, Kiir e Machar concordaram em iniciar negociações para a formação de um novo governo. Contudo ambos os lados boicotaram as negociações e em 16 de junho o cessar-fogo foi violado.[28]

Em 2 de outubro de 2014 as negociações de paz foram retomadas.[29]

Em Agosto de 2015 ambas as partes concordaram em assinar um tratado de cessar-fogo.[30] Entre outras recomendações, o acordo garantia o retorno de Machar a vice-presidência do país. Em Abril de 2016, este retornou a capital Juba e a vice-presidência.[31]

Em Julho de 2016 houve a retomada de fortes conflitos armados na região de Juba. Mais de 300 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas.[32] Após o presidente Kiir e o vice-presidente Machar tentarem por fim aos confrontos, Maachar deixou Juba. Para a continuação das negociações de paz, Taban Deng Gail, ministro de minas e negociador-chefe dos rebeldes, foi indicado para o seu lugar como vice-presidente. Machar porém alega que as negociações são inválidas pois já havia despedido Gail.[33]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Clone of Sudanese President Juba discuss crisis», Al Jazeera, janeiro de 2014 
  2. Akiva Eldar (8 de julho de 2015), Why is Israel turning a blind eye to South Sudan arms sales? 
  3. «South Sudan oil town changes hands for fourth time. Why?». The Christian Science Monitor. 5 de maio de 2014 
  4. a b «South Sudan: 'White Army' militia marches to fight». USA Today. 28 de dezembro de 2013 
  5. «South Sudan's president sacks army chief». Lebanon: The Daily Star. 23 de abril de 2014. Consultado em 24 de julho de 2014 
  6. «South Sudan rebel leader sets out conditions for talks». Trust. Consultado em 24 de dezembro de 2013 
  7. «South Sudan army advances on rebel towns before peace talks». Reuters. 2 de janeiro de 2014 
  8. «South Sudan forces battle 'White Army'». The Daily Star. LB. 29 de dezembro de 2013 
  9. «25,000 rebels march on strategic South Sudan town». IR: Press TV. 29 December  Verifique data em: |data= (ajuda)
  10. «South Sudan's army advances on rebels in Bentiu and Bor». BBC. 9 de janeiro de 2014. Consultado em 9 de janeiro de 2014 
  11. «The descent into civil war». The Economist. 27 de dezembro de 2013. Consultado em 4 de janeiro de 2014 
  12. «UN: War crimes happening in South Sudan». Al Jazeera. 18 de janeiro de 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2014 
  13. Blair, David (18 de janeiro de 2014). «South Sudan army recaptures key state capital». The Telegraph. Consultado em 19 de janeiro de 2014 
  14. «S Sudanese refugees forced to flee to Darfur - Africa». Al Jazeera English. Consultado em 22 de abril de 2014 
  15. «New Estimate Sharply Raises Death Toll in South Sudan». The New York Times. 9 de janeiro de 2014. Consultado em 12 de janeiro de 2014 
  16. a b «South Sudan, rebels reach cease-fire after weeks of fighting». CNN. 24 de janeiro de 2014. Consultado em 24 de janeiro de 2014 
  17. «South Sudan rivals Kiir and Machar agree peace deal». BBC. 9 de maio de 2014. Consultado em 10 de maio de 2014 
  18. «How the World's Youngest Nation Descent into Bloody Civil War». National Geographic. 1 de Outubro de 2014  Parâmetro desconhecido |acessado= ignorado (ajuda)
  19. The Seattle Times. 27 de Setembro de 2014 http://seattletimes.com/html/nationworld/2024637608_sudanwaterlilliesxml.html  Parâmetro desconhecido |acessado= ignorado (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  20. a b c «It wasn't a coup: Salva Kiir shot himself in the foot», South Sudan nation 
  21. «S Sudan president says coup attempt 'foiled'». Al Jazeera. 16 de dezembro de 2013. Consultado em 17 de dezembro de 2013 
  22. Hannah McNeish. «South Sudan's Machar speaks to Al Jazeera». Al Jazeera. Consultado em 19 de dezembro de 2013 
  23. «South Sudan violence spreads from capital». Al Jazeera. 4 de outubro de 2011. Consultado em 18 de dezembro de 2013 
  24. «South Sudan president says government troops retake key town». The Daily Star. LB. 24 de dezembro de 2013. Consultado em 24 de dezembro de 2013 
  25. «South Sudan fighting despite cease-fire». The Daily Star. 26 de janeiro de 2014 
  26. BBC News - South Sudan rebels deny Bentiu slaughter accusation
  27. «South Sudan ceasefire violated, rebels and government say». BBC News. 11 de maio de 2014. Consultado em 12 de maio de 2014 
  28. South Sudan: AUPSC Condemns Violation of South Sudan's Ceasefire Deal Sudan Tribune. 16 June 2014. Accessed 19 June 2014
  29. «Peace talks resume». 2 de Outubro de 2014  Parâmetro desconhecido |Acessado= ignorado (ajuda)
  30. «Is South Sudan's latest peace accord the real deal?». 26 de Agosto de 2015  Parâmetro desconhecido |Acessado= ignorado (ajuda)
  31. «South Sudan rebel chief Riek Machar sworn in as vice-president». bbcnews.com. 4 de Agosto de 2016. Consultado em 26 de abril de 2016 
  32. «S Sudan: More than 100 dead on independence anniversary» 
  33. «South Sudan opposition replaces missing leader Machar». aljazeera. 23 de julho de 2016 
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