Guerra nuclear

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A guerra nuclear, também conhecida como guerra atômica, é um conflito militar teórico ou uma estratégia política preparada que emprega armamento nuclear. As armas nucleares são armas de destruição em massa; em contraste com a guerra convencional, a guerra nuclear pode produzir destruição em um tempo muito menor e pode ter um resultado radiológico de longa duração. Um grande conflito nuclear provavelmente teria efeitos a longo prazo no ambiente e também poderia levar a um "inverno nuclear" que poderia durar décadas ou mais, após o ataque inicial.[1][2] Alguns analistas descartam a hipótese do inverno nucleares calculam que embora houvesse bilhões de vítimas, bilhões pessoas vivendo em áreas rurais sobreviveriam.[3][4][5][6] No entanto, outros argumentaram que os efeitos secundários de um holocausto nuclear, como o colapso social, fariam com que quase todos os humanos na Terra morressem de fome.[7][8][9]

Até hoje, o único uso de armas nucleares em conflitos armados ocorreu em 1945 com os bombardeios atômicos americanos de Hiroshima e Nagasaki. Em 6 de agosto de 1945, um dispositivo do tipo arma de urânio (nome de código "Little Boy") foi detonado sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, em 9 de agosto, um dispositivo do tipo implosão de plutônio (codinome "Fat Man") foi detonado sobre a cidade japonesa de Nagasaki. Juntos, esses dois bombardeios resultaram na morte de aproximadamente 200 000 pessoas e contribuíram para a rendição do Japão.

Após a Segunda Guerra Mundial, as armas nucleares também foram desenvolvidas pela União Soviética (1949), Reino Unido (1952), França (1960) e República Popular da China (1964), o que contribuiu para o estado de conflito e extrema tensão que ficou conhecida como Guerra Fria. Em 1974, a Índia e, em 1998, o Paquistão, dois países que eram abertamente hostis um ao outro, desenvolveram armas nucleares. Israel (1960) e Coreia do Norte (2006) também se acredita que tenham desenvolvido estoques de armas nucleares, embora não se saiba o tamanho. O governo israelense nunca admitiu nem negou ter armas nucleares, embora se saiba que construiu o reator e a usina de reprocessamento necessários para a construção de armas nucleares.[10] A África do Sul também fabricou várias armas nucleares completas na década de 1980, mas posteriormente se tornou o primeiro país a destruir voluntariamente seus estoques de armas fabricadas internamente e abandonar a produção adicional (década de 1990).[11]  Armas nucleares foram detonadas em mais de 2 000 ocasiões para fins de testes e demonstrações.[12][13]

Após a dissolução da União Soviética em 1991 e o resultante fim da Guerra Fria, a ameaça de uma grande guerra nuclear entre as duas superpotências nucleares foi geralmente considerada como tendo diminuído.[14] Desde então, a preocupação com as armas nucleares deslocou-se para a prevenção de conflitos nucleares localizados resultantes da proliferação nuclear e da ameaça do terrorismo nuclear.

O míssil balístico intercontinental Titan II (ICBM) carregava uma ogiva de 9 Mt W53, uma das armas nucleares mais poderosas dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 7 Possible Toxic Environments Following a Nuclear War – The Medical Implications of Nuclear War 1985 – The National Academies Press. [S.l.: s.n.] 1986. ISBN 978-0-309-07866-5. PMID 25032468. doi:10.17226/940 
  2. «nuclear winter». Encyclopædia Britannica 
  3. Martin, Brian (dezembro de 1982). «The global health effects of nuclear war». Current Affairs Bulletin. 59 (7) 
  4. «Critique of Nuclear Extinction – Brian Martin 1982» 
  5. «The Effects of a Global Thermonuclear War» 
  6. «Long-term worldwide effects of multiple nuclear-weapons detonations. Assembly of Mathematical and Physical Sciences, National Research Council,1975.» 
  7. Ehrlich, P. R.; Harte, J.; Harwell, M. A.; Raven, P. H.; Sagan, C.; Woodwell, G. M.; Berry, J.; Ayensu, E. S.; Ehrlich, A. H.; Eisner, T.; Gould, S. J.; Grover, H. D.; Herrera, R.; May, R. M.; Mayr, E.; McKay, C. P.; Mooney, H. A.; Myers, N.; Pimentel, D.; Teal, J. M. (1983). «Long-term biological consequences of nuclear war». Science. 222 (4630): 1293–1300. Bibcode:1983Sci...222.1293E. PMID 6658451. doi:10.1126/science.6658451 
  8. «Overview of the Doomsday Clock». Bulletin of the Atomic Scientists 
  9. The Nuclear Winter: The World After Nuclear War, Sagan, Carl et al., Sidgwick & Jackson, 1985
  10. Hersh, Seymour (1991). The Samson Option. [S.l.]: Random House. p. 130. ISBN 0-394-57006-5 
  11. Pike, John. «Nuclear Weapons Program» 
  12. «"1945–1998" by Isao Hashimoto» 
  13. «The Nuclear Testing Tally – Arms Control Association» 
  14. Denemark, Robert A. (14 de agosto de 2018). «Nuclear War in the Rivalry Phase of the World-System». Journal of World-Systems Research. 24 (2): 349. doi:10.5195/jwsr.2018.749 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]