Guilherme Fontes

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Guilherme Fontes
Nascimento 8 de janeiro de 1967 (48 anos)
Petrópolis, Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação ator
diretor

Guilherme Machado Cardoso Fontes (Petrópolis, 8 de janeiro de 1967) é um ator e diretor brasileiro.

Iniciou sua carreira em novelas aos 18 anos, na primeira versão de Ti Ti Ti (1985), de Cassiano Gabus Mendes, com Luiz Gustavo, Reginaldo Faria e Malu Mader em sua segunda novela. No mesmo ano, por meio de testes, fez seu primeiro filme como protagonista, A cor do seu destino (1985), de Jorge Duran, um drama sobre os exilados chilenos durante o governo de Salvador Allende. No ano seguinte, estrelou o filme Um trem para as estrelas (1987), com direção de Cacá Diegues, famoso diretor de Bye Bye Brasil e Chica da Silva. Depois protagonizou o filme Dedé Mamata (1998).

Seu primeiro grande sucesso foi na minissérie Desejo, de Glória Perez. A trama baseava-se na história real do assassino confesso do importante escritor brasileiro Euclides da Cunha (Os Sertões), interpretado por Tarcísio Meira. Guilherme viveu o personagem Dilermando de Assis, amante da esposa de Euclides, estrelada por Vera Fisher, que mata, além do escritor, o filho do casal 20 anos depois.

Dentre as mais de 20 novelas e séries em que participou na TV, também se destacou como Marcos em Mulheres de Areia (1993), personagem que vivia o conflito entre o amor das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires), e Rei em Bebê a bordo (1988), lançando a moda da bandana na época. Também em 1988, foi Aderbal, na minissérie adaptada do clássico O Pagador de Promessas.

É principalmente como o vilão Alexandre Toledo, de A Viagem (1994), trama espírita de Ivani Ribeiro, que o ator ficou gravado na memória da teledramaturgia brasileira. Batendo recordes de audiência, nos últimos 21 anos, a novela já foi reprisada três vezes, duas em Vale a Pena Ver de Novo e está agora sendo reexibida no canal Viva.

Na primeira e única atuação da cantora Sandy numa novela, Guilherme foi seu par romântico, o Tonny em Estrela Guia (2001). Atualmente está no ar fazendo o corretor imobiliário Mário, também no folhetim das seis Boogie Oogie, e na reprise de O Rei do Gado.

Antes da estreia na TV, Guilherme estudou teatro no Tablado. Foi aluno de grandes nomes como Louise Cardoso, Milton Dobbin, Toninho Lopes e Carlos Wilson (o “Damião”). Nessa mesma época, vários artistas estavam iniciando suas carreiras. Guilherme contracenou desde cedo com talentos de sua geração como Malu Mader, Felipe Camargo e Maurício Mattar.

Participou de dois espetáculos teatrais de Maria Clara Machado, Os cigarras e os formigas e A bruxinha que era boa. Também atuou na peça Os doze trabalhos de Hércules (1983), de Carlos Wilson, aos 16 anos.

Como produtor teatral, realizou as peças Desejo e Eu Odeio Hamlet. Em Desejo, de Eugene O’Neill, dividiu o palco com Vera Fischer, Juca de Oliveira, Antonio Calloni e Marcos Oliveira. A peça foi encenada em cerca de 140 cidades brasileiras, atingindo a um público de mais de 150 mil pessoas durante os seis meses em que esteve em cartaz. Já em Eu odeio Hamlet, de Paul Rudnick, contracenou com Claudia Abreu, Luiz Gustavo, Jonas Bloch, Osmar Prado e Alice Borges. A montagem teve cerca de 150 apresentações, mais de 100 mil espectadores e foi dirigida por José Wilker.

Em novembro de 1994, adquire os direitos do best seller “Chatô, O Rei do Brasil”, obra de Fernando Morais sobre o magnata das telecomunicações do Brasil Assis Chateaubriand, e apresenta aquele que viria a ser o maior projeto individual de um artista brasileiro na época.

Projeto multimídia, orçado em 12 milhões de dólares, produziu em parceria com o Canal GNT, a Globosat e as Organizações Globo a série Dossiê Chatô, composta de sete documentários dirigidos por Walter Lima Júnior. Filmados no Brasil e no exterior, também eram baseados no livro homônimo de Fernando Morais sobre Assis Chateaubriand. Foram entrevistados mais de uma centena de personalidades, entre elas Leonel Brizola, Fernando Henrique Cardoso, Darcy Ribeiro e Frederico Pernambucano.

Também em parceria com a Globosat, produziu a série Cinco Dias que Abalaram o Brasil, dirigido por Mauro Lima, sobre os cinco últimos dias de vida de Getúlio Vargas antes do suicídio. No ano seguinte, novamente em parceria com a Globosat, realiza o projeto 500 anos de História do Brasil, envolvendo doze documentários e doze debates sobre diversos fatos e personagens importantes da história brasileira no século XX, tais como o Golpe de 1964, AI-5, Os Três Golpes Contra o JK, Carlos Lacerda - O Demolidor, Chiquinha Gonzaga, entre outros.

Em 1998 produz e dirige a série O Caudilho e o Jagunço, uma redação de jornal multimídia da década de 1940. Também em 1998, em parceria com Francis Ford Coppola, famoso diretor de Apocalipse Now, The Godfather e muitos outros sucessos, e monta com tecnologia de ponta no Brasil a ZB Facilities (http://www.zoetrope.com/zoe_facilities.cgi?page=zoesystems), inaugurando a empresa finalizadora responsável pela pós-produção de dezenas de filmes brasileiros no período de 1998 a 2004 e formadora de mais de 50 profissionais da área de pós-produção.

Em fevereiro de 1999, começa a dirigir o longa metragem de ficção Chatô, O Rei do Brasil, inspirado livremente no livro homônimo de Fernando Morais. Quando viu o material bruto, Cacá Diegues o considerou como “o último filme tropicalista do cinema brasileiro”. Para Guilherme, o filme é também uma grande homenagem ao cinema novo, ao modernismo e a tudo o que admira.

Em 2005 nasce sua primeira filha, Carolina, e em 2008, seu filho Carlos, fruto de seu casamento de 13 anos com Patrícia Lins e Silva.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como ator[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Como diretor[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TV Globo. Personagens de Além do Horizonte. Visitado em 05 de novembro de 2013.
  2. Gshow (18 de julho de 2014). Voando alto! Pigossi será aprendiz de piloto Extras - Boogie Oogie. Visitado em 23 de julho de 2014.
  3. Bruno Dias Barbosa (14 de outubro de 2014). Guilherme Fontes celebra papel em ‘Boogie Oogie’ e relembra o passado Extra. Visitado em 14 de outubro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Guilherme Fontes (em inglês) no Internet Movie Database

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