Gurunsi

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Gurunsi
População total

Reino de Dagbon 154,062 em Gana[1]
750.000 em Burkina Faso
5% da população de Burkina Faso

Regiões com população significativa
Principalmente nativos do norte de Gana e Sul de Burkina Faso.
Diáspora presentes em EUA, Reino Unido,França, Alemanha, Brasil, etc.
Línguas
Gurunsi, Dagbani, Hausa, Sissala, Inglês, Francês
Religiões
Tradicional, Islão, Cristianismo

Os Gurunsi (pronunciado grunci) são um conjunto de grupos étnicos que habitam o reino de Dagbon, cuja localização corresponde atualmente ao norte de Gana e ao sul de Burkina Faso.

História pré-colonial e origens[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição oral, os Gurunsis são originários do Sudão ocidental, perto do lago Chade. Embora não se saiba quando a migração ocorreu, acredita-se que os Gurunsis já estavam presentes em sua atual localização em 1.100 d.C. Depois do século XV, quando os estados Mossi foram estabelecidos ao norte, muitas vezes os cavaleiros Mossi invadiram áreas de escravos Gurunsi, mas os povos Gurunsis nunca foram totalmente subjugados, mantendo-se independentes. Segundo o doutor Salif Titamba Lankoande, em Noms de famille (Patronymes) au Burkina Faso, o nome Gurunsi vem da língua djerma do Níger da palavra “Guru-si”, o que significa "ferro não penetra". Diz-se que durante as invasões Djerma das terras Gurunsi, em fins do século 19, um líder Djerma com o nome de Babatu recrutou um batalhão de homens indígenas para o seu exército; estes, depois de terem consumido medicamentos tradicionais, ficaram invulneráveis ao ferro.

Partilha[editar | editar código-fonte]

Durante a Conferência de Berlim (1884 - 1885), que resultou na partilha de África) entre as potências europeias, franceses, britânicos e alemães reclamavam parte ou todo o território Gurunsi. Após estabelecer os protetorados de Yatenga (1895) e Ouagadougou (1896), os franceses anexaram as terras gurunsi em 1897. Consequentemente os alemães retiraram-se para Togolândia (atualmente, Gana e Togo), e um acordo anglo-francês de 1898 criou oficialmente a fronteira com a Costa do Ouro (atual Gana). Essa partilha dividiu o povo gurunsi entre sistemas administrativos - francês e britânico - facilitando a divergência política e cultural dos sub-grupos de cada lado da fronteira.

Subgrupos[editar | editar código-fonte]

Existem numerosos sub-grupos étnicos entre os Gurunsi, tais como o Frafra, Kusasi, e Talensi, em Gana; e os Bwa, Ko, Lele, Nuni e Sissala, em Burkina Faso. Os sub-grupos Kassena e Nankani habitam os dois países. Embora não tenham uma linguagem comum, nem instituições políticas comuns, as práticas sociais, econômicas e religiosas desses sub-grupos são suficientemente semelhantes para que eles constituam uma unidade cultural.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Gurunsi (Grunsi) Esta designação não corresponde a qualquer grupo étnico. Na verdade, foi o Mossi que deu o nome às várias etnias que vivem no oeste e no sul do planalto Mossi: Nunuma, Nuna, Winiama, Lela e Kasena.