Guerra naval

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde março de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
O navio de guerra Orient a arder, 1 de Agosto 1798, durante a Batalha do Nilo

Entende-se por guerra naval todo o combate decorrido nos mares, oceanos, ou noutras grandes superfícies aquáticas, tal como grandes lagos e rios de grande envergadura. O registo mais antigo de uma batalha naval teve lugar em cerca de 1210 a.C., ao largo de Chipre.

Táctica naval moderna[editar | editar código-fonte]

Tal como acontece com as restantes formas de batalha, as tácticas navais modernas baseiam-se, sobretudo, em fogo e mobilidade, que se pode traduzir na combinação eficiente do poder de fogo entregue, conseguida através dos batedores e ocupação das melhores posições no terreno. A mobilidade é, efectivamente, uma componente crucial no combate moderno; uma frota naval pode viajar centenas de quilómetros num único dia.

Na guerra naval, a chave encontra-se, sobretudo, em conseguir detectar o inimigo sem ser detectado. Por esse motivo, é gasto muito tempo e esforço em negar essa possibilidade às formas inimigas.

Existe também o conceito de campo ou área de batalha: a zona ao redor da força naval dentro da qual o comando assume que consegue detectar, perseguir, atacar e destruir as ameaças antes de estas constituirem perigo. É por este motivo que a Marinha prefere o combate em mar aberto, já que a presença de terra, alido à topologia sub-aquática, diminuem este espaço, limitando as oportunidades de manobra e, consequentemente, facilitando ao inimigo determinar a localização da frota, ao mesmo tempo que dificulta a detecção das forças inimigas. Em águas curtas, a detecção de submarinos ou minas navais é especialmente problemática.

Um dos cenários estudados pelo planeamento naval norte-americano durante a Guerra Fria foi um eventual conflito entre duas grandes frotas em alto mar, ambas bem equipadas e actualizadas, a Marinha norte-americana e a Marinha Soviética. A preocupação principal foi para os Grupos de Combate de Porta-Aviões (grupos aeronavais ou, em inglês, Carrier Battle Groups, CVBGs).

Neste Grupo de Combate (CVBG), 5 nações alinham na , no Mar Arábico, em resposta aos Ataques do 11 de Setembro. De cima-esquerda para a direita: MM Maestrale (Marina Militare), De Grasse (D 612) (Marinha da França), USS John C. Stennis (CVN-74) (Marinha dos EUA), USS Port Royal (CG-73) (idem), FS Charles de Gaulle (Marinha da França), HMS Ocean (L12) (Marinha do Reino Unido), Surcouf (F711) (França), USS John F. Kennedy (CV-67) (EUA), HNLMS Van Amstel (Marinha dos Países Baixos), De La Penne e MM Luigi Durand De La Penne (Itália).

No combate naval moderno, entra como variável também a possibilidade de lançar-se um ataque mortífero a partir de 600 milhas náuticas, o que aumenta consideravalmente a área de batalha. E é aí que entra, com as suas vantagens e desvantagens, a guerra electrónica.

Os submarinos constituem uma das grandes ameaça para as operações ofensivas de CVBGs, já que dispõem de vários mecanismos de camuflagem, como o revestimento anti-eco, hidrojactos ultra-silenciosos, etc., que se tornaram na derradeira vantagem. A progressiva mudança das operações para águas rasas aumentou drasticamente esta ameaça, de forma a que a simples suspeita de ameaça submarina é, muitas vezes, suficiente para provocar a retirada da frota, já que as consequências de um submarino não-detectado são desastrosas.

Por outro lado, os mísseis são a outra forte ameaça no combate naval moderno. Podem ser lançados a partir de outros navios, submarinos, ou unidades aéreas e, a sua grande velocidade (atingindo os Mach 4) reduz o ataque para escassos segundos. Assim, torna-se imperativo destruir quaisquer plataformas de lançamento antes que possam sequer disparar, o que permite reduzir o número de ameaças de míssil de uma vez só. Muitas das vezes, não é fácil ou sequer possível conseguir esta proeza, pelo que os recursos anti-aéreos deverão ser balanceados entre a guerra aérea exterior e interior.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

-Defesa Militar, Princípios dos dois irmãos J. S. Vasconcellos Editora Exército Brasileiro, 1939.

Ver também[editar | editar código-fonte]