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Gustave Courbet

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para por outras acepções, veja Courbet (desambiguação).
Gustave Courbet
Gustave Courbert fotografado por Nadar.
Nascimento10 de junho de 1819
Ornans, França
Morte31 de dezembro de 1877 (58 anos)
La Tour-de-Peilz, Suíça
SepultamentoCimetière Communal d'Ornans
NacionalidadeFrancês
CidadaniaFrança
Irmão(ã)(s)Juliette Courbet, Zélie Courbet
Alma mater
  • Academia Suíça
OcupaçãoPintor, artista plástico
Distinções
Obras destacadasSource of a Mountain Stream, L'Origine du monde, Source, Um Funeral em Ornans
Movimento estéticopintura do realismo
Causa da morteenfarte agudo do miocárdio
Auto-retrato, Gustave Courbet.
Os quebradores de pedras (II), Gustave Courbet.

Gustave Courbet (Ornans, 10 de junho de 1819La Tour-de-Peilz, 31 de dezembro de 1877) foi um pintor francês pioneiro do estilo realista francês.[1][2] Foi acima de tudo um pintor da vida camponesa de sua região. Ergueu a bandeira do realismo contra a pintura literária ou de imaginação.

Vida Pessoal

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Gustave Courbet nasceu 10 de junho de 1819 em Ornans no Doubs, filho de Régis Courbet e de Sylvie Oudot, proveniente de uma rica família de proprietários de terra na aldeia de Flagey, onde criavam gado e praticavam a agricultura.[3] Aos doze anos, Gustave Courbet entrou para o seminário de Ornans, onde ele recebeu pela primeira vez a educação artística com um professor de desenho, seguidor da pintura pré-romântica de Antoine-Jean Gros. Em seguida, ele entrou para o Royal College of Besancon, onde, na classe de artes plásticas, participou de aulas de desenho na classe de Charles-Antoine Flajoulot, um ex-aluno de Jacques-Louis David.[4] Courbet muda-se para Paris no final de 1839, passando a viver com seu primo Jules Oudot. Frequentou a faculdade de direito ao mesmo tempo em que frequentava as aulas do estúdio do pintor Charles Steuben.[5] Courbet visitava o Louvre para estudar os mestres, especialmente os pintores da escola de espanhola do século XVII, Diego Velázquez, Francisco de Zurbarán e José de Ribera. Admirava o claro-escuro holandês.

Em meados da década de 1840 passa a frequentar a efervescente noite parisiense e a se relacionar com outros artistas que procuravam uma alternativa ao modelo romântico, entre eles Charles Baudelaire e Hector Berlioz.

Em 1848 dez pinturas suas foram escolhidas para participar do Salão de Paris. A partir daí Courbet passa a ser mais notado, inclusive por preferir retratar pessoas anônimas e simples, diferente do padrão da época, em que representavam cenas bíblicas, personagens da história e da mitologia.[6] Durante a década de 1860 o trabalho de Courbet foi muito produtivo, ele também pintou cenas de caça menos controversas, naturezas mortas e paisagens, o respeito e admiração por sua arte continuou.

Ele chamava a si mesmo de um "republicano por nascimento", mas não pegou em armas durante a Revolução de 1848, aderindo a suas crenças pacifistas. Ele entrou na política às vésperas da Comuna de Paris de 1871 e desempenhou um papel ativo na vida política e artística do governo socialista de curta duração. Com o desaparecimento da Comuna, Courbet foi preso e condenado a seis meses de prisão por seu envolvimento na destruição da Coluna Vendôme, um símbolo da autoridade napoleônica.[7] Em 1873, temendo perseguição por parte do governo recém-instalado, Courbet foi voluntariamente para o exílio na Suíça, onde morreu em 1877, de alcoolismo e doença hepática em La Tours-de-Peilz. Seus restos mortais estão atualmente no Cemitério de Ornans.[8] Courbet se auto-proclamava o "homem mais rude e mais arrogante na França".[9]

Courbet liderou o movimento do Realismo na pintura francesa do século XIX, comprometendo-se a pintar apenas o que via. Quando lhe pediram que pintasse anjos ele respondeu que os pintaria se os visse.

Rejeitou a convenção acadêmica e o romantismo da anterior geração de artistas plásticos e a sua independência foi um exemplo importante para artistas posteriores, como os impressionistas e os cubistas. Courbet ocupa um lugar de destaque na pintura francesa do século XIX, seja como um inovador seja como artista disposto a fazer declarações socialmente ousadas, através de seu trabalho.

Como admirador de Louis Le Nain e Rembrandt, Courbet tinha ligações com a tradição de Caravaggio, e sua obra, como a daquele, era acusado de uma suposta vulgaridade e de falta de conteúdo espiritual.[10]

A pintura de Courbet do final dos anos 1840 e início dos anos 1850 trouxe-lhe o primeiro reconhecimento, desafiando convenções, descrevendo camponeses e trabalhadores de forma livre de idealizações, utilizando a grande escala, tradicionalmente reservadas para pinturas de temas religiosos ou históricos.

Nas décadas que se seguiram, as pinturas de Courbet foram, na sua maioria, de caráter político, menos abertamente: paisagens, horizontes marítimos, cenas de caça, nus e naturezas-mortas.

Ver também

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Referências

  1. «Gustave Courbet (1819-1877) : une biographie» (em francês). Museu de Orsay. Consultado em 8 de maio de 2015. Cópia arquivada em 8 de maio de 2015 
  2. «Página acessada em 22 de janeiro de 2016.». www.biografiasyvidas.com 
  3. LÉGER, Charles. Courbet et son temps, Les éd. Universelles,‎ 1948, p. 16
  4. RAGON, Michel. Gustave Courbet, peintre de la liberté. Paris: Fayard, 2004, p. 11.
  5. RAGON, pág. 13-14.
  6. «Página acessada em 24 de janeiro de 2016.». www.biography.com 
  7. «Página acessada em 24 de janeiro de 2016.». www.musee-orsay.fr 
  8. «Página acessada em 24 de janeiro de 2016.». www.theartstory.org 
  9. «Página acessada em 24 de janeiro de 2016.». www.metmuseum.org 
  10. JANSON, H. W.; A. F. (2009). Iniciação à história da arte. São Paulo: Martins Fontes. pp. 328–329 

Ligações externas

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O Wikiquote tem citações relacionadas a Gustave Courbet.
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