Guimarães (Maranhão)

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Município de Guimarães
Bandeira de Guimarães
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Fundação 19 de janeiro de 1758 (261 anos)
Gentílico vimarense
Prefeito(a) Osvaldo Luís Gomes[1] (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Guimarães
Localização de Guimarães no Maranhão
Guimarães está localizado em: Brasil
Guimarães
Localização de Guimarães no Brasil
02° 07' 58" S 44° 36' 03" O02° 07' 58" S 44° 36' 03" O
Unidade federativa Maranhão
Mesorregião Norte Maranhense IBGE/2008 [2]
Microrregião Litoral Ocidental Maranhense IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Cedral, Mirinzal, Central do Maranhão, Bequimão e Alcântara
Distância até a capital 70 km
Características geográficas
Área 595 382 km² [3]
População 12 086 hab. IBGE/2018[4]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 41 m
Clima tropical-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,625 médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 62 261 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 6 068 39 IBGE/2014[6]

Guimarães é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se a uma latitude 02º07'59" sul e a uma longitude 44º36'04" oeste, estando a uma altitude de 41 metros. Sua população é de 12 086 habitantes (Censo 2018). Possui uma área de 595 382 km².

História[editar | editar código-fonte]

A colonização do município começou no final do século XVI, quando foi construído um forte na Baía de Cumã para vigiar o possível movimento de invasores em direção a Alcântara ou São Luis. João Teófilo de Barros, que parece ter sido dos primeiros habitantes da região, servindo-se da ajuda de silvícolas, montou a Fazenda  Guarapiranga, e em seus domínios, olarias e foros para o fabrico de farinha;  tempos  depois após seu falecimento a deixou de Herança a seu único Filho o mestiço José Bruno de Barros que, em 1755, já havia se deslocado mais para o centro da sesmaria onde fundou a Fazenda da Juçara, em ato de doação passou a Fazenda de Guarapiranga onde hoje situa-se a Cidade de Guimarães em 1758 para os domínios da coroa portuguesa.

Doada à Coroa, no decurso de 1758, sua fazenda de Guarapiranga foi o ponto inicial do atual Município de Guimarães. Já no ano seguinte, era fundada a vila, sob a denominação de São José de Guimarães e logo incorporada à comarca de São Luís do Maranhão.

Atraídos pela abundância de peixes, grande leva de estrangeiros, principalmente portugueses, chegou à nova povoação. Fundaram estabelecimentos agrícolas para o plantio de mandioca e cana-de-açúcar e iniciaram a fabricação de cal, usando crustáceos como matéria-prima.

Esta vila é uma das maiores do Estado e com tantos moradores que forma uma companhia de auxiliares de oitenta praças" - escreveu Joaquim de Melo e Povoas ao governador em 1766. E Antônio Corrêa Furtado de Mendonça, procurador-geral dos índios, trinta anos depois asseverava: "A vila de Guimarães do Cumã desta capitania pode servir de exemplar que é a única vila de índios que se acha em grande adiantamento, na qual já se acham muitos índios com bens e possuidores de escravos." Somente em 1838, porém, é que se instalou a primeira escola, e em 1847, a Agência Postal. Segundo o quadro administrativo vigente em 31 de dezembro de 1955, Guimarães compõe-se de 3 distritos: Guimarães, Mirinzal e Muiraneu (Cedral).

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a Vila é constituída do distrito sede. Elevado à condição de cidade com a denominação de Guimarães, pela lei estadual nº 885, de 26-02-1920. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito-sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pela lei estadual nº 269, de 31-12-1948, são criado os distritos de Mirinzal e Mairaneu e anexado ao município de Guimarães. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Guimarães, Mirinzal e Muiraneu (Cedral).

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Desmembramento do distrito de Mirinzal[editar | editar código-fonte]

Anteriormente criado como distrito pela lei estadual nº 269, de 31 de dezembrode 1948 e subordinado ao município de Guimarães, Mirinzal emancipou-se pela lei estadual nº 2175, de 26 de dezembro de 1961 e se tornou município com dois distritos, Mirinzal e Usina Joaquim Antônio (que hoje vem a ser o município de Central do Maranhão), criados pela mesma lei.

Logo após a saída do distrito de Mirinzal do município de Guimarães, em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município passa a ser constituído de 2 distritos: Guimarães e Muiraneu (Cedral).

Desmembramento do distrito de Cedral[editar | editar código-fonte]

Pela lei estadual nº 2378, de 09-06-1964, desmembra do município de Guimarães o distrito de Muiraneu. Elevado à categoria de município com a denominação de Cedral.

Em divisão territorial datada de 1-I-1978, o município, Guimarães, passa a ser constituído somente pelo distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município é voltada para o comércio, a pesca, agricultura, bem como a pecuária. Não dispõe de grandes empresas atuando em seu território, o que é, de certa forma, inaceitável, uma vez que o município de Guimarães possui alto potencial turístico e econômico que possam gerar emprego e renda para as famílias vimarenses e de municípios vizinhos.

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

A agropecuária é uma importante aliada na questão econômica do município, visto que possui, inclusive, abatedouro para manter açougues e supermercados abastecidos e, assim, manter a carne bovina entre os itens consumidos pelo cidadão vimarense.

Pesca[editar | editar código-fonte]

A pesca é uma das principais atividades econômicas do município pela grande variedade de espécies de peixes. Além disso, a qualidade do pescado atrai pescadores de vários municípios próximos e, inclusive, os da Grande São Luís - uma vez que a cidade não polui suas águas e as mantém preservadas para, assim, manter um equilíbrio entre as necessidades do homem e a preservação adequada da natureza.

Agricultura Familiar[editar | editar código-fonte]

A agricultura familiar também é uma atividade econômica presente em Guimarães, pois o próprio município promove feiras onde as pessoas que, na sua maioria, dos povoados vendem a sua produção. Além disso, as famílias também são incentivadas pelo município, visto que os produtos como legumes, frutas, verduras, hortaliças, etc, são introduzidos na alimentação dos alunos da rede municipal de ensino.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Como o município de Guimarães tem a sua gênese na época colonial, é muito comum encontrar construções antigas, um sobrado todo feito à pedras, a Casa Paroquial. Essa questão arquitetônica aliada ao meio ambiente faz com que Guimarães seja uma importante rota de turismo no litoral maranhense.


O litoral do município é constituído de importantes, limpas e preservadas praias, como Guajerutiua, Praia do Recreio (localizada no Pólo Genipaúba) e a que mais atrai turistas durante o ano inteiro, a Praia do Araoca - banhada pela Baía de Cumã, onde repousa o corpo do grande poeta maranhese Gonçalves Dias.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Município de Guimarães possui 598,8 Km²,  ocupando a 156° posição em relação a extensão no Estado e está localizado no Litoral Ocidental do Maranhão fazendo parte da Mesorregião Norte Maranhense- Microrregião Geográfica do Litoral Ocidental Maranhense – Região da Costa Amazônica do Maranhão. Limita-se ao norte com o Município de Cedral, a oeste com os Municípios de Mirinzal e Central do Maranhão, ao sul com Central do Maranhão e Bequimão a Leste com o Município de Alcântara e o Oceano Atlântico.

Geologia e Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

A geologia do município é na sua maior parte de formação de arenitos finos, avermelhados e róseos, cinza argilosa, geralmente com estratificação horizontal; na parte Nordeste, próximo ao litoral, aluviões marinhos cujos depósitos recentes são constituídos por cascalhos, areias e argila consolidadas.

Quanto a geomorfologia esta enquadrada no litoral em rias que afogadas foram convertidas em planícies aluviais, e são emolduradas extremamente por pontões lodosos e Ilhas que se formaram pela ação das marés. A parte externa é representada principalmente, pelas planícies de mangue e por tabuleiros de sedimentos intemperizados/ laterizados da formação barreiras e planície de mangue.

Nos solos estão presentes latossolos amarelos, dominantes no município. São solos profundos e muito profundo, bem drenados, com textura variando de média a muito argilosa. São ácidos, porosos, friáveis, de cores variando do amarelo ao vermelho e solos indiscriminados de mangue; são solos mal drenados, com alto conteúdo em sais minerais provenientes da água do mar e do composto de enxofre com textura variando desde argilosa até arenosa ao longo da faixa costeira.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical úmido, com dois períodos – Chuvosa de Janeiro Junho e estiagem de Julho a Dezembro e apresenta moderada deficiência hídrica entre os meses de Julho a Setembro. A temperatura média anual é sempre superior a 18ºc, sendo que a soma da evapotranspiração potencial, nos três meses mais quentes do ano é inferior  a 48%. A umidade relativa do ar anual é sempre superior a 82%. Em relação aos totais pluviométricos,apresentam entre 2000 e 2400 mm anuais, com temperatura média anual superior a  27ºC.

Cobertura Vegetal[editar | editar código-fonte]

A cobertura vegetal primitiva era de mata tropical que, devido a sucessivos desmatamentos, se apresenta atualmente como mata secundaria formada principalmente pela mata de cocais. A margem dos rios está a mata ciliar e ao longo do curso inferior e na orla marítima com vegetação que ocupa normalmente ambiente salinos e salobros, instalando-se nas áreas que sofrem influencia das marés.

Recursos Hídricos[editar | editar código-fonte]

Em relação aos recursos hídricos, o município faz parte  das bacias hidrográficas do Rio Pericumã e Gepuba, com afluentes os Arapiranga, Guarapiranga, Nazaré, Siribeira, Grande e Bizal. O Município encontra-se encravado nas reentrâncias e Baixada Ocidental Maranhense, é parte integrante da Costa Amazônica do Maranhão.

A sede do município possui água tratada, mas em alguns bairros a água é captada por meio de poços artesianos e não passam por tratamento adequado. Nos povoados a situação é mais complicada. Em alguns há água encanada, porém, por problemas técnicos, as pessoas precisam ir captar água em poços comuns o que as deixa vulneráveis às doenças advindas da água não tratada.

Estrutura I[editar | editar código-fonte]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

O município de Guimarães representa com sua arquitetura um vasto patrimônio colonial na região das reentrâncias maranhense, o segundo município mais antigo tem um conjunto de prédios no centro da cidade muito bem conservados mostrando a tradição da construção civil colonial portuguesa. As ruínas de pedras presentes nas diversas partes da cidade, nos alicerces de prédio como a sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e próximas da Praça da Matriz juntamente com a conjunto de prédios como a Casa de Câmara e Cadeia, a Igreja de São Jose fundada no inicio do século XVIII pelo primeiro proprietário da Fazenda Guarapiranga João Teófilo de Barros, o Edifício José Bruno de Barros, (Grêmio Cultural vimarenses Fundado em 1959)  casa Dias Vieira, Casa Paroquial, dentre outros monumentos particulares distribuídos pelo centro da Cidade.

Espaço urbano[editar | editar código-fonte]

O espaço urbano do município é composto por 73 ruas. A maioria das ruas encontram-se calçadas com pedra e cimento, enquanto cerca de 10 estão asfaltadas. Vale ressaltar que o município só possui um hospital que atende às necessidades básicas - Hospital Municipal Maria Alice Coutinho --, bem como cerca de 30 unidades de básicas de saúde, as quais estão distribuídas entre a sede do município e os povoados pertencentes ao território vimarense.

Espaço rural[editar | editar código-fonte]

O espaço rural esta distribuído nas seguintes comunidades: Sítios: Andirobal, Baiacu-Mirim, Baixa Grande, Barreiro, Bela Alegria, Bitiua, Bolivia II, Cachoeira, Capa, Caputera, Caranguejo, Creolina, Egito, Encontro, Engenho, Entre Rios, Ferreira, França, Guadalupe, Itapecuru, Itapéua, Itapiranga, Janão, Jandiritiua, Jenipapo, Jericó, Marmorana, Mirinzal Meritiba, Monte Alegre, Nazaré, Nova Estrela, Paquetá, Peri de Caxias, Peri de Goulart, Peri do Meio, Pindobal, Ponta do Camassaú, Porto das Cabeceiras, Porto de Baixo, Coroatá, Macajubal, Porto do Rosário, Porto do Tupinambá, Primavera, Recanto, Recreio II, Respira, Rio da Prata, Salinas, Santa Catarina, Santa Cruz, Santa Luzia, Santa Rita dos Cardosos, Santa Vitória, São Benedito, São João, São João dos Pretos, São José, São Pedro, São Vicente, Sertão, Siribeira, Sumidouro, e Zaranza.

Povoados: Baiacu-Açú, Boa Esperança, Cajá Bom, Carapirá, Caratiua, Ceará, Cumã, Cumum, Damásio, Genipaúba, Guajerutiua, Guarimandiua, Jepuba, Lago do Sapateiro, Maçaricó, Pareaua, Ponta do Araoca, Prata, Puca, Santo Antônio e Vila Nova.

Estrutura II[editar | editar código-fonte]

Além dos citados acima, o município de Guimarães também é dividido em pólos que são utilizados para critérios de organização na área da saúde, educação e administrativa. São eles:

  • Cumã;
  • Genipaúba;
  • Prata.


Referências

  1. Prefeita de Guimarães morre em São Luís. Página visitada em 21/01/2019.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 11 de outubro de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 28 de janeiro de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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