Guillermo Kahlo

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Guillermo Kahlo
Guillermo Kahlo em 1920.
Nome completo Carl Wilhelm Kahlo
Nascimento 26 de outubro de 1871
Pforzheim, Baden-Württemberg, Alemanha
Morte 14 de abril de 1941 (69 anos)
Coyoacán, Cidade do México, México
Nacionalidade Alemanha alemão
Progenitores Mãe: Henriette Kaufmann
Pai: Jakob Heinrich Kahlo
Parentesco Frida Kahlo (filha) Dulce María (bisneta)
Ocupação Fotógrafo

Carl Wilhelm Kahlo (Pforzheim, 26 de outubro de 187114 de abril de 1941) foi um fotógrafo mexicano, nascido na Alemanha. Era pai da artista Frida Kahlo e bisavô da cantora Dulce María.

Filho do joalheiro Johann Heinrich Jakob Kahlo e de Henriette Kaufmann.[1] Algumas fontes (inclusive a própria Frida) sugerem que era descendente de judeus húngaros.[1] No entanto, segundo Fridas Vater: Der Fotograf Guillermo Kahlo, de Gaby Franger e Rainer Huhle, "apesar do mito propagado por Frida", Guillermo possivelmente não teria raízes judaico-húngaras, mas seria descendente de uma família luterana constituída de militares, artesãos e joalheiros de Frankfurt am Main e de Pforzheim.[2]

Em 1890, seu pai custeou sua viagem ao México, aparentemente porque Carl Wilhelm não se dava bem com a madrastra.

Em 1893 casou-se com María Cárdena Espino. Naturalizado mexicano em 1894, muda seu nome de Wilhelm para Guillermo.

Sua mulher, María, morre de parto de sua segunda filha, em 1897. As filhas, María Luisa e Margarita, são internadas em um convento.

Em 1898, Guillermo casa-se com Matilde Calderón y Gonzalez, filha de um fotógrafo de ascendência indígena da cidade de Morelia, com quem terá outras quatro filhas, dentre as quais, Frida Kahlo. É Matilde quem convencerá o marido a se dedicar à fotografia.[3]

Em 1901, ele monta um estúdio fotográfico, e trabalha para os periódicos El Mundo Ilustrado e Semanario Ilustrado. Torna-se um fotógrafo renomado. Em 1904, durante a segunda fase do Porfiriato, é contratado pelo secretário da Fazenda, José Yves Limantour, para documentar grandes edifícios e especialmente as igrejas do país que o acolhera. O resultado foram mais de 1.300 placas de vidro, na sua maioria em tamanho grande.[4] Provavelmente este foi o seu melhor e mais importante trabalho.[5]

Em 1951, Frida Kahlo pintou o retrato de seu pai.

Referências

  1. a b Herrera, Hayden A Biography of Frida Kahlo. New York: HarperCollins, 1983, p. 5 ISBN 978-0-06-008589-6
  2. Desmitifican datos biográficos del fotógrafo Guillermo Kahlo. Jornada UNAM, 4 de março de 2005.
  3. Frida Kahlo: uma vida, por Marli Miranda Bastos e Maria Anita Carneiro Ribeiro
  4. Guillermo Kahlo e Henry Greenwood Peabody - Dos miradas a la arquitectura monumental
  5. Los Kahlo y sus orígenes germanos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]