Gustavo Corção

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Gustavo Corção
Nascimento 17 de dezembro de 1896
Rio de Janeiro
Morte 6 de julho de 1978 (81 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileira
Ocupação Escritor, jornalista e professor
Religião Católico romano

Gustavo Corção (Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1896 – Rio de Janeiro, 6 de julho de 1978) foi um escritor e pensador católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil.

Sua obra é influenciada pelo Distributismo, a apologia católica do escritor inglês G.K. Chesterton, influência extensamente explicada no seu ensaio Três Alqueires e uma Vaca. Entretanto, uma outra influência sobre o seu pensamento veio do filósofo Jacques Maritain.

Formado engenheiro, Corção só obteve notoriedade no campo das idéias aos 48 anos, ao publicar o livro A Descoberta do Outro, narrativa autobiográfica de sua conversão ao catolicismo (influenciado por Alceu Amoroso Lima). Como engenheiro, era um apaixonado pela eletrônica. Foi durante anos professor dessa disciplina na Escola técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia. O amor à eletrônica e à música sacra levou-o a ser um estudioso e intérprete de órgão Hammond. Este instrumento musical tornou-se uma de suas paixões, tanto pela engenhosidade de sua construção como por sua sonoridade.

Sua produção literária e seu estilo foram considerados por muitos na mesma altura da de Machado de Assis,[1] autor que o inspirou a produzir e publicar uma antologia (de Assis).

Sobre Gustavo Corção, Raquel de Queiroz afirmou em 1971: “A maioria dos brasileiros conhecem duas faces de Gustavo Corção. Uma, a do escritor exímio, a usar como ninguém a língua portuguesa, o autor que, vivo ainda, graças a Deus, é um indiscutível clássico da literatura nacional. [...] A segunda face é a do anjo combatente, de gládio na mão, a castigar os impostores que vivem a gritar o nome de Deus e da Sua Igreja, não para os louvar, antes para apregoar na feira inocente-útil do ‘progressismo’.[2]

O pensamento de Gustavo Corção caracteriza-se por uma postura política conservadora, inimiga do catolicismo liberal e favorável ao diálogo com a esquerda, representado por Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, e Dom Hélder Câmara, e pela defesa do tradicionalismo litúrgico e doutrinário, o que o colocou em posição de antagonismo em relação à Igreja que emergiu do Concílio Vaticano II; concílio convocado pelo Papa João XXIII e encerrado pelo Papa Paulo VI.[3] [4]

Corção apoiou a derrubada do governo de João Goulart pelo movimento encabeçado pelos militares, em 1964, pois entendia que esse governo abria as portas para o comunismo e, consequentemente, para a influência soviética no Brasil, implicando no fim da democracia e das liberdades individuais, incluindo a liberdade de possuir uma fé religiosa.[3]

Suas polêmicas com católicos menos conservadores e com as esquerdas, ocorriam em grandes jornais como O Globo, Rio de Janeiro  e O Estado de S. Paulo .

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A Descoberta do Outro
  • Três Alqueires e Uma Vaca
  • Lições de Abismo (Romance)
  • As Fronteiras da Técnica
  • Dez Anos
  • Claro Escuro
  • Machado de Assis
  • Patriotismo e Nacionalismo
  • O Desconcerto do Mundo
  • Dois Amores Duas Cidades
  • O Século do Nada
  • A Tempo e Contra-tempo
  • Progresso e Progressismo
  • As Descontinuidades da Criação

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Queirós, A (27 de julho de 2004), "Uma crônica sobre Gustavo Corção ou rompendo a conspiração do silêncio", Oito Colunas .
  2. de Queirós, Raquel (novembro de 1971), "O amigo", Permanência .
  3. a b (PDF) RBH, 32, Scielo, p. 8, http://www.scielo.br/pdf/rbh/v32n63/08.pdf .
  4. Permanência, BR, http://permanencia.org.br/drupal/node/540 .
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