Guerra da Bretanha

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Guerra da Bretanha
Forteresses marches de Bretagne.png
Fortalezas da Bretanha no século XV.
Data 1487 - 1491
Local Ducado da Bretanha
Desfecho Vitória francesa. Casamento de Ana de Bretanha com Carlos VIII, rei de França.
Beligerantes
COA fr BRE.svg Ducado da Bretanha
Armoiries Saint-Empire bicéphale.svg Santo Império
Royal Arms of England (1399-1603).svg Reino de Inglaterra
Blason Castille Léon.svg Reino de Castela e Leon
Blason France moderne.svg Reino de França
Comandantes
COA fr BRE.svg Francisco II de Bretanha
COA fr BRE.svg Ana de Bretanha
Coat of arms of Maximilian of Austria as emperor.svg Maximiliano I
Blason France moderne.svg Carlos VIII de França
Blason Louis II de La Trémoille (1460-1525).svg Luís II de La Trémoille

O conflito entre o ducado da Bretanha e o reino de França desdobra-se em uma sucessão de episódios militares e diplomáticos entre 1465 e 1491, data do casamento entre Ana de Bretanha e Carlos VIII de França. Termina com o fim da independência do ducado da Bretanha.

Esse conflito segue-se à guerra de sucessão da Bretanha, durante a qual duas fações, uma pro-inglesa e uma pro-francesa, se defrontaram de 1341 a 1364.

Contexto[editar | editar código-fonte]

O primeiro tratado de Guérande (1365) regulou a guerra de Sucessão da Bretanha. Esta viu o confronto entre duas famílias: os Penthièvre e os Montfort. Este últimos saíram vencedores. No entanto, são reconhecidos os direitos das duas famílias:

  • o ducado transmite-se do sexo masculino para sexo masculino na família Montfort;
  • em caso de ausência de descendência masculina nos Montfort, passa para os homens da família Penthièvre.

Esse tratado não exclui da sucessão as filhas, e ainda menos a retransmissão dos direitos (precisa que o ducado "não retornará para as mulheres enquanto houver herdeiros masculinos"). Os Montfort não demonstraram que respeitariam esse tratado (João IV, Francisco II). Os Penthièvre tinham perdido toda esperança após o fracasso de 1420 (tinham sequestrado o duque João V).

No fim do reinado de Francisco II, as duas famílias não tinham herdeiros masculinos: Francisco II tinha duas filhas, Ana e Isabeau, e os últimos Penthièvre também eram mulheres. Portanto, podiam ser pretendentes ao trono:

  • Montfort:
    • as irmãs Ana e Isabeau de Bretanha, filhas do duque governante, últimas herdeiras da família, estando na primeira linha pela ordem de sucessão, mas são do sexo feminino;
    • João II, visconde de Rohan e de Leon, marido de Maria de Bretanha (filha do duque Francisco I). Sem o tratado de Guérande, a sua esposa seria duquesa desde 1469, após a morte da sua irmã Margarida. Assim, o marido desta (Francisco II) deveria abandonar o poder em prol de João II. Para transformar essa rivalidade em associação, João II propôs o casamento de seus filhos Francisco e João com Ana e Isabeau. Francisco II recusou, contrariando a opinião do seu conselho e a lógica da linhagem. Mais tarde, João II designar-se-ia duque da Bretanha;
    • João de Chalon, príncipe de Orange, filho de Catarina de Bretanha (irmã do duque Francisco II). É o herdeiro mais próximo à morte de Francisco II, juntamente com Ana e Isabeau;
    • Francisco d'Avaugour, bastardo do duque Francisco II com Antonieta de Maignelais. Renuncia frente aos Estados aos seus hipotéticos direitos;
  • Penthièvre (os Estados tinham retirado os direitos aos Penthièvre após o evento de 1420):
    • João de Brosse, conde de Penthièvre (filho de Nicole de Blois-Penthièvre e de João I de Brosse), mas a sua mãe tinha por duas vezes renunciado aos seus direitos (em 1480 durante a venda, confirmado em 1485);
    • Carlos VIII, cujo pai Luís XI tinha comprado (a 3 de janeiro de 1480) os direitos ao ducado de Nicole de Blois-Bretanha, condessa de Penthièvre. É reconhecido herdeiro de Francisco II por cinco rebeldes bretões no tratado de Montargis.
    • Alain d'Albret, meio-irmão de Francisco de Dinan.

Alguns pretendentes tentam obter apoios: Carlos VIII e João II tentam seduzir parte da nobreza bretã. Vários projetos matrimoniais procuram reunir os direitos dos dois ramos numa mesma cabeça.

Mas para uma maior segurança frente a essa pretensões, Francisco II faz reconhecer as suas filhas pelos Estados da Bretanha como herdeiras do ducado, e Ana é coroada duquesa em Rennes, contrariando o deposto no tratado de Guérande de 1365.

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