Guilherme Boulos

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Guilherme Boulos
Guilherme Boulos em 2017
Conhecido(a) por Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Nascimento 19 de junho de 1982 (36 anos)
São Paulo
Residência São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Natalia Szermeta
Alma mater Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
Ocupação Ativista político, professor, escritor
Página oficial
http://www.guilhermeboulos.com.br

Guilherme Castro Boulos (São Paulo, 19 de junho de 1982) é um ativista, político e escritor brasileiro. É membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Boulos é reconhecido como uma das principais lideranças da esquerda no Brasil[1][2] e pré-candidato a presidente pelo PSOL nas eleições gerais no Brasil em 2018.[3] Apesar de ainda ser muito cedo para usá-la como parâmetro, pesquisa Datafolha indica que apenas 17% do eleitorado conhece Boulos e, segundo a mesma sondagem, ele é rejeitado por 16% dos brasileiros entrevistados na pesquisa.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Boulos na Columbia University em 2015.

Guilherme Boulos é filho de Marcos Boulos, professor de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele se formou em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressou em 2000, também é psicanalista e leciona psicanálise. Na juventude e nos anos de formação engajou-se no movimento estudantil. Militou no Partido Comunista Brasileiro até 2000, se desfiliando posteriormente [5] e ingressando no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2002.[6]

Ficou conhecido em 2003 quando participou da coordenação da ocupação de um terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo.[7]

Guilherme Boulos ao lado de Marcelo Freixo.

Voltou a aparecer na imprensa em 2014, na esteira das mobilizações sociais em torno da Copa do Mundo, em especial a Ocupação Copa do Povo, realizada pelo MTST no início de maio. Em junho do mesmo ano, tornou-se colunista semanal do site do jornal Folha de S.Paulo, onde ficou até março de 2017.[8]

Em fevereiro de 2015, passou a integrar, junto com o deputado federal Jean Wyllys e a jornalista Laura Capriglione, o programa de debates Havana Connection, criado e mediado pelo jornalista Leonardo Sakamoto, no portal UOL.[9]

Em março de 2018 ingressou no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) como pré-candidato à Presidência da República, com Sônia Guajajara como vice.[10] Houve polêmicas quanto a sua candidatura, especialmente devido ao fato da ausência de debate entre os candidatos e a um vídeo gravado por Lula, o qual diz que "seria a última pessoa do mundo a pedir para que Boulos não seja candidato".[11] Sua candidatura está sustentada em uma Frente de Esquerda Socialista, com bases no PSOL, no PCB, no movimento dos sem teto e movimento indígena. [12]

Prisões[editar | editar código-fonte]

Boulos afirma que já foi preso diversas vezes e que sofre diversos processos judiciais.[2] Sua prisão em 17 de janeiro de 2017 teve grande repercussão.[13] Boulos foi preso acusado de cometer desobediência judicial,[14] incitação à violência[15] e por ter lançado rojões contra a Polícia Militar, durante a ação de reintegração de posse de um terreno no distrito de São Mateus. Foi solto na noite do mesmo dia. Em sua defesa, alega que sua detenção foi arbitrária e de cunho político.[16]

Livros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Robinson, Andy (5 de janeiro de 2016). «A Conversation With Guilherme Boulos, Leader of Brazil's Homeless Workers' Movement». The Nation. Consultado em 2 de novembro de 2017. 
  2. a b Dip, Andréa (24 de fevereiro de 2017). «O psicanalista das massas». Pública. Consultado em 2 de novembro de 2017. 
  3. Galhardo, Ricardo; Pereira, Pablo. «PSOL articula Boulos para Presidência - Política - Estadão». Estadão. Consultado em 2 de novembro de 2017. 
  4. «Eleições 2018: Datafolha tem dados que pouca gente viu». Gazeta do Povo 
  5. «O trabalho de Boulos». Folha de São Paulo. 5 de junho de 2016 
  6. Ferraz, Adriana (16 de junho de 2014). «Perfil: Guilherme Boulos: coordenador nacional do MTST». O Estado de S.Paulo 
  7. «Filósofo, líder dos sem-teto saiu de casa para ser militante». Folha de S.Paulo. Uol. 7 de maio de 2014. Consultado em 17 de janeiro de 2017. 
  8. Redação (26 de junho de 2014). «Coordenador de sem-teto é novo colunista da Folha». Folha de S. Paulo, Cotidiano 
  9. Sakamoto, Leonardo (10 de fevereiro de 2015). «Vá para Cuba! Assistam ao Havana Connection». Blog do Sakamoto. Uol 
  10. «Guilherme Boulos se filia ao PSOL». Site do PSOL. PSOL. 10 de fevereiro de 2015 
  11. Marcelo Osakabe (7 de março de 2018). «Candidatura de Boulos irrita demais pré-candidatos do PSOL». Estado de S.Paulo. Consultado em 10 de março de 2018. 
  12. «Unir a esquerda socialista com as pré candidaturas populares de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara! - PCB - Partido Comunista Brasileiro». PCB - Partido Comunista Brasileiro. 10 de março de 2018 
  13. «Brazil Social Movement Leader Arrested for Resisting Eviction». TeleSur. 17 de janeiro de 2017. Consultado em 2 de novembro de 2017. 
  14. «Guilherme Boulos, líder do MTST, é preso em São Paulo». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 17 de janeiro de 2017. 
  15. Isabela Leite. «Líder do MTST, Guilherme Boulos, é detido em reintegração de posse na Zona Leste». G1. Globo.com. Consultado em 17 de janeiro de 2017. 
  16. Bruno Bocchini e Daniel Mello. «Líder do MTST é solto após ser detido em reintegração de posse em São Paulo». Agência Brasil. EBC. Consultado em 18 de janeiro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]