Hárpalo

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Hárpalo foi um nobre macedônio que roubou uma fortuna de Alexandre, o Grande, fugiu para Atenas, gastou parte da fortuna com prostitutas e subornos, e terminou sendo assassinado.

Hárpalo, um macedônio, fugiu de Alexandre e trouxe uma frota da Ásia para a Europa, chegando a Atenas.[1] Vários oradores correram para Hárpalo, de olho na sua fortuna, e ele distribuiu alguns sacos de dinheiro, como isca. Para Phocion, porém, Hárpalo ofereceu setecentos talentos, além de tudo que ele tinha, se colocando à disposição de Phocion.[2] Phocion disse que Hárpalo iria se arrepender a menos que ele parasse de tentar corromper a cidade, e ele desistiu.[3] Depois de um tempo, quando os atenienses estavam julgando o caso, vários que haviam recebido seu dinheiro mudaram de lado, por medo de serem descobertos, e o denunciaram, porém Phocion se mostrou favorável a Hárpalo, e aos interesses públicos.[3] Hárpalo descobriu que Phocion era insubornável, porém ele conseguiu se tornar amigo de Cáricles, genro de Phocion.[4]

Ele foi preso pelos cidadãos. Ele se casou com Pythonice, que era cortesã em Atenas e Corinto, e a amava tanto que, após sua morte, fez para ela um dos túmulos mais notáveis da Grécia.[1] Pythonice teve uma filha com Hárpalo, e este encarregou Cáricles de construir seu túmulo.[5] O túmulo de Pythonice podia ser visto, à época de Plutarco, na estrada de Atenas a Elêusis, e não parecia valer os trinta taletos que Cáricles havia cobrado de Hárpalo.[6]

Ele fugiu de Atenas após subornar os cidadãos, inclusive os amigos de Alexandre.[1] Hárpalo fugiu com uma esquadra para Creta, onde foi morto por seus servos ou por um macedônio de nome Pausânias.[7] Seu servo, que fugiu com seu dinheiro para Rodes, foi capturado pelo macedônio Philoxenus, que o interrogou e obteve a lista de todos a quem Hárpalo havia corrompido, e enviou a lista a Atenas,[7] com o nome a quantia usada no suborno; Demóstenes, que havia sido acusado de ter recebido suborno, não estava na lista.[8]

Após sua morte, sua filha com Pythonice foi criada por Cáricles e por Phocion.[6]

Referências

  1. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 1.37.5 [em linha]
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Phocion, 21.2 [em linha]
  3. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Phocion, 21.3
  4. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Phocion, 21.4
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Phocion, 22.1
  6. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Phocion, 22.2
  7. a b Pausânias, Descrição da Grécia, 2.33.4 [em linha]
  8. Pausânias, Descrição da Grécia, 2.33.5