Gustavo Noboa

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Gustavo Noboa
Nascimento 21 de agosto de 1937
Guaiaquil
Morte 16 de fevereiro de 2021 (83 anos)
Miami, Estados Unidos
Sepultamento Peace Park of Aurora
Cidadania Equador
Irmão(s) Ricardo Noboa Bejarano
Alma mater
  • Universidade de Guayaquil
Ocupação político
Prêmios
  • Colar da Ordem de Isabel a Católica (2001)
  • Cavaleiro Comandante com Estrela da Ordem de São Gregório Magno (1996)
  • Grand Collar of the Order of the Southern Cross (2001)
  • Grande Colar da Ordem do Condor dos Andes (2001)
  • Comendador da Ordem de São Silvestre (1979)
  • Colar da Ordem do Papa Pio IX
  • Grã-Cruz da Ordem O Sol do Peru (2002)
  • Ordem Nacional de San Lorenzo (2000)
  • honorary doctor of the Renmin University of China (2002)
  • Grã-Cruz da Ordem de Isabel, a Católica (2001)
  • Gold medal of Galicia (2001)
Empregador Universidad Católica de Santiago de Guayaquil
Ideologia política conservadorismo
Causa da morte enfarte agudo do miocárdio

Gustavo Noboa (Guaiaquil, 21 de agosto de 1937Miami, 16 de fevereiro de 2021) foi um político conservador equatoriano, presidente de seu país de 21 de janeiro de 2000 a 15 de janeiro de 2003.[1] Assumiu o governo com a saída de Jamil Mahuad da presidência, depois de uma rebelião popular orquestrada por grupos indígenas e militares de baixa patente, liderados por Lucio Gutiérrez. Na ocasião, Mahuad foi forçado a abandonar a sede do governo, enquanto o coronel Gutiérrez, o líder indígena Antonio Vargas e o advogado Carlos Solórzano formavam uma "Junta de Salvação Nacional". Em seguida, a cúpula militar forçou a saída da 'Junta' provisória e entregou o poder a Noboa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

No governo, Noboa manteve o sistema de dolarização e acentuou as políticas de direita iniciadas por seu antecessor. Encomendou a construção do oleoduto privado de petróleo pesado; renegociou a dívida externa (logo após a inédita moratória unilateral dos títulos Brady declarada por Mahuad). Durante o mandato de Noboa, os militares que participaram da quartelada de 21 de janeiro receberam anistia e veio à tona um escândalo por má conduta nos gastos da contratação de seguros por parte da cúpula militar.

Noboa realizou eleições livres para a presidência, nas quais foi eleito o ex-coronel Lucio Gutiérrez. Cerca de três meses depois do fim de seu mandato, Noboa foi acusado de malversação de fundos na renegociação da dívida externa. Esta denúncia, feita por seu inimigo político León Febres-Cordero, gerou uma ordem de prisão que obrigou Noboa a buscar asilo político na República Dominicana, onde permaneceu de 2003 a abril de 2005, quando voltou ao Equador após a anulação do pedido, declarada por Guillermo Castro Dáger, que "usurpou" o cargo de Presidente da Suprema Corte de Justiça. Após Castro ser expulso do cargo e Gutiérrez ser derrubado, o novo governo de Alfredo Palacio invalidou todas as decisões de Castro como suposto juiz e ordenou a prisão domiciliar de Noboa em Guayaquil.

Morreu em 16 de fevereiro de 2021 em Miami de infarto, enquanto recuperava-se da cirurgia no cérebro devido a um tumor benigno.[2]

Referências

  1. "Ecuador's ex-President Gustavo Noboa released from house arrest", The Associated Press, March 17, 2006
  2. Roura, Claudia (16 de fevereiro de 2021). «Fallece el expresidente Gustavo Noboa en Estados Unidos» (em espanhol). Ecuavisa. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Jamil Mahuad
Presidente do Equador
2000 — 2003
Sucedido por
Lucio Gutiérrez