Guilherme Boulos

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Guilherme Boulos
Guilherme Boulos em 2017
Conhecido(a) por Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Nascimento 1982 (35 anos)
São Paulo
Residência São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
Ocupação Ativista político, professor, escritor

Guilherme Castro Boulos (São Paulo, 1982), é um ativista político e social, professor e escritor brasileiro. É membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Boulos é reconhecido como uma das principais lideranças da esquerda no Brasil[1][2] e possível candidato a presidente do PSOL nas eleições gerais no Brasil em 2018.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Boulos na Columbia University em 2015.

Guilherme Boulos é filho de Marcos Boulos, professor de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele se formou em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressou em 2000, e é especializado em psicologia, disciplina que atualmente leciona. Na juventude e nos anos de formação engajou-se no movimento estudantil. Ingressou no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2002.[4]

Ficou conhecido em 2003 quando participou da coordenação da invasão a um terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo.[5]

Voltou a aparecer na imprensa em 2014, na esteira das mobilizações sociais em torno da Copa do Mundo, em especial a Ocupação Copa do Povo, realizada pelo MTST no início de maio. Em junho do mesmo ano tornou-se colunista semanal do site do jornal Folha de S.Paulo, onde ficou até Março de 2017.[6]

Em fevereiro de 2015, passou a integrar, junto com o deputado federal Jean Wyllys e a jornalista Laura Capriglione, o programa de debates Havana Connection, criado e mediado pelo jornalista Leonardo Sakamoto, no portal UOL.[7]

Prisões[editar | editar código-fonte]

Boulos afirma que já foi preso diversas vezes e que sofre diversos processos judiciais.[2] Sua prisão em 17 de janeiro de 2017 teve grande repercussão.[8] Boulos foi preso acusado de cometer desobediência judicial,[9] incitação à violência[10] e por ter lançado rojões contra a Polícia Militar, durante a ação de reintegração de posse de um terreno no distrito de São Mateus. Foi solto na noite do mesmo dia. Em sua defesa, alega que sua detenção foi arbitrária e de cunho político.[11]

Livros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Robinson, Andy (5 de janeiro de 2016). «A Conversation With Guilherme Boulos, Leader of Brazil's Homeless Workers' Movement». The Nation. Consultado em 2 de novembro de 2017 
  2. a b Dip, Andréa (24 de fevereiro de 2017). «O psicanalista das massas». Pública. Consultado em 2 de novembro de 2017 
  3. Galhardo, Ricardo; Pereira, Pablo. «PSOL articula Boulos para Presidência - Política - Estadão». Estadão. Consultado em 2 de novembro de 2017 
  4. Ferraz, Adriana (16 de junho de 2014). «Perfil: Guilherme Boulos: coordenador nacional do MTST». O Estado de S.Paulo 
  5. «Filósofo, líder dos sem-teto saiu de casa para ser militante». Folha de S.Paulo. Uol. 7 de maio de 2014. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  6. Redação (26 de junho de 2014). «Coordenador de sem-teto é novo colunista da Folha». Folha de S. Paulo, Cotidiano 
  7. Sakamoto, Leonardo (10 de fevereiro de 2015). «Vá para Cuba! Assistam ao Havana Connection». Blog do Sakamoto. Uol 
  8. «Brazil Social Movement Leader Arrested for Resisting Eviction». TeleSur. 17 de janeiro de 2017. Consultado em 2 de novembro de 2017 
  9. «Guilherme Boulos, líder do MTST, é preso em São Paulo». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  10. Isabela Leite. «Líder do MTST, Guilherme Boulos, é detido em reintegração de posse na Zona Leste». G1. Globo.com. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  11. Bruno Bocchini e Daniel Mello. «Líder do MTST é solto após ser detido em reintegração de posse em São Paulo». Agência Brasil. EBC. Consultado em 18 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]